♡ Lovely Sister ♡
4 Ajudar Alexia!
Notas iniciais
Numa tarde, quando a Alexia e a Ricka estavam no colégio, elas foram caminhar pelos jardins enquanto falavam sobre o novo clube de música que estavam a pensar entrar. Alexia estava muito entusiasmada com isso e não parava de falar sobre o assunto. Falaram com as amigas da Ricka que estavam já no clube.
Quando chegou a altura do clube, Alexia estava sempre a puxar a Ricka para chegar mais rápido à sala. A Alexia era doida por música e ela tinha um talento enorme para cantar, nasceu com aquela maravilhosa voz. Mas, mais uma vez a sua timidez impedia de ela concretizar um dos seus sonhos que era cantar. Ricka admirava muito o talento da sua irmã e queria muito ajudá-la a realizar o seu sonho, para isso disse a Alexia que fosse brincar com a Nikita no jardim de casa e aproveitou que estava sozinha em casa com os pais para falar da situação de Alexia.
–Pai e mãe, preciso de falar com vocês sobre a Alexia.
–Filha, passou-se alguma coisa com a Alexia na escola? — Perguntou a mãe.
–Passar, passar, não se passou nada de grave, eu vou contar. É assim a Alexia, priva-se muito de fazer amizades por ser tímida e envergonhada e por isso anda sempre comigo, eu é que a levo à sala e ando com ela nos intervalos, é claro que não me importo, mas acho que ela devia fazer amigos, para ela era bom.
–Pois Ricka, de facto tens razão. Já tentas-te falar com ela? — Disse o Pai.
–Ainda não falei muito deste assunto com ela, como ela é frágil, tenho medo de a magoar e fazê-la pensar que não quero andar com ela... eu gosto muito dela e faço tudo para protegê-la, pai tu sabes. Por isso é que eu queria a vossa ajuda para que vocês a fizessem entender um bocadinho as coisas. Ah e há outra coisa.
–O quê? — Perguntou a mãe um pouco receosa.
–A Alexia tem um dom maravilhoso para cantar, ela nasceu com uma voz linda, mas também se priva de mostrar, eu sei porque a ouvi cantar num espaço sozinha no clube de música, mas quando eu ia a entrar ela calou-se como se não estivesse a fazer nada, ela tem um dom, mesmo! Tão novinha que é e com uma voz daquelas, eu fiquei emocionada. Temos mesmo de a ajudar a superar a sua timidez.
–Bem, sendo assim, vamos começar por ajudá-la a fazer novos amiguinhos e depois com a música, sim? — Sugeriram os pais.
–Está bem! Obrigada! — Agradeceu com grande entusiasmo, abraçando os pais.
No dia seguinte, estavam a ir para o café do Sr.Hitomi para comprar comida para o almoço. O Sr.Hitomi era muito amigo do pai delas e então ele fazia "desconto" na comida. Depois do café foram para o colégio. Chegaram e novamente estava lá o Tamaki já a espera da Ricka e ela disse para a Alexia:
–Já esta aqui!?
–Ele disse ontem que gostava da companhia, por isso deve estar a tua espera. — Disse Alexia.
–Achas mesmo? — Perguntou Ricka.
Quando se aproximaram do Tamaki, ele exclamou:
–Olá meninas!
–Bom dia. — Disse Alexia.
–Olá. — Disse Ricka.
–Então... Vamos levar a Alexia para a sala?
–Porquê é que queres ir connosco? — Perguntou Ricka.
–Porque gosto da tua companhia. — Respondeu Tamaki sorrindo.
Ricka ficou corada e disse:
–Está bem.
Foram caminhar para a sala da Alexia e ela sentava-se sempre sozinha no seu cantinho a escrever algo. Ricka ficou com um olhar preocupada e Tamaki perguntou:
–O que se passa?
–Não é nada...
–Estás com uma cara um pouco esquisita... Podes confiar em mim.
Ricka contou o que se passava com a Alexia ao Tamaki e ele exclamou:
–Vamos ajuda-la!
–Vamos?
–Sim, nós os dois vamos ajuda-la! Ela precisa de ter amigas e amigos para conversar sobre as aulas e essas coisas... E assim ela perde a sua timidez!
–Não te quero chatear com as minhas coisas... — Disse Ricka um pouco envergonhada.
