Love me like you do

8 Velocista por acaso ?


Notas iniciais
Bom, eu fiquei tanto tempo só vendo a série e sem escrever que muita coisa mudou, vou tentar fazer essas alterações aqui na história também. Desculpinha pela demora, mas eu estava com um bloqueio gigante! Espero que o pouco que escrevi + reviews de vocês me ajudem com isso. :*

Eu não podia explicar o que estava sentindo, beijar o Barry era como comer algodão doce numa montanha russa, era doce e ao mesmo tempo alucinante, eu admito que até fiquei um pouco tonta. Quando nos separamos eu fiquei olhando em seus olhos, eles brilhavam como as estrelas no céu, e a minha boca já estava pedindo pela dele de novo, mas eu devia me focar na missão que tínhamos para aquela noite, e isso significava voltar para o show e proteger os meninos, em principal, o Gianluca.

Barry parecia ler meus pensamentos, pois ele tomou a minha mão e soltou um longo suspiro, aquele momento lindo teria que acabar.

– Anna, eu gosto muito de você. E eu queria poder continuar esse momento pra sempre, mas nós temos que voltar... – disse ele passando o polegar na minha mão.

– Ah Barry, eu queria muito poder ficar aqui, mas eu me sentiria muito culpada quando o egocêntrico do Gianluca estivesse sendo ameaçado de morte em rede nacional porque eu quis comer algodão doce na montanha russa.

– Algodão doce na montanha russa? – ele perguntou confuso.

Já mencionei que meu apelido por um tempo no ensino fundamental era pimenta pelo modo como eu ficava vermelha? Fiz jus naquele momento ao tal.

– Érr... Nada não.

– Será que... – ele aproximou a boca da minha orelha – me beijar teve essa sensação para você?

– Barry Allen, temos que salvar infelizmente a vida de um italiano estúpido ainda esta noite. – falei e estendi os braços para ele me carregar de volta ao show.

Ele riu. Foi tão lindo, eu podia ver e ouvir ele sorrir a vida inteira e não cansaria. Bem, talvez eu sentisse fome e sono, mas não cansaria. Barry me tomou nos seus braços e em segundos estávamos de volta, Eddie e Joe já estavam posicionados guardando nossas cadeiras. Eddie fez sinal para eu sentar ao seu lado, e tanto Barry quanto Joe não gostaram daquilo, mas eu sentia que o Eddie queria e precisava de uma amiga e eu seria amiga dele, mas não daria entrada para outras coisas, eu via no olhar dele para Iris que ele a amava, mas por certo ambos trabalhando tanto, estavam distantes. Sentei ao lado de Eddie e Barry do meu lado ao lado de Joe, e então as luzes se apagaram e o show começou.

La luna hizo esto foi a primeira música que tocou, é claro que com a tal de Natalie cantando, e gente, que voz linda que ela tinha. Logo depois os meninos entraram, cada um cantou muito próximo dela, mas Gianluca enlaçou a cintura dela e cantaram juntos dançando lentamente e se olhando nos olhos. Eu não podia fingir que aquilo não me agradava, mas também não podia ignorar que parte de mim se sentia aliviada. Aliviada por saber que eu não era mais o seu foco de atenção, por saber que eu tinha chances de ser feliz com Barry sem a sombra de Gianluca.

– Que vozes lindas, que letra linda, não acha? – comentou Eddie.

– Eddie, tenho que confessar que mesmo ele sendo meu ex-namorado e aquela garota estar muito afim dele, sim, a letra é maravilhosa e eles tem vozes incríveis.

– Qual deles é o seu ex? – perguntou Eddie atônito, lembrei que ele não sabia.

– O moreno dos olhos verdes e com cara de pretencioso.

Barry deu risada da minha descrição de Gianluca e segurou a minha mão, Joe e Eddie arregalaram os olhos, até mesmo eu, não sabia que íamos nos revelar tão cedo. Mas parecia que não tinha sido só eles dois que haviam visto o toque de Barry, Gianluca se distraiu momentaneamente da música para nos olhar apertando os olhos. Quando a música terminou eles conversaram com o público e apresentaram a tal de Natalie, então ela saiu e começou a tocar Per Te e eles foram pegar as rosas para distribuir ao público feminino, então eu fiquei muito tensa, pois não sabia se Gianluca teria o descaramento de me trazer a rosa ou não.

