Notas iniciais
Eu nunca terminei uma fanfic longa na vida. Quando comecei a escrever essa, talvez esse foi o meu maior objetivo: SIM, EU VOU TERMINAR. E, cara, eu estou em prantos aqui. Parece coisa pouca, mas os seus comentários foram tão importantes para mim. Eu me obrigava a escrever. Eu fazia isso para vocês. Peço até perdão pelos capítulos que foram mal desenvolvidos. Escrevi esse último capítulo com o coração na mão. Espero realmente que vocês gostem.

– O que você quer de mim?

Crowley passou a mão pelo meu braço e segurou levemente meu queixo.

– Ah Cecília...- Ele encostou os lábios nos meus. Resisti à vontade de socá-lo. – Por onde eu começo?

– Comece se afastando de mim. – Balbuciei, ainda sem me mexer.

Crowley revirou os olhos.

– Eu não vou abusar de você. Se é isso que acha. – Ele disse. – Quero propor uma troca.

O demônio estralou os dedos. Minha irmã apareceu no quarto, amarrada e machucada. Quando me viu, começou a se espernear e a tentar gritar – mas a fita na boca dela impedia isso.

– Victoria! – Eu gritei. Olhei séria para Crowley – O que você quer?

– Cansei dela. Desde que Dean foi embora, ficou mais insuportável ainda. Mas quero você.

Observei minha irmã. Ela parecia cansada e prestes a chorar. Eu tinha que ajudá-la.

– Feito. – Concordei – Mas eu quero que você entregue ela aos Winchesters. Eles vão ficar com Victoria até eu conseguir fugir de você.

– Então, meu bem, eles vão ter que cuidar dela para sempre. – Eu estava com muita raiva. Principalmente por me sentir inútil. – Pronta para selar o acordo?

Assenti. Se esse seria o jeito para que Victoria ficasse bem, então eu iria até o fim.

Crowley se aproximou de mim e nos beijamos.

Apesar de eu ter ouvido os Winchesters comentarem que era assim que um demônio selava os pactos, eu ainda achava estranho.

– Vamos. Eu deixo você se despedir. – Ele disse para mim.

Estávamos em um estacionamento. O Rei do Inferno pediu para que eu aguardasse enquanto ele pegava a Primeira Adaga com Sam. Não pude deixar de sorrir. Sammy tinha conseguido capturar o irmão. Eu só queria que ele conseguisse transformá-lo em Dean novamente, para que os dois pudessem seguir em frente.

– Eu vou escondê-la, Moose.- Falou o demônio, referindo-se a adaga — Acredite, não é nada útil para mim o Dean dessa maneira.

– Tudo bem. Mas se eu te ver mais uma vez... – Ameaçou Sammy.

– Vamos lá, Sammy. Ninguém gosta de despedidas, mas não há necessidade de derramar lágrimas, não é mesmo? – Provocou Crowley. – Ah... Falando em despedidas. Cecília, querida, venha aqui falar tchau.

Meu coração batia rápido.

– Cecília? – Eu andava devagar em direção a eles. Sammy olhou para mim, desesperado e correu para me alcançar. – Cecília, tchau?! O que está acontecendo?! O que você está fazendo aqui?!

Eu sentia minha garganta apertar.

– Sammy. – Passei a minha mão no rosto dele. – Você é tão incrível. E por ser assim que você vai me entender. E vai me deixar ir embora.

– Como assim ir embora? O que você está dizendo?

Comecei a sentir meus olhos arderem. Claro. É clichê de todas as minhas despedidas alguns litros de lágrimas.

– Eu troquei a minha liberdade pela Victoria. – Crowley fez minha irmã aparecer de novo. Ela não estava mais amarrada porém não dizia nada. Estava muda. Paralisada. Estática.

Com medo.

– Mas... Mas... – Senti o desespero de Sammy aumentar cada vez mais. – Você não pode, Cecília! Depois de tudo o que ela fez!

– Ela é minha irmã, Sam. Você, mais do que qualquer um, deve me entender. – Olhei para Dean dentro do carro. Ele nos ignorava.

Apesar de estar chorando e tremendo, por dentro eu sentia que essa tinha sido uma das escolhas mais fáceis que eu já fiz na minha vida. Era claro que eu ia salvar a minha irmã.

Sammy me beijou mas eu não retribui. Não podia me abalar. Além do que, eu tinha pouco tempo para falar muita coisa.

– Eu quero que você cuide dela, Sam. Eu sei que... Eu sei que você já tem que cuidar do seu irmão e eu me sinto horrível em te pedir isso. Mas...

Ele me abraçou, entendendo o que eu queria dizer.

– Dois minutos. – Disse Crowley. – Eu não tenho todo o tempo do mundo, senhores.

– Certo. Certo. – Me recompus – Sam. Agora, essa é a coisa mais importante que eu tenho para te dizer e eu quero que você preste muita atenção. Eu preciso que você me esqueça.

– Oi?! – Ele olhou para mim como se aquilo tivesse sido a coisa mais absurda que ele tinha ouvido na vida.

– Eu preciso que você me esqueça, Sam. Para sempre. Ir atrás de mim quer dizer que minha irmã está em perigo. Eu não quero isso. Eu não quero, Sammy. – Ele ia me responder e eu o interrompi. – Você também precisa achar outro alguém para você. Eu não sirvo para você. Eu te amo, mas eu não consigo esquecer o seu irmão e você merece alguém que te ame 100%. Eu achei que eu conseguiria. Mas eu precisava de mais tempo. Algo que nós não vamos ter agora.

Olhei para Dean. Vê-lo ali porém não sendo ele mesmo doía muito.

Eu não entendia porquê eu o amava tanto.

“...Eu quero que você seja feliz. Você tem uma vida difícil, Sammy. Mas não consigo imaginar outra para você. Salve Dean. Vocês possuem negócios de família para resolver.”

– Para de tratar isso como um adeus. – Ele brigou comigo. Os olhos dele estavam cheios de lágrimas e limpei uma que escorregava pelo rosto dele. Olhei para minha irmã.

– Eles vão fazer muito por você. Por favor, não me decepcione de novo. Aproveite a sua segunda chance.

Ela nem ao menos se mexeu. Apenas me encarava muito assustada.

– Vamos?-Perguntou o Rei do Inferno. Assenti.

– Eu tenho que tratar isso como um adeus, Sammy. – Respondi o Winchester. – Por que é exatamente o que isso é.

Fiquei do lado de Crowley.

“Adeus, Sammy”

No segundo seguinte, eu estava no inferno.

Literalmente.

Notas finais
Como eu disse antes, sou horrível em despedidas. Mas eu sentia que precisava dar um tempo para Cecília agir sozinha na vida. Só que, vamos combinar, não se termina fic dessa maneira. É POR ISSO QUE ESTOU ANUNCIANDO AQUI "Love of Cain II" - Onde Victoria, Sammy e Dean estão à procura de Cecília.- Começarei a postar os capítulos nesse sábado e seria muito importante para mim se vocês lessem. Para os que não se interessarem, foi uma honra para mim as suas visualizações, os comentários e todo o suporte. Mando todo meu amor para vocês. Beijos no coração. Bea Oliveira.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!