–Relax! Não me chateia. Eu gosto de te ver contente. — Disse ele com um sorriso fofinho na cara.
Ricka ficou vermelha e disse:
–Obrigado... Mas o que fazemos?
–Eu tenho uns amigos da turma dela.
–Amigos ela já tem muitos e eles são loucos! Ela precisa é de amigas.
–Espera aqui.
Tamaki entrou dentro da sala e começou a falar com as raparigas e todas ficavam fascinadas com ele. Depois ele regressou para a beira da Ricka e ela perguntou:
–O que foste fazer?
–Não te preocupes comigo. Temos de ir para a aula. Vamos?
–Sim.
Estavam a ir para a sala e ele disse:
–És uma boa irmã.
–Porque dizes isso?
–Preocupas-te muito com ela. És uma boa pessoa.
–Obrigado... — Disse Ricka corada.
–Tu és muito chegada a ela, não és?
–Sim... Eu tenho de a proteger porque eu não quero que passe o mesmo que eu...
–Desculpa perguntar isto mas... O que aconteceu?
Ricka ficou com uma cara triste e ele disse:
–Podes desabafar, se quiseres...
–A minha mãe faleceu no parto...
–Lamento muito.
–Eu já me habituei...
Ricka quase começou a chorar, Tamaki abraçou-a e ele disse:
–Não penses nisso. Eu gosto de te ver a sorrir.
Ela ficou corada e disse:
–Obrigado pelo animo.
–É o meu dever fazer-te rir. Vamos para a sala, se não ainda chegamos atrasados! E lembra-te, um sorriso na cara! — Ele faz um grande sorriso com as mãos. Ela riu-se e ele exclamou:
–É mesmo isso que eu quero! Agora vamos!
Eles foram a correr para a aula e chegaram atrasados e a professora disse:
–Não é hora de chegar à sala de aula!
–Desculpe. — Disseram Ricka e Tamaki.
Foram para os seus lugares e ele, como sempre, estava a olhar para ela. Depois de algum tempo tocou para saírem das aulas e eles (Ricka e Tamaki) foram ter à sala da Alexia. Eles espreitaram e Alexia tinha uma rapariga a beira dela. Parecia se dar bem com ela. Tamaki afirmou:
–Não é nenhuma das raparigas que eu falei... Já gora onde elas estão? Eu disse para elas falarem com a Alexia!
–Não é por tu falares com elas que elas vão fazer o que tu estas a pedir-lhes...
–Podia resultar...
A rapariga virou-se para trás e disse:
–Olá Ricka! — Exclamou Lia, uma das amigas da Ricka.
–Lia? O que estas ai a fazer?
–A conversar com a tua irmã.
–Isso é o que estou a ver...
–Eu estou a espera da Kotoko. Se quiseres, podes ficar comigo.
–Está bem! — Exclamou Ricka.
Tamaki agarrou na mão da Ricka e sussurrou:
–Vais deixar-me aqui sozinho?
–Podes vir, se quiseres.
Ele sorriu e exclamou:
–Lia! Conta-me coisas sobre a Ricka!
–O que?! — Exclamou Ricka.
Eles estiveram na conversa durante algum tempo. Depois quando chegou a altura do clube e, como sempre, Alexia ficou muito entusiasmada. Lia e Kotoko eram as novas amigas da Alexia. Ricka ficou contente por Alexia conseguir falar com novas pessoas (a Lia e da Kotoko já eram amigas da Ricka). Quando estavam a ir para o clube Tamaki disse para a Ricka:
–Tenho de ir para as aulas de artes marciais.
–Ok. Até amanhã.
–Só mais uma coisa...
–Diz...
–Gostei do nosso abraço.
Ela ficou vermelha e exclamou:
–O que queres dizer com isso?!
–Nada! — Disse Tamaki já distante dela.
–Parece doido...
–Mas tu gostas! — Exclamou Kotoko.
–Eu não gosto dele!
Kotoko começou a rir-se e foram para o clube. Enquanto estavam a ir na direcção do clube e encontraram a Lia que estava a espera da Kotoko. Quando estavam prestes a entrar na sala, ouviram uma voz linda a cantar. Espreitaram e era a Alexia. Recuaram um pouco e a Ricka contou as suas amigas o problema da Alexia da sua timidez. Depois fingiram que estavam a conversar para a Alexia se aperceber. Depois quando entraram a Kotoko disse:
–Tu estas aqui a fazer o que? — Disse irónica.
