Loving A Criminal
9 9 - Moment of truth
Notas iniciais
Beijos. (OBRIGADA A TODAS QUE DEIXARAM REVIEWS)
Pov Amanda
Desliguei o celular e resolvi ver ao noticiário para saber se conseguir pegar alguma coisa que possa ter perdido. Sentei no sofá e liguei a televisão colocando no canal de HB justamente na hora passava a notícia.
–E repetindo a notícia do dia, o banco central de Huntington Beach foi assaltado. Ninguém se feriu nem mesmo o refém. O jovem de vinte e dois anos alega que o assaltante era Synyster Gates, um bandido foragido da policia por diversos roubos e assassinatos. Depois de conseguir o dinheiro Synyster saiu em uma Harley Davidson prata. A quantia roubada seria de mais de um milhão de dólares. Junto dele tinha ainda cinco homens armados que saíram logo atrás como escolta....
Desliguei a televisão antes mesmo de ter terminado a notícia. Mais uma coisa me levava a acreditar no que eu não queria. Olhei no celular e já havia se passado mais de dez minutos, pelo jeito ele não viria me buscar.
–Ok, ele que quis assim – Falei pra mim mesma e subi as escadas até meu quarto. Tirei minha saia e vesti uma calça jeans escura, colocando além da calça um cinto preto fino, tirei as sapatilhas que usava e coloquei uma bota de salto fino e cano longo. Peguei uma jaqueta preta e desci as escadas.
Soltei o cabelo e fui até a garagem, entrei e vi os caros do meu pai e da minha mãe. Sinceramente não sabia pra que eles tinham carro se só saiam de táxi ou com motorista.
Olhei todos aqueles carros e resolvi pegar o que meu pai havia me dado no meu aniversário e eu nunca tinha pego ele. Era um Porshe preto Panamera. Abri a porta e entrei jogando a bolsa no banco do carona. Liguei o carro e saí da garagem.
O trânsito estava tranquilo, mas com certeza meu pai receberia pelo menos duas cartas com multas por ultrapassagem de sinal. Eu estava muito ansiosa para pensar em qualquer coisa além de chegar no meu destino.
Parei em frente a casa e toquei o interfone, depois de algum tempo a voz de uma mulher atendeu.
–Residência do Sr. Haner, quem deseja? – Pensei por um tempo se falaria meu nome ou não. E se ele atenderia se eu dissesse a verdade.
–Amanda e por favor diga que só saio daqui quando falar com ele – Avisei e me afastei encostando na lataria do carro. A bolsa pendurada no meu ombro e o óculos no rosto. Fiquei olhando pra dentro da casa com o olhar preso na porta que depois de alguns minutos se abriu. Brian tinha uma expressão indecifrável no rosto. O portão se abriu e eu dei a volta no carroentrando nele, ligando-o e passando pelo portão. Estacionei, e acionei o freio de mão, desliguei-o e saí com a bolsa na mão. Caminhei até Brian que estava encostado na porta.
–Belo carro – Falou quando passei por ele.
–Obrigada – Falei e tirei o óculos. A sala estava com quatro homens que eu não reconhecia, com expressões sérias e até um pouco malvadas. Johnny estava ao lado de um deles com uma garrafa de Heineken na mão.
–Rapazes essa é minha namorada Amanda, tirem o olho – Falou Brian com um sorriso no rosto. Juro que minhas pernas tremeram quando ele falou “Minha Namorada” mas eu tinha que ficar concentrada.
–-Olá – Falei apenas, eles apenas assentiram – Podemos conversar a sós?
–Claro. Johnny leve a galera pra sala de baixo assim que eu resolver aqui encontro vocês lá – Falou ele.
–Ok – Johnny disse e caminhou na frente dos caras que o seguiram corredor à dentro.
–Vamos pro escritório – Falou Brian passando na minha frente e me segurando pela mão me levando para dentro do escritório. Na noite em que dormi aqui, passei por vários cantos da casa menos o escritório que estava trancado.
Brian entrou e se encostou a mesa de mogno me olhando. Deixei a bolsa em cima da cadeira enquanto andava de um lado pro outro. O olhar de Brian seguia cada um dos meus movimentos.
–Amanda parar de ficar andando assim – Falou ele.
–Cala a boca – Falei calmamente de costas pra ele – Só quero que me fale a verdade.
–Que verdade? — Perguntou baixo.
–Que verdade Brian? Ou seria Synyster, o bandido procurado, autor de vários crimes e assassinatos? – Perguntei me voltando pra ele. A expressão indecifrável estava lá novamente.
–Se você já sabe a verdade pra quer que eu fale? — Perguntou com a voz dura.
–Exato, quero ouvir você falar. Não basta eu saber, quero que você diga a verdade – Falei.
