Love me like you do
14 Merry Christmas
Notas iniciais
Meus pais chegaram correndo na sala em que estávamos, por um momento paralisaram ao me ver com aquela roupa e completamente suja, então correram ao meu encontro e me arrancaram dos braços do Barry, me fizeram umas cinquenta perguntas que eu pude contar, o resto se perdeu em afagos e olhos lacrimejando. E, pela primeira vez, aquilo não me incomodava nem um pouco, eu ia estar sem eles agora, morta, sem poder me despedir, dar um último abraço no meu pai ou um beijo estalado na minha mãe... Eu comecei a chorar junto com eles.
– E-eu estou bem, calma. – falei tentando amenizar toda aquela comoção.
– Bem? Você estava doente, e foi para uma atividade policial, e então quando finalmente te encontramos você está com uma roupa curta demais e toda suja Anna! – meu pai esbravejou.
– Eu posso explicar tudo pai, sério. Eu não estava doente, vocês que pensavam que eu estava, mas a Dra. Caitlin Snow vai fazer todos os exames necessários aqui mesmo na frente de vocês para mostrar que eu estou bem, eu precisei... Precisei usar essa roupa para o caso que estávamos, e me sujei no processo, mas eu estou bem e deu tudo certo, melhor assim? – tagarelei explicando.
– Veremos. – disse minha mãe determinada, lançando um olhar suspeito para Cait.
Eu quis gargalhar, mas aquilo deixaria mamãe furiosa, então segurei a risada e olhei para Cait dando uma piscadela, ela sorriu para mim e me chamou com a mão e eu fui para a bateria de exames que minha mãe ia exigir que ela fizesse.
–
Basicamente, minha mãe tagarelou até não poder mais sobre cada exame dos sete que ela fez Caitlin fazer em mim, e isso foi o mínimo que eu consegui, dos quase vinte que ela queria. Após tranquilizar meus pais resolvi ir com eles para casa para tomar um banho e trocar de roupa, dei um beijo em Barry e ele disse que passaria lá mais tarde.
Quando chegamos em casa a primeira coisa que meu pai fez foi ligar a televisão, no noticiário passava a prisão de três criminosos, obviamente depois que o ácido do doutor derreteu as armas, Cisco chamou a polícia e eles foram presos e mandados para a prisão, aquilo foi um alívio e tanto. Fui para o banho e todos os meus músculos relaxaram, lavei meu corpo com um esfoliante de ameixa para tirar o cheiro de terra e tomei todo cuidado com o meu rosto, de repente uma ideia surgiu na minha cabeça, o soco que Leonard me deu era pra ter me deixado com um hematoma tremendo no rosto, meus pais não perceberam? Toquei no lugar onde era para estar o roxo, mas não senti nada ali, um frio na barriga pelo desconhecido me percorreu.
Saí do banho e me fechei no meu quarto, liguei para Caitlin apavorada.
– Cait? – falei quando ouvi o telefonema ser atendido.
– Anna, o que foi? Porque essa voz apavorada? – ela se apavorou comigo.
Antes que eu sequer pudesse falar Barry já estava dentro do meu quarto olhando para todos os lados.
– Ham, acho que o Barry pode responder essa pergunta, já que ele está aqui. – falei com as sobrancelhas arqueadas.
Caitlin suspirou no outro lado da linha.
– Tudo bem, qualquer coisa é só ligar Anna.
– Ok. – falei e desliguei o celular.
– O que aconteceu? Quando Caitlin disse que você estava preocupada achei que algo poderia...
Eu o beijei antes que ele terminasse de falar.
– Obrigada pela preocupação amor, mas o que me assustou foi que, eu estava com um roxo enorme onde Leonard me deu um soco, e no entanto agora não tem mais nada, não é super estranho?
– Anna! – Barry riu e pôs a mão no rosto balançando de um lado para o outro – Você é uma velocista agora, seu corpo se cura mais rápido de qualquer coisa.
– Isso é muito legal! – soltei um gritinho, parecia uma adolescente que tinha recebido uma mensagem do “crush” dizendo que ela era linda.
Barry deu risada e me olhou fixamente, ele parecia ter se dado por conta de alguma coisa, pois seu rosto corou de leve e ele pigarreou.
– Acho que eu devia ter avisado do outro lado da linha que vinha. – ele falou malicioso.
– Mas por que... – me dei por conta que estava só de toalha.
