Loving The Enemy
44 Scorpius Granger Malfoy
Notas iniciais
mas enfim, esta aqui e eu ja estou escrevendo o proximo, entao pode vir hoje tbm (:
beijos
POV Hermione
Eu continuava sem falar nada, minha voz não saia, mas eu tinha certeza que eu tava com cara de trouxa. Ele se aproximou e parou no meu lado, e o filho da mãe continuava sorrindo maravilhosamente.
- Olha quem eu achei no meio caminho.
Ele falou sorrindo e me mostrou meu filho. Era uma cópia perfeita dele, loirinho. Qualquer um que visse saberia que esse era um Malfoy, a pele branquinha e perfeita. Ele me entregou e eu sorria que nem besta olhando para o meu filho.
- Hey, Scorpius, acorde pequeno, mamãe e papai querem ver seus olhos. – eu falei pela primeira vez, o bebe resmungou alguma coisa e vagarosamente abriu os olhinhos.
Draco passou a mão sobre o meu rosto e sussurrou:
- Desculpe-me.
- Você está aqui agora, comigo e com o pequeno Scorpius não está? – eu disse e ele sorriu novamente.
- Estou, e nunca mais vou sair.
- Então não tem o que se desculpar. – eu disse e sorri.
- Ele tem os seus lábios.
- Ele tem os seus olhos.
- Mione, posso te perguntar uma coisa?
- Aham.
- Scorpius? Como você...
- Eu tive um sonho, não sei se foi um sonho ou se foi real. Você me encontrou e então começou a me contar sobre as estrelas e...
- Eu sonhei com isso. – ele me interrompeu.
- Nossas mentes se conectaram? Mas como? – eu perguntei
- Eu acho que ambos queriamos muito a mesma coisa. – ele deu de ombros. Draco não parara de sorrir desde o momento em que ele havia chegado ali, para mim, ele nunca estivera tão lindo.
- Ficar juntos.
- Sim. – sorrimos de novo.
- Esse bebê é a coisa mais linda desse mundo. – eu disse.
- Assim como a mãe. Te amo Mione.
- Como você me achou Draco?
- Você não vai nem acreditar... Foi o Weasley.
- Ahn?
- Pois é. Eu estava andando pelo ministério, dai do nada o Potter aparece, me enche de porrada e vai embora, o Weasley me oferece ajuda e me leva para casa dele e Hermione que lugar é aquele!? – eu revirei os olhos e ri. – Dai ele me conta de todo o plano dele de te perseguir e de repente um negócio começa a disparar e ele me manda pra cá.
- O Ron?
- Até agora não acredito.
- Eu também não com sigo acreditar, nem que ele conseguiu pensar em todo um meio de me seguir.
- Mais podem acreditar. – a voz do Ron saiu pela porta.
- RON! – eu gritei, fazia tanto tempo que não o via. Ele correu e veio me abraçar.
- Deixe-me ver esse pequeno... – ele disse e pegou o bebê no colo.
- Cuidado... – o Draco ralhou.
- Cala a boca Malfoy. Eu não iria derrumar meu sobrinho.
- Até parece que filho meu vai ser seu sobrinho. – Draco reclamou, e eu percebi que aquela dicussão iria longe.
Eu não interferi, porque mesmo os dois estarem discutindo eu sabia pelo tom de voz dos dois, que não existia mais inimizade. Que o Draco só falava daquele jeito com o Ron por ser orgulhoso demais e Ron só falava daquela maneira com Draco por costume.
- E então vai ser de quem? Que amigo comensal você vai escolher?
- Eu escolheria o Theo. – eu disse me metendo.
- Não! – o Draco disse.
- HAHAHAHAHA – o Ron disse e eu olhei para Draco indignada.
- Tudo bem, o Theo é melhor que o Weasley.
- Hermione você não vai me escolher para ser padrinho do seu filho? Tudo bem que ele é um completo Malfoy, e não duvido muito que vai ser uma criança insuportavel, arrogante e mimada, mas...
- Ron!
- Desculpe.
- Gente, agora não é hora de escolher os padrinhos! Ron você não sabe nem o nome dele ainda!
- É verdade. E qual é?
- Scorpius Granger Malfoy. – o Draco respondeu.
O Ron tentou não sorrir para o Draco quando ele respondeu, mais foi inevitavel. Estava nascendo uma amizade entre os dois.
