Loving Again
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Espero que gostem e se puderem comentem e deixem essa autora feliz.
Sasuke e Sai chegaram lado a lado e juntos sentaram-se. Restavam olhando-se ameaçadoramente quando dois pares de olhos miraram meu rosto, ou seria meu busto? Que pensamento besta, se bem que estão tão vidrados, obviamente não era isso, não poderia, certo?
O jantar ocorreu normalmente. Silencioso demais talvez. Pedi licença e logo me retirei da mesa. O dia havia sido longo e eu realmente precisava dormir.
Entrei no meu quarto, fechei a porta e com um esforço tremendo troquei minhas vestes, escovei os dentes, meus cabelos. Finalmente senti minhas costas tocando a macia coberta, que logo me cobriu. Deixei-me levar ao mundo dos sonhos.
POV DESCONHECIDO (N/A personagem novo)
Olhei ao redor certificando-me que ninguém havia me seguido. Não sentia nenhum chakra e duvido que alguém possa estar sentindo o meu.
Por sorte a janela já estava aberta. Estranho, as noites em Suna são terríveis graças ao frio. Meu olhar cai então nas madeixas rosas espalhadas pelo travesseiro. Finalmente a reencontrei. Estava mais velha, não parecia mais aquela pirralha mimada. Tinha uma expressão no rosto serena e calma. As mãos agarravam a coberta de modo quase desesperadas.
Pena não ver aquelas orbes verdes brilhantes e sonhadoras. Mas eu logo as veria. Agora que reencontrei minha pequena rosada não a deixaria tão facilmente. Deixei cair no chão de madeira uma rosa azul, ela entenderia. Já estava amanhecendo então me pus a correr, mas logo voltaria.
POV SAKURA
Acordei tremendo de frio com alguns raios de sol tocando minha pele e irritando meus olhos. Levantei-me a contragosto, fui até a janela e a fechei. Abaixei-me ao sentir algo embaixo dos meu pés. Aparentemente havia pisado em um espinho. Um espinho de rosa, mais precisamente uma rosa azul. A peguei delicadamente na mão e fiquei encarando-a, poderia mesmo ele ter vindo até aqui?
Com as batidas na porta guardei rapidamente a flor na minha mochila. Corri até a porta e deparei-me com uma loira alegre e sorridente.
-Ohayo Ino-chan- falei indo mais adentro do quarto, para que a mesma entrasse.
-Ohayo. Arrume-se logo, preciso lhe mostrar algo- falou mais sorridente ainda, realmente não pensava que fosse possível.
-Hai.
Depois disso tomei banho, me vesti com minhas roupas ninja. Escovei os dentes, os cabelos. Fiz tudo que era necessário o mais rápido possível. Mas parece que Ino não estava mais tão sorridente assim e a cada minuto gritava para ser mais rápida ainda. O que essa mulher pensava que eu era.
-Demorou demais Sakura-chan, vamos logo- falou puxando meu braço e me levando para uma sala desconhecida por mim.
Caminhos por todo corredor, passando por várias portas, subimos alguns degraus e logo estávamos de frente para uma porta de madeira branca.
Entramos na sala e fiquei maravilhada com a visão. Era um lugar bem amplo, que parecia maior por causa da cor clara nas paredes, bege. O chão era de piso branco. Havia uma lareira no local o que parecia o deixar ainda mais aconchegante. Alguns quadros enfeitavam as paredes, todos com imagens de flores. Havia uma estante de um bege mais escuro do que as paredes, nela estavam diversos livros, de pequenos a enormes. Havia um tapete felpudo branco no chão que cobria grande parte do piso. Três cadeiras e uma mesa de madeira clara. O único som daquela sala era do relógio e do vento. Mas a grande beleza estava naquela janela enorme, que cobria quase toda parede. Nela dava-se para ver um jardim de algumas flores que nem eu mesma sabia que podia cultivar-se em Suna.
Olhei para o lado lembrando-me de Ino. A mesma olhava-me sorrindo esperando talvez alguma reação que parecia não vir. A sala era perfeita, mas aquele jardim, foi uma das melhores coisas que eu ja havia visto. Tantas flores, diversas cores, tantas espécies. Sorri para a loira ao meu lado mostrando o meu contentamento pela aquela visão.
-Você esta feliz Sakura?- perguntou tão simplesmente que me pareceu que estava apenas dizendo-me bom-dia.
-Claro que sim- falei. Estranhei meu tom de voz por não parecer nada firme. Nunca perguntei-me se era feliz, pois tudo me levava a crer que eu era.
-Sabe do que estou falando, você ficou diferente depois de...- foi interrompida pelas batidas na porta. Quase inconscientemente dei um longo suspiro de alivio. Não era um assunto que eu gostasse de tocar.
Ino foi até a porta, abriu-a revelando uma senhora de idade, deveria ter mais de 50 anos, usava uniforme o que logo me fez pensar que deveria ser alguma empregada. Depois de algumas palavras a mulher logo foi.
Informada por Ino que deveria acompanha-la até a cozinha para tomar café da manhã a segui sem pestanejar. Só agora percebi que estava morta de fome e que o tempo estava passando, deveria estar no hospital uma hora dessas. Sai e Sasuke já deveriam estar trabalhando.
1 Semana depois...
Nosso tempo em Suna havia acabado, deveríamos voltar a vila e entregar um relatório a minha mestra. Tudo havia transcorrido normalmente. Despedimo-nos de Ino e do kazekage, que mostrou-se muito diferente de alguns anos atrás, com a promessa de volta. Agora seguíamos os três, eu, Sasuke e Sai lado a lado para Konoha. Aquela rosa azul parecia pesar uma tonelada na minha mochila. Meus pensamentos iam e vinham das pétalas azuis. Estas que continuavam as mesmas de uma semana atrás, sem sofrer a menor alteração.
Suspirei alto novamente. Porque estas coisas acontecem comigo. Passamos por um rio de água cristalina, que comparei a lagrimas. Era um lugar muito bonito e logo me vi maravilhada com as flores. Desde quando eu idolatro tanto flores. Mas uma delas me chamou atenção. Uma que estava na água. Uma rosa azul. Abaixei-me sobre os olhos dos meus companheiros de equipe e me pus a pegar a rosa. Tirando-a da água tive uma estranha sensação de estar sendo observada. Olhei diretamente para a mata fechada logo mais a frente. Mas não havia nada ali. Virei meu olhar para os dois morenos indiferentes. Talvez fosse apenas paranoia minha. Olhei novamente para a mata e notei algo brilhando. Cheguei mais perto do local, deparando-me com uma pétala azul.
Notas finais
Aceito criticas reconstrutivas.
BJS
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