Loving The Enemy
46 Finnaly, it's the end... Or just another beggining
Notas iniciais
Pov Harry
- Está pronto Harry? – Gina me perguntou
- Só um minuto.
- Vai rápido, o Rony já está aqui.
Estava morando na antiga mansão dos Black, depois da guerra a organizei toda, tirei todo aquele pó e todas aquelas coisas estranhas que moravam lá. Monstro não estava tão chato e rabugento quanto antes, porque eu atendi ao único pedido dele, que era manter aquela chata da Sra. Black naquele quarto.
Minhas mãos estavam soando, mais porque eu estava nervoso? Estava nervoso porque ia encontrar a minha melhor amiga? Não podia ser. Era Hermione. A Mione. Então porque eu estava assim? Fazia cinco meses que eu não a via, mas isso não era motivo para estar nervoso era? Não.
E Malfoy? Aquele idiota estava com ela. Aquele que a fez sofrer demais, que só a trouxe mal estava com ela, como ela havia sido capaz de perdoar ele? Essa era uma pergunta que eu sabia a resposta, mais me recusava a dizê-la. Ele? Porque ele? Se ela tivesse escolhido o Rony, tudo estaria tão mais fácil, não estaria?
“Mais você não escolhe quem você ama”
Uma voz interior falou. Eu sabia disso, mas ele era um idiota. Um idiota que eu tinha dado um soco há alguns dias. Ele merecia. Era tudo culpa dele. Não queria ter que vê-lo. Mas se ele estava com Mione, esse era um preço que eu tinha que pagar.
- Harry, para que tanta demora? Vamos logo! Quero ver o pequeno Scorpius de novo! – O Ron entrou no quarto e me puxou de lá.
- Como ele é?
- Eu o vi no dia que nasceu, e desde daquele dia, era a cara do pai. Tem os mesmo olhos acinzentados e o cabelo loiro. Um completo Malfoy.
Eu revirei os olhos. Era tudo o que eu precisava ouvir.
— Tomara que não seja arrogante igual o pai.
- Ele mudou Harry, acho que você devia dar uma segunda chance a ele. Eu dei.
- Ahn? Como é que é? Desde quando você virou amiguinho dele?
- Não estou amiguinho dele, só falei que é mais saudável para todos nós, se você o perdoasse.
- Não vou perdoá-lo nunca. Você tem noção do quanto ele a magoou?
- Tenho Harry, eu mais que ninguém sei o quanto ela sofreu e sofri junto com ela.
- Como você consegue? Você já foi apaixonado por ela? Como você simplesmente aceitou os dois?
— Eu nunca fui apaixonado por ela, foi sempre uma amizade, eu que interpretei errado o que eu sentia por ela. Só isso. E Harry, ela o ama. Mesmo que ele a tenha feito passar pelo inferno, ela o ama e ele também a ama. Ela escolheu ele, ela é feliz com ele. Então eu estou feliz junto com ela. Tente perdoa-lo Harry, pela Mione.
- Ron, se eu não te perdoei por não ter me contado que você sabia onde ela estava durante todos esses cinco meses, que você a tinha reencontrado e que já tinha visto o bebê, você acha que eu o perdoarei por sete anos de tormento? Não mesmo.
Ele suspirou e eu revirei os olhos. Podia estar sendo orgulhoso e teimoso, mais se tratava de Draco Malfoy.
- Vamos logo os dois. Quero revê-la e conhecer o pequeno. – Gina apareceu e todos nós fomos em direção a sala.
Seguramos uns nas mãos do outro e aparatamos no endereço que ela nos tinha dado.
Quando meus pés tocaram o chão novamente eu estava pisando na areia. Olhei a minha volta, eles estavam morando em uma cabana na praia. Foi impossível não sorrir. Aquele lugar era lindo, era calmo, era tudo o que a Hermione precisava. Ficar longe de tudo.
A Gina bateu na porta. Era agora. Não podia mais voltar. Mas mesmo assim rezava para que fosse a Hermione que abrisse a porta, não queria ter que ser convidado pelo Malfoy para entrar na casa dele.
POV Hermione
- Eles chegaram! – eu disse e dei um pulo. – Abra a porta pra mim Draco? Estou com o Scorpius no colo.