Sabe, os italianos são muito atrevidos. Eu achava que depois de toda a discussão que tivemos, depois de eu mais do que demonstrar a química que havia entre mim e Barry, Gianluca não se atreveria a vir me entregar a rosa, mas quando eu o vi vindo em minha direção, me olhando no fundo dos olhos, eu sabia o que ele ia fazer. Sabia que ele estava mais do que determinado a não desistir, como sempre. O que mais eu precisava fazer para ele entender que não havia mais futuro entre nós? Eu tentei me levantar, mas não dava mais tempo, as luzes estavam direcionadas para nós e ele parou em minha frente me oferecendo a rosa, eu não poderia deixá-lo com cara de tolo para todos, seria humilhante, mas eu também não queria magoar Barry... Peguei a rosa, mas com a outra mão toquei no rosto do Barry olhando em seus olhos, mostrando que eu não ia simplesmente deixar aquilo desenrolar sem demonstrar que meus sentimentos por ele eram sinceros.

Gianluca era muito profissional. Ele não deixou a voz falhar, ele seguiu cantando e andou até o palco junto com Piero e Ignazio, ambos me olharam com um olhar de quase desculpas, eles sabiam como o companheiro era, e eu sabia que me apoiavam. Barry foi mais ousado até mesmo que eu, posso dizer, pois deixou de segurar a minha mão para passar o braço em volta de mim e sorrir para Gianluca o mais natural possível. Mas isso não era o que me preocupava no momento, nós estávamos tão envolvidos naquele romance todo que não procuramos pelo Capitão Frio, mas quando me foquei em procurá-lo, eu realmente não pretendia encontrá-lo. Queria poder ficar aliviada ao ver que ele não estava ali e que eu não teria que me preocupar em que momento ele agiria, se ele ia colocar todos que estavam ali em perigo, contudo isso não aconteceu, eu avistei ele usando o mesmo terno que usou quando quis dar aquele showzinho nas telas de Central City. Cutuquei Barry e apontei para onde ele estava, que era assustadoramente perto demais do palco.

Barry em um piscar de olhos não estava mais ao meu lado, e nem mesmo Snart em seu lugar, mas é claro que eles já haviam pensado em tudo. No momento que Snart foi carregado para fora por Barry (o que não deu pra ver, mas era óbvio), o Onda Térmica levantou e apontou sua arma em chamas para o palco. E eu não sabia o que eu estava fazendo. Algo despertou em mim, algo que eu não sabia explicar como estava acontecendo, mas eu estava vendo as coisas desacelerarem, as pessoas as minhas volta, seus movimentos... Tudo parecia ocorrer em câmera lenta, caramba, até as chamas do Onda Térmica saiam de vagar, eu corri até o palco, e eu podia até mesmo ir caminhando que eu era mais rápida! Peguei os meninos de cima do palco e os trouxe para a plateia, nesse momento as chamas encontraram o palco vazio, e eu ainda com aquela velocidade além do normal corri até ele e tomei sua arma. É claro que ele não esperava por isso, nem mesmo eu sabia que era capaz de tal coisa, mas quando eu estava com a arma na mão saindo dali para levar aquilo para longe lembrei da minha ligeiramente amiga, Lisa Snart, ela tinha uma arma também e ela transformava pessoas em ouro puro. É claro que muitas daquelas madames ali adorariam aquilo, mas eu não podia permitir. Joguei a arma no chão e corri em direção aonde a tinha visto, mas ela não estava mais ali, então ouvi um estalo, um gatilho sendo puxado, virei para minha esquerda e vi Lisa atirando na direção do Eddie. Se eu tinha os mesmos poderes do Barry, eu podia impedir aquilo, só tinha que parar de pensar e correr.

E bem, foi o que eu fiz. Só que eu tinha quase certeza que eu precisava de alguns cientistas ao meu lado para calcularem algumas coisinhas, como tempo e velocidade e essas coisas entediantes de física. Só que naquele momento, eu não tinha aquele auxilio, e quando empurrei Eddie para o lado, o tiro de ouro raspou pelo meu braço, e ele não virou ouro, mas fez um corte muito, muito feio. Joe tinha chamado reforços e a polícia já estava tomando conta do teatro, eu tirei Eddie dali mesmo com o meu braço sangrando pra caramba, e o único lugar que parecia seguro era o Laboratório Star, cheguei lá naquela super velocidade e larguei Eddie em uma maca, e basicamente depois que me atirei em outra, não vi mais nada.

