Loving A Criminal
21 Capítulo 21 - Trabalho a vista Charlotte
Notas iniciais
NA CASA DA TIA!
Anotei a sugestão de pokéjohnny, quem quiser mandar mais pode ficar a vontade.
Agora as coisas vão começar a rolar, beeijos.
-Remodelar? Como assim – Perguntou a morena confusa.
-Você vai ver – Falou a ruiva somente.
Após as tais entregais serem feitas, Charlotte levou a morena para uma pequena galeria. Amanda estava mais que curiosa, mas Charlotte fazia questão de nada revelar.
-Relaxa garota, não vou te levar pra tortura – Brincou a ruiva. Amanda sorriu tensa.
Brian trabalhava na sua nova sala. Se fazer de executivo exigia certos desgastes, como passar algumas horas trancado lidando com números. Sorte dele que agia principalmente na parte burocrática. Como ele mesmo às vezes dizia pra Johnny: “Posso não fazer muitas coisas legais, mas me formei e isso já é grande coisa.”
Trabalhava tranquilamente quando seu celular tocou. Pegou o iPhone preto e não era ele, catou o outro no fundo do bolso da calça, o celular dos “trabalhos internos”.
-Quem é? — Perguntou de primeira.
-Synyster Gates, não muda o jeitinho de atender. Marcus.
-Ah é você, o que quer?
-Tenho um trabalho pra você, vou pagar bem – Falou Marcus.
-Sabe que não ligo muito pro pagamento. Claro só espero que ele equivalha ao serviço.
-Coisa simples, assassinato básico. — Falou Marcus.
-Ok. Manda as instruções pra esse número xxxx — xxxx – Falou Brian e falou um número de celular.
-Quem é?
-Minha ajudante. E manda junto seu endereço, ela vai pegar o dinheiro, e o esquema.
-Ok. Até mais Synyster.
-Amanda vou te levar em uma loja bem legal – Disse Charlotte enquanto puxava a morena. Entraram em mais de dez lojas, Amanda a cada hora estava com mais sacolas.
-Não podemos deixar essas sacolas no carro? – Perguntou a morena.
-Toma, vai lá. Vou indo naquela lojinha ali de fundo. Não demora – Falou Charlotte jogando a chave do seu carro pra morena que a pegou.
Charlotte começou a se encaminhar pra tal loja quando seu celular vibrou.
-Fala Brian – Atendeu sem nem olhar o visor.
-Charlie minha amada – Brian disse rindo.
-Ta, o que você quer? – Perguntou ela.
-Credo, enfim, daqui a pouco você deve receber uma mensagem com um endereço. Preciso que vá até o local e pegue umas instruções pra mim – Disse ele. Charlotte ouviu barulho de papéis ao fundo.
-Entendi. Posso saber que tipo de informações?
-Sabe que nem eu sei direito. É um trabalho novo que surgiu pra mim – Falou ele bufando.
-Envolve sangue? – Perguntou ela curiosa, baixando a voz.
-Sim – Brian riu.
-Me deixa fazer? – Pediu ela. Brian ficou em silêncio. — Olha, se você quer minha ajuda nos negócios, eu tenho que saber fazer essas coisas.
-Ta bom. Você faz, mas eu vou ficar perto pra te orientar.
-Beleza. Daqui a pouco eu vou nesse lugar. To ocupada. Beijo – Falou ela desligando. Fez uma dancinha estranha e seguiu pra tal loja.
Amanda deixou as compras na porta malas e no banco traseiro do carro de Charlotte. Estava trancando o carro quando sentiu alguém lhe cutucar. Olhou e viu a morena do leilão.
-Ah...Oi – Cumprimentou ela.
-Você é a assistente da Charlotte né? – Perguntou a garota.
-Sou você é a Evelyn certo? — Perguntou Amanda confusa.
-Sou esta acompanhada? – Perguntou ela.
-Na verdade sim. Charlotte ta me esperando. Quer vir? — Perguntou Amanda.
-Ok. — As duas seguiram pra dentro da galeria em direção a loja.
Logo que chegaram à loja encontraram Charlotte encostada no balcão.
-Espero que esteja preparada pra última etapa – Falou a ruiva se virando. -Hey Evy.
-Oie – Falou Evelyn sorrindo.
-A encontrei lá fora e convidei-a – Falou Amanda sorrindo.
-Venham – Falou Charlotte puxando Amanda e Evelyn pros fundos da loja. Evelyn olhou pros lados e falou em voz baixa.
-Charlie você é louca ou o que? Sabe que Zacky controla essa área e fica aqui desfilando com ela – Falou a moreninha aprontando pra Amanda que ficou confusa.
-Eu não ligo pra esse negócio de área, aquele que me pagar mais, eu faço negócio. Mas o que você ta fazendo aqui?
-Você sabe que to com Zacky, mas sou fiel ao Syn, foi ele que me ajudou é pra ele que trabalho. E você acha que eu não ia proteger a princesinha dele, sabendo que você leva lela pra onde não deve? — Evelyn perguntou de forma ameaçadora.
