Loving

1 Prólogo


Notas iniciais
Ooooi gentee, bom primeiramente essa é "minha" primeira fic.
Essa fic é na verdade um livro que eu só troquei o nome dos personagens, primeiro eu pensei tem os livros bons mais q a gente não ve tanta graça por causa dos personagens e aqui quem ama o casal German e Angie tenho certeza que vai amar a fic.
Boa leitura.
Bjão.

German

Vinte meses atrás

Eu não sei o que te dizer,

Eu não sei o que dizer.

Eu só sei que cuidar de você traz mais dor.

Absorvido em um fluxo de pensamentos obscuros e aborrecidos, estacionei o jipe perto do beco. Eu nunca tinha ido a esta parte da cidade. Mal sabia que existia. O céu da noite estava bêbado na escuridão, o frio do inverno tardio afetando meu nível de irritação. Meus olhos se voltaram para o painel do carro.Cinco e meia da manhã.Eu prometi a mim mesmo que não iria voltar por ele novamente. Suas ações haviam criado uma vasta cratera entre a nossa relação, destruindo tudo o que costumava ser. Mas eu sabia que não poderia manter a promessa de ficar longe.Ele era meu irmão. Mesmo quando fodia com tudo — O que ele fez diversas vezes — Ainda era meu irmão.

Passaram-se pelo menos quinze minutos antes que eu vi Jace mancando para fora do beco, segurando seu estômago. Sentei-me no meu lugar, meus olhos fixos nele.

— Droga, Jace — Murmurei, pulando fora do meu carro e batendo a porta.

Andei para mais perto, permitindo que um poste de luz brilhasse em seu rosto.Seu olho esquerdo estava inchado e fechado, o lábio inferior cortado. Sua camisa branca estava manchada de vermelho com seu próprio sangue. — O que diabos aconteceu? — Gritei, num sussurro, ajudando-o andar até o jipe.Ele gemeu.Tentou sorrir.Gemeu de novo.

Bati a porta com força e corri de volta para o banco do motorista.

— Eles me apunhalaram, caralho — Limpou os dedos contra o rosto, servindo só para espalhar mais sangue através dele. Riu uma vez, mas sua aparência apresentou o significado da situação. — Eu disse a Red que teria o dinheiro na próxima semana — Ele encolheu—, e ele enviou seus homens para acabar comigo.

— Jesus, Jace — Suspirei, afastando do meio-fio. O amanhecer tinha nascido, mas de alguma forma parecia mais escuro do que antes. — Eu pensei que você era apenas vendedor.

Sentou-se, e seu único olho aberto me encontrou.

— Eu só vendo, German. Eu prometo — Ele começou a chorar. — Juro por Deus, eu só vendo. — Ficou claro que ele não apenas vendia, mas voltara a usar também. Merda. — Eles iam me matar, German. Eu só sei isso. Eles foram enviados para...

— Cale a boca! — Gritei, pensando na ideia de meu irmão mais novo morrer, isso passou pela minha cabeça. Fiquei assombrado com um frio e um medo sobrenatural do desconhecido. — Você não vai morrer, Jace. Apenas cala a boca.

Ele chorou e gemeu de dor, um som profundo de perda e confusão enchendo suas lágrimas.

— Eu sinto muito... Não tive a intenção de arrastá-lo de volta para isso.

Olhei para ele e suspirei profundamente. Minha mão caiu nas suas costas.

— Está tudo bem — Eu menti.

Eu tinha ficado longe de seu problema. Tinha focado na minha música. Tinha focado na escola. Eu estava na faculdade, um ano faltando para fazer algo por mim mesmo. Contudo, em vez de estar me preparar para o exame, em poucas horas, eu estava envolvido nos problemas de Jace. Perfeito.Ele brincava com os dedos, olhando para o chão.

— Eu não quero mexer com essas coisas mais, German. E estive pensando. — Olhou para mim antes de seu olhar vacilar e cair novamente. — Talvez eu possa voltar para a banda.

— Jace — Avisei.

— Eu sei, eu sei. Estraguei tudo...

— Fodeu — Corrigi.

— Sim, certo. Mas você sabe. Foi a única vez em que fui feliz depois de Sarah... — Ele vacilou em suas próprias palavras. Seu espírito conturbado deslocado no banco. Eu fiz uma careta. — A única vez em que eu tinha sido feliz,desde aquele dia, foi quando estava no palco com vocês.

Meu estômago virou, e eu não respondi ao seu comentário. Mudei o tópico.

— Precisamos levá-lo para o hospital.

Seus olhos se arregalaram e ele sacudiu a cabeça para trás e para frente.

— Não. Não há hospitais — Disse ele.

— Por quê?

Ele fez uma pausa e deu de ombros.

— Os policiais poderiam me prender...

Arqueei uma sobrancelha.

— E a polícia está atrás de você, Jace?

Ele acenou com a cabeça. Eu amaldiçoei. Assim, ele não só estava correndo de pessoas nas ruas, mas também estava fugindo de quem tranca as pessoas que estão nas ruas. Desejei que isso me surpreendesse.

— O que você fez? — Perguntei, irritado.

— Isso não importa — Dei-lhe um olhar frio e ele suspirou. — Não foi minha culpa, German. Eu juro que não foi. Olhe. Algumas semanas atrás, Red queria que eu movesse um carro. Eu não sabia o que diabos estava nele.

