Notas iniciais
Sim, galera, chegamos ao último capítulo de Loving in the Dead, e o próximo é o epílogo. Fico feliz por terem gostado do bônus da fanfic. Bem... Vejo vocês no epílogo, onde trarei minhas dedicações finais.

– Pessoal – diz Michonne, sorrindo. – Acho que acabamos de chegar em Washington.

Abafo um grito de felicidade. Carl aperta minha mão e me encara, sorrindo. Carol ri.

– Eu nem acredito... – murmura ela. Seguimos em frente. Li, em voz alta, o papel com o endereço do laboratório. Não estava tão longe. Os Errantes estavam disperçados pela cidade, mas, felizmente, logo não estariam mais. Queimaríamos os corpos, anunciaríamos por rádio que está tudo seguro – os que ouvissem estariam avisados, os que não ouvissem logo compreenderiam que está tudo seguro.

– Com quem eu vou ficar? – pergunta Annie. Carol e Michonne, que perderam seus filhos, deveriam ser as mais interessadas em ter a guarda de Annie, mas foi Daryl quem respondeu:

– Veremos isso depois, Annie.

No caminho, não importava com quantos Errantes acabamos, seguimos cantando alegremente “You Can’t Stop the Beat”, da trilha sonora do filme Hairspray. Maggie acabou interpretando a Queen Latifah no final da música, e descobri como ela canta bem. Ela poderia ser cantora quando o mundo já estivesse em ordens.

. . .

O laboratório cujo tudo começou estava cheio de Errantes, cheio mesmo. A cada passo que dávamos era uma cabeça cortada/explodida.

– Tem um monte lá na frente – disse em voz baixa, e nós nos escondemos atrás de uma grande caixa. Ruby se encolheu ao meu lado, e eu cocei suas orelhas. O que essa cadela já passou e resistiu é incrível. – Como vamos distraí-los?

– Ruby – respondeu Lizzie. – Ela pode distraí-los, certo?

Ruby grunhiu em resposta, como se aprovasse, e balançou o rabo.

– O quê? Não! Não posso correr o risco de perdê-la outra vez.

– Linddie – chama Daryl. – Ela foi treinada, certo? Ela vai se safar.

– E se não se safar? – engulo em seco, mas todo estão de acordo. São muitos contra um.

Suspiro e abraço o pescoço peludo de Ruby, depois a encaro, memorizando cada detalhe dela. Ela lambe meu rosto e eu sorrio.

Ich liebe dich, Ruby* – digo. E Ruby corre na direção dos Errantes, latindo e saltitante. Quando eles já estão longe nós corremos na direção das portas, acabando com os outros Errantes que não foram com Ruby.

– Achem a porta correta! – diz Rick.

Sala de testes.

Sala de pesquisa...

Tem sala pra tudo, mas a nossa sala está bem no fundo.

Vírus-Nano.

– Aqui! – exclama Zoë. Com cautela, Rick abre a porta e ele e Daryl vão na frente. Quando está tudo limpo, eles nos chamam pra entrar.

– Deve ser esse... Negócio – diz Carol, apontando para um grande negócio que lembra um tanque. Carl fecha a porta.

– Como vamos saber que é isso e como vamos desligar? – pergunta ele, com uma expressão confusa. Contenho um sorriso. Droga, Lindsey. Ele fica tão fofo com essa expressão. – Linddie, alguma ideia? Seu pai não era mecânico?

– Carpinteiro – corrijo. – O irmão dele era mecânico, mas eu não acompanhava o trabalho do tio Burton. Vocês tem alguma ideia?

Enquanto discutíamos, Daryl foi checar o negócio-que-parece-tanque (n/Aut: Vamos chamar de NQPT).

– Gente – chama Daryl. – Achei algo.

Todos corremos até ele. Há uma tampa ali. Nós a abrimos e damos de cara com um monte de fios. Michonne acaba soltando um palavrão.

– Isso aqui deve desativar o treco – diz Zoë. – Só temos que saber qual o fio.

– O único jeito é ir cortando os fios até parar de funcionar – diz Carl.

– É muito arriscado – repreendo. – Ou não? Digo, e se um fio aumentar a dose de nano robôs no nosso cérebro e ficarmos malucos?

Rick solta uma risadinha.

– Com licença – ele passa na frente. – Alguém entende a língua que está nos fios?

– É latim – respondo. – Espera... Isso é genial!

– Sabe traduzir, Linddie? – pergunta Maggie.

– Sim... Olha – analiso os fios. – O roxo, que diz xx, significa desativar. O verde, que diz xx, significa explosão. Vocês tem que cortar o roxo.

Annie tira uma tesoura da mochilinha da Hello Kitty e me entrega, com um sorrisinho doce. Retribuo o sorriso.

– Rick, você é o líder, você corta – entrego a tesoura pra ele. Ele se concentra no começo e no fim do fio roxo, e corta. O treco faz um barulho como hmmmmpf e fica iluminado com uma luz verde.

– Vocês deveriam ver isso – diz Glenn, na janela, e todos corremos a tempo de ver, um por um, os Errantes gemendo e caindo no chão. – Galera... – Carl pega na minha mão, meu coração está a mil. – A gente conseguiu.

Notas finais
*Ich liebe dich: "Eu te amo", em alemão. Curiosidade: Apesar de ser um husky siberiano, o pai de Lindsey trouxe Ruby da Alemanha, a terra natal do mesmo. (Alemanha ♥) (Não, não sou nazista. Sou descendente de alemão, mas não concordo com isso tudo)