Loving The Enemy

39 I won't let you close enough to hurt me


Notas iniciais
o nome do cap é uma parte de uma musica da Adele, turning tables e se voces ouvirem vao perceber que É PERFEITA PARA MINHA FIC KKKKKKKKK serio, eu viciei nela depois que percebi isso, pois é haha
Demorou um pouquinho porque eu to em epoca de exame ~é claro que com a minha inteligencia de tronquilho eu nao iria passar direto~
enfim, aproveitem a leitura e espero que gostem (:

POV Hermione

Sabe quando você sente que tem alguma coisa errada mais não sabe o que é? Por algum motivo eu estava deitada no chão, o chão era arenoso, onde nós havíamos aparatado? Eu não estava enxergando direito, talvez seja por que estava estirada no chão com o sol no meu rosto, e seu brilho me impedia de enxergar... O que são essas formas ao meu lado? São várias... De longe escuto o som de ondas quebrando na praia e sorri ao me lembrar da semana em que passei com Draco... Draco. Senti uma pontada de dor, mas essa dor não vinha do coração, vinha um pouco mais para baixo e pro lado, vinha do pulmão, estava com dificuldade de respirar, podia sentir meu coração batendo mais rápido. Aos poucos o som do mar foi trocado por várias vozes. Fechei meus olhos.

- Hermione! Acorda!

- Mione você está bem?

- Deixem-na em paz! Vamos saiam de cima dela...

Abri meus olhos novamente, não estava mais na areia, estava sobre um colchão macio, conseguia enxergar perfeitamente agora, reconheci Harry, Ron e Fleur em um lado do quarto. O que havia acontecido? Tentei me levantar, mas Fleur foi mais rápida e me colocou novamente deitada.

- Você tem que descansar um pouco...

- O que aconteceu? – eu perguntei confusa – Onde estou?

- Já irei te responder tudo Hermione, só um momento. – ela falou e eu assenti com a cabeça. Ela se levantou e foi andando até Harry e Ron, falou alguma coisa a eles que eu não pude ouvir e depois os dois foram embora. Ela voltou para o lado da cama.

- Hermione, do que você se lembra?

- De tudo. Eu me lembro da gente estar na mansão Malfoy, eu fui torturada, fui presa, meu ex-namorado comensal me largou de vez, Harry e Ron vieram me salvar e aparatamos para cá... – eu olhei em volta. – Onde estou?

- Está na minha casa. O chalé das conchas.

- Mas o que exatamente estamos fazendo aqui?

- Vocês aparatam para cá por algum motivo, só que no caminho, uma faca que Bellatriz jogou te acertou e você foi ferida...

- Meu bebê. – eu me desesperei e coloquei a mão sobre minha barriga.

- Ele está bem, eu curei seu ferimento rapidamente, só que você acabou desmaiando. Beauxbatons tem aulas para formar curandeiras... Ai que saudade que eu tenho daquele castelo... É lindo sabia?

- Sabia, eu li um livro sobre Beauxbatons durante o quarto ano...

— Devia ter imaginado... – ela disse e sorriu.

- Você descobriu sozinha que eu estava grávida ou Harry te contou?

- Na verdade, eu descobri um dia antes do meu casamento, quando você passou mal pela primeira vez.

- Como você sabia?

- Um ano, na escola, uma amiga minha, passou mal igual você e acabou que ela estava grávida.

- Ah, Fleur, eu não sei o que fazer! Eu tenho 17 anos e estamos em guerra!

- Sabe uma coisa que talvez te faça melhor? Escreva, escreva para Draco, mesmo que você saiba que ele não vá ler, converse com ele, conte tudo. Hermione, no seu rosto eu posso ver, você consegue cuidar dessa criança sozinha, só que você não quer. Você quer o Draco com você, você sente falta dele.

- É obvio que eu sinto falta dele!

- Então faça isso, escreva. Como se fosse seu diário. – ela se levantou e saiu do quarto, mais antes ela conjurou uma pena e um pergaminho.

- Eu nunca me imaginei tendo um diário é uma coisa tão fútil!

Peguei a pena e escrevi as primeiras palavras:

15 de abril de 1998

Querido Diário, eu sou muito inteligente para escrever em um diário. Mas a Fleur é uma pessoa inteligente, ou não, ela é uma veela... Enfim, ela falou que se eu escrevesse seria mais fácil...

