Love is the only hope

4 You can always count on me


Notas iniciais
HEY seus gostosos! Voltei de viagem! Agora posso postar a fic! Esse capítulo ficou meio grande, o maior que já escrevi, então quero que me falem se vocês preferem capítulos menores e tudo mais :) Não sei se ficou bom, mas tentei caprichar pra vocês, espero que gostem!

-Padre Mío! O que fizeram com você?- Santana estava perplexa vendo o estrago feito em Marley, se é que perplexa seja suficiente para descrever tamanho espanto, e consequentemente preocupação, que a latina teve ao ver a irmã de sua mais querida amiga naquela deplorável situação. A menina estava completamente machucada e com o rosto inchado, em consequência de tanto chorar, as marcas roxas evidenciavam que Marley havia sofrido com certeza algum tipo de agressão física.

Marley nem ao menos conseguia começar a falar sem antes chorar novamente um rio, não que ela fosse de se queixar e ficar aumentando infinitamente o problema, como as meninas de sua idade normalmente fazem. Se ela estava nessa situação, Santana sabia que algo realmente grave teria acontecido. Sempre fora mais delicada e um tanto ingênua demais, na visão de Rachel e também de Santana, a irmã casula não conseguia enxergar mal algum nas pessoas. Julgava totalmente errado falar mal de qualquer um que fosse sem ter a evidente prova de que tal pessoa tivesse efetivamente comedito tal erro, e ainda assim preferia acreditar que o mal feito não passasse de um engano ou equívoco da parte do julgamento feito pelas pessoas.

Evidentemente, por tal comportamento e caráter tão dócil e ingênuo, acabava na maioria das vezes se machucando ao descobrir que nem sempre as pessoas são exatamente aquilo que aparentam ser. Também muitos rapazes acabavam a usando ao perceber tal característica. Isso sempre custava um bom tempo e também imensa dedicação de sua irmã mais velha, Rachel, para recuperar o bom animo e a alegria normalmente pertencente a Marley depois das continuas decepções que a menina sofria. Rachel sempre a alertava para desconfiar mais do “bom caráter” e também das intenções das pessoas, mesmo sabendo que seria inútil alertar a irmã quanto a isso.

Marley sempre acabaria se precipitando com o julgamento que fazia das pessoas, e com isso se decepcionando repetidas vezes. Rachel não a culpava por isso, achava que tão ingenuidade, se assim pode se chamar, e o amor que Marley tinha, e tem ainda para com todos, uma boa virtude. Mesmo assim não deixava de sempre temer pela inevitável decepção e sofrimento da irmã. Tão preocupação havia aumentado muito nessas ultimas semanas em que Rachel esta no reformatório. Mesmo que ela tente não demonstrar, e sofrer calada com sua própria dor, não deixa de pensar a cada minuto no bem estar de sua querida irmã.

-Vem comigo! Vamos pra algum lugar mais tranquilo onde você possa me contar tudo o que aconteceu. – Santana precisou gastar grande parte de sua saliva para assim então convencer Marley a vir com ela. A menina, além de tudo, era extremamente tímida e reservada quanto aos seus sentimentos, não costumava se abrir para conversar com mais ninguém além de sua irmã, depois que sua amada mãe, Shelby, havia falecido de maneira tão bruta e violenta na frente de suas duas filhas. O que causou enormes e severos traumas até os dias de hoje nas duas meninas. Portanto Rachel era a sua única e a também a melhor confidente que poderia querer, pois nada mais queria além da felicidade da irmã.

-Esta bem – Marley disse afinal, depois de um grande debate de ambas as partes. – Mas quero que você me prometa por tudo que é mais sagrado que não vai contar nada do que eu te disser a mais ninguém. – Ela olhou Santana procurando alguma evidência em sua reação e em seu comportamento que pudesse denunciar que ela não deveria confiar na melhor amiga da irmã, mesmo se sentido estúpida por estar fazendo isso. Mas o tal segredo exigia essa enorme preocupação, assim julgava Marley.