***

– Como foi que isso aconteceu? Vocês com certeza tem uma explicação cientifica certo? – falei abrindo meus olhos e vendo todos reunidos em volta de um computador.

– Anna! – Barry em um segundo estava me beijando.

Depois de alguns segundos completamente envolvida em algodão doce, quero dizer, nos lábios do Barry, ouvimos alguém pigarrear e após um suspiro distanciamos o rosto um do outro, Cait sorria timidamente e olhava para o lado, Cisco estava com aquela cara de “cara isso é louco!” e o Dr. Wells nos olhava com olhos enigmáticos e maliciosos, e por mais que aquele beijo tivesse tirado meu fôlego por um certo tempo, eu ainda estava ansiosa esperando minha pergunta ser respondida.

– Se vocês pudessem me responder o que é isso – fui para o corredor e voltei em menos de uma fração de segundo – eu ficaria muito agradecida.

– Anna, isso é realmente muito estranho, digo, sabemos que o Barry foi atingido pelo raio e com a explosão do acelerador de partículas ele adquiriu os poderes, mas você... Você era normal até o ataque aos italianos, que já comentando, estão aqui numa sala e querem explicações. – disse Caitlin.

– Explosão de adrenalina? – sugeriu Barry sem muita confiança.

– Isso é uma explosão de adrenalina – mostrou Cisco em um vídeo do youtube – o que ela fez foi coisa... Era exatamente o que você faz Barry. E sabemos que não é adrenalina.

– Mas como? – falei jogando as mãos para cima – Eu sou normal, não fui atingida por nenhum raio, não estava aqui quando o acelerador de partículas explodiu... Não tem matéria negra em mim, e eu nunca fiz isso antes de hoje.

– Foi o que eu acabei de dizer. – disse Wells com as mãos cruzadas sobre o peito.

Suspirei e olhei para Barry, ambos estávamos preocupados com aquilo, mas o seu olhar pesava muito mais que preocupação, era suporte. Eu nunca havia sentido isso com Gianluca antes, era como se ele quisesse que estivesse aos pés dele, Barry queria que eu estivesse ao seu lado. Ele tinha sentimentos afetivos por mim, não submissos. Eu podia enfrentar essa nova onda de poderes dentro de mim, se Barry estivesse ao meu lado, eu ficaria tranquila até mesmo se voasse. Ta não vou exagerar. Mas o meu foco agora não poderia ser esse romance, de longe isso, havia o caso do Ronie e esse surto de poderes em mim, e esses vilões e... Uff, acho que eu preciso de um chá.

– Okay, mas, enquanto não achamos uma explicação plausível para isso, que tal você ir falar com os italianos? – disse Cisco apontando para uma sala atrás de si.

– Claro, claro. Mas o que eu digo? – perguntei.

– Responda as perguntas deles, sem expor a identidade do Barry é claro. – disse Wells.

Respirei fundo e fui até a porta, abri cuidadosamente para não surpreendê-los ou algo assim, contudo eles não levaram aquilo como uma atitude calma, quando pus os pés para dentro os três vieram para cima de mim falando em italiano, o que eu compreendi muito pouco já que estavam tão alterados. E eu sempre tentei ser calma, respirar fundo e tentar explicar as coisas antes de surtar, mas aquele método meio que saiu pela culatra, quando me dei por conta os deixei em um canto da sala e já estava no outro, eu não pretendia mostrar minha “nova sinistra super velocidade”, no entanto meio que, quando eu pensei, minhas pernas simplesmente se moveram, e de repente eu já estava lá.

Não julgo nenhum deles por gritar desvairadamente, na verdade, acho que eu meio que faria o mesmo se para o Barry já não fosse tão natural mostrar para as pessoas sua identidade secreta, ou real? Enfim, eles começaram a bater na porta pedindo para sair, mas eu meio que dei um grito dizendo “Fechem a matraca e me escutem” o que eles sabiam que para mim significava “Sim eu estou surtando tanto quanto vocês”.

– Anna? É você mesma?- perguntou Piero ainda agarrado na maçaneta da porta.

– Sim, sou eu. E, eu sei que estou estranha, nem mesmo eu sei como isso aconteceu, mas aconteceu, e precisamos conversar. Eu sei que vocês me viram correndo dessa mesma forma no teatro, e algo lá desencadeou essa estranha super velocidade em mim, porque até o momento eu cansava para ir até a padaria a pé.