- Não mesmo!
- Draco!
- Eu não sei como fazer isso!
- Não sabe abrir uma porta?
- Não isso, não sei ser educado com eles, não sei dizer “entrem e sejam bem vindos em minha casa” não para eles.
- Por Merlin! Ok. Segura ele, eu atendo a porta. – eu disse e entreguei o bebê.
- Te amo Mi. – ele disse rindo. Cara de pau.
Fui lá abrir a porta, estava nervosa por vê-los novamente. Ao abrir lá estavam eles, os três. Gina estava com um sorriso enorme, Harry a principio não estava, mais quando me viu, abriu aquele sorriso lindo dele, e lá estava Ron, sorrindo lindamente.
Não os esperei entrar, abracei os três ali mesmo, na porta. Não me continha de saudades. Fazia tanto tempo.
- Ai Mione, você não sabe como eu fiquei com saudades suas! Estava tão preocupada – Gina falava. Podia ouvir pela sua voz que ela chorava.
- Ei não chore, estou bem. Maravilhosamente bem. – disse e sorri.
- Mereço um abraço? – Harry perguntou.
- Mais é claro! – eu disse e me atirei para abraça-lo e ele foi uns passos para trás. Nós rimos.
- Senti sua falta Mione. Muita.
- Eu também Harry, eu também. Mais pode ter certeza, agora nunca mais iremos nos separar.
Larguei do abraço e sorri para os três.
- Entrem.
- Não ganho um abraço Mi? – O Rony perguntou antes de entrar.
- Ganha. – eu respondi e o abracei.
- Agora deixa eu ver esse pequeno... Que já fiquei com saudade. – o Ron falou e foi atrás dele.
- Olá. – ele cumprimentou o Draco.
- Olá. Cuidado em Weasley. – ele disse ao entregar Scorpius.
- Já passamos dessa discussão Malfoy. – ele respondeu e ambos riram. Eu sorri, mas pude perceber Harry vendo a cena com cara de reprovação. Como se Rony o estivesse traindo ao não ser mais inimigo de Draco.
Gina percebeu o olhar do namorado e foi até o Draco, que a percebeu vindo e olhou surpreso.
- Parabéns Mal... Draco. – ela disse por fim.
- Obrigada Gina. – ele respondeu e abriu um sorriso e...
PARA TUDO! DRACO MALFOY ESTÁ ABRINDO OS BRAÇOS PARA ABRAÇAR GINA WEASLEY?
Ela pareceu tão surpresa quanto eu, pois demorou um pouco para entender o que ele queria, mas assim que entendeu, retribuiu o abraço. Foi uma coisa estranha.
- Quem diria ein? – Draco disse e riu.
- E se dissessem eu não acreditaria. – Ela respondeu e riu junto.
Finalmente Draco olhou para Harry, esse apenas acentiu com a cabeça, como se isso fosse um oi. Draco fez o mesmo. Gina estava com Scorpius no colo agora e fazendo uma voz fininha para falar com ele, Ron ria da irmã mais fazia o mesmo. Harry se aproximou dos três e eles lá ficaram, brincando com Scorpius, passando ele de colo em colo. Vidrados nas crianças. Estava sorrindo bobamente olhando a cena que nem percebi que Draco parou do meu lado.
- Eu amo esse sorriso seu. – ele disse – É tão natural e espontâneo...
- Eu estou tão feliz Draco, você não tem noção.
- Se a sua felicidade for a mesma que a minha, pode ter certeza que eu tenho sim noção.
- Obrigada.
- Obrigada você. – ele disse e beijou meu cabelo.
Foi quando bateram novamente na porta.
- Theo... – eu sussurrei e fui correndo em direção à porta.
Abri a porta com tal velocidade que quem estava do outro lado assustou.
- Hermione! – ele disse e abriu um sorriso.
- Theo! – eu disse com o mesmo entusiasmo e o abracei.
- Senti muito a sua falta! Como você pode sumir assim?
- Eu estava por perto Theo, mas pode deixar, agora você sempre sabe onde me encontrar.
- Sim eu sei. Ao lado de Draco... – ele disse e sorriu.
- Isso mesmo.
- Eai? O que achou da casa?
- Você ta brincando né? Ficou maravilhoso! Nunca vi coisa mais linda! Adorei a pintura na parede e...
