Notas iniciais
Olá gente! Essa é minha primeira fanfic rizzles (que eu posto haha) e tenho ótimas ideias para ela. Estou amando escrevê-la e espero que vocês gostem da leitura :)Obs.: Bom, alguns capítulos serão ponto de vista do narrador, alguns de Jane, alguns de Maura e até terão capítulos em que haverá os dois pontos de vista. Sempre estarei indicando qual será o ponto de vista no início do pdv ou do capítulo, dependendo do mesmo.

O DIA ANTERIOR

– Jane, sai daí. – Maura pede através da porta. – Por favor.

– Acho que você deveria ir embora, Maura. Eu preciso ficar um pouco sozinha.

– Eu não vou te deixar aqui sozinha.

Maura ouviu o destrancar da fechadura. O rosto molhado de Jane apareceu quando a porta se abriu.

Na noite passada, quando Jack ligou para Maura convidando-a para sair – E com o “sim” vindo de Maura-, Jane teve um colapso. Ela não confia nele. Maura é sua melhor amiga há muito tempo e Jane simplesmente não podia deixa-la entrar em uma relação com um professor estranho cujo ela não tem uma boa impressão. Toda vez que Jack liga Jane perde a cabeça e discute com Maura. Isso a machuca, mas ela não consegue se controlar. Jane tem medo de que algo aconteça com Maura ou que ele vá machuca-la. Ela não está com ciúmes, só preocupada.

– Maura, eu já te disse que aquilo não foi nada. Só estou preocupada. Eu ficarei bem, apenas vá. – Jane pediu educadamente ao entrar no quarto novamente, tentando não demonstrar muito o que ela estava sentindo. Sabia que Maura poderia decifrá-la facilmente.

– Eu odeio quando você faz isso. – Maura aumentou o tom de voz. – Quando age como uma criança ciumenta. Você sabe que não há motivo algum para você ficar assim. – Sua voz estava normal novamente. Jane se joga na cama, sentando com as pernas cruzadas, segurando um travesseiro em cima das mesmas.

– Oh, então agora eu sou uma criança? – Jane disse com todo o sarcasmo possível. – Ok, tudo bem. Vá em um encontro com outro serial killer então.

As palavras simplesmente saíram da boca de Jane sem que ela percebesse, atingindo a parte mais frágil e machucada de Maura. Seus olhos encheram-se de água e sua boca abriu em indignação. Jane fecha os olhos e respira fundo. Ela posiciona seu rosto entre suas mãos e pensa por um segundo no que havia falado.

– Maura, me desculpa, eu não quis dizer aquilo. – Ela se desculpa, sua voz estava mais rouca do que o normal. Jane iria chorar e ela sabia disso.

– Você nunca quer, não é? – Maura responde com a voz entrecortada. Ela ainda estava magoada com toda a situação de Dennis e Jane sabia disso. Ela pega as suas chaves e deixa o quarto sem ao menos olhar para Jane.

– Maura! – Jane gritou olhando pela porta aberta de seu quarto. Ela ouviu a porta de entrada bater. Maura havia ido embora. – Merda.

Jane andou até o banheiro e se olhou no espelho. Seu rosto exibia o quão cansada ela estava. Seus olhos estavam inchados. Estava horrível.

– Eu preciso parar de ser uma idiota. – Jane sussurrou para si enquanto se dirigia para o chuveiro.

Desde o dia em que Jane e Maura se conheceram elas têm sido grandes amigas. Sempre apoiando e cuidando uma da outra. É uma amizade única.

15 minutos depois, Jane saiu do banheiro enrolada em sua toalha. Ela queria ligar para Maura e se desculpar novamente, mas ela sabia que Maura não a atenderia. Ela atingiu o pior medo de Maura ao trazer as lembranças de todo o sofrimento à tona. Jane se sentia mal sobre isso, ela realmente não quis dizer aquilo ou nem mesmo aquelas palavras.

Lágrimas nasciam nos olhos de Jane enquanto ela vestia suas roupas.

– Não posso perder minha melhor amiga. – Jane sussurrou para si. – Não consigo.

Já era tarde quando Jane colocou sua cabeça sobre o travesseiro. Sua mente não estava lá. Todos os seus pensamentos estavam em Maura. Jane decidira que conversaria com Maura no dia seguinte e ela teria que ouvi-la. Era algo que Jane precisava e que não abriria mão.

De repente, todos os momentos que Jane e Maura passaram juntas vieram à cabeça de Jane, fazendo-a cair no sono enquanto sorria ao lembrar-se do dia em que conheceu Maura.