– Eu lembro que você odiava correr. – disse Gianluca entortando o sorriso. PARA. JÁ. COM. ISSO.

– Ainda odeio. – falei séria, imaginando que Barry e os outros estavam nos ouvindo agora.

– Mas eu tenho que implorar a vocês para que não contem para ninguém, para não me por em risco. Podem fazer isso por mim? – soltei um suspiro, senti as lágrimas vindo.

Mesmo com tudo o que estava acontecendo, toda essa bagunça sem sentido, eles ainda eram família para mim. Significavam conforto, estabilidade. E sim, Barry também estava começando a me transmitir aquilo, mas o antigo sempre terá um gosto diferente do novo. E lá estava o meu ursinho, que sabia o que estava por vir, e sabia como me acolher. Ignazio veio de vagar, eu sabia que era tudo muito complicado ainda mais para ele, que fazia tanto tempo que nem tinha notícias de mim e de repente me encontra sendo uma super velocista. Mas lá estava ele, de braços abertos para o novo desconhecido, e eu corri em direção a ele, o que não acabou bem. Vendo o meu antigo porto seguro, corri para ele como antigamente, mas eu era mais rápida e ele mais frágil, eu meio que acabei esmagando ele numa parede.

– Ai Ig, você tá bem? Me desculpa, eu não queria, ai minha nossa, eu só queria correr pros seus braços e...

– Ughhhh... Eu to bem gatinha, com algumas costelas quebradas com certeza, mas se você me levar naquela maca eu ainda posso te abraçar. – ele disse gemendo.

Levei ele até a maca que havia dentro da sala e me sentei ao seu lado, ele respirou fundo para provavelmente estabilizar seus pulmões, e me envolveu com seus braços, deitei meu rosto no seu peito, tão conhecido, o mesmo perfume que minhas lágrimas conheciam há tantos anos, ali me abrigando e dizendo que tudo ia ficar bem.

– Chore o quanto quiser, você sabe como diz o Dono do Mundo não é: “o choro pode durar uma noite inteira, mas a alegria virá pela manhã” Salmos 30:5.

Aquelas palavras de Ignazio acalmaram o meu coração. Depois de alguns minutos os covardes do Piero e do Gianluca se aproximaram de nós, a minha relação com o Ig sempre foi muito profunda, deve ter sido por isso que mesmo ali, eles não interromperam ou tentaram participar daquela troca de afeto, era algo que pertencia apenas a nós dois, ao urso e a gata. Depois de alguns minutos eu me soltei e os deixei descansar na minha cama improvisada no Star Labs e em uma maca muito confortável, enquanto eu ia arrumar um jeito de mandá-los para longe de toda essa confusão. Gianluca me seguiu enquanto eu saía do quarto em que ia deixá-los.

– Anna... Me desculpe pela rosa. Eu sei que fui muito babaca, você está com aquele cara e... É difícil aceitar que outra pessoa tem seus lábios, ou o seu carinho, o seu coração. Você e eu pertencemos um ao outro por tanto tempo, que eu, ah, eu simplesmente não te vejo com mais ninguém além de mim. Nascemos um para o outro Anna.

– Não Gianluca. Não nascemos um para o outro. Um relacionamento não pode ser manter por insistência, tem que se manter por amor, por confiança, por entendimento. Eu sei que você vai achar a garota certa, já nos enganamos por tempo demais, não acha? – falei respirando fundo e dando as costas.

– Não. – ele me puxou pelo braço – Você é a garota certa, minha futura esposa, e eu não vou desistir de você.

Me desvencilhei da sua mão e saí andando rapidamente, bem eu queria dizer isso como se eu tivesse caminhado rapidamente até onde todos estavam e durante o caminho pensei em muitas coisas e na vida, mas a realidade é que cheguei lá na velocidade em que você lia isso. Barry estava apoiado em uma bancada, olhando para fora pela nossa janela, mas quando me viu, eu não podia sentir nada igual. Era como se as trevas do meu coração se dissipassem em raios de sol e ternura, que aquecessem ele e nenhum mal pudesse entrar ali. Fora é claro o fato de que agora eu era uma velocista, e algo estava muito errado aí. Ou muito certo.

Notas finais
Então, valeu a pena ou não, ein ein? Espero que tenham gostado, deixem reviews ein! :*