- Você a reconheceu?
- Do seu caderno de desenhos que você derrubou aquele dia? Sim.
- Você gostou?
- Amei.
- Mas agora, deixe-me ver seu filho.
- Se você conseguir tirar do colo daqueles três. – eu disse e apontei para Harry, Ron e Gina.
- HAHAHAHA – ele riu.
Ele caminhou até eles e agora eu podia ver um sorriso bem maior no rosto de Draco, o seu melhor amigo estava lá.
- Vamos entregando o pequeno Scorpius para cá, porque o padrinho dele chegou. – Theo disse.
- Padrinho? – Ron perguntou.
- Isso mesmo que você ouviu Weasley. Padrinho é alguém que ambos os pais escolhem, você realmente acha que o Draco vai escolher você?
- Hermione! – Ron gritou e todos caíram na risada.
(...)
E assim foi chegando de tardezinha, Scorpius dormia no colo de Theo, este que conversava com Harry sobre a batalha de Hogwarts e como tudo aconteceu e como ele resolveu mudar de lado no ultimo segundo... Eu estava em uma das poltronas da sala sentada no colo de Draco, e na nossa frente estava Ron e Gina e nós quatro conversávamos sobre a responsabilidade de sermos pais e como a partir de agora tudo mudaria. Gina falou que ela e Harry planejavam filhos já, mais esperariam alguns anos. Eu e Draco concordamos que se tivéssemos uma escolha, também optaríamos por esperar mais uns anos, mas também, não nos arrependíamos de nada.
Era esse o final que eu queria para minha vida. Ali, ao lado de Draco, com um filho e todos os meus amigos. Eu não precisava de mais nada. Estava completa. Finalmente estava completa novamente. Mesmo que meus pais não estivessem mais comigo em carne e osso, eu sabia que eles me olhavam lá de cima, olhavam todos nós três.
Epilogo
19 anos depois
POV Scorpius
“O mais novo professor de Poções de Hogwarts da história” era a única frase que passava na minha cabeça. O Profeta Diário fez questão de fazer uma matéria com direito à primeira capa para o novo professor “que ocuparia o cargo do renomado Professor Snape, que desde a sua morte, não houve um professor sequer que chegasse ao seus pés ao lecionar” e que “agora, com Scorpius Granger Malfoy, o filho da bruxa mais inteligente da atualidade, Hermione Malfoy, e do ex-comensal da morte, o bruxo de mente brilhante, Draco Malfoy.”
Realmente, isso tudo era assustador. Todo o mundo bruxo estava esperando por mim, ansioso para ver como eu me sairia. Estava arrumando meu malão, estava mais nervoso do que quando aos onze anos, fui pela minha primeira vez à Hogwarts.
Escutava a voz dos meus pais lá de baixo. Eles não sabiam, mas eu tinha um orgulho enorme por ser filho deles. Eu sabia de tudo, de tudo o que aconteceu e de como aconteceu, tudo o que os dois passaram... Eu achava a história dos dois linda. Pois eles tinham sofrido tanto, tinham perdido tanta coisa no meio do caminho, eles tinham se perdido afinal, mas eles se encontraram. Um se encontrou no outro.
Todo o preconceito que minha mãe passou por ser trouxa, meu pai por ser comensal... É a versão perfeita de Romeu e Julieta, minha história favorita do escritor trouxa que minha mãe lia para mim quando eu era pequeno, eles travaram a sua própria guerra para ficarem juntos. Além de terem que lutar pelo mundo bruxo, um de cada lado, entre o bem e o mal, eles lutaram por eles.
E é claro, minha vida não foi a da mais fácil. Tudo começou quando eu sentei naquele banquinho no meio do salão comunal com aquele chapéu velho, com milhares de remendas e costuras. Quando o salão inteiro se fez em silencio ao ouvirem chamar meu nome.
Flashback on
- Scorpius Granger Malfoy. – A diretora Minerva chamou meu nome, ela sorriu para mim ao me achar no meio de todos aqueles primeiro-anistas. Afinal, eu já a conhecia, ela já havia ido duas ou três vezes em casa, a chamava de vó, mas minha mãe e meu pai me fizeram jurar que eu não a chamaria de vó aqui em Hogwarts.