Corei intensamente, era a primeira vez que um garoto que não fosse Gianluca me via seminua, e aquilo me deixava completamente sem graça, eu sorri de canto e fechei os olhos, apontei para a porta e ele riu alto, lembrei dos meus pais na sala e dei um tapa no seu ombro, o que o fez rir mais ainda, ele se aproximou de mim sem quase nenhum pudor e me segurou pela cintura, me beijou lentamente segurando meu cabelo com a outra mão, o beijo foi se tornando mais intenso e eu comecei a ofegar, meu corpo ficou quente e eu devia estar mais vermelha que um pimentão.
– Anna! Que risadas foram essas? – minha mãe bateu na porta.
Nós nos afastamos e arfamos de susto, nossa, quando meus pais iam embora mesmo?
– Só um vídeo que eu estou vendo enquanto me arrumo, eu sou adulta mãe, não tenho que te dar satisfação de tudo! – gritei logicamente irritada.
Ela resmungou alguma coisa sobre não saber nada da vida e se afastou da porta.
– O bom de correr na velocidade da luz é que as pessoas nem te veem as vezes. – Barry piscou para mim.
Ele saiu correndo do quarto me deixando completamente desorientada. Fui escolher uma roupa tentando voltar ao meu estado normal. (https://www.pinterest.com/pin/94575660902959456/) Após escolher a roupa saí do quarto e fui para a sala ficar com meus pais, fazer ao menos uma atividade normal desde que cheguei em Central City, me acomodei no braço da minha mãe e ficamos assistindo a novela que começou depois do jornal, meu pai disse que preferia cozinhar do que assistir aquela “bobagem”, só ouvi minha mãe puxar lá do fundo o ar e expirar de vagar tentando não começar a gritar sobre como novelas podem trazer assuntos reais do dia a dia.
Depois de assistirmos a novela e comermos as pipocas caramelizadas do meu pai – sim, meu pai gosta de fazer doces, e daí? – eles resolveram que já era hora de irem para casa, e principalmente, levarem Eleonora com eles.
– Ah, ótima ideia! Ela realmente acha que pode fazer eu voltar pro Gian, e isso não vai acontecer... Falando nisso, cadê ela?
– Ela disse que ia ir fazer umas compras, e tentar falar com a família, vou ligar pra ela pra saber onde ela está. – disse mamãe.
Depois de trocar algumas palavras Eleonora apareceu na porta de casa.
– Anna querida, como você está linda! – disse me fazendo dar uma volta para ver bem a roupa que eu usava.
– Obrigada. – falei simplesmente.
– Então Eleonora, nós conversamos e achamos melhor voltarmos para casa, porque não volta conosco? – convidou mamãe na maior delicadeza.
– Mas como assim? Vocês vão passar o natal longe da filha única de vocês? Vocês esqueceram que amanhã é véspera de natal? – questionou a italiana.
Meus pais arregalaram os olhos, pelo que eu vi eles assim como eu também haviam perdido as contas dos dias, amanhã era véspera de natal! Eu não havia comprado presentes, nem arrumado a casa, nada!
– Vocês esqueceram mesmo! – riu-se Eleonora – Ah não tem problema, vamos arrumar tudo e amanhã os meninos me ajudam a dar um toque final.
Acredito que meus pais refletiam o mesmo choque que eu.
– Como assim? – minha voz não foi agradável.
Ela pareceu desconfortável.
– Eu falei com a minha família, e como o Il Volo vai estar perto daqui no natal, sugeri que viessem para cá para passarmos o natal todos juntos. – ela disse séria.
Ninguém aqui ia ceder.
– Com todo respeito Eleonora, mas eu acho que isso foi errado. Eu terminei com Gianluca há pouco tempo, de fato, mas foram por motivos que se solidificaram por muitos anos em que estivemos juntos, e agora o Barry está me fazendo muito feliz e eu não vou fazer uma coisa assim com ele. Se vocês quiserem passar o natal aqui, tudo ok, mas eu não vou estar presente, eu vou estar com o meu namorado. – eu fui literal.
Por ironia a campainha tocou e era Barry, com um sorriso enorme no rosto e uma caixa na mão.
– Eu achei que depois daquela missão cansativa hoje, você merecia uns chocolates. – ele me beijou no topo da cabeça.
Minha mãe se derreteu. Meu pai tentou não gostar da ação, mas não conseguiu conter um sorriso de canto. Eleonora estava ardendo em pura fúria.
– Obrigada, príncipe encantado. – falei fingindo suspirar e fiquei só em um pé.
Nós rimos e ele se curvou e beijou a minha mão, eu não sei como ele conseguia me deixar vermelha tantas vezes no dia.