- Bonito o nome. E Hermione, quando você sai do hospital? – ele me perguntou
- Amanha mesmo. A médica disse que eu estou tendo uma boa recuperação, e cá entre nós... São as poções que eu tomei antes do parto. – eu sorri.
- E onde você vai morar? Quer dizer... Você e o Malfoy vão morar juntos ou...
O Rony parou de perguntar quando percebeu minha expressão, eu realmente não sabia o que seria agora, porque eu não tinha uma casa minha. E Draco tinha a mansão Malfoy, mas eu não iria morar lá, não mesmo.
- Mas é claro que vamos morar juntos. – o Draco se precipitou em falar.
- Vamos? — perguntei
- Vocês vão? – Ron perguntou
- Claro. – ele respondeu para o Rony, mas depois começou a falar olhando para mim. – Na nossa casa, nosso chalé da praia, longe de todo mundo, só eu e você e nosso filho. – eu sorri. Lá seria perfeito.
- Bem, eu já vou indo, vou me encontrar com o Harry e Gina, tenho que avisar que o bebê nasceu...
- Não. Eu quero dar a noticia. Pode não contar nada por enquanto? Nem que você me achou, nem que o bebê nasceu? Quero juntar todos e contar ao mesmo tempo... Na nossa casa. – eu disse e peguei a mão do Draco.
- Está bem Hermione, só não demore muito, o Harry e a Gina me matarão quando descobrirem que eu escondi isso deles – ele disse e olhou para o bebezinho em seu colo, e sorriu. – Ele é lindo Mione.
- Você me acha lindo Weasley? – o Draco perguntou sarcástico.
- Como é que é?
- Você acabou de chamar meu filho de lindo, e ele é a minha cara... Logo...
- Cala a boca Malfoy, não consegue ficar um instante sem falar merda?
- Eu consigo e...
- Os dois, parem, por favor. – eu pedi e revirei os olhos.
Ron veio me entregar o bebê, me deu um beijo na testa e disse:
- Não sei como você consegue aturar ele Mione.
- Ele nem sempre é assim... – eu disse brincando e ele riu.
- Vou indo. Tchau Mi, tchau Malfoy.
- Tchau Weasley.
E pela primeira vez em sete anos, esse havia sido um cumprimento amigavel, não teve ódio na voz, raiva ou inimizade. Saiu natural.
- Gostei da sua ideia, a casa da praia vai ser perfeita.
- Também acho. É afastado, nosso filho vai poder crescer em paz e nós teremos sossego...
“Toc Toc”
- Pode entrar. – eu respondi
- Desculpem-me, mas está na hora de levar o bebê, temos ainda que verificar umas coisas
- Ah sim claro. – eu respondi e comecei a me levantar para entregar o bebê.
- Deixa que eu pego o bebê. – o Draco disse e tirou o bebê do meu colo.
- Draco, eu só tive um bebê, não estou doente ou invalida. – disse em um tom divertido e a enfermeira riu. Não era a mesma que estava aqui mais cedo.
- Então esse é o pai? – ela perguntou sorrindo e olhando o Draco da cabeça aos pés e parando por um tempo mais que o necessário nas partes baixas e depois subiu com um sorrisinho bobo no rosto. Se ela não tivesse com o meu bebê no colo ela já estaria no chão agora.
- É. – eu respondi seca. Ela me ignorou, estava esperando uma resposta vinda de Draco. Mas ele estava ocupado demais segurando a risada.
- Você é o pai? – ela perguntou de novo.
- Eu sou. – ele dise sorrindo aquele sorriso encantador, a enfermeira sorriu de novo. – Pai do filho do amor da minha vida. – ele falou e depois olhou para mim e riu.
- Hm. – a enfermeira respondeu e saiu.
- Ciumenta. – ele disse e veio para perto de mim.
- Sou mesmo. – eu disse o puxando pela gola da camisa para mais perto, selamos nossos lábios.
Arrepiei-me inteira, afinal, eram cinco meses longes um do outro, cinco meses sem o toque. Ficamos ali, em um selinho demorado, não aprofundamos o beijo.
- Te amo Draco.
Ele se afastou para poder olhar nos meus olhos e sorriu.
- Você não tem noção de como eu estava com saudades de ouvir você falando isso.
Eu sorri. Eu também estava com saudades de dizer aquilo. Estava com saudades dos tempos faceis, dos tempos que sabiamos que estariamos juntos amanha. Sentia falta dos tempos em que eramos apenas dois adolescentes com um sentimento tão grande que foi capaz de vencer todas as barreiras.