–Ok. Eu sou o bandido procurado, fui eu que assaltei aquele banco hoje e sim matei pessoas. Satisfeita? — Perguntou. Apesar de eu já saber a verdade ainda era duro ouvir ele falando com todas a letras que ele era o bandido.
–Não – Falei. Segurei o choro e peguei a bolsa saindo do escritório batendo a porta. Atravessei a sala saindo da casa e entrando no carro. O portão já estava aberto e aproveitei saindo. Em questão de segundos já estava afastada da casa e as lágrimas escorriam livremente pelo meu rosto. Resolvi encostar o carro. Olhei pela janela e estava parada na praia, tirei as botas deixando dentro do carro, peguei a bolsa e a jaqueta. Saí e tranquei o carro caminhando em direção a areia.
Sentei por ali e fiquei olhando a água quebrando no mar. Meu rosto estava totalmente molhado. Eu ainda não acreditava que o Brian Synyster a tanto faz não havia me contado a verdade. Que sentido teria ele me esconder isso? Me enganar dessa forma pra que? Não tinha sentindo. Eu jamais iria julgá-lo ou fazer qualquer coisa do tipo. Eu amo ele, como poderia fazer isso?
Na minha cabeça rolava milhares de perguntas e de nenhuma eu sabia a resposta. Comecei a senti um frio na pele e olhei pro céu. Nem havia percebido o tempo passar. Coloquei a jaqueta e me levantei começando a caminhar pela areia.
Peguei meu celular na bolsa e vi as quinze chamas perdidas. Cinco da minha mãe e dez de Brian. Guardei ele de volta a bolsa sem me importar em avisar a alguém ou ter que dar satisfações.
Caminhei até chegar na área mais afastada, onde tinha algumas pedras pela areia e a água era ainda mais clara.
Meu celular vibrou e olhei o visor, era uma mensagem.
De: Brian
Para: Mandy
Eu sei, você não vai querer me ver tão cedo.
Mas eu vou falar com você, mesmo que não queira vai me ouvir.
Resolvi responder.
De: Amanda
Para: Brian
Tem razão não quero te ver.
E não vou te ouvir.
A resposta não demorou a chegar.
De: Brian
Para: Mandy.
Vai. Temos muito que conversar
Ignorei a mensagem e me sentei em cima de uma pedra. Senti um par de mão me segurando pelos ombros.
–Não grita, só quero conversar – A voz de Brian veio de trás de mim.
–Como me encontrou? – Perguntei normalizando meus batimentos cardíacos.
–Te segui. Fiquei te esperando perto do seu carro e vão não saía da areia, ai você começou a vir pra cá e eu te segui.
–Ladrão, assassino e agora sequestrador? Nossa ta expandindo seu curriculum – Debochei me arrependendo logo em seguida.
–Fale o que quiser, só quero que você me escute – Falou ele e veio pra minha frente.
–Tudo bem, se você faz tanta questão fale – Falei olhando-o.
–Eu realmente não te contei, mas não tinha por que contar. Estávamos bem, nada de ruim acontecia pra que eu deveria dizer?
–Sei lá, ser sincero é bom as vezes e na boa acho que eu tinha o direito de saber onde estava me metendo – Falei.
–Amanda eu não te falei pro seu bem. A partir daquela hora que te deixei em casa pela primeira vez, soube que você não fazia parte do meu mundo. Se eu te contasse o que eu era de verdade você poderia correr risco de vida e isso é algo que eu não quero jamais.
Fiquei quieta quando ouvi o que ele disse.
–Eu não sabia- Falei baixo.
–Claro, saiu feito louca e não me deixou falar nada. Posso sim ser um bandido filho da puta, mas te amo e nunca iria colocar você em perigo.
Meu coração falhou uma batida, depois bombeou fortemente, minhas bochechas coraram e minhas mãos começaram a suar
–O-O que você disse? – Perguntei tentando conter a felicidade na minha voz.
–Que eu sou um bandido filho da puta? — Perguntou confuso.
–Depois – Falei.
–Hã...Que eu te amo... — Falou ele corando. Sorri. Não controlei o impulso e pulei nele acabando por nos derrubar no chão.
–Repete – Pedi sorrindo feito boba.
–Eu te amo Amanda – Falou sorrindo.
–Amo você – Falei lhe dando um selinho, mas ele me segurou e o beijo foi inevitável. Nossas línguas se tocavam, e apesar de termos nos afastados em menos de um dia parecia que foi o tempo suficiente para nos deixar com saudades.
Brian girou me colocando por baixo e se acomodando entre minhas pernas.
–Te amo – Brian disse de novo me olhando nos olhos, senti um calor gostoso no corpo.
Ficamos por um bom tempo ali na areia, não falamos mais nada apenas ficamos ali.
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