O salão se fez em silencio, ouvi vários alunos sussurrarem meu nome por todas as mesas. Afinal, lá estava eu, o primeiro aluno da geração pós-guerra. Filho de Hermione Granger e Draco Malfoy. Olhei para a diretora e ela assentiu com a cabeça, me incentivando a andar. Dei os primeiros passos e subi os degraus até aquele banquinho. Onde eu cairia?
- Hmmmmm. Olhe o que temos aqui... Uma mente poderosa, sim. Talentosa, sim. Mais um Malfoy...
- Não sou como os outros. – eu disse entre dentes. Uma coisa que meu pai me ensinou foi: nunca deixar ninguém me insultar por causa do nome que tenho.
- Tenho certeza que não, corre sangue trouxa em suas veias, misturado ao sangue puro de um Malfoy. Essa é a diferença. Nunca foi tão difícil escolher uma casa para um Malfoy...
- Eu não sou apenas um Malfoy.
- Eu sei que não meu jovem. Recordo-me de sua mãe, a Granger. Uma das mentes mais brilhantes que eu já tive o privilégio de ler. É o sangue dela que te muda, mais o sangue Malfoy é forte. A superioridade, a grandeza, o poder, está em você. Mais a bondade, a inteligência e a coragem de sua mãe também. Mas e agora? Pra onde você irá? Algum palpite jovem?
- Deixe-me provar que sou diferente, que sou diferente de todos os outros Malfoys que já passaram por essa escola. Deixe-me provar que eles estão errados. – eu disse com firmeza.
- Sim... Então, nada melhor que Sonserina! – ele gritou e eu suspirei aliviado.
Levantei-me do banquinho e sai em direção à mesa da Sonserina. Era lá que eu queria cair. Porque sabia que só na Sonserina, eu poderia mostrar que era diferente.
Flashback off
- Scorpius, mamãe está te chamando. Você vai se atrasar!
- Eu já estou pronto pequena. Só falta fechar o meu malão.
- Eu faço isso pra você Scor. – ela disse e estralou os dedos, o malão se fechou e eu o tranquei. Olhei para ela e ela sorria.
Annie era inteligente, tinha apenas cinco anos quando os primeiros sinais de magia começaram a aparecer, não era nem preciso dizer que agora com onze já sabia controlar quase todos.
- É bom você se comportar na escola pequena, porque senão eu vou colocar você de castigo!
- Não vai não. Você não vai poder me colocar de castigo porque a sua casa é a Sonserina e a minha vai ser a Grifinória.
Éramos completamente diferentes, ela tinha os cabelos castanhos enrolados da minha mãe, mas os olhos claros de meu pai. Desde sempre quisera ir para Grifinória por causa dos primos, que os pais sempre colocaram na cabeça deles que a Grifinória era melhor. Nós não éramos realmente primos, mais a proximidade das nossas famílias nos fez ser.
- Ok então. Vem vamos Annie. – dei a mão para ela e peguei o malão com a outra.
Eu era bem próximo da minha irmã, ela era tão inocente e infantil que eu tinha medo por ela nesse primeiro ano, apesar dela já saber de toda história da nossa família assim como eu fiquei sabendo ao completar onze anos, não sei, ela parecia muito frágil. Sinto-me mais tranquilo porque estarei lá com ela todos os dias para ficar de olho.
Assim que chegamos lá embaixo, minha mãe estava com lágrimas nos olhos e meu pai abraçava ela pela cintura e deixando exageradamente próximo. Eu sorri. O amor entre os meus pais nunca, nunca havia mudado.
- Mãe, porque você está chorando?
- Meus dois bebês estão indo para Hogwarts...
- Mãe, essa é a oitava vez que eu vou para Hogwarts.
- Mas é a sua primeira vez como professor... Estou tão orgulhosa de você Scorpius! – ela disse e veio me abraçar.
- Agora é serio, a gente precisa ir ou vocês vão perder o trem, meu pai disse ao olhar o relógio.
(...)
Ao atravessarmos a passagem, o outro lado já estava cheio, como todos os anos, crianças corriam por todos os lados, barulho de corujas e sapos, malões... Sentia falta dessa zona.