Mas por onde começar? Será que realmente é possível escrever o que sentimos dentro de nossos corações? Porque eu não tenho mais certeza de nada agora Draco, eu tinha, quando você estava comigo, mas você foi embora e me levou tudo. É difícil sorrir, ou ter motivos para continuar nessa guerra. Você me deixou aqui somente com a saudade e com um pequeno pedaço de você, um pedacinho que você não faz nem idéia que existe e talvez nunca saiba, afinal, você virou as costas não virou Draco? Tem um bebezinho dentro de mim. Um bebe que eu já amo incondicionalmente porque eu sei que é a minha ligação com você. Lembra aquele dia na praia Draco? Aquele dia que estávamos sentados e conversando sobre um filho que teríamos? Que seria um bebezinho lindo de olhos claros? Teimoso, metido e convencido que nem o pai? Parece tão distante essa conversa agora, parece fazer parte de uma memória. Aquela foi a nossa ultima conversa na qual nós sabíamos que íamos continuar juntos no dia seguinte.

Hoje, ou ontem, não sei por quanto tempo desmaiei, uma faca me atingiu, perfurou meu pulmão, mas sabe o que aconteceu? Eu não senti dor, porque a dor física não me atinge mais Draco, eu estou tão afundada na dor emocional, que nada supera isso, nada é capaz de me machucar mais.

A culpa foi sua novamente, como toda a dor que já me foi causada na vida. Minhas lágrimas quando eu era apenas uma criança e não entendia porque você me julgava tanto por ser sangue-ruim, na adolescência quando amar você significou ter a morte dos meus pais e hoje quando eu ainda o amo, e sempre vou amar, mas sei que é errado... A dor que eu sinto agora é por que eu te quero por perto, quero que você conheça seu filho ou filha, quero ouvir você dizendo que me ama mais uma vez, quero te beijar, quero te abraçar e quero passar o resto da minha vida com você.

Eu não sei finalizar essa carta e isso é estranho, porque eu não irei te entregar, você nunca vai ler isso, eu não sei se escrevo adeus porque já cansei de ouvir você dizendo isso ou se escrevo até logo, porque alguma coisa dentro de mim me diz que você não vai voltar.

“Toc toc”

- Pode entrar. – eu disse escondendo a carta.

- Hermione? Está melhor? – o Harry entrou e logo atrás veio o Ron

- Estou sim. Obrigada Ron, foi você que me tirou daquela cela. – eu sorri.

- De nada Mione, eu devia isso a você.

- Mi, não sei se essa é uma boa hora, mais nós temos um plano e uma descoberta.

- Se for para destruir você-sabe-quem pode falar.

- Não sei se você percebeu, ou se estava prestando atenção, mas quando estávamos na Mansão Malfoy, a Bellatriz ficou louca quando pensou que nós havíamos invadido o cofre dela...

- O que você está querendo dizer com isso?

- Que talvez tenha uma horcrux no cofre dela

- Nós já destruímos o medalhão, temos a espada, se tiver uma horcrux no cofre estarão faltando apenas quatro... Nós só iremos saber quando entrarmos lá...

- Então você já sabe o que iremos fazer?

- Eu tenho uma idéia, chamem o Grampo.

(...)

POV Draco

- Você deixou eles fugirem! Lorde das trevas ficará furioso conosco!

- Eu não deixei ninguém fugir! Quando cheguei lá por causa do barulho o Potter e o Weasley já estavam fugindo. Eles me lançaram uma azaração! Eu fiquei impossibilitado de falar!

- Lógico, você é uma grande mula!

- E onde você estava Bella que não estava vigiando as celas? Porque ninguém viu o Potter e o Weasley saindo da cela deles, atravessando a nossa sala e indo até a cela da Granger? E ainda levou todo mundo para aparatar junto?

- Garoto atrevido! Aaaaaaaaa! – Bellatriz soltou um grito horrível e logo em seguida foi minha mãe que gritava, esperei a minha vez e logo chegou, gritei junto, minha marca negra queimava em minha pele, o Lorde das trevas estava nos chamando.

- Nós temos que ir. – Bellatriz disse.

Aparatamos para dentro de Gringotes, o lorde das trevas estava lá. Aquele lugar estava horrível, todos os duendes estavam mortos no chão, havia sangue para todos os lados.

- Me diga Bella, como os três conseguiram entrar em seu cofre?

