Lovestoned

4 Capítulo 4


Eram 7:00 da manhã quando eu senti Thalia pulando incansavelmente em cima de mim.

— Acorda, caralho! Parece que tá é morta. – Ela disse.

— Sai de cima de mim, cacete. Onde que eu tava com a cabeça no dia que te dei a chave daqui de casa. – Eu disse empurrando ela.

— Agora me conta porque você não esperou para sairmos juntas ontem da boate. – Ela perguntou.

— Bom, coisas aconteceram e pessoas apareceram. – Eu disse sorrindo me lembrando de Salvador.

— Que coisa? Que pessoas? – Ela disse. – Desembucha, Alexia Soares!

— Bom, eu quase fui estuprada e o Salvador apareceu e me salvou. – Eu disse.

— Você quase foi estuprada? Como assim. Meu Deus. Ta tudo bem com você? – Ela disse me abraçando.

— Tá tudo bem, Tha. Salvador apareceu na hora e impediu o pior de acontecer. – Disse retribuindo o abraço.

— E no final de tudo, Salvador me trouxe até aqui em casa. — Eu falei.

— Hmmmmmm. – Ela disse cheia de malícias.

— Paraaaa. – Eu disse sorrindo.

— Mas, e ai? Rolou alguma coisa? – Ela perguntou.

— Bom, nós nos beijamos. – Eu disse.

— Novidade! Transaram também? – Ela disse dando uma gargalhada.

— Thalia! – Eu disse jogando o travesseiro nela.

— Não. Mas o beijo dessa vez foi diferente, sabe? Eu não sei... Ele agiu diferente. Foi calmo e paciente. – Eu sorri ao recordar.

— Você acha que ele gosta de você? – Ela perguntou.

— Ah, não. Ele foi super fraternal. – Eu respondi. – Tenho que banhar para ir pro trabalho. Faz alguma coisa pra gente comer.

— Não sou sua empregada não, Querida. – Thalia respondeu.

— Ah, cala a boca. – Eu disse entrando no banheiro do meu quarto.

Fiquei no chuveiro por cerca de 10 minutos, escovei meus dentes de penteei o meu cabelo. Passei uma maquiagem bem leve e vesti um vestido. Coloquei meu salto e fui tomar café da manhã. Quando o relógio despertou às 7:50, eu sai para o trabalho.

— Bom dia, Luiza. – Eu disse cumprimentando minha secretária.

— Bom dia, Alexia. – Eu sorri. – Alguma coisa para hoje?

— Sim, Thomas convocou uma reunião para daqui 10 minutos. – Ela disse.

— Obrigada. – Eu respondi.

Sentei na minha mesa, liguei meu notebook e fui checar meus e-mails enquanto não chegava o horário da reunião. Me deparei com um endereço de e-mail diferente. Quando abri o e-mail, um calafrio percorreu todo o meu corpo.

“ Estou voltando.”

— Carlos

Duas palavras que foram o suficiente para abalar todo o meu dia. Ele estava voltando e eu com certeza não saberia lidar com aquilo.

— Senhora? Está na hora da reunião. – Luiza me avisou.

— Ok. – Foi o único som que eu consegui emitir.

Entrei na sala de reunião e todos já estavam reunidos. Inclusive Salvador, que dessa vez chegou na hora. Puxei minha cadeira e me sentei.

— Bom dia. – Salvador abriu um sorriso de orelha a orelha pra mim.

— Bom dia. – Eu respondi com um sorriso fraco.

— Hoje iremos falar sobre o desafio de burlar a crise e entrar no mercado mundial. Com a crise que vem aterrorizando o nosso país e que daqui a pouco chegará aos nossos clientes, precisamos criar meios de fazer com que ela não tenha intervenção direta nos nossos meios de produção. Desta forma, eu acredito que....- Thomas falou.

— Ta tudo bem com você? – Salvador interrompeu minha atenção.

— Sim. – Respondi.

— Afim de criarmos estratégias de como desviar a crise, eu sugiro que os dois diretores, Alexia e Salvador, saiam para jantar. Se conhecerem melhor, já que trabalharão juntos. Jantar por conta da empresa. – Thomas falou.

— Thomas, eu acredito que isso não será necessár...- Eu comecei a falar e Salvador me interrompeu.

— Ótima ideia, Thom! – Salvador respondeu.

— Vou te matar! – Cochichei no ouvido de Salvador.

A reunião acabou e eu fui para minha sala desesperadamente para ver se havia mais algum e-mail de Carlos, meu ex-marido, e o homem que atormentou minha vida. Para minha sorte aquele era o único e-mail dele.

