Notas iniciais
Olá, walkers :v Então, gostaria de declarar que a partir desse capítulo a fanfic entra em uma nova "fase", com novos personagens, novas cenas, novos lugares e... Cenas Lirl (LindseyxCarl) o///// Espero que gostem do capítulo, amores, e não esqueçam de comentar. O Nyah! marca 30 pessoas acompanhando, e eu adoraria que essas 30 pessoas comentassem ou ao menos recomendassem a fic, sabe? Faz bem ao meu coração

– Vila de Fonseca – anuncia Rick em volta alta, olhando para uma placa que aponta para um desvio dos trilhos. – Vamos arriscar?

– E o Terminus? – pergunta Carl.

– Só por uns dias – digo eu. – Se for mentira essa tal Vila de Fonseca a gente dá o fora de lá o quanto antes. Preciso de um banho o mais rápido o possível.

Carl e Rick riem, o que eu acho sem graça, pois eles também estão fedendo, mas não digo nada, simplesmente começo a andar na direção da tal Vila de Fonseca. Rick e Carl me seguem.

– Será que tem comida? – pergunta Rick.

– Comida deve ter – respondo. – Se tiver alguém particularmente vivo por lá. No sentido literal. Não no sentido morto-vivo.

Não demora tanto para chegarmos à um pequeno vilarejo resumido em árvores, grama e chalés espalhados pelo lugar. É um vilarejo silencioso e, o que mais me surpreendeu: A falta de Errantes!

No centro do vilarejo há uma enorme Igreja com algumas pessoas circulando em sua volta, mas elas estão caminhando normalmente, não como Errantes.

Uma delas, uma criança, nos vê, e corre para trás de um adulto, que também nos vê e saca uma espingarda. Meu susto é imediato, e Rick grita:

– NÃO ATIRE!

O adulto abaixa a espingarda e, em poucos segundos estamos cercados pelo vilarejo inteirinho.

– Quem são vocês? – pergunta um deles.

– O que vieram fazer aqui?

– Como chegaram até aqui?

– Estou com fome.

– De onde vieram?

– Quantos anos vocês tem?

– Estou com fome!

– Quietos – ordena um homem, que me parece ser uma autoridade por ali. Ele se pôs na frente de todos, cara-a-cara com a gente, e então percebo que ele é o homem da espingarda que estava na frente da Igreja. Não me parece ser mais velho que Rick, sua pele é negra, seus cabelos são igualmente negros e os olhos tem duas cores: O esquerdo é violeta e o direito é alaranjado.

– Meu nome é Rick Grimes, esse é meu filho, Carl Grimes, e a Lindsey Halter – apresenta Rick.

– O que a Lindsey é de vocês?

– Amiga – respondo eu mesma.

– De onde vocês vieram?

E então explicamos tudo, desde o início, para não haver mais perguntas.

– Meu nome é Walter – diz o homem. – Sou o líder do Vilarejo de Fonseca. Acho que a Lily pode cuidar da hospedagem de vocês, e explicar as regras e o cotidiano de tudo aqui. Lily?

Uma mulher dá um passo à frente. Ela é baixinha, tem o cabelo raspado, olhos azuis elétricos e uma cicatriz na testa. Ela sorri, parecendo ser uma pessoa otimista.

– Oi – cumprimenta. – Tenho vinte anos, antes que perguntem.

– Oi – cumprimentamos.

– Por favor, sigam-me – pede ela, começando a caminhar até um dos chalés, e nós a seguimos. Entramos em um dos chalés mais simples, um dos poucos desocupados. Lily se senta em uma poltrona reclinável e gesticula para que nos sentemos em um pequeno sofá vermelho e meio sujo. Eu, Rick e Carl precisamos nos espremer para cabermos no sofá, e eu fico no meio dos dois (como sempre). – Então, esse é o Vilarejo de Fonseca. Somos todos uma família por aqui, e procuramos viver em paz com os habitantes, certo? – Assentimos. – Não temos portões para nos proteger dos bichos, então tomamos o máximo de cuidado possível para não atraí-los. A cada três horas tocamos o sino daquela Igreja ali no centro para atrair a atenção dos bichos. Atraímos eles para dentro de lá e então os matamos. Toda a manhã alguns habitantes saem para despejá-los nos trilhos. Nosso toque de recolher é às 18h. Café da manhã servido às oito da manhã em ponto no chalé que está com enormes letras anunciando REFEITÓRIO. O almoço é ao meio-dia e quinze, café da tarde é individual e jantar às 17:30. Pedimos a colaboração de todos. E qualquer um que trair nossa confiança vira parte do massacre na Igreja. Qualquer um. – Ela nos lança um olhar ameaçador, mas é questão de segundos até ela voltar a sorrir como se explicasse a história do desenho dos Ursinhos Carinhosos. – Banhos é com vocês no pequeno banheiro individual de cada chalé. O sino já vai tocar, então... – O sino a interrompe. – Apenas permaneçam nesse chalé e só saiam quando batermos na porta. Podem tomar um banho enquanto isso. – E ela sai correndo, fechando a porta. Eu, Rick e Carl corremos para trancar todo o chalé, inclusive a parte de cima. Quando estamos no escuro Rick acende um lampião que encontrou na pia. Nós nos entreolhamos, eu e Carl nos sentamos no sofá e Rick na poltrona. O chiado dos Errantes sendo atraídos para a Igreja é atormentador e agonizante.

– O que vocês acham daqui? – pergunto.

– Não sei se vamos durar muito – responde Rick. – Como você disse, Linddie, qualquer suspeita e a gente dá o fora.

Algo bate na porta e eu espio no olho mágico para ver quem é, mas o olho saltado de um Errante me surpreende e me faz cair para trás. Ele bate com força na porta, assustando também Rick e Carl. Carl corre na minha direção e Rick prepara sua arma, mas o barulho de uma espada atravessando um crânio nos faz ficar um pouco mais aliviados. Aperto meus olhos e Carl me puxa para cima.

– Por isso eu gosto de olhos mágicos – comento, voltando trêmula para o sofá. – Enquanto isso deveríamos tomar um banho. Deve ter algumas roupas lá em cima. Depois vocês também não vão escapar, estão fedendo e suados. Nenhuma garota ou mulher vai se interessar em vocês desse jeito.

Eles riem.

– Verdade – concorda Carl. – Se bem que não estamos muito interessados nisso... Estamos?

– Não – responde Rick.

– Nunca se sabe, o amor é cego.

– E você? – pergunta Carl. Eu suspiro.

– Estou aqui pela sobrevivência.

– Mas... E se alguém do grupo fosse o seu amor?

Rick o olha, segurando o riso.

– Olha, aí eu esconderia bem dentro de mim. – E saio saltitando bem rapidamente, pois eu sei o que eu quero além de sobreviver, mas que guardo mais para dentro de mim, porque é difícil amar na morte.