Love is the only hope

2 Good Girls Go Bad


Notas iniciais
Desculpa pela demora pessoal :/ Sabe como é... Sofro de preguiça aguda kkkkkk' Enfim vamos ao capítulo! Desculpa por qualquer erro (:

Já haviam se passado algumas semanas desde a chegada de Rachel ao reformatório que para ela, na verdade, já pareciam séculos. Não podia acreditar que havia ido parar ali por tentar ajudar sua família de um jeito tão estúpido. Ela continuava tendo sonhos que envolviam mortes e tiros praticamente todos os dias e isso a atormentava muito. Será que nunca conseguiria afinal se livrar de toda essa culpa que sentia?

Já estava morrendo de saudade de sua casa. Mas não se enganem, não era como se ela tivesse um “lar” com todo o sentido literal que a palavra trás consigo. Desde pequena as coisas não eram muito fáceis para Rachel. Seu pai era um bêbado e sempre brigava com a mãe dela. Rachel teve que aprender a ser forte e resistir a tudo desde muito cedo. Aprendeu a guardar o que estava sentindo e sofrendo apenas para si mesma, para assim proteger sua mãe e sua irmã mais nova.

Sentia muita falta de Santana, sua melhor amiga, e até do modo como à latina conseguia tira-la do serio em questão de segundos apenas com algumas bobagens que dizia. Também sentia falta de Marley. Temia que a irmã mais nova não conseguisse se proteger dele, já que agora ela não estava mais lá para ajudar e defender a irmã. A única coisa boa naquele lugar estava sendo ser amiga de Puck. Ele era bem influente e conseguia contrabandear praticamente tudo para dentro do reformatório. Pensando nisso Rachel fez uma nota mental para lembrar pedir para que ele lhe arrumasse um celular. Santana já devia estar surtando sem as respostas para as sms’s que, com certeza, teria mandado.

Estava agora sentada em uma espécie de arquibancada de frente para a quadra de esportes pensando se haveria alguma maneira de escapar do reformatório. Estava na sua grade de horários que atividade física era obrigatória para todos os internos do reformatório pelo menos uma vez por semana, então mesmo odiando esportes ela teve que naquela cinzenta manhã de terça feira acordar cedo para pratica-los.

-Tendo sonhos românticos comigo?- Rachel se assustou com a chegada repentina de Puck, despertando-a de seus pensamentos. Ela realmente não conseguia entender como ele podia ser tão silencioso ao se aproximar. Era impressão dela ou agora ele a perseguia?

-Ooh Meu Deus! Como pude deixar você perceber?- Ela disse fingindo estar decepcionada- Tenho que confessar que você não sai mais da minha cabeça!- Colocou uma de suas mãos na testa jogando o corpo um pouco para trás.

-Bom... O que eu posso fazer? Sou totalmente irresistível- Ele sorriu — Costumo causar esse efeito nas garotas.

-Vejo que eu também fui atingida!- Ela disse dando um pequeno empurrão na cabeça dele. – Agora não tem mais jeito...

-Bom quem sabe eu não posso recompensar esse efeito tão avassalador?- Dizendo isso se aproximou de Rachel.

Estavam tão próximos que podiam sentir a respiração pesada um do outro. Puck transmitia certo calor a Rachel, que podia sentir o coração batendo acelerado em seu peito. Naquele dia tão frio e melancólico, o calor vindo de Puck era bem vindo por ela.

Ter ela tão próxima dele assim o deixava completamente louco. Não estava mais aguentando uma mínima distancia entre eles, então ele se aproximou ainda mais para selar os lábios em um beijo.

-E-Eu não posso — Ela disse colocando suavemente uma mão sobre os lábios de Puck, e se afastando dele. – É melhor não tentarmos mais nada parecido novamente. Afinal não quero me machucar e muito menos acabar machucando você.

-Você me machucando?!- Ele disse debochando. — Você esta mais para a mocinha da historia do que vilã.

- E se eu não fosse à mocinha da historia? Você nem ao menos sabe o que eu já fiz. – Falou olhando para o chão tentando controlar as lagrimas.

-QUE SE FODA!- Falou levantando o tom de voz. — Aposto que você não fez nada tão pior do que qualquer um aqui dentro dessa desgraça de lugar! – Levantou bruscamente chutando uma cadeira que estava na frente deles. Isso atraiu alguns olhares curiosos de alunos que também estavam ali esperando pela aula. – Se quer saber já estou aqui pela segunda vez!

