Loving The Enemy
26 The Muggle side of London
Notas iniciais
POV Draco
Acordei com o barulho de malões, corujas e o trem esquentando ao fundo, Hogwarts estava movimentada, todos os alunos estavam se arrumando para ir embora, meu dormitório já estava vazio, Blásio, Nott, Crabbe e Goyle já haviam saído. Meu malão já estava arrumado da viagem que eu fiz até minha casa. Olhei no relógio, ainda faltava uma hora para o trem partir, dava tempo de um banho.
Depois de uma ducha gelada e me vestir, peguei meu malão e vesti uma roupa normal, a minha habitual camisa branca semi-aberta e minha calça social preta. Peguei aquela coruja chata e sai do dormitório. Na porta do salão comunal olhei para aquele lugar vazio, provavelmente seria a ultima vez que andaria aqui calmo e sem um peso enorme nas costas: um assassinato e uma guerra. Faltavam três meses. Apenas três.
Dei de costas e sai andando, antes que o arrependimento batesse e sai andando em direção as carruagens. Procurei a Hermione por lá, mas ela já havia ido, restava apenas uma carruagem.
- Por Merlin! Só faltava você! – o anão do professor Flitwick falou.
Entrei na carruagem sem respondê-lo e em silencio, segui até o trem. Deixei meu malão com aquela escória do Filch e entrei no trem.
O vagão da Sonserina era o ultimo, ou seja, passaria pelo da Grifinória e cumprimentaria minha Hermione.
Olhava vagão por vagão, e nada dela e dos amigos patéticos dela. Até que ouvi uma risada gostosa, a risada dela. Um dos motivos dos meus sorrisos.
Olhei dentro do vagão e lá estava ela e os amigos, Hermione e a Weasley sentadas de um lado e o Potter e o Weasley do outro. Bati no vidro e os quatro me olharam. Foi uma variedade de olhares e o melhor de todos, com certeza, era o dela. Ela me olhava com um sorriso no rosto e com uma cara de surpresa. O Potter me olhava com uma cara de quem estava aprendendo a conviver comigo, assim como eu estava aprendendo a conviver com ele. O Weasley me olhava vermelho de raiva, com uma cara impagável de quem comeu e não gostou com certeza eu devia fazer um feitiço para manter aquela feição lá. A Weasley me olhava com curiosidade, como se eu fosse algo raro – eu era modéstia a parte – e se ainda não acreditasse.
A Hermione se levantou da poltrona e veio até eu abrir a porta.
- Oi – ela disse baixinho com um sorriso tímido.
- Olá. – respondi baixinho também abrindo meu melhor sorriso, coisa que era fácil com ela por perto.
- Veio se sentar com a gente? – ela perguntou brincando.
- Com certeza não. Ao menos que você queira que eu voe através da janela por causa do Weasley. – eu brinquei e ela riu.
- Não sei o que ele tem. – ela disse sincera dando de ombros.
- Certeza que não sabe? É ciúme.
- Ele teve a chance dele, mais agora não me importa mais, afinal quem eu amo agora é um loiro lindo com os olhos e o sorriso mais lindo que eu já vi na minha vida e que eu daria o mundo por ele, conhece?
Eu sorri. Ela disse tudo aquilo na maior sinceridade possível.
- Que bom que você deu essa chance para ele, saiba que ele também te ama muito. – eu disse e ela sorriu.
O trem começou a andar e estava na hora de eu ir para o meu vagão.
- Tenho que ir, até mais tarde no nosso passeio trouxa. – eu disse, ela riu.
- Vai estar lá mesmo? – ela me perguntou
- Acha que eu ia perder um passeio pelo mundo trouxa? – eu disse irônico.
- Tudo bem. – ela riu e eu lhe dei um beijo na testa e sai dali.
POV Hermione
- Beijo na testa? Por Merlin Hermione, que coisa mais linda! O que você fez com o Malfoy? – Gina brincou.
Eu demorei um pouco para responder por que estava ocupada sorrindo que nem besta para o nada apenas lembrando-me do que tinha acabado de acontecer.
- Com licença acho que vou vomitar. – O Rony falou irônico.
Nós apenas o ignoramos e começamos a conversar de assuntos diversos que não envolvia eu e o Draco, porque senão o Rony não queria saber e ficava estressado.
(...)
Desembarcamos na plataforma e eu não encontrei o Draco por lá, logo avistei meus pais e dei um longo abraço neles e desejei feliz natal, estava com saudades de ambos.
Saímos da estação de King’s Cross e dentro do carro eu falei:
- Tenho uma noticia a dar a vocês. – eu disse sorrindo
- Fale minha filha.
- Estou namorando.
- Ai meu Deus, que lindo! Com quem? O Rony? Aquele seu amigo que você falava? – minha mãe me perguntou.
