Notas iniciais
aqui esta o prox (:
espero que gostem

POV Hermione

- Muito bem safadinha, pode ir me contando tudo! – a Gina pulou na minha cama e abaixou a minha coberta.

- Nem acordei ainda Gina! – eu resmunguei e puxei a coberta de novo para cima.

- Não tenho o dia inteiro, daqui a pouco eu e meu namorado nós vamos fazer umas atividades extracurriculares...

- Não quero saber das suas atividades extracurriculares! Por Merlim, logo cedo?

- Cala boca! Ontem você saiu cedinho daqui também e duvido que ficaram só conversando. HAHAHAHA

- Ta bom, você ganhou. – eu disse me levantando.

- Ai que bom, adoro uma fofoca novinha.

E mais uma vez contei tudo para Gina, ela deu risada quando eu contei que ele falou que estava apaixonado, me chamou de frouxa porque não aguentei, e ficou me zoando que eu iria ficar com saudades dele essa semana. Era verdade.

Ela toda fogosa, foi se trocar para ir se encontrar com o Harry.

POV Draco

- Vamos Malfoy, acorda! A passagem de pó de Flu não vai ficar aberta o dia inteiro para você.

Acordar com o Snape batendo na sua cabeça não é uma coisa lá muito legal.

- Inferno. – eu resmunguei.

- Inferno é o que você vai passar lá na sua casa essa semana. – Disse o Nott que acordou pelo barulho.

- Ele sabe? – o Snape perguntou com aquela cara de nojo dele e apontou aquele dedo magro para o Nott

- Sei. – ele respondeu seco. Os dois não se davam bem, não sei muito bem o porque...

- Muito bem, vamos Malfoy. – ele disse e saiu da sala.

- Por favor, cuide dela. – eu disse uma ultima vez para Nott e fui atrás do narigudo.

(...)

Passamos em frente ao quadro da Mulher Gorda e eu encontro com a Weasley fêmea saindo, sem parar ou olhar diretamente para ela eu falei:

- Cuide dela, por favor.

Depois de uma boa caminhada em silencio até a sala de Defesa Contra as Artes das Trevas ele me mostrou a lareira na qual eu iria até a minha casa.

Entrei na lareira e peguei o pó de Flu. Era agora.

- Boa sorte Malfoy. Eu sei como é amar uma trouxa quando se é de família sangue-puro. – ele disse e saiu da sala me deixando sozinho completamente confuso. Eu suspirei uma ultima vez antes de dizer:

- Mansão Malfoy.

A viagem foi rápida e logo já estava na lareira da enorme sala de casa.

- Draco! Você chegou! – minha mãe levantou da poltrona e veio me abraçar.

- Olá mãe. – eu respondi abraçando-a também.

- Você não quis falar o porquê da sua visita na carta, me deixou preocupada... O que está havendo? – ela disse realmente preocupada e me puxou para sentar ao lado dela na poltrona.

- O pai está aqui?

- Não querido, ele só volta à noite. Por quê?

- O que eu tenho para dizer é uma coisa que vai deixar ele muito nervoso e tenho medo do que ele pode fazer... E não sei você também...

- Filho, pare com essa cerimônia! Conte-me de uma vez Draco!

- Estou apaixonado mãe. – eu disse baixo torcendo para ela não ter escutado.

Ela levou as mãos as bocas segurando um grito e depois sua cara de surpresa foi para espanto e depois para... Alegria? Acho que sim.

- Isso é maravilhoso meu filho! Mas isso não é um motivo para ter medo da reação do seu pai... É a Pansy?

- Credo mãe! Por favor, nunca coloque meu nome e o nome daquela vadia doida perto da palavra apaixonado!

- Não fale assim dela...

Ela falou mais na mesma hora segurou uma risada, até ela sabia a fama de vida doida que aquela garota tinha.

- Francamente né mãe! HAHAHAHA – eu dei risada e ela abriu um sorriso. – Porque tá sorrindo?

- Faz tempo que eu não vejo meu filho rindo... Mas me conte mais sobre a tal menina que você está apaixonado e quem ela é.