- Você vai passar a noite aqui hoje? – eu perguntei.
- Na verdade não, tenho uma coisa para fazer ainda – ele sorriu – amanha de manha, antes mesmo de voce acordar estarei aqui ok?
- Tudo bem. – eu sorri fraco. Queria ele comigo.
- Ei, não se preocupe, estarei aqui pela manhã ok? Prometo. Eu não irei embora novamente.
- Ok. – eu respondi e sorr. Ele beijou minha testa e sorriu uma ultima vez antes de sair do quarto.
Não me restou outra coisa a não ser dormir, estava exausta, esse havia sido um dia cheio. Um dia maravilhoso, não podia negar, estava feliz como nunca estive antes.
POV Draco
Não queria ter que sair de perto dela, mas precisava resolver o négocio da nossa casa. Aparatei direto na nossa futura casa e o elfo me recebeu.
- Menino Malfoy, que honra te ver, está muito mais bonito do que a ultima vez em que te vi, se me permite dizer.
- Obrigado Fragger. Eu me sinto muito bem hoje. Afinal, meu filho nasceu. – eu contei para o elfo, não sei porque, mas precisava compartilhar essa noticia com alguém rapido. Eu era pai.
- Mas que noticia incrivel! E onde está o bebê? E a mãe quem é?
- Os dois estão no hospital ainda, ele nasceu faz poucas horas. É a Hermione Granger, você a conheceu antes.
- Sim, aquela moça bonita! – Fragger respondeu e deu uns pulinhos de alegria e bateu palma. Certeza que aquele elfo não era parente de Dobby? – Que bom que o senhor Malfoy ficou com ela no final de tudo isso... Fragger lembra-se da ultima vez que esteve aqui senhor, e o senhor não deixava Fragger dormir com os seus pesadelos que tinha durante a noite com a moça. Fragger ficava aterrorizado.
- Pesadelos? Eu não me lembro de nenhum pesadelo que tive com ela quando estive aqui pela ultima vez...
- Ah mais isso é claro, madame Malfoy toda manhã levantava mais cedo que o senhor e apagava as memórias do sonho. Madame Malfoy quando viu que Fragger espiava, me fez jurar que não contaria ao senhor naquele momento, mais que Fragger contasse no momento certo.
- O que mais ela pediu para você não contar para mim?
- De como ela estava orgulhosa do senhor. Porque ela sabia o que você sentia pela moça bonita e achava aquele sentimento muito lindo e puro. E que ela nunca havia imaginado que o proprio filho, aquele que havia crescido no meio de tanta escuridão e horror, pudesse sentir algo tão bonito. E que mesmo ela não demonstrando realmente o que sentia, ela sempre quis que o senhor terminasse com a moça bonita porque era ela quem te fazia feliz e madame Malfoy me disse que só queria a sua felicidade.
Eu escutava tudo aquilo abismado. Parecia ser mentira, mas era Fragger que contava, um elfo, e não importa o quão maltratado esse elfo já fora, ele nunca mentiria para os seus mestres. Então tudo o que ele me contava minha mãe havia dito a ele. E ela não me disse por quê? Por medo?
- Fragger faça um favor para mim.
- Será uma honra senhor.
- Vá até a mansão dos Nott e me traga Theodore, mesmo que seja a força. Preciso dele aqui hoje.
- Sim senhor. – ele disse e estralou os dedos e sumiu.
Eu precisava da ajuda de Theo agora. Theo sempre fora um bom desenhista nos anos de Hogwarts, vivia desenhando as salas de aula, o salão principal e os jardins. Ele me ajudaria a arrumar a casa. Seria o meu arquiteto, e com magia, nós deixariamos tudo isso daqui perfeito para mim e Hermione.
Iria fazer uma surpresa para Hermione, quando ela chegasse aqui, tudo já estaria perfeito para morarmos.
Bem, chamar o Theo daquele jeito não era uma boa ideia, provavelmente ele me mataria quando chegasse aqui por mandar Fragger sequestrar ele e...
- Mas que ideia de merda foi essa Draco?! E me larga elfo! – o Theo chegou gritando e logo em seguida Fragger o soltou.
- Preciso da sua ajuda.
- Já falei que não somos mais amigos Draco! Depois do que você fez, eu quero é distancia de você!
- É sobre isso mesmo que estou me referindo Theodore!
- É você que tem que resolver isso, não eu.
- Eu já resolvi Theo. – eu disse sorrindo. – eu a vi hoje. Nosso filho nasceu. É um menino...