-Eu só quero te ajudar! Prometi isso para a Rachel. Você sabe como eu e sua irmã somos. – Ela disse dando um tímido sorriso que a situação permitia. Apesar de na maioria das vezes Santana Lopez ser agitada e despreocupada com tudo e todos, tinha seus momentos de afeto e compaixão. Principalmente se eles envolviam Rachel ou Brittany, sua namorada. – Qual é garota?! Sou praticamente irmã de vocês duas! Você sempre pode confiar em mim. Aposto que sou uma psicóloga muito melhor, e com certeza mais gostosa, do que a Rachel! – Usou um tom de brincadeira, logo depois se arrependendo ao ver quão seria a situação estava se mostrando ser.

Mas, eram inevitáveis tais comentários vindos da parte de Santana, por mais que tentasse controlar sua língua alguma coisa sempre acabava lhe escapando e não era por maldade, muito pelo contrario, isso já fazia parte de sua característica e ela acabava nem se dando conta do que falava. Só usava de sua ironia e senso de humor, para ofender alguém, quando se sentia realmente irritada com a pessoa ou quando simplesmente não ia com a cara da pessoa, mas tudo isso junto ao seu bom gosto musical, belíssimo caráter, bom senso para com tudo e temperamento não muitas vezes tranquilo, mas com suas fazes carinhosas a tornavam a melhor amiga que Rachel poderia querer.

Perdoavam assim perfeitamente os defeitos a cima citados, se assim pode ser chamada a falta de papas na língua de Santana. Não posso deixar de resaltar a beleza física da mesma, a latina tem um belo par de pernas que faz questão de exibir a todos que queiram ver, além de uma bela feição facial e um cabelo preto como a noite mais escura que a tornam perfeitamente bela na visão de todos. Isso tudo além de se mostrar extremamente confiante em relação a tudo àquilo que faz, às vezes até mais do que Rachel é também confiante de si mesma.

-Está certo. — Marley falou olhando para os lados da rua, como se estivesse certificando que ninguém estaria vindo. O pavor estampado em seu delicado rosto era mais do que obvio. Até mesmo aqueles que não a conheciam perceberiam logo que algo estava extremamente errado com ela. – Mas vamos logo. – Disse finalmente se dando por vencida, depois da incansável insistência de Santana com o assunto. Precisava mesmo de uma confidente, e mais do que isso, de uma boa amiga para lhe ajudar. Não via melhor pessoa do que Santana para isso, na ausência de sua irmã.

Enfim decidiram que Santana chamaria um taxi e que iriam até a casa da latina para que assim pudessem conversar abertamente. A latina também aproveitou para falar um pouco sobre Rachel, mencionou o telefonema recebido, não deixando de notar a visível decepção de Marley ao saber que a irmã havia preferido ligar para a amiga, a ligar para ela. Marley era muito transparente para conseguir disfarçar a emoção que estivesse sentindo no momento. Então Santana rapidamente acrescentou, querendo amenizar o fato:

— Ela está realmente muito preocupada com você. Disso pode ter certeza, precisava ver como falou comigo no telefone!- Santana exclamou. – Mas não se preocupe com ela. Pelo que nos coseguimos conversar ela me pareceu muito bem, apesar de tudo, é a mesma Rachel Berry de sempre!

Marley se permitiu sorrir agora diante das noticias recebidas sobre a irmã. Não deixando de fazer mais um milhão de perguntas para Santana sobre Rachel e também de falar sobre seus medos de que algo de ruim acontecesse à mesma.