-Oi, to aqui ainda, só pra constar – Falou Amanda olhando estranha pras duas. Charlotte rapidamente abriu um sorriso.
-Desculpe a gente, Evelyn só tem que entender que nem tudo é como ela quer que seja – Falou Charlotte. Evelyn bufou. — Enfim, viemos fazer algumas coisas, vai nos acompanhar Evy?
-Vou – Falou a morena somente. Charlotte acenou e abriu uma porta que Amanda nem havia reparado.
As três saíram da galeria, quase três horas depois. Evelyn seguiu um rumo diferente ao de Charlotte e Amanda que entraram no carro da ruiva.
-Vou te deixar em casa e ir fazer algumas coisas. – Falou a ruiva rumando em direção a casa da morena.
-Tipo? – Perguntou Amanda curiosa.
-Tipo, do tipo que não te interessa. Coisas de Brian – Falou Charlotte.
-Não sei pra que tantos segredos, credo – Amanda fez bico.
-Vou te dar um conselho de amiga. Nem toda nossa pequena mudança vai dar um bom resultado se você continuar com esse jeitinho de mimadinha.
-Mas eu não sou mimada! — Amanda disse de volta.
-Ah não, imagina – Charlotte lançou um olhar irônico pra morena. — Está entregue.
Amanda se despediu e saltou do carro com todas as sacolas que Charlotte a fizera comprar, a ruiva saiu cantando pneu.
Pov Charlotte.
Enquanto parava no semáforo, Charllote pegou o celular e viu a mensagem com o endereço que deveria ir. Era perto de onde estava, o que era muito bom. Conectou o fone e discou o número de Brian. Uma buzina soou atrás dela.
-VAI TOMAR NO CU – Gritou a ruiva colocando o dedo do meio pra fora da janela e arrancando com o carro.
-Charlie. — Atendeu Brian
-To indo no enderenço lá, acabei de deixar Amanda em casa.
-Ótimo quanto tudo estiver certo vai direto pra casa.
Desliguei o celular, enquanto dirigia pela avenida. Dirigi por mais ou menos uns dez minutos até chegar à frente uma casa com paredes vermelhas escuras e janelas brancas. Estacionei o carro e desci trancando-o. Parei em frente o portão e toquei o interfone.
-O que deseja? — A voz era masculina e grossa.
-Marcus me espera – Falei.
-E quem é você? — Fiquei indecisa se falava ou não.
-Olha não estou a fim de ficar de papo. Ele me pediu que viesse, e estou aqui. Ele sabe o motivo da minha vinda.
-OK – Falou por fim, ouvi o portão se abrindo. Passei por ele, por um caminho de pedras lisas e bati na porta com o nó nos dedos.
Um cara um pouco mais alto que Johnny atendeu, trajava uma roupa de mordomo.
-Sr. Marcus lhe aguarda – Falou assim que me viu parada ali. Caminhou na minha frente, subiu um lance de escadas até parar na segunda porta de um corredor longo. As portas duplas de madeira escura eram lustrosas. Entrei e ele fechou a porta.
-Você deve ser a ajudante do Synyster – Falou uma voz calma. Levantei o olhar e vi um cara de no máximo cinquenta anos. Estava vestido formalmente, tinha cabelos pretos lisos caindo sobre o rosto bronzeado. Não era gordo, mas também não era magro, tinha um corpo bem na média.
-Me chame de Charlie – Falei me aproximando com a mão estendida. Ele sorriu acenando e apertou minha mão.
-Senta – Falou com a mesma fachada de tranquilidade no rosto. Sentei na cadeira alta estofada na frente da mesa, ele se sentou à mesa em frente.
-Não querendo ser muito rápida, mas pode passar as informações logo? Tenho um jantar daqui algumas horas – Falei coçando a nuca.
-Sem problemas. Já falei com Synyster o que é. Ele já esta acostumado a fazer esses trabalhos pra mim, dessa vez é outro deputado que tentou me vender pra polícia. — Enquanto ele falava eu anotava tudo mentalmente — O nome dele e Sean Johnn, ele ta começando a ficar bem conhecido por aqui, então esse trabalho vai ter que ser mais cuidadoso.
-Você nos da o trabalho, deixa que ele nós resolvemos – Falei me erguendo. -
-Sim senhorita. Vou pegar a primeira parte – Falou ele. Caminhou até uma portinha que nem havia notado e entrou, voltou menos de cinco minutos depois com um envelope pardo estufado em mãos. Estendeu-me o pacote, peguei-o e coloquei dentro da bolsa.
-Obrigada. A outra parte pode depositar na minha conta – Falei e entreguei um papel com meu número. — Até Marcus.
Já me sentia com o sangue correndo feito louco pelas veias, a adrenalina tomava conta. Eu ia adorar mesmo fazer esse trabalho.
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