- Não, o Draco Malfoy.
- O menino Malfoy que te chingava, zombava e te irritava? – minha mãe perguntou confusa.
Mesmo ela sendo trouxa, eu contava tudo para ela que acontecia no mundo bruxo e o Draco estava nisso.
- Ele mesmo...
- Como foi que isso aconteceu?
- Você sabe, todos dizem que entre o amor e o ódio, existe uma linha bem fina e fraca... E de repente, quando nós vimos, estava tudo trocado...
- Awn, que lindo! – minha mãe disse feliz.
Eu estando feliz, ela também estava. Isso era o que eu mais amava nela.
- Pai? Você está quieto o caminho inteiro... O que foi?
- Nada minha filha, é que eu não consigo imaginar minha garotinha namorando, eu sei que você cresceu, mais sabe como é um pai não é mesmo? Preocupa-me apenas que esse menino seja aquele que agente sempre via você chorando...
- Ele mudou pai. – eu disse orgulhosa. Era verdade, ele havia mudado e havia sido eu o mudou.
- Eu acredito filha, para você estar com ele... E então, quando vamos conhecê-lo? Preciso aprovar o namorado da minha filha não é mesmo? – ele perguntou
- Amanha. Eu o convidei à passar uma semana em casa e eu vou mostrar a ele o mundo trouxa, que ele não conhece.
- Filha, não importa que você já esta há 6 anos naquele colégio, mais a idéia de que tem gente que não conhece nada disso aqui... Eu apenas não consigo imaginar. HAHAHAHAHA – minha mãe falou.
- Pois é. – meu pai concordou.
- Eu sei, mas existem muitos bruxos assim, que não conhecem nada, principalmente da família dele, que é sangue pura.
Continuamos conversando e logo chegamos a casa. Era uma bela casa branca, três andares e quatro quartos. Eu amava minha casa, lá podia ficar a vontade. Fui para o meu quarto levar o meu malão e arrumar minhas coisas. Faltava ainda duas horas para eu me encontrar com o Draco.
- Hermione, venha almoçar. – minha mãe gritou do pé da escada e eu desci, estava com saudades da comida da minha mãe, tudo bem, a comida de Hogwarts era maravilhosa, mais comida de mãe é tudo de bom.
Apenas eu e minha mãe estávamos almoçando, meu pai já havia ido ao consultório, ele teria um paciente agora no horário do almoço.
- Filha, onde o Draco vai dormir quando ele vier para cá?
- No meu quarto oras, tem uma cama de casal! – eu respondi.
Juro que nenhum pensamento pervertido passou pela minha cabeça, mas não posso dizer o mesmo da minha mãe pela cara que ela fez.
- Mãe, relaxa. Agente só vai dormir, mais nada. – eu enfatizei a palavra dormir e ela acreditou. Realmente eu não pretendia contar que eu não era mais virgem por enquanto. Seria muita noticia para um dia só.
Depois do almoço eu me troquei e fui para o ministério da magia atrás do Draco.
Como sempre, lá estava uma completa bagunça, eram aviõezinhos de papel voando, bruxos e bruxas aparatando de todas as lareiras, cabines telefônicas descendo e subindo... Uma loucura.
Andava olhando em volta a procura dele até que levo um susto quando um par de braços me abraça por trás pousando as mãos na minha barriga.
- Ai está você. – sussurrou em meu ouvido e meu corpo arrepiou quando reconheceu a voz.
Eu levei minha cabeça para trás encostando no seu peito e me estiquei para beijar a sua bochecha.
- Vamos? – perguntei.
- Vamos.
Desprendi-me dele e peguei sua mão e entramos numa cabine telefonica, digitei o numero que iria dar para perto de casa.
POV Draco
Assim que a porta da cabine telefônica se abriu meu coração acelerou. Eu estava em um mundo totalmente novo, segurei forte a mão da Hermione.
O pouco que eu sabia sobre os trouxas, que era muito pouco, pois eu tinha estudado Estudo dos Trouxas apenas durante o terceiro ano me permitiu saber que: a rua estava cheia de carros. Os mais diversos carros.
Olhava tudo atônico, era tão estranho, na verdade, era diferente. As pessoas não usavam compridas capas, chapéus pontudos... Usavam roupas normais.
Uma mulher na minha frente passou com um negócio que eu não sei o que era e dentro dele tinha um bebê, este estava chorando.
- Hermione, o que é aquilo? – eu perguntei me referindo aquele negócio.
Ela riu da minha cara, mais respondeu:
— É um carrinho de bebê Draco, as mães colocam seus filhos lá para não precisarem carregá-los no colo.
- Ah, vamos para sua casa, por favor. – eu pedi
- Tudo bem. – ela sorriu e nós continuamos a andar, eu pude perceber que o movimente de carros havia diminuído e agora as ruas estavam menos movimentadas e tinha pequenas casas – perto da minha – coloridas e muito bonitas.