-A gente que ela se meteu é muito perigosa!- Marley falou revelando mais um de seus temores. — Temo que eles tentem... — Não conseguia nem ao menos terminar a frase. Pensar em sua irmã morta a deixava suficientemente apavorada para querer encerrar o assunto. Santana lhe garantiu, no entanto, que lá dentro do reformatório eles nada poderiam fazer com Rachel, para que assim pelo menos uma delas pudesse ficar tranquila em relação à segurança de Rachel. Ela mesma não conseguia relaxar totalmente quanto a isso, sabendo de tudo o que havia ocorrido. Antes que Marley pudesse falar mais alguma coisa, ela tratou de mudar de assunto imediatamente contando mais uma das trapalhadas de sua namorada. Isso divertiu as duas até chegarem ao destino final.

***

-Puck eu posso explicar! Fica calmo, só deixa... — Ela disse usando toda sua força para empurrar Finn para longe de seu corpo. Rachel Berry tinha oficialmente deixado tudo sair do controle. O que não era muito incomum quando se trava de garotos. Estava ferrada. A repentina aparição de Puck tinha acabado de colocar todos os seus planos a perder, pelo menos ela julgava que estava tendo total sucesso no que pretendia fazer até agora. Isso com certeza seria um “alarme rosa choque purpurina” se Santana estivesse ali para elas conversarem.

Ela não negaria a ninguém que é uma excelente atriz, assim como cantora, e escritora. Atribuía a isso os repetidos sucessos que obtida, também devo admitir que em outras áreas a baixinha costuma ter o mesmo efetivo sucesso. É mais do que comum ouvir Rachel falando positivamente de si mesma, e se elogiando continuamente. Essa pode ser considerada uma falha de seu caráter, e muitas vezes a sua confiança própria chega a irritar as pessoas. Todavia, por outro lado a sua persistência e animo para tudo aquilo que faz, e assim muitas vezes o inevitável sucesso em todos seus planos, tornavam tais defeitos muito menos graves se a sua personalidade for bem julgada. Não conseguia evitar a decepção de um de seus planos estar dando errado agora mesmo por conta de Puck! Tinha um orgulho grande demais para que aceitasse que algo que havia planejado com tanto cuidado e gastado tanto tempo terminasse assim. Rachel Berry é extremamente perfeccionista.

-Explicar?- Finn ria se divertindo, até demais, com a situação. Aproveitou que a decepção de Rachel tivesse a feito ficar quieta por pelo menos 5 minutos para falar em seu lugar. – Quer dizer que a minha garotinha já estava comprometida?- Ele olhava de Rachel para Puck tentando segurar o riso, mesmo sendo inútil. Finn sabia muito bem ser irônico e usar seu senso de humor quando era necessário. De jeito nenhum sairia por baixo da situação, se pudesse constranger ainda mais Rachel com aquilo com certeza faria, sem nem pensar duas vezes.

Rachel rolou os olhos se controlando para não dar agora mesmo outro tapa na cara sínica Finn. Em vez disso respirou fundo olhando para Puck pensando muito bem nas palavras que iria dizer, mas nada conseguia sair de sua boca. Maldita hora em que Puck resolveu aparecer!

-Bom, vejo que eu estou sobrando aqui. Vou deixar os dois sozinhos. – Falou do jeito mais despreocupado de todos, ainda rindo – Garota, só se lembra de amanhã estar na quadra para a detenção- Falou olhando Rachel de cima a baixo, devorando o corpo dela com os olhos, sem nem ao menos ligar para a presença de Puck, que já estava praticamente explodindo de raiva. Finn tinha absoluta certeza que nenhum dos dois falariam a Janaina o que quase aconteceu. Mas mesmo assim deixou uma sutil ameaça no ar, ele não poderia arruinar seu motivo de estar ali por apenas uma simples atração física que sentia por Rachel. – Se eu fosse você não iria querer arrumar mais problemas. — Antes de sair passou por Rachel e deu um leve apertão no nariz dela. O que serviu para que ela quisesse distribuir diversos socos pelo peito dele. O jeito dele tão “dono de si” e toda sua confiança eram as duas coisas que mais irritavam Rachel, além de certo ar de superioridade que ela sempre sentia vindo dele quando estava com ela.