— Dona, será que era eu poderia conversar com você? – Disse Salvador ao bater na porta com aquele sorriso lindo dele.

— Entra, Sal. – Eu disse retribuindo o sorriso.

— Oh, então agora eu tenho até um apelido? – Ele disse se sentando na minha frente.

— Não começa. – Eu resmunguei. – Do que você precisa?

— Já que nós deveríamos nos conhecer melhor, eu pensei: Porque não um jantar na minha casa? – Ele perguntou.

— Acho melhor não...- Eu disse.

— Ah, vamos lá! Eu faço uma pizza maravilhosa. – Ele fez cara de cachorro abandonado.

— Com uma cara dessa de cachorro abandonado, não posso dizer não. – Eu disse.

— Minha cara sempre funciona. – Ele disse. – Então 20:00?

— Beleza. – Respondi.

— Te mando mensagem. – Ele disse saindo.

— Espera, como você tem meu número? Ah, claro! Lembrei do quão irresponsável no trânsito você é. – Eu dei uma gargalhada.

— Vai se foder! – Ele disse me dando a língua e saindo da sala.

No final do expediente eu sai da minha sala, me despedi de Luiza e fui para minha casa. Ao chegar lá, entrei na banheira e fiquei lá por cerca de 20 minutos. Minha cabeça estava cheia. Lembranças de Carlos invadiram a minha mente. Passei a mão pela minha barriga e senti a cicatriz que ele havia deixado lá. Mesmo depois de 5 anos, ele ainda me intimidade. Olhei para o relógio e já eram 19:30. Hora de me arrumar para ir para a casa do Salvador.

Vesti um vestido um pouco acima do meu joelho, com um decote um tanto grande. Não estava tentando seduzir o Salvador nem nada. Apenas me sentia confortável com aquele vestido. Peguei as chaves do carro e desci pelo elevador até meu carro.

Cheguei no edifício onde Salvador morava e disquei o apartamento 201.

— Oi. – Ele disse.

— Sou eu. – Respondi e ele abriu a porta.

— Boa noite! Você tá absolutamente linda. – Ele disse dando um beijo no meu rosto.

— Você tá absolutamente cheiroso. – Eu disse cheirando o pescoço dele.

— A pizza já tá assando. Senta ai. – Ele puxou a cadeira de uma mesa que havia no centro da sala.

— Seu apartamento é bonito. Você quem decorou? – Eu perguntei.

— Minha mãe. – Ele sorriu. – Quer vinho?

— Sim, por favor. – Respondi.

Passamos cerca de 15 minutos conversando até a pizza ficar pronto. Ele colocou dois pedaços no meu prato.

— Não acho que vou comer esse tanto, Sal. – Eu disse.

— Acredite, você vai. – Ele falou sorrindo.

Quando coloquei o primeiro pedaço na boca, percebi que eu iria com certeza comer novamente. Quando coloquei o 3° pedaço no meu prato, ele comentou:

— Não te disse?

No som ambiente começou a tocar Like Im Gonna Lose You e ele me fez uma pergunta:

— Quer dançar? – Ele perguntou.

— Não sou muito boa nisso. – Eu disse sorrindo.

— Não é muito boa? Não foi isso que pareceu outro dia na boate. – Ele retrucou.

— É diferente. Eu queria passar a noite contigo. – Eu respondi.

— E agora não quer mais? – Ele perguntou.

Não consegui responder. Apenas me levantei e segurei sua mão que estava estendida.

No início da música ele colocou uma mão nas minhas costa e com a outra segurou minha mão. A música era lenta então começamos a dançar e conforme a melodia continuava ele passeava com sua mão nas minhas costas. No refrão da música ele me abraçou e cheirou meu cabelo. Em uma parte da música ele começou a cantar música junto com os cantores. Eu me virei para ficar de frente para ele enquanto ele me encarava com aqueles lindos olhos castanhos. Comecei a cantar junto com ele: “ So Im gonna love you, Like Im gonna lose you, Like Im gonna hold you, Like Im saying goodbye”

Nesse momento eu percebi que eu não poderia desperdiçar nenhum momento ao lado dele.

— Me beija. – Eu disse.

Então ele me beijou. Bem devagar, beijando meu pescoço e abrindo o meu vestido e sussurrou no meu ouvido:

— Eu preciso de você.

Bem devagar eu tirei sua camisa e entrelacei minhas pernas ao redor do corpo dele. Ele me levou até seu quarto. Ele me abraçou e eu simplesmente me deixei levar pelo momento.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.