Como Kotoko não sabia representar bem, a Lia calcou-lhe o pé e perguntou:
–Estavas aqui a quanto tempo?
–A pouco. Estava a vossa espera. O que vocês estavam a fazer?
–Nada! Nada... Estávamos... — Disse Kotoko confusa.
Lia calca-lhe de novo e exclamou:
–Tivemos um improviso! Não te preocupes connosco.
–Está bem. O que vamos fazer?
Falaram e lancharam durante algum tempo. Depois chegou a hora de todas irem embora para as suas casas. Durante o seu percurso viram um gato abandonado ,dentro de uma caixa de cartão, e Alexia foi logo ter com o gato e pegou nele. Ricka ficou olhar muito atentamente para eles, e o gatinho estava a lamber o nariz da Alexia e Ricka afirmou:
–Parece que o gato gosta de ti.
–Parece que sim! — Exclamou, muito contente, Alexia.
Depois pousaram o gato na caixa, Alexia teve pena e disse:
–Ricka... Quero o gato...
–Eu tenho a certeza que o pai não quer mais animais lá em casa. E nós já temos um cão em casa.
–Uma cadela. Disse Alexia.
–Sim, uma cadela. Tu percebes-te! Mas tentar não custa.
–Quem não arrisca, não petisca.
Chegaram a casa, a mãe delas começou a espirrar e o pai perguntou:
–O que se passa querida?
–Estou com alergia a algo. Atchiimm!
–Tens alergia a que?
–Ao pêlo dos gatos.
–Aqui não tem nenhum gato... Acho eu!
Ricka e Alexia ficaram com uma cara do tipo: E agora que fazemos?
E o pai perguntou:
–Vocês encontraram algum gato?
–Mais ou menos... — Respondeu Alexia.
–Ricka...!
–O que foi?
–Encontraram algum gato?
–Talvez...
Ouve-se o gato a miar e de seguida o pai exclamou:
–Ricka! Tu trouxes-te o gato para casa?! — Perguntou o pai um pouco chateado.
–Atchiimm! — Espirrou a mãe delas.
–Tu sabes que...!
–Atchiimm!!
–Que a tua mãe...!
–Atchiimm!!!
–É alérgica ao pêlo dos gatos!
–Atchiimm!!!!
–Mas eu não sabia! — Exclamou Ricka.
–Nem eu sabia! — Afirmou Alexia — E foi eu que tive a ideia, não foi ela... Papa! Por favor! Não castigues... a mana. Nós não sabíamos sobre a alergia. Por favor!
–É a ultima vez que eu digo isto... Nada de gatos cá em casa!!
–Está bem... Então o que fazemos com ele?
–Podemos dar... Atchiimm!
–Isso não! Não sabemos se a pessoa é de confiança! — Exclamou Alexia.
–Não te preocupes com o gato, ele vai ficar bem entregue!
–Mas a quem vais dar? — Perguntou Ricka.
–Já sei! Mana, podemos dá-lo ao Tamaki, de certeza que ele vai tomar bem conta dele. — Disse Alexia com entusiasmo.
–Ao Tamaki?! Tens a certeza...?
–Sim! Ele parece ser um bom rapaz. Pergunta-mos amanhã, está bem?
–Ok...
No dia seguinte, na escola, Alexia estava muito entusiasmada a espera do Tamaki e Ricka disse:
–Não precisas de estar assim.
–Porquê? Estás com ciúmes é? (:3)
–WTF! (-.-'') Não, claro que não... (-///-)
–Quero encontrar um bom lar para o gatinho! Nem que eu vá a casa dele para ver se tem condições! Mas vais falar tu.
–Porquê?
–Porque tu conheces melhor do que eu... E eu tenho vergonha de falar com os mais velhos...
–Tu falas comigo e com as minhas amigas.
–Mas tu conheces melhor o Tamaki. Aí vem ele, fala tu!
–Está bem...
Tamaki aproximava-se e Alexia começa a saltar muito entusiasmada.
–Olá meninas!
–Bom dia. — Disse Alexia.
–Porque estás a saltar? — perguntou Tamaki.
–A Ricka quer perguntar-te uma coisa.
–É, quero fazer-te uma pergunta... — Afirmou Ricka.
–Sim, claro. O que foi? — Perguntou Tamaki, engolindo a saliva.
–Eu e a Alexia encontramos um gatinho na rua e nós não podemos ficar com ele, porque a nossa mãe é alergica e nós tivemos a pensar que...
–Queres que fique com ele? — Interrompeu Tamaki.
–Como é que sabias que eu ia perguntar isso?
–Não sei... Disse a primeira coisa que me veio a cabeça.
–Então... Aceitas? — Perguntou Ricka.
–Claro que sim! Especialmente porque é oferecido por ti.
–Ainda bem! — Exclamou Alexia. — Que aceitas-te, claro. (:3)
–E onde está o gato?
–Em minha casa. — Afirmou Ricka.
–Não está lá... — Disse Alexia.
–Então, onde está?
Ouve-se um gato a miar e Ricka pergunta:
–O gato está na tua mochila?
–Talvez... Sim.
–Porque fizes-te isso?
–A mãe tem alergia .. Não podia deixar sozinho em casa! E eu deixei um buraco para ele respirar!
Ricka pega no gato e disse ao Tamaki:
–Este é o gato.
–É engraçado. — Disse Tamaki.
–Mas o que fazemos com ele?
–Eu levo para a aula. Estou no fundo da sala, a professora não repara. — Afirmou Tamaki.
–Estas doido!? — Exclamou Ricka.
–Vamos levar a Alexia para a sala dela e depois vemos.
Chegaram à sala da Alexia e de seguida foram para as aulas. Entraram dentro da sala e o Tamaki colocou o gato no colo dele de uma maneira que a professora não reparasse. Depois Ricka disse:
–Isso é muito arriscado... Podias ter ido a casa num instante.
–E só agora é que me das essa ideia... Mas não à problema. Eu faço tudo pelo gatinho que me deste.
–Pára de dizer isso!
–É verdade.
A professora entrou dentro da sala e começaram as aulas. Como a turma da Ricka não tinha aulas nessa tarde, Ricka despediu-se da Alexia e disse:
–Depois venho te buscar, ok?
–Está bem. Até logo, mana!
–Até logo!
–Bye bye, Alexia! Vou acompanhar a tua irmã até casa. Deseja-me boa sorte!
–Eu não te vou fazer mal... (-.-') — disse Ricka.
–Eu não disse isso. Eu estava a pedir sorte para outra coisa... (-///-)
–O que?
–Nada. Até amanhã, Alexia!
–Até amanhã, Tamaki, e obrigada! — Disse Alexia, contente.
Tamaki sorriu.
Foram até à casa dela e ele disse:
–Obrigado pelo gato. Vais ver que ele vai ficar muito bem entregue!
–Ainda bem que a Alexia se lembrou de ti.
–Porque?
–Porque eu... Tu és uma boa pessoa!
–Só sou uma boa pessoa para ti... Já cresceu o nosso relacionamento!
–Relacionamento?! (O///O)
–Eu vou indo. Até amanhã, Ricka!
–Até amanhã.
Chegou a hora de ir buscar Alexia ao colégio. Alexia, quando viu a Ricka, perguntou:
–O que ele disse?
–Disse que o gato estava em boas mãos.
–Fico feliz pelo gatinho! E não disse mais nada?
–O que queres que eu diga?
–Não aconteceu nada?
–Não... Porque estás a perguntar isso?
–Por nada. Vamos para casa!
–Ok... (-.-)
Quando chegaram à casa foram ter com os pais e contaram o que aconteceu com o gato e o pai disse:
–Ainda bem que encontraram um local para o gato. Têm a certeza que o rapaz é de confiança?
–Sim pai, ele é de confiança. — Afirmou Ricka.
–Como tens tanta a certeza? — Perguntou a mãe.
– (O///O) Porque... Ele parece... Ele é... Porque sim!
–Tu estás meia gaga... Tu gostas dele!! — Exclamou a mãe.
–O que?! Tu gostas desse rapaz?! — Perguntou o pai preocupado.
–Eu não gosto de ninguém! — Exclamou Ricka, enquanto estava a ir para o seu quarto.
A mãe dirige-se à Alexia e pergunta:
–Ela gosta dele?
–Não sei, mama.
–Está bem.
Alexia adormeceu com um sorriso na cara, estava contente pelo gato ter ficado com uma família.
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