– Mãe, eu vou jantar com o Barry, de noite eu volto, espero que esteja tudo resolvido. – falei séria.
Eu achei que nós íamos em um restaurante ou coisa do tipo, mas nós fomos para a casa dele.
– Vamos jantar com o Joe? – falei sorrindo.
– Não, o Joe foi ao cinema com a íris e o Eddie, e depois eles vão comprar os presentes de natal... Eu cozinhei. – Barry admitiu.
– Nossa, será que eu sobrevivo? – brinquei.
Nós rimos e entramos, a casa estava iluminada por velas que faziam um caminho da porta até a sala de estar no andar de cima da casa, lá tinha uma mesa muito bem arrumada, e duas almofadas no chão que acredito que eram nossas “cadeiras”, Barry buscou a comida e a pôs em cima da mesa, ele tinha feito um macarrão com almondegas e, como sabia que eu não bebia, trouxe um refrigerante de limão enfeitado com rodelas, estava tudo tão perfeito que eu poderia chorar.
– Barry, não vou mais brincar de te chamar de príncipe encantado, você leva isso a sério. – falei olhando para tudo que ele havia feito.
– Se eu sou príncipe você é princesa, e disso eu nunca duvidei. – ele pegou meu queixo e virou meu rosto para ele, me beijando com vontade.
O beijei de volta e segurei seus ombros o aproximando mais de mim, ele ficou em cima de mim e eu já estava pra lá de ofegante, então ele parou e se sentou, pareceu se concentrar um pouco e respirou fundo, depois abriu os olhos e me olhou como se estivesse encantado.
Escute agora: Anna&Barry
– Eu não sei explicar isso, Anna. Mas eu te amo, amo mais do que jamais imaginei que pudesse amar alguém. Eu quero que essa noite seja perfeita.
– Eu também te amo Barry, você é minha montanha russa com algodão, doce, alucinante, extasiante, que eu amo mais que tudo.
Ele acariciou meu rosto e apontou para o macarrão, nos servimos e comemos conversando e rindo, a coisa mais fofa ali foi o refrigerante, eu sabia que o Barry bebia e que inclusive Caitlin havia feito para ele uma bebida concentrada para ele poder ficar bêbado e tau... E ele abrir mão daquilo naquele momento, foi a coisa mais romântica – além das velas – que ele podia ter feito.
Conforme íamos terminando de comer, e eu exigi que ele me deixasse lavar a louça, meu coração ia disparando e me deixando mais nervosa a cada segundo, sobre o depois, depois que terminássemos de comer, depois que o assunto se tornasse escasso, depois que o meu desejo pela pele dele me fizesse perder o controle de mim mesma...
– Anna? Ta tão pensativa, o que foi? – Barry perguntou me abraçando por trás, fiquei completamente arrepiada.
– E-eu, imagina. – gaguejei.
Ele deu uma risada rouca no meu ouvido e tirou o pano de pratos da minha mão, me virou para ele e me pôs em cima do balcão, agora nós dois arfávamos e nem estávamos nos beijando ainda.
– Eu te amo. – falei olhando no fundo dos seus olhos.
– Eu também te amo. – ele disse quase me devorando com os olhos. – Eu quero muito isso Anna.
– Eu também quero Barry. – engoli em seco.
E quando deu meia noite, na véspera de natal, consumamos nosso amor, que era tão grande, tão lindo, tão surrealmente eterno.
–
Eu havia dormido na casa do Barry naquela noite, mas logo de manhã cedo voltei para minha, como meus pais ainda estavam dormindo apenas troquei de roupas e fui para o Jitters tomar café da manhã, vi que Eleonora havia dormido em algum lugar que não fora a minha casa, mas aquilo já não era mais da minha conta, após o café fui para os Laboratórios Star.
– É véspera de natal Anna, vamos no shopping comprar os presentes? – animou-se Caitlin ao me ver chegar.
– Claro Cait, mas eu tenho uma coisa pra te contar, e-eu simplesmente não consigo mais guardar isso pra mim. Quando eu cheguei na delegacia, recebi um caso especial para investigar, o caso de Ronald Raymond. E... Eu fui um dia no apartamento, vi você lá, mas eu ainda não te conhecia bem, e não sabia como contar... Me desculpe! – eu estava quase chorando.
– Anna... É, eu durmo as vezes lá. Mas ao contrário do que você pensa, eu não estou brava, eu fico até feliz em saber disso, digo, não sei do que se trata o caso, mas a última vez que eu vi o Ronnie ele... Estava entrando no acelerador de partículas. – Cailtin derramou algumas lágrimas.