Quando Jane chegou ao Departamento na manhã seguinte, ela seguiu diretamente para seu escritório. Ela precisava falar com Korsak sobre um caso em aberto. Jane apertou o botão do elevador, vendo as portas do mesmo se abrirem. Ao abrir das portas novamente, ela viu Korsak e Frost discutindo sobre alguma coisa na qual ela não conseguia ouvir dali.

– O que aconteceu? – Jane pergunta enquanto se aproxima.

– Parece que há uma testemunha no caso da Lila. Uma ligação anônima afirmou a presença de uma pessoa na cena do crime, na exata mesma hora em que Lila foi assassinada. A pessoa pode, inclusive, ter ajudado o assassino. – Korsak explicou, mostrando os registros da ligação.

– Maura achou mais coisas no corpo. – disse Frost.

– Eu vou descer e checar com ela.

Enquanto Jane esperava pelo elevador, ela tentava pensar sobre o que falaria com Maura, como se desculpar e como a abordaria. Ela sentia como se seu estômago tivesse sido mantido em um refrigerador por anos e fosse colocado dentro de seu corpo novamente. Suas mãos estavam suando frio. Jane nunca havia ficado tão nervosa por ter que conversar com Maura.

– Ei, Susie, você viu a Maura? – Jane pergunta ao ver Susie revirando alguns arquivos.

– Bom dia, Jane. E sim, ela está checando as evidências novas no corpo de Lila.

– Obrigada. – Ela agradece e dirige-se à sala de autópsia.

Jane para na porta, observando Maura cortar, remover e lidar com o corpo. Ela respira fundo antes de abrir a porta. Maura manteve seu olhar em Jane por alguns segundos antes de retornar sua atenção para o corpo e Jane sentiu suas pernas bambearem. Um frio percorreu sua espinha.

– Maura... – Jane falou baixo, a voz falha e rouca soou no local mais alto do que ela imaginava.

– A substância que encontrei na vítima combina com a encontrada na cena do crime. É poliéster. Eu fiz uma pesquisa e esse mesmo material, na exata mesma cor é usada na confecção dos moletons da BCU. – Maura respondeu fitando o corpo. Sua mão conduzia uma pinça, que retirava o fio do tecido do ferimento. – Já pedi ao laboratório para analisar as substâncias que achei debaixo das unhas da vítima.

Era um mínimo fio azul e, por um segundo, Jane se perguntou como Maura conseguia achar aquelas coisas minúsculas nos corpos.

– Mais alguma coisa? – perguntou Maura.

– Eu preciso que você converse comigo, Maura. – Jane estava implorando. Jane nunca implorava e tal cena fez o coração de Maura derreter.

– Não tenho nada para falar. Eu não quero. – Maura disse tentando manter sua voz normal, mas não teve sucesso. – Você sempre faz isso. Está sempre jogando toda a situação do Dennis na minha cara, mesmo sabendo que Isso. Ainda. Me. Machuca. – disse lentamente ao encarar os pés no chão, respirando fundo.

– Maura, me perdoe. Por favor. Eu não quis falar todas aquelas coisas e você sabe disso. Eu não consigo aguentar mais tudo isso. Não consigo. – Jane se aproximou dela, dando alguns passos em torno da mesa para chegar até ela. Quando Jane fitou o rosto de Maura, ele estava vermelho e molhado.

Antes que Maura pudesse falar algo, o celular de Jane tocou. Ela o pegou nas mãos e leu a mensagem de Korsak.

“Frost achou o possível assassino. Estamos indo lá. Precisaremos de backup. Você vem?”

Jane lançou um último olhar para Maura, que a encarava.

– Eu preciso ir. Por favor, deixe-me conversar com você mais tarde. – Jane pediu enquanto se dirigia à porta.

– Vá, Jane. – respondeu Maura. – Apenas vá.

Quando Jane fechou a porta e desapareceu pelos corredores do departamento, Maura expirou.

– Deus, eu gosto do Jack. Muito. – Ela sussurrou para si. – Mas eu a amo. O que eu faço? – ela secou as lágrimas do rosto e voltou sua atenção para o trabalho, esperando que Jane realmente a ligasse para conversar mais tarde como havia prometido. Ela precisava disso.

Notas finais
Então, o que acharam? Os comentários de vocês são o que move a fanfic e o autor a continuar escrevendo, então sintam-se à vontade para dar dicas, avisar de algum erro que eu possa ter deixado passar e tudo mais. É isso aí, beijo e até o próximo capítulo :)