- O que? Eles entraram em meu cofre? O que eles roubaram?

- A única coisa que eu mandei você esconder! – o Lorde gritou e a cobra sibilou.

Eles haviam roubado alguma coisa muito importante e o Lorde das Trevas estava... Com medo? Sim, ele estava com medo. Os três estavam tentando destruir eles e estavam conseguindo. Eu sorri internamente, Hermione era um gênio.

- Vamos ter uma conversinha Bella... – ele disse e a cobra sibilou novamente.

- Sim milorde.

- Malfoys, limpem essa bagunça.

- Sim milorde.

Ele e Bellatriz aparataram. OTIMO! Virei comensal para limpar a bagunça do Lorde das trevas!

- Vamos Draco, comece! – minha mãe ordenou. Eu revirei os olhos, mas mesmo assim fui dar um jeito.

Comecei a andar e pude reconhecer um dos duendes mortos, era o que havia me levado ao meu cofre quando eu vim fazer as minhas compras para o meu primeiro ano em Hogwarts sozinho, porque como sempre, como eu tenho maravilhosos pais, eles não vieram comigo. Era Grampo.

Tinha um pedaço de pergaminho próximo a ele, mas estava totalmente molhado, eu recolhi do chão e automaticamente reconheci a caligrafia, era de Hermione.

Estava difícil de ler aquilo, tinha muitas partes molhadas por causa do sangue e era impossível de ler, guardei a carta no bolso e com um aceno de varinha, limpei todo o sangue que estava no chão ao meu redor.

- Vamos embora Draco.

- Ok. – eu respondi e aparatei direto no meu quarto. Estava louco para ler aquela carta.

- Draco está ai em cima?

- Estou mãe. – eu gritei. – Como se você se impostasse não é mesmo? Para quem queria apagar a memória do próprio filho... – eu falei para mim mesmo.

Tirei a carta do bolso e estiquei sobre a minha cama. Não sabia nenhum feitiço que limpasse sangue... Para secar eu até sabia, ai cadê a Hermione nessas horas?

15 de abril de 1998 havia sido escrita hoje. Querido diário? Desde quando Hermione tem um diário?

“... eu sou muito inteligente para escrever em um diário. Mas a Fleur é uma pessoa inteligente, ou não, ela é uma veela... ’’ O que a Fleur Delacour tinha a ver com isso? “Enfim, ela falou que se eu escrevesse seria mais fácil...”

Ah não, Hermione estaria escrevendo sobre o que ela sentia? Eu seria capaz de ler um pergaminho repleto de palavras tristes e dolorosas? Eu precisava saber como ela estava se sentindo, ainda mais agora depois que eu a tratei daquele jeito. “Mas por onde começar? Será que realmente é possível escrever o que sentimos dentro de nossos corações? Porque eu não tenho mais certeza de nada agora Draco...” eu senti uma pontada no meu coração, ela havia escrito no diário dela uma pagina que era um tipo de “conversa comigo” Porque eu estava sentindo que eu era capaz de responder? Que eu tinha que responder? “... Eu tinha, quando você estava comigo, mas você foi embora e me levou tudo. É difícil sorrir, ou ter motivos para continuar nessa guerra. Você me deixou aqui somente com a saudade...” Eu respirei fundo, tudo aquilo era um desabafo para mim, do que eu havia causado nela. Eu não conseguia ler o resto da frase, havia uma grande mancha de sangue que tampava as duas próximas linhas e o que vinha depois era doloroso demais, como se as duas linhas tampadas fosse uma acusação ou uma confissão enorme. “Afinal, você virou as costas não virou Draco?” Era doloroso demais, porque eu não sabia, não sabia o que estava escrito antes e depois disso. Havia sangue cobrindo o que eu achava que era a frase mais importante daquela carta. Parecia que eu estava indo a loucura por causa de quatro linhas que me impediam de ler a carta por inteiro. A curiosidade me dominava, ela estava me julgando por algum motivo que eu não sabia qual. “Lembra aquele dia na praia Draco? Aquele dia que estávamos sentados e conversando sobre um filho que teríamos? Que seria um bebezinho lindo de olhos claros? Teimoso, metido e convencido que nem o pai?” Eu senti as lágrimas caindo, eu me lembrava desse dia, me lembrava que havia falado que nosso filho seria inteligente, o aluno mais inteligente de Hogwarts... Mas isso estava tão distante agora, e como se a minha mente estivesse conectada a de Hermione, ela havia escrito a mesma coisa. “Parece tão distante essa conversa agora, parece fazer parte de uma memória antiga. Aquela foi a nossa ultima conversa na qual nós sabíamos que íamos estar juntos no dia seguinte”

- Draco o que você está fazendo?

