Loving Again
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Mas digamos que eu tive alguns probleminhas.
Espero que gostem desse capítulo, é bem importante.
–Conta-se várias lendas. Um lenda romântica alemã diz que um cavaleiro, tentando alcançar uma flor para dar a sua amada, caiu em um rio, e por conta do peso da armadura se afogou, tendo dito como última frase “não me esqueças”. A quem diga que este nome teria sido dado por Adão, no jardim de Éden, que estava nomeando as flores do jardim, mas esqueceu desta pequena, e quando percebeu deu-lhe o nome de miosótis, “não me esqueças”. A uma lenda cristã também, diz que a Virgem Maria derramou suas lágrimas por cima desta flor e ela ficou azul. Através de todo o período negro do nazismo, a pequenina flor azul identificava um Irmão. Nas cidades e até mesmo nos campos de concentração, o miosótis adornava a lapela daqueles que se recusavam a permitir que a Luz se extinguisse. Na Europa há um folclore que costuma atribuir diversos poderes mágicos ao Miosótis, tratando-o, por exemplo, como chave mágica para tesouros enfeitiçados.
–Prometo não te esquecer- falei sorrindo.
Flashback of
Peguei-me indo em direção ao campo de treinamento. Um campo enorme, amplo, onde só havia grama e algumas pedras. As árvores ficavam bem afastadas, por ser um campo perfeito para uma luta. Era ali que trainara com Tsunade. Vi um vulto passando pelas minhas costas.
-Olá Rimme- falei sem expressar nenhum sentimento, na voz ou no rosto.
-Olá minha pequena rosada- sua voz rouca como sempre.
Virei-me e percebi que nenhuma das minhas lembranças faziam jus a sua aparência. Seus cabelos negros brigavam com o vento. Seus olhos azuis encaravam-me zombeteiros. Como se estivéssemos apenas fazendo parte de alguma brincadeira, realmente, eu me sentia em uma brincadeira. Afinal, eu revendo meu irmão.
-Como vai irmãzinha?- perguntou-me.
-Bem, e você Rimme, como anda a vida?- perguntei. Conversinha mais banal.
-Indo- falou.
Silêncio. Momento nostálgico.
Flashback on
Estávamos frente a frente. Seus olhos azuis brilhavam como jamais havia visto. Sua mão esquerda ao lado do corpo tremia. A direita vinha em direção ao meu rosto, que o tocando, alisava minha pele. Estávamos acima de uma montanha, não havia sol, não havia chuva, apenas o vento se fazia presente.
Nossas roupas estavam em farrapos. A luta havia acabado, mas para mim, a guerra parecia começar. A marca no meu peito queimava, ardia, queria tirá-la de lá. Se fosse preciso, poderia arrancar minha pele, mas não era possível.
Como a marca estava visível, grande e rosa escura, Rimme a encarava. Não estava simplesmente olhando-a, mas admirava. Não sabia o que ela significava, mas sabia que fora ela a me dar poder naquela luta, quando eu já deveria estar morta.
-O que é isso Rimme?- perguntei. Não sabia o significado da marca, pois ela havia aparecido somente hoje.
-Uma marca, está vendo no canto, uma pequena flor, é uma pervinca- falou chegando mais perto, continuando a admira-la.
-Pervinca. Os italianos chamam esta flor azul de a "flor da morte", enquanto os franceses a conhecem como a "violeta da feitiçaria" e a flor da Virgem. Ela e associada à morte devido à tradição de que as almas dos mortos vivem dentro dela. Ela simboliza um longo relacionamento- continuou o moreno.
-Fale-me a verdade, o que tudo isso significa?- perguntei. Estava cansada, sabia que me escondia à verdade, apenas não sabia se queria mesmo descobri-la.
-É a marca da morte, assim como também é da vida. Vida esta sua, que não é a primeira. Você viveu séculos atrás, mas renasceu apenas agora, não sabe quantos anos lhe esperei irmã.
Flashback of
Quase involuntariamente pressionei minha mão direita ao peito, exatamente onde até hoje estava a marca.
Rimme a minha frente sorria, sorriso que conforta, compreensivo. Sorri de volta mostrando minha aceitação pelo que eu sou. Um a reencarnação, pra ser mais específica, a reencarnação da antiga irmã de Rimme. Uma mulher muito poderosa, com a mesma marca que a minha. Que por infortúnio do destino, morreu no campo de batalha, na primeira grande guerra ninja.
Seu nome era Monna. Pelo menos agora me foi explicado o porquê de meus cabelos rosas. Afinal, somos idênticas, de aparência e de poder.
Monna era órfã. Não sabia coisa alguma sobre sua origem, mas aos oito anos desenvolveu um poder extraordinário. Poderia controlar e criar todos os elementos, mistura-los. Água, fogo, terra, ar inclusive trovão, metal, madeira, e o mais precioso, cristal. Tais poderes que viriam a calhar na guerra, a qual lhe deu um fim trágico. Morreu por sua vila, por Konoha. Usou todos os seus dons para reviver aqueles que já estavam mortos. E com o resto de suas forças, deu imortalidade a seu irmão de consideração, Rimme. Com medo que seus dons simplesmente se perdessem não os passou ao moreno de olhos azuis, mas sim ao seu novo jutso, um jutso renovador, reencarnação. Usaria em si mesma, e daqui a muitos anos nasceria sua “descendente”. Um agarota idêntica a ela, que receberia seus dons. Que poderia passar a alguém todo o poder dado a ela. Dali, nasceria um novo clã.
Era estranho sabe disso. Saber que eu fazia parte de tudo isso. Saber que tinha tanto poder, e que teria de construir meu próprio clã. Pois obviamente não pertencia ao clã Haruno.
Estranho saber que Rimme era imortal, e que ele me via como sua irmã, de décadas, ou até séculos atrás.
Com meus dons, já controlados por mim, fiz nascer asas nas minhas costas, asas de cristal. Levantei voo e sem saber para onde ir, segui para uma cachoeira que eu conhecia, e que sabia que era deserta.
Com um pequeno movimentar de dedos fiz os cristais das asas se partirem. Sentei-me em um grande brocha, no centro do rio. Fiquei olhando a agua movimentar-se ao meu redor, sentindo minha influencia nela. Levantei-me, coloquei os pés na água. Em pé, mexi minhas mãos e levantei grandes porções de água. Aquilo me acalmava. Empolguei-me, começando a mexer os pés agora. Levantei mais agua, quebrando-a em pequenas gotas que flutuavam ao meu redor. Ri como já não fazia há muito tempo. Mas como sempre, minha alegria dura pouco. Eis que me deparo com um certo homem, de cabelo cinza e olhar zombeteiro.
Notas finais
Comentem por favor.
BJS
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