- Aquela é a minha casa. – Hermione apontou para uma casa branca, no outro lado da rua, era a maior da rua, tinha três andares e dois carros, mais ainda era bem menor que a Mansão Malfoy, que cá entre nós, era um exagero de grande.
- É bonita.
- Obrigada. – ela respondeu e nós atravessamos a rua.
- E se seus pais não gostarem de mim? – eu perguntei e no mesmo instante corei essa era a pergunta mais ridícula de todas.
- Eles vão gostar de você. – ela disse e então abriu a porta.
Meu coração acelerou, eu nunca tive uma namorada, então não sabia o que era conhecer os pais dela, eu nunca havia entrado em uma casa trouxa.
- Mãe?
- Estou aqui na sala.
- Vem. – ela sussurrou e foi na frente.
- Hermione! – eu chamei baixinho.
- Fala.
Eu a puxei para um selinho.
- Estou nervoso.
- Vai dar tudo certo Draco, relaxe.
Eu acenti e peguei na mão dela. Ela me levou até onde seria a sala, uma mulher de cabelos castanhos cacheados e claros estava sentada no sofá, logo presumi que seria a mãe dela.
A mulher se levantou e me olhou da cabeça aos pés, eu fiquei constrangido. Ela se parecia muito com a Hermione, mais com certeza, Hermione era uma versão muito mais bonita.
- Hermione Jean Granger porque você não me disse que ele era bonito desse jeito? – ela exclamou e eu corei mais ainda, Hermione riu e apertou minha mão.
A mulher, logo percebendo meu constrangimento começou a falar:
- Não se acanhe jovem rapaz, muito prazer sou a mãe dela, (n/a: muito obrigado J.K por não falar o nome dela, sintam a ironia) queria poder dizer que minha filha sempre falou muito bem de você mais assim eu estaria mentindo e uma coisa que eu aprendi com Hogwarts é que não se deve contar mentiras. HAHAHAHA – eu corei. Ela sabia de tudo? Valeu Hermione.
- Me desculpe Sra. Granger por fazer sua filha sofrer durante anos. – eu disse mais falei olhando para Hermione, devia esse pedido de desculpas a ela.
- Tudo bem, ela me falou de vocês hoje, e posso afirmar que ela falou muito bem de você. Mas venham, sentem-se.
Hermione me puxou para o sofá e eu me sentei ao lado dela, ainda segurava sua mão. A Sra. Granger aparentava ser legal e inteligente também, em muitos aspectos ela lembrava a Hermione.
Ela começou a me fazer perguntas e eu ia respondendo com a maior educação que um Malfoy era capaz de dar. E olha, eu tinha muita educação para um Malfoy. Depois de um tempo eu já estava mais a vontade, não estava mais nervoso.
- Mãe, chega de interrogar o Draco, me deixe levá-lo até o quarto para ele arrumar as coisas dele.
— Mais ele não trouxe mochila...
- Magia. – eu respondi simplesmente. Ela sorriu.
- Ah claro.
Hermione me levou até o quarto dela e fechou a porta. Eu estava olhando o quarto dela, era um típico quarto de menina, não que eu já tenha entrado em algum, mais era como eu imaginava. Havia uma cama de casal no meio, com uma colcha rosa clara, todos os móveis eram brancos, assim como a maioria dos moveis da casa dela, sendo totalmente ao contrario da minha casa, onde tudo era preto. A nossa diferença estava ali também.
Tinha uma bancada branca em frente à cama com alguns porta-retratos, tinha fotos dela com os pais, com o Potter e com o Weasley, com a Weasley e um vazio e admito que fiquei com ciúmes dela ter fotos com o Weasley. A moldura do retrato vazio era a mais bonita e não entendi porque ele estava vazio.
- Porque esse não tem foto?
- Porque eu não achei uma foto tão bonita que merecesse estar ai.
- Hm... Sabe o que eu acho? – eu perguntei com um sorriso malicioso a puxando para perto de mim.
- O que você acha? – ela colocou os braços em volta do meu pescoço e eu adorava quando ela fazia isso.
- Que eu sou bonito o bastante para estar nesse porta-retrato e acho também que ficaria mais bonito se você estivesse nele comigo. – ei respondi e selei nossos lábios.
- Convencido é pouco, mas você tem razão, com certeza seria a única foto que merecesse ficar ai.
Ela me beijou novamente, calmamente, não tinha aquela necessidade de ser rápido, porque nós teríamos duas semanas juntos, sem ninguém. Minhas mãos se limitavam a ficar na cintura dela para reprimir desejos inapropriados para a casa dela.