Logo encontramos os Weasley e os Potter perto de uma pilastra, fomos ao encontro deles. Minha irmã foi correndo até Alvo e Rose. E eles rapidamente entraram em uma conversa sobre Hogwarts. Onde estava Thiago? Dos meus “primos” ele era o que eu menos gostava. Era metido, muito metido e adorava ficar me provocando. Ele era oito anos mais novo que eu e sempre fez muito bem o papel de pirralho chato pra cima de mim.
- Eai Scorpius, está ansioso? – O tio Rony perguntou
- Ah, um pouco né. Eu nem entrei e já tenho minha foto na capa do profeta diário falando de como eu serei um ótimo professor... Sei lá, eu estou com medo. – falei sinceramente. Eu e Rony nos dávamos bem, ele sempre foi legal comigo e me tratou super bem.
- Você vai se sair bem, você é super inteligente! Só não seja um professor chato como Snape... Ninguém merecia ele HAHAHAHA – Alicia Spinnet, a mulher de Ron disse.
Pelo o que me contaram, foi meio uma surpresa a todos quando ele começou a namorar Alicia, porque eles nunca foram muito amigos, apesar de ela ter jogado no time de quadribol da grifinória com o Rony e ter feito parte da Armada de Dumbledore, eles nunca tiveram nada muito próximo e ela até chegou a namorar Zacarias Smith e quando aconteceu, simplesmente aconteceu. É assim que tio Rony descreve. Eles são felizes juntos.
Depois desse comentário todos os adultos riram e começaram a lembrar da época de Hogwarts, e eu já tinha ouvido sobre isso diversas vezes então comecei a olhar em volta a procura de alguém.
- Ai! – eu reclamei quando senti alguém pisando no meu pé.
- Ninguém mandou ter pé grande.
- Ta na hora de crescer não acha Thiago? Você já está indo pro terceiro ano...
- Não enche Scorpius, quando meu pai estava no terceiro...
- Eu sei o que o seu pai fez quando ele estava no terceiro, não preciso que me conte.
- O que o seu pai fez?
- Foi uma pessoa melhor que você
- Scorpius! – Meu pai ralhou comigo. – Não fale assim com ele.
Thiago saiu correndo atrás dos primos e do irmão. Puta menino chato.
- Pai, ele que começou.
- Você tem quantos anos? Não de corda para ele. Você tem que se segurar esse ano... Você irá dar aula para ele, imagina se você ficar discutindo com ele todas as aulas? – Eu suspirei, meu pai estava certo.
- Ok.
- Não se preocupe você terá muitas oportunidades para colocar ele em detenção.
Nós rimos. E foi quando eu a encontrei.
- Pai, já volto.
- Filho...
- Eu sei pai, eu sei.
Flashback on
- Você não vai dormir não Scorpius?
- Preciso estudar, a prova de poções é amanha, você não sabia Meg?
- É claro que eu sabia. Nessa semana a única coisa que você falou foi sobre essa prova... Que francamente Scorpius, seu lado Granger está explodindo essa semana! Você sabe a matéria décor!
- Mas eu posso esquecer... e não faz isso Meg. – eu disse quando ela fechava o meu livro e se sentava no meu colo.
- Porque não? Não tem ninguém aqui. São 01:15, você não deveria estar aqui.
- Nem você. – eu respondi e ela deu de ombros. Ela estava apenas com uma camiseta regata e bem decotada e um shorts curto. Que inferno Meggara.
- Vai Scorpius para de ser chato, acorda o lado Malfoy dentro de você – ela disse e roçou o nariz no meu. Eu me arrepiei
- Meg, você tem 14 anos.
- Ai que inferno Scorpius! Aquele dia na sala precisa minha idade não pareceu ter importância. – ela disse revoltada. Amava ver ela revoltada, aquele rosto de porcelana, os cabelos negros como a noite, as pequenas sardas e os olhos cor de mel tinham uma facilidade para se mostrarem selvagens.
Ela se levantou do meu colo e fez menção de ir embora. Eu me levantei e segurei o braço dela. Ela se virou para mim e me olhou, pude ver a ira em seu olhar. Uma menina de 14 anos não tinha um olhar daquele.