- Ahn? Como assim? Ai meu Merlin sério? – ele falou a ultima frase que nem uma menininha colocando as mãos no rosto.
- Que gay você foi agora. – eu disse rindo.
- Ai não enche fuinha. – ele disse e veio me abraçar.
- HAHAHAHA
- Meus parabéns cara! Sério mesmo, tudo de bom para vocês e quero que tudo de certo entre vocês para sempre.
- Muito obrigado. E eu senti sua falta cara.
- Eu também. Mesmo você sendo um grande babaca.
- Mas enfim, eu preciso da sua ajuda.
- Isso você já me falou, mas para o que é?
(...)
- O meu Merlin! Isso ficou perfeito Theodore Nott! – eu exclamei enquanto olhava os cômodos.
- Eu também achei... Nunca tinha feito algo tão bem feito assim.
- Você acha que ela irá gostar?
- Você deve tá brincando né? Ela vai amar! Olha o quarto de vocês! E o de Scorpius! Posso até ve-la chorando já de alegria! – ele disse sorrindo.
Realmente tudo aquilo estava perfeito. Theo realmente daria um bom arquiteto.
- Muito obrigado. Não sei como te agradeçer.
- De nada. Ver Hermione sorrindo novamente já vai ser um agradecimento... Ela merece Draco, na verdade, os dois merecem.
Eu sorri. Finalmente, agora teriamos paz.
- Está amanhecendo já. Tenho que voltar para o hospital.
- Posso ir com você, eu estou louco para ver o bebê e Hermione.
- Ela quer chamar todos aqui em casa para dar a noticia que estamos juntos e que o bebê nasceu... Então quando ela fizer isso, provavelmente virá o Potter, o Weasley e todos os demais... – eu disse fazendo uma cara de reprovação. Não iria ser nada facil aguentar toda aquela gente.
- Eu estarei aqui para te apoiar. – ele disse simplesmente, o que tirou um sorriso do meu rosto.
Não importava o quanto eu havia sido um babaca, Theo sempre estaria do meu lado. Theo era um amigo de verdade.
(...)
Estava no corredor do quarto de hospital dela, ia bater na porta antes, mas escutei a voz do Weasley lá de dentro e então apenas entrei.
- Draco! – ela gritou assim que me viu. Não estava mais deitava na cama. Estava de pé arrumando todas as coisas dela.
- Oi. – eu disse assim que cheguei perto dela e coloquei minhas mãos em sua cintura. – Como foi sua manhã?
- Agora está sendo maravilhosa. – ela disse e sorriu. Aquele sorriso...
- Já pode ir para casa?
- Sim, só estou eperando a enfermeira trazer nosso filho.
- Olá para você também Malfoy.
- Olá Weasley.
Bateram na porta e logo uma enfermeira entrou trazendo Scorpius que estava vestindo uma linda roupinha verde. Peguei o bebê do colo da mulher e olhei para ele. Estava dormindo.
- Viu só Mione, ele já é sonserino! – eu brinquei e ela e o Weasley riram.
- Aceite o fato Malfoy, ele será muito inteligente para estar na sonserina! Ele irá para grifinória – o Weasley falou.
- Wealey, você foi para a grifinória e é burro que nem uma porta, não fale besteiras...
- Os dois, por favor! Não vai ter um dia em que não fiquem se alfinetando?
- Não! – nós dois respondemos ao mesmo tempo. Tirando risadas de todos os presentes. Mione olhou para mim e depois para o Weasley e sorriu. Eu sabia o que ela estava pensando, e minha resposta era não.
- Mione, temos que ir para casa. – eu disse e sorri. Estava louco para que ela visse a casa.
- Está bem. – ela disse e eu segurei a sua mão – Ron, mandarei uma coruja avisando onde é e quando ir ok?
- Estarei esperando. – ele disse e beijou a testa dela. Se não estivesse com Scorpius no meu colo eu teria jogado o Weasley para longe.
- Está pronta?
- Estou. Vamos. – ela disse e pegou a minha mão. Saímos do quarto e caminhamos até a recepção do hotel, não podíamos simplesmente aparatar para lá.
Saímos do hospital e caminhos até uma rua sem saída onde não havia ninguém. Aparatamos em frente de casa. Olhei para Scorpius para ver se ele estava passando mal, mas ele estava dormindo. Esse seria um dorminhoco.
- Seja bem vinda em casa. – eu disse e abri a porta para ela.
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