Lovesick

6 Was so real


- Como assim "que beijo"?

- É, não houve beijo algum, Rachel B, Berry, sua danadinha — Quinn riu — Andou ficando com alguém, e não se lembra exatamente de quem era?

- Lucy, não brinque comigo. Você me beijou, ontem, no estacionamento da Starbucks, como pode não lembrar?

- Não, isso não aconteceu. Chegamos, descemos, tomamos um café e você me trouxe de volta.

- Tem certeza de que não lembra?

- Ab-so-lu-ta.

Rachel desandou em lágrimas, não compreendia como algo tão especial, tão marcante para a mesma, fora esquecida por quem o fez. Teria Quinnie sentido o mesmo que a baixinha e negado a sí mesmo como forma de proteção?

Não, não podia ser.

- Não chore, baixinha. Deve ter sido um sonho.

- Mas, m-a-s, foi tão ... real.

- E foi bom?

- Eu não quero falar sobre isso, espere um momento, vou pedir para providenciarem suas coisas, sua familia vem visita-la hoje.

Saiu pelo quarto ás pressas. Deveria contar a Richard? Como explicaria o novo diagnostico sem mencionar o que ocorrera na cafeteria?

Poderia sofrer alguma punição. Não devem existir relações entre doutores e pacientes. Não, de forma alguma.

Secava as lagrimas, sentindo raiva de si mesma. Não queria admitir, não podia admitir, estaria ela apaixonada?

Quando foi que o sigilo médico-paciente passou a algo tão, tão inexplicavel?

xx

Quinn caminhava pelo quarto, sempre no mesmo sentido, de um lado pro outro, estava agitada. Não fazia sentido, ouviu atentamente cada palavra de Rachel, e ainda assim não conseguia digeri-las. Teria ela beijado Rachel?

Não, não mesmo. Não tinha nem coragem de pensar na ideia, era demais até para si admitir o que estava sentindo, ainda mais fazer o que supostamente fez.

Não era só isso que a atormentava. Pela primeira vez desde que havia sido internada sua familia viria vê-la.

Teria acontecido algo?

Estava tão aflita...

E por um momento só pensou em quem gostaria de estar.

Rachel