Mas Meggara não era uma menina de 14 anos qualquer, ela era feroz. Ela tinha um corpo maravilhososo, era mais desenvolvida que muitas meninas do sétimo ano. Meg era linda. Arrasava corações dos meninos de todas as casas. Ela sabia seduzir todos e fazia isso de uma maneira que não a fazia vulgar ou vadia. Ela era perfeita.
- O que foi Scorpius? Vai ficar me olhando ou vai falar alguma coisa?
Ela sabia que tinha ganhado. Eu não resistia, simplesmente não conseguia. A puxei para perto e a colei em meu corpo.
- Você não presta Meg.
Ela era bem mais baixa que eu, batia em meu peito, mas quando nos abraçávamos, parecíamos que fomos feito um para o outro.
- Não presto mesmo Scorpius. Não quando eu quero muito alguma coisa.
Eu a beijei. Ela já me tinha conquistado há tempos, mas eu simplesmente não podia ceder. Ela era filha do meu padrinho. Ela se levantou na ponta dos pés e colocou os braços ao redor do meu pescoço. Eu segurei sua cintura e a peguei no colo, ela colocou as pernas em minha cintura e eu a levei até o sofá da sala comunal. Deitei por cima dela e as coisas começaram a esquentar.
- Meg, você me conquistou na primeira vez que nos beijamos.
- Então porque você não facilita as coisas? Sempre que eu chego perto, você me afasta e...
- Eu me sinto culpado, pelo o que aconteceu na sala precisa, eu te desvirtuei. Você tem apenas 14 e não foi certo Meg, Theo é meu padrinho, ele ficará uma fera quando descobrir...
- Scorpius, eu não ligo por o que meu pai pensa. Que saco, eu posso ter 14, mais eu já tive que aguentar mais do que qualquer outra menina da minha idade... Você sabe o quanto é difícil escutar essas meninas falando coisas ruins sobre os nossos pais, tem dias que eu não aguento – lágrimas começaram a escorrer do rosto dela, e eu odiava vê-la chorar, mesmo sem raras as vezes que isso acontecia.
- Eu sei Meg. Para mim tudo isso é pior! E não chore, você tem a mim. Eu não te abandonarei, não mais. Sabe por quê? Porque eu te amo Meg.
Ela abriu aquele sorriso que eu amava, seus olhos cor de mel brilhavam, as suas sardas a deixavam ainda mais linda com aquele sorriso.
- Eu também te amo Scorpius
Flashback off
Fui em direção a ela, que já tinha me visto e agora apontava com a cabeça em direção a um lugar mais afastado.
Ela andava na minha frente e eu me lembrei da ultima vez que falei com ela.
Flashback on
Tinha acabado de ajudar minha mãe a arrumar a mesa da sala, estava esperando a família Nott chegar, eles iriam jantar em casa.
Meg... Era hoje. Estava tão nervoso, não queria ter que dizer o que eu precisava. Não queria dar a noticia...
A campanhia finalmente tocou e eles entraram em casa. Cumprimentei a todos eles com um abraço e sussurrei para Meg para que ela fosse comigo andar pela praia. Ninguém sabia do nosso relacionamento, apenas meu pai. Ele sabia o que eu tinha que fazer e por isso ficou distraindo meu tio e minha tia.
- O que você tem que falar Scorpius? – ela perguntou e assim que saímos da vista da casa ela segurou minha mão. Eu a apertei, talvez aquela seria a ultima vez que a segurava, ela percebeu. – Você está me preocupando, fala de uma vez.
- Tenho duas noticias...
- Quero a boa primeiro.
- Não tem noticia boa.
Então ela finalmente pareceu se tocar do que se tratava, largou da minha mão e parou na minha frente.
- Então fala tudo de uma vez.
- Eu vou voltar para Hogwarts esse ano. Chamaram-me para ser professor de poções e...
- O que? Você aceitou? Você sabe o que isso significa não sabe?
- Sei.
- Mais que merda Scorpius! Agora que eu pensei que poderíamos assumir de vez para todos o nosso namoro e você me aparece com essa?
- Eu não podia dizer não! É meu sonho Meg, você sabe disso!
- Sim eu sei, mais e como fica a gente?
- Eu não quero ter que fazer isso... Por favor, entenda. Mas pelo tempo que eu estiver lá, nós não podemos ficar juntos. Professor e aluno não pode se relacionar...