- Nada que interesse a uma mulher que quis apagar a memória de um próprio filho.

- Você não irá me perdoar por causa disso? Eu falei isso porque eu te amo e quero o melhor para você.

- Ok mãe.

Hermione tinha razão, aquela havia sido nossa ultima conversa com a certeza de estarmos juntos depois. Tudo depois disso passou a ser tão complicado... Eu queria poder ficar eternamente no sexto ano. “Hoje, ou ontem, não sei por quanto tempo desmaiei...” Ela havia desmaiado? “uma faca me atingiu, perfurou meu pulmão” A faca de minha tia havia acertado ela. A faca que minha tia jogou podia ter a matado. “... Mas sabe o que aconteceu? Eu não senti dor, porque a dor física não me atinge mais Draco, eu estou tão afundada na dor emocional, que nada supera isso, nada é capaz de me machucar mais.”

Eu percebi que realmente agora havia perdido ela, não porque ela não iria mais querer olhar na minha cara, mas porque eu não me permitiria ficar próximo demais capaz de machucá-la novamente.

A culpa foi sua novamente, como toda a dor que já me foi causada na vida. Minhas lágrimas quando eu era apenas uma criança e não entendia porque você me julgava tanto por ser sangue-ruim, na adolescência quando amar você significou a morte dos meus pais e hoje, quando eu ainda te amo, e sempre irei amar, mas sei que é errado...” Eu não queria continuar lendo, sabia o quanto era doloroso ler isso, ela me culpava, por tudo. Mas ela não me odiava, longe disso... “A dor que eu sinto agora é por que eu te quero por perto, quero que você...” não era possível ler a próxima frase porque outra mancha de sangue cobria a frase e isso me irritou profundamente, porque no interior do meu cérebro, algo me dizia que essa frase se relacionava com a outra frase que estava escondida sobre o sangue. A frase mais importante... “... quero ouvir você dizendo que me ama mais uma vez, quero te beijar, quero te abraçar e quero passar o resto da minha vida com você.”

Eu sorri, isso com certeza era tudo o que eu mais queria também, mas tratei de tirar o sorriso do rosto, porque isso nunca mais aconteceria, porque eu não podia, nem era capaz de machucá-la novamente. Eu ficaria longe, eu daria um jeito de seguir minha vida longe dela. Não, eu não seguiria minha vida, seria impossível isso longe dela, eu só estaria andando, andando para um caminho longe dela, porque vida, eu só tinha ao lado dela, só me sentia vivo, ao lado dela.

“Eu não sei finalizar essa carta e isso é estranho, porque eu não irei te entregar, você nunca vai ler isso, eu não sei se escrevo adeus porque já cansei de ouvir você dizendo isso ou se escrevo até logo, mas esse não parece o certo, porque alguma coisa me diz que você não vai voltar.”

E ali acabou a carta, uma carta sem despedida, que não era para ter destinatário, uma carta tão profunda e tão pessoal que era possível sentir toda a dor ali. Para mim, tudo aquilo era pior, porque a carta fora escrita para mim, ela estava falando indiretamente comigo, tudo ali era culpa minha, eu sabia não só porque ela havia escrito, mas porque eu sentia. As lágrimas haviam secado e durante todos esses dias eu ia dormir sem chorar, mais acordava com traços de lágrimas pelo rosto. Era certeza que eu havia sonhado com ela, mas nunca lembrava o que era.

Notas finais
aqui esta mais um cap, espero que gostem e comentem por favor, o proximo pode vir dia oito ou nove porque é quando acabam os exames que MINHA GENTE FIQUEI DE CINCO KKKKKKKKKKKKK ou vir só dia 31 porque eu vou ir para o mundo magico de Harry Potter haha GEEEEEEEEEENT eu vou para o parque deles! Eu vou tomar cerveja amanteigada, comprar uma varinha do Draco, comprar um moletom da sonserina e tudo que eu ver pela frente haha
enfim, é isso. COMENTEM e se acharem que eu mereço... INDIQUEM
beijo e até o proximo