– Hey, se eu soubesse que poderia ter a ajuda da cientista mais brilhante que conheço, teria te contado a muito tempo. – falei abraçando-a forte.
Ela deu um sorrisinho para mim e limpou as lágrimas, eu peguei o cartão de crédito com os olhos quase brilhando, fiz uma cara de animada com os olhos arregalados e um sorriso enorme e ela caiu na gargalhada, me senti imensamente feliz por conseguir aquilo, então segurei sua mão como se tivéssemos cinco anos e fomos para o lugar que tem grande potencialidade de fazer uma mulher feliz. O shopping, é claro.
Andamos olhando cada loja, Caitlin me mostrou quais eram suas preferidas e quais ela não entrava de jeito nenhum, ela ainda era jovem, mas seu ar sério e austero era de uma adulta, enquanto eu ao seu lado parecia a irmã caçula e adolescente, eu sabia que devia ser mais séria, agir mais como uma adulta, mas argh, simplesmente não dava. Entramos em uma loja masculina que tinha praticamente tudo que os “caras” gostavam, e achei o presente perfeito para o senhor Allen vulgo meu namorado.
Compramos presentes para todos, voltamos para o laboratório e guardamos os presentes em uma sala em que quase ninguém entrava, de noite pegaríamos e entregaríamos, quando saímos da sala encontramos Cisco, Wells e Barry chegando com algumas sacolas nas mãos, as de Harrison estavam apoiadas em suas pernas na cadeira de rodas.
– Ora, ora, andaram fazendo compras? – perguntou Caitlin tentando dar uma espiadinha.
– Não que isso seja da sua conta querida. – disse Cisco com voz feminina.
Todos rimos, eu fui lentamente na direção de Barry com as mãos para trás, fingindo que ia só dar um abraço, ele fez uma cara de “você acha que sou bobo?” e saiu correndo, mas ele esqueceu que tinha uma namorada velocista também, eu corri atrás dele enquanto ele tentava fugir de mim, estávamos fazendo uma bagunça no laboratório, então me rendi e parei ao lado de Caitlin, me apoiei em seu ombro e comecei a gargalhar, Barry apareceu em seguida e depositou um beijo em meus lábios, ele escondera os presentes dos outros e dele.
– Não acredito que você achava que eu ia deixar meus presentes serem abertos antes da hora srta Del Ray. – ele disse me puxando pela cintura.
– Eu não queria ver mesmo. – falei resignada.
– Que amor, se fazendo de durona. – ele disse rindo.
Todos rimos e conversamos, mas por pouco tempo, tínhamos que voltar ao nossos afazeres, mas agora com a Caitlin me ajudando no caso do Ronnie tudo ia ficar mais fácil. O mais difícil no momento era ir para casa, ver o que meus pais e Eleonora tinham decidido. Eu lembrei que não contara a Barry sobre isso, o que eu não queria que se tornasse uma bola de neve, então o chamei, antes de irmos para a delegacia, para a nossa janela.
– Bar, eu tenho algo pra falar. – eu tentei começar a explicação.
– Acredito que nada possa estragar a minha felicidade, pela sua carinha não parece algo bom. – ele decifrou rapidamente.
Suspirei largando os braços, de fato eu achava que nada podia estragar minha felicidade também, mas os Ginoble podiam ter um dom para essas coisas.
– Eleonora espontaneamente convidou a família dela para passar o natal conosco, sem nos consultar claro, mas eu já falei para ela que não ia aceitar, que estava fora de questão, deixei ela conversando com meus pais sobre isso quando fomos para sua casa ontem, hoje vou descobrir qual plano maquiavélico a Ginoble criou para me unir com seu filho novamente, o que claro eu já disse que não vai acontecer. Só que isso esta me sufocando. – o abracei suspirando.
O medo estava nas minhas entranhas, que ele pudesse rejeitar meu abraço, bravo por eu não ter falado antes, Gianluca agiria desse jeito... Mas Barry não. Ele me abraçou de volta e soltou um suspiro alto.
– Eu sei que essas pessoas querem te tirar de mim, mas eu não vou permitir, porque depois de ontem Anna, eu... Eu sei que fomos feitos um para o outro. Eu te amo, e não vai ser um italiano com gel no cabelo que vai conseguir ficar com o meu amor. – determinou ele.