Quando ele já estava longe o suficiente para não ouvir mais nada, Rachel finalmente coseguiu falar:

-Aah como ele me tira do serio!- Disse batendo os pés no chão e passando a mão pelo nariz, tentando limpar onde ele havia a tocado — Não o suporto nem um pouquinho! – Fez logo questão de expor sua opinião tão reversa sobre o segurança, na tentativa de amenizar a enorme raiva de Puck.

Ele sentia-se, de certa forma, traído por ela. Rachel também não podia pensar que ele fosse agir de maneira diferente se tivesse ao menos tirado algum tempo para pensar no que ele sentiria com tudo isso. Ao lhe dizer que não acreditava no amor, e que isso só servia para destruir as pessoas, Puck logicamente pensava que ela não fosse se envolver com mais ninguém. Até que ele mesmo a conseguisse convencer do contraio. Pela primeira vez ele acreditava estar amando alguém, mas desta vez era a menina que não acreditava no tal sentimento por qual todos somos movidos.

-Bom, não era isso que estava parecendo há alguns segundos atrás. — Puck disse agora mais calmo, apontando para a parede com uma sobrancelha erguida. Ele esperava uma boa explicação para isso, mesmo que deixando de lado os sentimentos que nutria por ela, se achava no direito de receber tal informação por ser seu amigo, pelo menos ele se considerava como um amigo de Rachel.

-Olha não é nada disso. – Ela disse respirando profundamente e chegando mais perto dele para que pudesse toca-lo. – Eu só estou usando ele. Tudo faz parte de um plano.

-Você usando alguém?- Ele disse passando a mão sobre o cabelo dela, colocando a franja da baixinha atrás da orelha. – Vejo que você pode ser mais perigosa do que parece, não é mesmo? – Ele riu, agora, se divertindo com aquilo. Podia tentar, mas não coseguia ficar bravo com Rachel por mais de 5 minutos. Isso o irritava. Porque tinha que gostar justamente da pessoa que não o vê como mais de um bom amigo?

-Eu já te disse que não sou a mocinha da historia. — Ela falou olhando para o chão e suspirando, antes de continuar. – Preciso sair daqui. Preciso me vingar de quem me colocou aqui, e também para cuidar da minha irmã. Já não me aguento sem noticias dela!

-Mas o que ele tem haver com isso? Como assim você vai usar o Hudson?- Puck falava sem entender o que estava acontecendo. Com a mais confusa das expressões estampada em seu rosto.

-Hoje- Ela respirou fundo, antes de continuar, procurando as palavras. – Depois de fazer meu telefonema, escutei uma briga dele com a Janaina. Não sei direito ainda o que pode ser, mas ele não esta aqui apenas pelo emprego. Disso eu tenho certeza- Ela falou agora se afastando um pouco de Puck. – Nos podemos usar essa coisa contra ele. Por isso estava tentando seduzi-lo, e não sei como, mas de alguma forma tirar essa informação dele e usar isso para conseguir o que eu quero, sair desse inferno. Todos tem um ponto fraco!- Não pode deixar de acrescentar — E eu estava quase conseguindo o que queria antes de você ter seu inacreditável ataque de ciúmes.

-Ah! Cale a boca Rachel! Podem existir maneiras muito mais fáceis de sair daqui do que fazer o que você estava fazendo. – Ele não pode controlar e mostrou toda a sua desaprovação para a ideia.

-Escute bem! Só eu posso decidir o que vou fazer com a minha vida. E se existe mesmo esse outro jeito de sair daqui, por que você continua aqui?!- Ela apontava o dedo indicador para ele, se mostrando autoritária e seria. – Cheguei há pouco tempo, mas já sei que não existe maneira mais fácil de sair daqui, e não vou jogar fora essa oportunidade que surgiu por puro capricho seu!- Ainda acrescentou, antes de abrir a porta de seu quarto. — Tenho que confessar que esperava mais de você. Achei que depois de saber tudo iria me ajudar. Mas não ouse entrar no meu caminho para me atrapalhar! Ouviu bem Puckerman?!