- Ela... – olha um sorriso abrindo ai minha gente! Agora não consciência! – faz tudo parecer mais fácil em um momento como esse, ela sabe pelo o que eu estou passando e em nenhum momento me julgou. Com ela... – olha o sorriso do Draco! Olha eu ignorando a consciência! – Eu não preciso fingir ser uma pessoa fria, que não se importa e que sou grosso, com ela eu sou eu mesmo, que nem eu sou com a senhora aqui em casa... Eu me divirto com ela, sorrisos e risadas já viraram rotina nesse ultimo mês que é que estamos juntos. Mãe, eu já estou sentindo saudades e olha que eu passei a tarde toda com ela ontem! Não é sexo, porque nem isso nós fizemos ainda! É vontade de ter ela perto, de fazer tudo e de ser tudo por ela, de proteger... Mãe! Não chore! – eu terminei de falar e limpei as lágrimas dela.

- Você não tem noção de como é maravilhoso escutar isso de um filho... Principalmente de você! Draco, você a ama de verdade, o jeito como você fala dela, seus olhos brilham diferente, sua expressão muda e seu olhar ficar distante como se você estivesse se imaginando ao lado dela agora. E isso meu filho, é um sentimento que agente não troca por nada. É um sentimento que vale a pena lutar não importa com quem seja... – a voz dela se tornou séria, ela me conhecia melhor do que ninguém, se eu vim até aqui para falar isso pessoalmente, porque não é alguém com uma relação fácil. – Então quem é?

- Ela é trouxa, é a Hermione Granger.

O rosto dela voltou a ficar sério e preocupado e eu comecei a esperar o sermão mais não veio, o rosto dela relaxou novamente ela sorriu.

- Então como foi que a Granger ganhou seu coração?

- Aparentemente ela o tem desde o quarto ano no baile Tribuxo quando eu senti ciúmes dela... – Nossa essa historia já me encheu. Então vai embora consciência! Ninguém te chamou! – Só que foi nesse ano que eu descobri o que era aquele ciúme e eu fui atrás e pela ajuda de Merlin, pela lerdeza do Weasley ela começou a retribuir.

- Ai meu Merlin! Que lindo! Poderei conhecer ela um dia pessoalmente?

- Você está brincando não? – eu perguntei com um sorriso bobo – Quem sabe um dia você possa, eu iria amar.

(...)

Continuamos conversando por mais um tempo, eu contei sobre as aulas de Oclumência, sobre o baile e sobre tudo.

Depois de conversar fui para o meu quarto descansar um pouco. Uma semana sem aulas, sem Snape, sem gente me irritando e sem Hermione. A última é a única coisa na qual me lamento.

Nem desci para ir almoçar, teria que dividir a mesa com um bando de comensal mal educados, irritantes e nojentos que agora estavam “hospedados” em casa, já que eram fugitivos do ministério. Eu podia escutar os gritos estridentes e as risadas histéricas da minha tia Bella daqui de cima. Eu ia descer para almoçar porque a fome falou mais alto quando um elfo doméstico, na qual eu não tinha a mínima idéia de seu nome bateu na porta e entrou com um prato de comida.

- A Sra. Malfoy mandou trazer isso para o senhor menino Malfoy. – eu peguei o prato da mão dele e ele logo se retirou antes mesmo de eu poder agradecer, não que eu fosse fazer isso, mas, ele já estava acostumado com o modo de ser tratado com grosseria por causa dos visitantes recentes dessa casa.

POV Hermione

Desci para o almoço, hoje eu ia realmente almoçar no horário certo. Fui em direção ao salão principal e não pude evitar percorrer os olhos na mesa da Sonserina em busca daquele loiro de olhos claros que eu amava. E como ele havia dito ontem à noite, ele não estava lá. O que foi estranho foi eu ter encontrado outro par de olhos olhando fixamente para mim, como se estivesse me estudando e tentando achar alguma coisa. O que foi dessa vez? Logo desviei o olhar e sentei na minha mesa mais não conseguindo evitar pensar porque será que o Nott não parava de olhar para mim, mesmo não olhando para trás pude sentir os olhos dele em minhas costas.