Sentamos-nos na cama dela e ela me mostrou várias fotos dos lugares mais legais da Londres Trouxa e eu tinha me apaixonado pela aquela tal de London Eye. A Hermione iria me levar hoje lá. Eu estava mega animado e essa animação minha era desconhecida.
- Isso é como se fosse o Ministério da Magia. – ela estava me mostrando uma foto do Parlamento.
- Filha! Seu pai chegou, desce aqui você e o Draco. – a mãe dela gritou lá de baixo.
- Vamos Draco?
- Vamos. – eu respondi meio nervoso, agora era o pai dela.
Ela pegou na minha mão novamente e agente desceu lá para a sala.
- Então você é o Draco Malfoy. – um homem alto, meio gordinho e de cabelos castanhos me perguntou assim que eu cheguei lá. Eu congelei.
- Sou sim Sr. Granger. – eu respondi meio envergonhado.
- Não se acanhe, está tudo bem. Só te peço uma coisa, vai ser a única coisa me promete que irá fazer?
- Prometo. – eu disse de imediato. Uma coisa eu tinha certeza, eu era capaz de fazer tudo por ela.
- Cuide dela, proteja, não deixe que nada de mal a aconteça, que ela não se machuque, nem fisicamente e muito menos emocionalmente. Promete?
Ele falava de um jeito tão sério, ele olhava tão fixamente para os meus olhos e eu tive a impressão de que ele sabia de algo, sabia o estava por vir.
- Prometo. – eu disse.
- Confio em você garoto. – ele disse e então eu peguei a mão da Hermione e nós saímos e fomo para a tal da London Eye
- Não voltem tarde filha ok? – a mãe dela falou.
- Pode deixar mãe.
(...)
POV Hermione
Já tinha escurecido, a roda gigante estava toda enfeitada por causa do natal, tinha várias luzinhas piscando. Os olhos do Draco brilhavam de emoção, ver ele ali, tão perdido no mundo trouxa era engraçado.
Eu estava tão feliz por ter ele ali do meu lado, poder andar de mãos dadas sem ninguém olhando feio ou torto.
Estavamos na fila esperando a nossa vez de entrar e o Draco estava impaciente, ele não sabia o que era ficar em uma fila.
- Porque a gente não passa na frente deles Hermione? Um Malfoy não foi feito para esperar!
- Sinto lhe informar que o seu nome não significa nada aqui.
Ele bufou. Logo a fila andou novamente e era nossa vez de entrar. Os olhos de Draco brilhavam, e que nem criança saiu correndo e entrou em uma cabine. Eu rindo entrei atrás dele e parei ao seu lado.
- Lindo não? – eu perguntei me referindo à vista. Que começava a ficar mais ampla à medida que a roda ia girando.
- Lindo mesmo. Está tudo perfeito Hermione – ele me abraçou – eu não iria preferir outro jeito de passar o natal. Aqui é lindo, estar aqui com você é maravilhoso. – ele me disse com uma felicidade estampada no rosto e com os olhos brilhando.
Nós estávamos abraçados, corpos colados, respiração se misturando, corações acelerados batendo descompassados.
- Eu te amo Draco. E eu não consigo imaginar um futuro que você não esteja presente, por favor, nunca não vá embora.
- Eu também te amo minha Hermione, eu não seria capaz de te deixar, não seria capaz de um futuro longe de você.
Ele passou a mão delicadamente sobre o meu rosto, tirou uma mexa do cabelo e colocou atrás da orelha e ainda segurando meu rosto, selou nossos lábios.
O beijo foi maravilhoso, foi apaixonado, cheio de amor.
(...)
Depois da roda gigante demos uma volta perto do Rio Tamisa, mais já estava bem escuro e decidimos voltar para casa. Chegando lá, meus pais já estavam dormindo, então, em silencio, nós subimos até o meu quarto e vestimos nossos pijamas, Draco dormia apenas com uma calça de moletom cinza, que ficava extremamente linda nele, sua barriga definida estava à mostra e eu contava mentalmente tentando manter o controle. Vesti minha camisola de seda azul clara e deitei na cama e puxei o Draco para deitar comigo.
Eu me virei de lado e ele me abraçou por trás, deitávamos de concinha, nossas pernas entrelaçadas e minhas mãos por cima das dele, ele me segurava perto dele. Seu rosto encostado no meu pescoço, eu podia sentir a respiração dele no meu ombro.
- Boa noite Hermione. – ele sussurrou em meu ouvido e depositou um beijo no meu pescoço.
- Boa noite Draco.
Notas finais
obs: nada de Hentai durante os cap que eles estarao na casa da Hermione, eles irao se comportam, por isso aguentem até a semana deles sozinhos na casa da praia kkkkk já disse que eles vao estar SOZINHOS? kk pois é
beijos e comentem mesmo, porque com bastante reviews eu me esforço para postar rapido (:
beijos
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