— Você transportou drogas?

— Eu não sei! Juro por Deus, eu não sabia!

Que diabos ele esta falando? Ele pensava que estava levando bastões de doces do caralho?

Ele continuou: — De qualquer forma, os policiais pegaram o veículo quando parei em um posto de gasolina para encher. No momento em que eu saia da loja do posto, o carro foi cercado. Um policial me viu andando rapidamente para longe e gritou para eu parar, mas não fiz. Eu corri. Acabou que o nosso treino na pista de corrida na escola valeu a pena — Riu.

— Ah, isso é engraçado? Você acha isso engraçado? — Perguntei meu sangue fervendo. — Porque estou cheio de sua merda, aqui, Jace! — Ele abaixou a cabeça. Suspirei. — Onde eu levo você?-

— Leve-me para a mãe e o pai — Disse ele.

— Você está brincando, certo? Mamãe não vê você faz um ano e o primeiro lugar que você quer ir é para lá? Espancado e sangrando? Você está tentando matá-la? E você sabe que a saúde do meu pai está ruim...

— Por favor, German — Lamentou.

— Mãe está caminhando essa hora pela doca por um tempo... — Avisei. Ele fungou e passou os dedos debaixo de seu nariz.

— Eu vou esperar no galpão do barco e me limpar — Ele fez uma pausa e virou-se para a janela do lado do passageiro. — Vou me limpar — Sussurrou novamente.

Como se eu não tivesse ouvido isso antes. Levou vinte minutos para chegar à casa dos nossos pais. Eles viviam em um lago a poucos quilômetros de Edgewood, Wisconsin. Papai tinha prometido a mamãe uma casa no lago algum dia, e só tinha sido há alguns anos que ele foi capaz de comprar este lugar. Estacionei o carro atrás do galpão. O barco do meu pai descansava dentro, esperando o inverno passar. Jace suspirou e me agradeceu por trazê-lo. Fomos para dentro do galpão, com a luz da manhã que brilha através das janelas.Fui até o barco e subiu entrando, para pegar algumas toalhas do convés inferior. Quando voltei, vi Jace sentado e olhando para seu corte.

— Não é muito profundo — Disse pressionando a palma de sua mão sobre ele. Retirei um canivete, rasguei uma das toalhas, e apertei contra o seu ferimento.

Jace olhou para a lâmina e fechou os olhos. — Papai deu-lhe a faca?

Olhei para o metal em meu aperto e fechei, deslizando de volta no bolso.

— Emprestado.

— Ele não me deixava tocar a coisa.

Meus olhos caíram para seu corte.

— Eu me pergunto por quê.

Antes que ele pudesse responder, um grito foi ouvido perto da doca.

— Que diabos... — Murmurei antes de correr para fora com um Jace mancando me seguindo de perto. — Mãe — Gritei, vendo-a ser puxada por um estranho em um moletom vermelho com uma arma apontada para suas costas.

— Como é que eles nos encontraram? — Jace murmurou para si mesmo.

Olhei de volta para o meu irmão, confuso.

— Você o conhece? — Perguntei, enojado.

E chateado.

E assustado.

Principalmente com medo.

O estranho olhou para cima para ver Jace e eu, e podia jurar que ele sorriu. Ele sorriu antes da arma ser disparada. E correu quando mãe caiu. A voz de Jace disparou através do céu. Seus sons eram grossos, cheio de raiva e medo ao lado da mãe, mas eu passei por ele para chegar até ela.

— Mãe, mãe. Você está bem — Virei-me para o meu irmão e empurrou-o com força. — Ligue para o 911.

Ele estava em cima de nós, as lágrimas escorrendo pelo rosto com seus olhos injetados de sangue.

— German, ela não está... Ela não esta... — Suas palavras foram desastradas, e eu o odiava por pensar exatamente o que eu estava pensando.

Enfiei a mão no bolso, tirei meu celular, e empurrei em suas mãos.

— Ligue! — Pedi, segurando mamãe em meus braços.

Olhei para cima em direção a casa e vi o rosto do meu pai no momento que ele percebeu o que tinha acontecido. No momento em que ele compreendeu, que de fato, ouviu uma arma e que sua esposa estava, de fato, deitada imóvel. Seu corpo estava bastante desconjuntado devido seu estado de saúde, mas ele estava correndo em nossa direção.

— Sim, oi. Nossa mãe... Ela levou um tiro! — Só de ouvir as palavras voam dos lábios de Jace minhas próprias lágrimas derramaram.

Meus dedos correram pelo cabelo de mamãe e abracei seu corpo quando papai correu para nós.

— Não... Não... Não... — Ele murmurou, caindo no chão.

Agarrei-me com mais força. Segurando ele e ela. Ela me olhou com seus olhos azuis, implorando por respostas para as perguntas desconhecidas.

— Você vai ficar bem. Vai ficar bem — Sussurrei no ouvido da mamãe.

Eu estava mentindo para ela, e estava mentindo para mim mesmo. Eu sabia que ela não ia ficar bem. Algo dentro de mim me dizia que já era tarde demais e não havia esperança. No entanto, eu não conseguia parar de dizer isso, não conseguia parar de pensar nisso. E eu não conseguia parar de chorar.

Você vai ficar bem.

Notas finais
:)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.