- Foi legal ontem em Hogsmeade? – eu perguntei para o Harry.

- Foi igual à todos os anos... Paramos nos três vassouras para beber cerveja amanteigada, depois fomos à dedosdemel comprar doce... E você? Foi legal a sua tarde de estudo em um sábado? – ele perguntou enfatizando a palavra sábado.

- Foi sim Harry, ainda mais que os exames começam amanha, precisava dar mais uma revisada... – respondi e a Gina me olhava com uma expressão divertida

- Revisada nos livros que você já sabe décor...

- Diferente de você né Ronald, que nem isso faz...

- Qual é Hermione! Eu tenho dificuldade com os livros.

- HAHAHAHAHA – todos nós rimos.

Passamos mais um tempo comendo e conversando e antes de levantar eu dei uma olhada na mesa da Sonserina e o Nott continuava me olhando.

- Procurando o namorado? – a Gina me perguntou baixinho.

- Não, o Nott é que não para de me olhar...

- Será que ele sabe?

- Não sei... Se soubesse os outros já saberiam também não é mesmo?

- É, acho que sim.

- Estranho.

- Ou você anda seduzindo todos os Sonserinos dessa escola HAHAHAHAHA

- Não fala merda Ginevra

- Já disse que odeio quando me chamam assim. – ela fechou a cara.

- HAHAHAHAHAH

POV Draco

Acabei dormindo a tarde depois do almoço e acordei com a voz da minha mãe conversando com alguém lá na sala. Era ele. Meu pai havia chegado.

Nessa hora todo o ar dos meus pulmões foi embora e meu coração acelerou. Era agora.

Eu comecei a descer as escadas e na hora que entrei na sala eu encontrei os olhos da minha mãe e eu pedia ajuda. Muita ajuda.

- Draco meu filho, qual era a noticia que você tinha que contar para nós? Você conseguiu consertar aquele armário? Achou um jeito de matar o velho do Dumbledore? – disse ele todo entusiasmado vindo para o meu lado.

- Não pai, não é nada disso...

- Draco você precisa revolver isso! O Lorde deu o prazo...

- EU SEI! Já consertei aquele armário, a doida da tia Bella, o Greyback e os outros já podem entrar lá e sobre Dumbledore, ainda não sei. MAIS NÃO É ISSO O QUE EU VIM DIZER!

- Então conte logo!

- Estou namorando com a Granger.

Era agora, saiu mais alto do que eu pensava que eu seria capaz de dizer e mais firme.

- VOCÊ ESTÁ O QUE? – ele berrou e já pegou a varinha. Eu engoli em seco.

- Namorando a Hermione Granger. – disse mais uma vez e me arrependi de ter dito isso de novo.

- Crucio!

- AAAAAAAAAAAAA – eu gritei por causa da dor e estava me contorcendo pelo chão rezando para que aquela dor passasse, era como se fosse milhares de agulhas quentes perfurando cada parte do seu corpo.

- Como você pode sujar o nome da nossa família desse jeito? – ele gritou.

- Lúcio! Pare por favor! Ele é nosso filho! – minha mãe chorando correu em direção a ele e começou a puxar seu braço.

- Estupefaça! – ele gritou para a minha mãe e eu a vi sendo atirada longe. Aproveitei que ele estava atordoado pelo o que tinha feito com a própria esposa que eu tirei a minha varinha do bolso das vestes e gritei:

- Immobilus! – ele congelou e eu corri em direção a minha mãe.

- Mãe! – eu estava chorando, sentei ao lado dela e a puxei para o meu colo. – Finite Incantaten! – eu falei e ela voltou ao normal.

- Draco... Você ta bem?

- Estou mãe, e você?

- Também meu filho, agora tire o seu pai do encantamento porque vai ser pior para você.

- Tudo bem. – eu disse e a ajudei a levantar, caminhamos de mãos dadas até ele e eu o desmobilizei.

- Você é louco garoto de fazer isso comigo? Eu sou seu pai! Você me deve respeito! – ele voltou a gritar.