- Eu sei o que isso significa Scorpius. Eu só não entendo como você pode me trocar assim, do nada. Parece que tudo o que a gente passou não significou nada. Nós estamos juntos há dois anos!
- É claro que siginificou! Eu te amo Meg. Nunca duvide disso está bem? Você sabe, eu preciso provar para o mundo que eu não sou a mesma pessoa que meu pai foi. Que todos os Malfoy foram, que eu sou diferente.
- Pode ter certeza que pra mim isso você já fez questão de provar, afinal, seu pai nunca largaria a sua mãe, por nada. Porque ele realmente a ama. – ela disse isso e saiu andando.
Eu me sentia quebrado por dentro. Ela tinha razão, meu pai nunca teria feito isso.
- Meggara! – chamei mais não adiantou, ela continuou andando.
Flashback off
- O que você quer Malfoy? – ela disse seca e cruzou os braços
- Pedir desculpas. A maneira de como eu te contei sobre o meu cargo em Hogwarts e o nosso... Término. – eu falei a ultima palavra baixo.
- Está bem. Está desculpado. Era só isso? – ela falou e permaneceu com os braços cruzados na altura do peito. Ela estava irredutível. Nada que eu falasse iria mudar a maneira que ela me trataria a partir de agora.
- Era sim. Agora você está livre para ir atrás dos seus cachorrinhos lá em Hogwarts. – eu disse e sai andando.
Não era certo, me arrependi do que falei no momento em que abri a boca. Mas fazer o que? O meu lado Malfoy era explosivo, sabia muito bem como provocar uma pessoa. Mas ao contrário do meu pai em sua época de escola, eu me arrependia logo em seguida.
POV Draco
Na hora que vi Scorpius indo atrás da Meggara sabia que não iria dar boa coisa. E eu tinha razão. Vi ele passando por mim bufando e com o ar irritado. Ele havia falado alguma besteira...
- Tchau mãe. Já tenho que entrar. – ele disse e deu um abraço em Hermione.
- Te vejo no castelo Annie. – disse e beijei sua testa.
- Tchau pai.
- Tchau filho, boa sorte lá. Em tudo. – eu disse e enfatizei o “em tudo” e ele entendeu o que eu quis dizer. Era relacionado à Meggara.
- Querida, tome cuidado lá ok? Não se meta em confusão com os seus primos está bem? Não apronte. – Hermione dava os sermões para a pequena.
- Hermione para de ser chata, você mesmo no seu primeiro ano aprontou um monte...
- Por isso mesmo Draco! Não quero que ela ache que pode seguir meus passos e além do mais, eu estava salvando Hogwarts.
- É, essa é a sua desculpa para os seus seis anos em Hogwarts.
- Cala a boca Draco. – ela disse rindo e eu ri junto.
- Tchau papai. – ela disse e veio me abraçar.
- Tchau pequena, boa sorte lá ok? Se comporte porque seu irmão vai estar de olho em você. – eu disse e ela riu.
- Filha, mais uma coisa. Nunca se deixe ofender pelo o que as outras crianças falam está bem? Nunca. Você é Annie Granger Malfoy. Você não escuta de ninguém, você faz eles te escutarem está bem? – Hermione falou e ela assentiu e depois saiu correndo ao encontro de seus primos para entrar no vagão.
- E lá se vai mais um...
- Sim...
- Sentirei falta das brigas dos dois e de toda a barulheira.
- Eu também. Mas agora teremos nosso momento juntos. – eu disse e a abracei de lado.
- Sim. Só eu e você. Como sempre vai ser. – ela me respondeu e apertou o abraço.
- Só nós, no nosso cantinho na praia. Sem ninguém.
- Te amo Draco, para sempre.
- Também te amo Hermione, sempre amei, sempre amarei.
POV Narrador
E era assim que terminava, do mesmo jeito que começou, mais ao mesmo tempo totalmente direfente do inicio. Tudo terminava ali, na estação de Kings Cross. Onde Hermione Granger Malfoy e Draco Malfoy abraçados, se despediam dos seus filhos. Do bem mais precioso dos dois, do resultado de todo aquele sofrimento, daquela dor. Para eles, Scorpius e Annie, foram a maior vitoria deles. Onde eles sabiam, que para Annie, esse era apenas um começo e para Scorpius, um recomeço. Porque uma coisa que esses pequenos Malfoys aprenderam com os pais foi que: nunca desista do que se ama, nunca deixe de lutar pelo amor, porque ele sempre ganha.