Depois de terminar seu longo discurso entro em seu quarto e bateu fortemente a porta na cara de Puck, sem nem ao menos se despedir, ela estava muito irritada. Mesmo assim ficou colada a porta para ouvir se Puck simplesmente iria embora, como achava pouco provável que fizesse, ou mudaria de ideia ao vê-la tão irredutível em relação ao assunto.

-Caralho Berry!- Ele deu um murro na parede- Sei que vou me arrepender disso, mas que se foda! Vou te ajudar porra! Abre essa porta vai!

Ela sorriu triunfante de mais uma vez conseguir o que queria. Ela realmente amava convencer as pessoas de que somente ela estava certa e vencer em qualquer coisa que fosse desde uma discutição a um joguinho estúpido. Então abriu a porta se jogando no colo de Puck e circulando suas pernas envolta do quadril dele.

-Obrigada! Obrigada! Obrigada!- Ela sorriu distribuindo beijinhos pela cabeça dele. – Apesar de estar certa desde o começo, fico feliz de ter meu melhor amigo do reformatório me ajudando nisso tudo!

-Cale a boca antes que eu resolva desistir de tudo!- Ele disse em tom de brincadeira.

Ela desceu do colo dele e praticamente o arrastou para dentro de seu quarto, estava extremamente ansiosa para poder pensar mais sobre o plano, ainda mais agora que contava com a ajuda de Puck, mesmo que contra o real gosto dele.

***

Após pagar a corrida do taxista Santana se dirigiu até o hall de entrada do edifício em que morava, havia alguns anos, desde que decidiu se mudar da Espanha para os Estados Unidos, depois de conhecer Rachel em uma colônia de férias para adolescentes e delas se tornarem rapidamente melhores amigas. A ideia inicial de vir sozinha e com tão pouco idade para outro país deixaram os pais da latina, extremamente aflitos. Só acabaram cedendo depois da incansável e até irritante insistência de Santana e por parte também de Rachel, que ligava direto para a casa dos Lopez para convencer a mãe da então melhor amiga a deixa-la ir. Ninguém conseguiria aguentar as duas pentelhas atormentando 24horas por dia a sua mente, sem acabar concedendo o que elas queriam. Por parte também queriam uma melhor educação para a única filha que a escola dos EUA poderia dar com toda a certeza. Só não acabaram se mudando junto por conta dos negócios da família, que exigiam que permanecessem na Espanha. Então ficou decidido que até que Santana fizesse 18 anos ela ficaria sobre a vigilância e os cuidados de uma espécie de baba. As visitas de sua mãe e seu pai eram e ainda são constantes. Santana também nunca deixou de ir para o seu amado país nas férias de verão. Santana subiu o elevador com Marley ao seu lado relembrando o fato e rindo sozinha de como ela e Rachel eram persistentes quando queriam alguma coisa. E agora que só faltavam duas semanas para o aniversario dela, Rachel não poderia estar ali para celebrar os 18 anos da amiga com grande estilo como com certeza fariam.

O elevador apitou a despertando de seus pensamentos. Então ela saiu apressadamente, não queria adiar por nem mais um minuto a conversa com Marley. Além do mais precisava dar um jeito em todos esses machucados da menina!

-Vamos pode entrar. – Ela disse abrindo a porta. – A casa é sua, só não repare na bagunça. Dei folga para a baba- Fez uma careta ao falar “baba” Tentou argumentar com sua mãe dizendo que já podia muito bem se cuidar sozinha, mas por mais que insistisse sua mãe não deixava que ela demitisse a mulher. – E a Brit ta aqui, então é bagunça dupla!

-Obrigada, não quero atrapalhar vocês- Marley sorriu timidamente completando. – Rachel me mete em cada uma! Onde já se viu atrapalhar o dia de vocês!

Antes que Santana pudesse responder e dizer que não ligava nem um pouco para isso, elas foram interrompidas por uma voz que vinha da cozinha.

-Santana é você?!

-Sim Brit! Sou eu, acabei de chegar meu amor. – Santana disse entrando na pequena sala de TV de seu apartamento.

O apartamento não era grande coisa, mas confortável o suficiente para duas pessoas. Não tinha muito luxo, e Santana não exigia nada disso. Era um lugar aconchegante e o lugar tinha sido todo decorado por ela mesma, é claro que com algumas opiniões de Rachel, que depois de sua teimosia habitual convenceu a amiga a mudar algumas coisas ou colocar outras no lugar. Rachel sempre ia se refugiar ali quando estava triste, precisando de ajuda ou simplesmente para uma festa do pijama.

-Ai meu deus Brit! O que você fez?- Santana falou vendo a namorada coberta por espuma.

Ela sorriu sem jeito antes de continuar a falar – É que eu resolvi lavar as roupinhas do Lord Tubbington na maquina e acabou transbordando tudo, não entendo por que. – Ela disse com uma cara confusa, coçando a cabeça em busca de alguma explicação para aquilo.

-Ai meu deus Brit! Tome mais cuidado da próxima vez. Você usou muito sabão em pó – A latina disse se aproximando e dando um beijo na boca de sua namorada.

- Bom eu acho que estou atrapalhando- Marley falou baixo já indo em direção à porta com a intenção de ir embora sem ser percebida, mas aquele tempo passou sozinha com Santana não tinha feito efeito nenhum, ela não aprendeu realmente sobre a tal persistência da latina. Se ela iria ajudar Marley, ela iria ajudar Marley e não tinha nenhum “mas” que a fizesse mudar de ideia quanto a isso.

Santana então se separou da namorada e foi correndo para passar na frente de Marley e bater a porta do apartamento.

-Você fica!- Ela disse apontando o sofá para Marley, que prontamente sentou. – Meu deus! O que eu fiz pra merecer a teimosia de duas Berry’s?!- Ela riu, e Brittany e Marley a acompanharam.

-Nisso Santana tem razão! – Brittany falou. – Você é teimosa igualzinha sua irmã!

-Meu amor eu sempre tenho razão!- Santana disse, já indo para a cozinha, antes que alguma das duas pudesse dar alguma resposta para aquilo, gritando em seguida. – Vou fazer chocolate quente! Brit fica de olho nela!

-Aiaia! Não liga pra Santana, isso é ego... – Fez uma expressão confusa ao não se lembrar como se pronunciava a palavra. – Como é mesmo?! Egocismo?!

Apesar de toda a dor e de tudo pelo que vinha passando, não pode deixar de soltar uma boa gargalhada com a confusão de Brittany.

Egocentrismo. – Marley disse ainda rindo. – Acho que você quis dizer egocentrismo!

-Isso mesmo! Nossa como fui me esquecer!- A loira disse dando um tapa em sua própria testa. – Santana vive tendo isso ai.

E assim as duas ficaram até que Santana voltasse trazendo os chocolates quentes e alguns biscoitos. Marley adorou ficar esse tempo na companhia de Brittany. As bobagens, por pura inocência que a loirinha falava a divertiam muito e estava servindo para que se esquecesse dos seus problemas pelo menos por algum tempo.

-Vamos conversar?- Santana disse se sentando ao lado de Marley e deixando a bandeja de biscoitos em uma mesinha de centro.

Notas finais
Genteee desculpa! Eu sei que todo mundo tava esperando a confissão da Marley nesse capítulo, mas acabou que eu me empolguei e escrevi demais e achei melhor deixar pro proximo a revelação. Também vou tentar falar mais sobre o passado da Rachel e também explicar mais sobre o Finn. Mas quero reviews hein? Preciso saber o que querem que eu mude ou melhore pra continuar ;) Eu já tenho o proximo capítulo quase pronto, se vocês comentarem eu posto logo. Beijinhos seus lindos!