- E você me respeitou bastante quando eu falei não é?

- Você está traindo a sua família! Se misturando com aquela garota! Está sujando o seu sangue! Nunca que eu vou aceitar ela na família Malfoy! É bom você terminar logo com ela...

- Eu não vou terminar com ela. Eu a amo. – não foi uma boa idéia dizer isso.

- VOCÊ O QUE? Crucio!

E de novo, estava eu, jogado no chão gritando de dor.

- Lúcio pare!

- Narcisa, esse moleque precisa aprender os valores da nossa família! Enquanto ele continuar com essa idéia ele será tratado como aquela garota deve ser tratada!

- Lúcio, existe amor! Ele a ama! Eu nunca vi Draco falar de alguém como ele falou dela! É justo tirar ela dele por uma questão de princípios antigos?

- Você está defendendo a menina Narcisa? Você concorda com a relação dele com aquela sangue ruim?

- Eu estou do lado do coração dele. Se o coração dele pertence a Granger, então eu estou defendendo ela.

- Narcisa você está louca? – ele gritava cada vez mais.

Aparentemente, eles haviam esquecido que tinham um filho que se encontrava no chão se contorcendo de dor. Porque nenhum deles pareceu preocupado em retirar o feitiço.

- Você que está louco Lúcio! Olha o que você está fazendo com seu filho! – ela gritou apontando para mim. Por Merlin eles se lembraram do filho. Ele retirou a maldição e arfando eu me sentei.

- Esse garoto só faz escolhas erradas!

- Eu só faço escolhas erradas? – eu levantei de um salto — Ultimamente tudo o que eu tenho feito é por ordens suas! TUDO! A única coisa que eu pude escolher e eu tenho certeza que é o melhor para mim você quer me tirar! – eu gritei. – Pai, por favor... Não me tire ela, não me faça ter que passar por toda essa bagunça sem ela! – eu pude sentir lágrimas escorrendo do meu rosto.

- O que? Você está chorando por uma sangue ruim? Draco, você vai encontrar muitas por ai! Amor? Não venha me dizer que você sente isso por ela!

- Pai, quando o Lorde estava no seu auge há anos atrás, você estava na mesma situação que eu estou agora. Ele queria você, você estava com medo e confuso. Você encontrou a mamãe, ela te ajudou a passar por tudo, ela ficou do seu lado e ela foi a única que não te julgou.

- Ela não era trouxa!

- VOCÊ A AMAVA ASSIM COMO EU A AMO!

- Crucio!

Não fazia mais tanto efeito o crucio de meu pai sobre mim, seja talvez porque só na ultima hora eu já levei uns três.

- LÚCIO CHEGA! – minha mãe berrou, ela nunca tinha gritado tanto assim. Tanto é que meu pai parou a maldição na hora.

- Draco, vá para seu quarto. Vou falar com seu pai e depois te encontro. – ela me ajudou a levantar, me deu um beijo na testa e eu subi para o meu quarto.

Minha mãe logo lançou abaffiato e eu não pude escutar o que estava acontecendo lá embaixo.

Fui à procura de uma pena para mandar uma carta a Hermione. Escrevi a carta dela e depois comecei a escrever a do Nott.

Theodore Nott

Aqui está a carta para você entregar a Hermione. Espero que você entregue assim que ela chegar em suas mãos e que você esteja cuidando dela.

Draco

Dobrei as cartas e coloquei as duas dentro do mesmo envelope e prendi nas patas da coruja que estava no parapeito da minha janela.

- Hogwarts. Theodore Nott, você o conhece. – eu disse e lhe entreguei um biscoito para comer antes de faze a viagem.

A ave tomou vôo e eu fiquei vendo ela se afastar até a perder de vista na escuridão. A carta provavelmente chegará amanha junto com o correio, então não levantará suspeitas.

Então deitei em minha cara para tentar adormecer e torcer para que minha mãe tenha conversado com o meu pai.

Notas finais
eai? o que acharam? comentem!!!!
a briga entre Lucio e Draco ainda não acabou haha
beijos e deixem review/recomendação o que voces acharem que eu mereço (: