Love or Death
2 I'm Dreaming?
Notas iniciais
“Ela ta acordando, ela ta acordando. Fica quieto, vai assustar ela. Ela é bonita”
Escutava murmúrios, meus olhos ainda estavam fechados, estava com medo de abrir, eu morri, Bom... era pra mim ter morrido, não era? Eu pulei do Terceiro andar, e claro que eu morri.
Os murmúrios iam ficando mais altos, finalmente tomei coragem e abri os olhos e me deparei com três meninos me olhando.
– Oi. – Um menino de olhos meio puxado estava na minha frente, dei um pulo pra trás e bati a cabeça na cabeceira da cama em que estava deitada. – Calma moça. – o mesmo passou a mão na minha cabeça. Ao seu lado estava um garoto bem moreno e do outro um rapaz de rosto redondo.
– Quem são vocês, onde eu estou? – Estava confusa, era pra eu ter morrido, mais eu estava de frente pra três garotos esquisitos.
– Eu sou Simas Finnigan – o do meio falou e eu paralisei. – esses são Dino Thomas e Neville Longobottom
– Você esta brincando não é? – falei, não estava acreditando.
– Não, porque brincaríamos com você? – dessa vez foi o moreno que falou
– eh, não ah porque brincarmos com você – o mais gordinho disse.
– Então eu sou a Cho Chang. –falei sarcástica.
– Você é bem parecida com ela, à diferença são os cabelos, os dela são pretos e mais compridos. Você é ruiva e claro, mais bonita. – O do meio novamente falou e os outros dois concordaram.
Eu não estava acreditando, eu devo ter batido a cabeça quando cai, e provavelmente estou sonhando e quando acordar estarei em um hospital qualquer.
Os garotos eram exatamente como J.K descreveu nos livros.
– Aonde estou ? – perguntei novamente
– Na casa do Simas. – o moreno disse. – é melhor chamar sua mãe Simas, ela disse que quando essa menina acordasse era pra chamar ela. – falou.
– MÃE – gritou o do meio e logo uma mulher apareceu na porta. Ela caminhou até mim e perguntou.
– Como é seu nome querida?
– Mariana. Mariana Krispin
– Eu sou a Sra.Finnigan, Mãe do Simas. Os meninos acharam você desacordada na floresta, e te trouxeram pra Ca. Seus olhos estão inchados, você estava chorando?
– Estava, estava. – eu ainda não acreditava no que meus olhos estavam vendo.
– Vejo que não há mais porque chorar. Vamos jantar? – ela se levantou e logo os tres se levantaram também, e foram em direção a porta.
– Já estou indo.
Depois que eles saíram do cômodo, meus olhos percorreram todo o quarto, não havia nada de Anormal ali, simplesmente um quarto. Levantei e andei pelo corredor, até chegar ao final, não deixava passar um detalhe. A cozinha era Normal também.
– Mariana? Sente-se, vou colocar sua comida. – Sr.Finnigan falou e eu me sentei.
– Não precisa, não estou com fome. – falei isso por educação, porque estava morrendo de fome.
– aposto que esta.
Ela colocou um prato com arroz, bifes e salada e se sentou do meu lado.
– Você é Bru... – Simas ia perguntando quando e interrompido por Dino que dá um chutão em sua perna.
“E se ela não for?” ele cochichou
“Relaxa, se ela não for, mamãe apaga a memória dela” o outro respondeu baixo
– Eu sou. – falei. O senhor oque eu estou fazendo? eu não sou uma bruxa. Mais não quero minha memória apagada.
– Cade sua varinha filha? – A mulher perguntou.
– Eu perdi. – falei rápido. – na floresta – completei.
– Você perdeu? – Dino perguntou
–É . – eu estava tensa, e eles perceberam.
– Quantos anos você tem? – Sr. Finnigan perguntou.
– 16 – respondi
– Da idade dos meninos. – ela disse – Você é da onde? Pode nos contar como você foi parar na floresta?
– Sim – falei – Sou de Natal – Rio grande do Norte do Brasil. – comecei
– Você é do BRASIL? – Nevill me interrompeu
– Fica quieto Nevill – Simas falou
– Sim, eu vim morar com uma tia minha aqui, esse ano, mais comensais invadiram a casa dela, ela fugiu e eu também. – eu não sabia da onde estava tirando aquilo. – acho que cai e bati a cabeça.
– Você sabe aonde ela esta agora? – Dino perguntou.
– Não, ela aparatou. – menti
– Ah você pode ficar aqui por enquanto, até a gente achar sua tia. – Sr. Finnigan falou – Ah Mariana? Isto estava com você, acho que são livros, mas não tem nada escrito neles. – ela me entregou sete livros que provavelmente seriam meus livros de Harry Potter, mais com a capa totalmente branca e nada escrito neles.
– Ah sim, são meus.
– O que é isso? – Simas perguntou.
– É Particular. – respondi com um sorriso no rosto.
– Hum, é particular – ele me imitou fazendo uma voz ridícula e nos rimos – você então estudou em Forccinari, e ai? E legal La? Aposto que é melhor que Hogwarts.
Eu gelei, o que iria falar? Eu não tenho tinha uma varinha, não era uma bruxa, eu sabia o básico dos feitiços que explica nos livros, porque naquele tempo não tinha os filmes ainda.
– Ah, não estudei La. – falei, estava pálida – fui ensinada em casa, pela minha mãe que é bruxa, meu pai é trouxa. – falei e tomei um gole do suco que estava no copo.
– todo esse tempo estudando em casa? – Sr.Finnigan perguntou.
– éh. Eu acho, que os comensais pegaram a minha tia. – uma lagrima falsa escorreu pelo meu rosto.
– ó querida, isso não aconteceu. – ela me abraçou. – você terá que voltar pro Brasil não é. Seus pais devem estar preocupados.
– Meus pais morreram no começo do ano. – invente – por isso vim morar aqui, ela era a única pessoa que eu tinha, minha única família, agora eu não tenho ninguém – eu não sabia da onde eu estava tirando aquilo, sempre fui boa pra mentir, mais dessa vez eu estava de parabéns.
– Calma, olha você pode ficar aqui por enquanto, amanhã, os meninos vão visitar uns colegas deles, os Weasley, se você quiser pode ir com eles, pra fazer amizade, você quer?
– Ta brincando? É claro que eu quero. – falei enxugando as lagrimas – me diga que eu não estou sonhando...
– Você não esta. – ela

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