Eu ri sobre o gel, Gianluca adorava usar gel, amava seu topete tanto quanto sua música, tanto quanto... Um dia já me amou, mas não ama mais. Não havia amor em brigas e desconfianças. E eu tinha plena certeza que não o amava também. Barry preenchera tudo, todas as feridas foram saradas, as lacunas curadas, as dores se transformaram em alegria e bem estar, e eu não abriria mão disso por nada. Mas eu sabia que Gianluca Ginoble não ia desistir tão fácil, assim como sua mãe.
Quando cheguei em casa eu esperava ver muitas coisas, minha mãe chateada por ter brigado com Eleonora por minha causa, ou então a casa vazia me esperando para ter paz, até mesmo um elefante seria mais aceitável que os Ginoble na minha casa. Todos eles. Eleonora, Gianluca, Ernesto e Ercole. O clã Ginoble vai ao ataque?
Okay, quando Gianluca me olhou, com aquela cara pidona, algo dentro de mim se remexeu, era por isso que eu odiava encontra-lo, essa coisinha dentro de mim que ainda ficava coisada por causa dele. Mas me recompus, eu teria de enfrenta-los, não é mesmo? Meus pais pareciam duas criancinhas envergonhadas num canto.
– Olá. – falei entrando e largando as chaves e a bolsa em cima da mesa.
– Oi Anna! – disse Ernesto correndo em minha direção e me abraçando.
Droga.
– Oi Ernie, tudo bem? – o abracei de volta, eu adoro esse garoto, que saco.
– Tudo, eu estava com saudades já, fazia tempo que não nos víamos.
– Pois é Ernesto, é que como eu não namoro mais o seu irmão, é natural que não tenhamos mais o contanto que tínhamos antes, até porque, eu estou namorando um cara muito legal e não quero magoa-lo, você entende não é?
Se os Ginoble iam vir com golpes baixos como usar o garoto para me balançar, eu ia atacar da mesma forma. Ernesto deu um meio sorriso e foi para os braços da mãe, percebi que a família ficou desconfortável pelo que falei.
– A Anna está certa, foi burrice virmos até aqui, ela tem um namorado novo, não temos porque incomoda-la. – disse Ercole.
– Ercole com todo respeito, eu sempre gostei da família de vocês como se fossem a minha segunda, e esse sentimento não vai mudar, mas de fato é chato eu convidar o meu namorado novo para passar o natal com o meu ex namorado e a família dele. Então sim, não foi uma boa ideia vocês terem vindo, porque eu não vou fazer o Barry passar por isso. Vocês me conhecem e sabem que nunca fui de falar pelas costas, então aqui está, se vocês ficarem, pois bem, passem o natal com os meus pais, que foram covardes para falar o que eu estou falando, mas essa é a minha decisão e pronto.
Fui tomar um banho e me arrumar para a véspera de natal, que passaria com Barry e a família dele, minha nova família, na casa do Joe.
–
– Chegamos! – anunciou Cisco entrando com Caitlin na casa. – Eu falei que a Anna já estava aqui.
Cailtin riu e veio me abraçar. – Eu tenho algo para te contar, mas amanhã, é sobre o Ronnie. – ela sussurrou no meu ouvido.
Eu fiquei animada com a informação, eu queria mesmo resolver aquele caso rapidamente para mostrar minha competência para o capitão.
– Own, você e o Barry estão combinando! – disse Eddie entrando com Iris no local.
Dei risada e olhei para Barry e eu, não havia me dado por conta, mas estávamos mesmo combinando!
Barry: https://www.pinterest.com/pin/94575660903010929/
Anna: https://www.pinterest.com/pin/94575660903010892/
– Eu quero brindar. – disse Barry levantando seu copo de cidra sem álcool. Querido.
Todos levantamos nossas taças.
– Um brinde a recomeços, amor, surpresas, e mais amor. – ele sorriu para mim.
– Que Deus nos abençoe nesse ano que irá se inciar, e que Jesus, o nosso aniversariante, continue nos dando chance mudar, recomeçar, amar, a sermos melhores a cada dia. – brindei.
Todos falaram amém, e eu me emocionei, chorei um pouco e logo me recompus, eu não estava com os meus pais, mas eu sabia que eles não estavam bravos. Eu os amava, e eles sabiam disso. Depois de comermos e bebermos acabamos nos dispersando em grupos de conversas, eu me dirigi até a janela e me abracei, eu estava com um vestido curto e ali dentro estava quente, mas ali perto da janela um vento frio de leve entrava, eu olhei para o céu e uma estrela cadente passou iluminando o céu. Iluminar, a palavra certa. A minha vida ficou iluminada depois que conheci todas aquelas pessoas, e aquilo era uma benção enorme.
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