E era verdade, porque desde o primeiro encontro de Hermione e Draco, desde a primeira troca de chingamentos, o amor estava ali. Meio distorcido e disfarçado, mas estava ali. E agora, juntos na estação, vendo o espresso de Hogwarts partir, ele perceberam isso. Sempre existiu Hermione e Draco.
FIM
Notas finais
Acima de tudo eu queria agradecer a J.K Rowling pela mais maravilhosa historia que eu ja li nada vida e que se nao fosse porela, LTE nao existiria.
Obrigada IzAKeiroz pelo meu primeiro review nessa fic e que nunca parou de comentar, obrigada S2PattyS2, isabreeu, julia_rocha2503, amy delamare, Hayley Mellark Chase Potter, lu_marota-love, giulia_carvalho, annelise everdeen, lorraine_sp, laryssaaraujo, annah, sakura_rin, arrriba, Ariane Granger Malfoy, Swift_belle, angel__soul, da_ni_ribeiro, anadiz160, chay_fan, lylymalfoy, naath_uzumaki, h0ran (amei seu user, porque afinal, tem o nome do Niall né haha), evelyn_electra, ryuni_uchiha, Su costa, ursulacalixto, gabrielle MGA, as minhas duas leitoras portuguesas klotus e dark lady, luana araujo, ana animo, ipsuanne, Aly, charmooz, ninfa Tonks, PahArantes, mariaina, lilian, JullyKaulitz, ever_salvatore, hermiarry potter, FelinhaSantos, Give Me Your Cash Johnny (linda a sua foto do George Craig), mary wanderston, roberta Malfoy, dehr-malfoy, carool black, xicadasilvaleao, nanda27, dessapicci, preincess suzuma, draco_hermione, yuri_uzumaki, kagome girl, JazzMarieCullen, veronicaLee, ekatal, pamelaetiene (que gosta de 1D), annalimaa_, nazinha, allsbite, thata_malfoy, jee_kuran_95, foxDawson, lua_gaga, giovannaLovegood, Bella Masen, penelope_bloom, Natynhaa, mel_mendes, bruna ou angel, deeh_parkinson, kikingsMalfoy, MikaBlackMalfoy, mikaella, elisaestefani, dany, borboleta negra, s_stubborn, ginnyweasley, dra_mione, unicornRose32, baHrose, roli Cruz, mai Malfoy, isabelle munhoz, PansyParkinson Malfoy, --darkangel--, mrsMalik (dj malik dj malik), littleBlackStar, lúuh fernandes, HermioneJane, uchihanay, chibideath, liihshawty, livia castro, vi Cullen, pamee292, luh Malfoy, maridark, lily_pwg, kesi black malfoy, natalia MR, chanandler bong, blair cornelia waldorf bass, llone_10 e lady luly, obrigada.
Serio mesmo, obrigada a todos vocês que leram, comentaram e acompanharam a historia desde o começo, sou muito grata a todos. Mesmo nao respondendo todos os reviews, saibam que eu lia todos e que sempre abria um sorriso ao ler e ver que voces gostavam. Escrever LTE foi um aprendizado também...
Obs: se o seu nome nao esta ai em cima é porque voce nunca comentou ou eu nao vi, se for esse o motivo, me desculpa.
Isso daqui vai ficar maior que o capitulo se eu continuar... Ultima coisa..
Ja que todas vocês comentaram e acompanharam até aqui? Que tal deixar uma recomendação agora que acabou? Para aqueles que ainda estão por vir, para os futuros leitores? Por favor, unico pedido da autora que deixará muito feliz. Recomendação nao doi mais que um Review, garanto.
Entao é isso pessoal, foi OTIMO conhecer todos voces e quem sabe QUEM SABE um dia eu faça uma continuação com a historia do Scorpius com a Meggara né? Acho que ficaria bem legal... Ainda mais ele sendo professor...
Um grande beijo a todos e mais uma vez... OBRIGADA
Fale com o autor