-Essa não é a questão Puck!- Ela levantou-se também- Eu só não quero amar você e depois acabar me destruindo- Segurou o braço dele, o fazendo encara-la. – O amor destrói, e ser amado é ser destruído.

Rachel aprendeu isso da pior forma possível. Perdendo todos aqueles que ela amou um dia. Por isso hoje não se permite apaixonar por ninguém.

Puck ficou encarando-a tentado assimilar aquilo que tinha acabado de ouvir. Fazia sentido, mas aquilo o deixou ainda mais curioso sobre o que ela poderia ter feito para vir parar ali. Os dois foram interrompidos por um barulho estridente de um apito.

-VENHAM LOGO PARA A QUADRA SEUS PERDEDORES DE MERDA! ESTÃO ESPERANDO O QUE!? – A professora de educação física gritava com seu megafone, fazendo com que todos dali parassem para prestar a atenção.

-Bem vinda ao inferno. — Puck disse perto da orelha de Rachel, provocando um arrepio pelo corpo da menina. – Isso é só o começo. – Sorriu sarcástico- Boa aula com a adorável Sue Sylvester.

***

Virou mais uma esquina e...

Bingo! Estava exatamente no local combinado. Finalmente tinha conseguido achar o tal barzinho onde tinha que tratar de seus assuntos. O lugar fedia a bebida e cigarros. O som alto da musica, junto com as conversar paralelas, atormentavam seus ouvidos. Mas entrando no bar recebeu uma onde de calor muito bem vinda. O frio que fazia lá fora não estava nada agradável. O ambiente era escuro e alguns casais aproveitavam disso.

Começou uma busca pelo lugar, tentando ver onde ele estaria sentado. Foi então que o viu. Claro, estava sentado na mesa mais “escondida” do local, em um canto do bar onde não chamaria muito a atenção das pessoas daquele lugar.

Ajeitou o terno e checou o cabelo, passando as mãos para acertar o penteado desfeito pelo capacete da moto. Então foi se aproximando lentamente da mesa onde ele estava sentado.

Onde esta o dinheiro?- Um homem com voz grossa perguntou assim que ele chegou perto o suficiente da mesa para que pudesse ouvir.

-Também fico extremamente feliz em vê-lo. — Falou sarcasticamente sorrindo e estendendo a mão para o homem.

O Gesto foi ignorado pelo homem a sua frente. Então ele recolheu a mão e se sentou na cadeira.

-Imaginei mesmo que o senhor fosse querer saber. Já dei um jeito na menina, está tudo sobre controle. E aqui está... — Afastou um pouco a cadeira para que pudesse abrir uma parte do zíper da mochila que carregava e mostrar o conteúdo que havia dentro dela. — O dinheiro- Completou a frase diminuindo o tom de voz e olhando para ver se não estavam sendo observados por ninguém.

-Ótimo. Não quero mais problemas. Já basta o que esse moleque deu de problemas para a gente!- Soltou um gruído impaciente.

-Não vai se repetir. Vamos ter mais cuidado ao negociar da próxima vez. — Ele garantiu ao homem fechando a mochila em seguida. — Agora tenho que ir para não me atrasar

***

-SAI DE CIMA DE MIM SUA VADIA!- Camille gritava ao ser atacada com mais um tapa de Rachel.

-APRENDE A NÃO SAIR FALANDO DO QUE NÃO SABE SUA RECALCADA!-Rachel praticamente cuspia as palavras da boca enquanto dava mais alguns tapas na cara de Camille e a arranhava com suas unhas.

Tudo tinha acontecido muito rápido. Em um instante Rachel estava concentrada fazendo os exercícios mandados por Sue e no outro já estava em cima de Camille. Ela ouviu a loira comentando que ela não passava de uma vadia atirada e que estava dando em cima de Puck para se dar bem ali. Rachel nunca foi muito de brigar, mas não iria admitir que já começassem a falar mal dela naquele lugar, então partiu para a briga.

-VOCÊ VAI TER O QUE MERECE QUERIDINHA!- Camille disse se virando e ficando agora por cima de Rachel, então tirou uma faca do cinto de sua calça e começou a cortar bem devagar o pescoço dela.

Ela tentava não gritar e suportar a dor do corte perfurando sua pele. Rachel já sentia o sangue escorrendo, deixando uma mancha escarlate pela sua blusa. Os alunos que estavam em volta já tinha feito uma rodinha e observavam a briga das duas.

- PAREM VOCÊS DUAS! ASSIM VÃO ACABAR SE MATANDO!- Sue gritava tentando arrumar algum jeito de controlar a briga.

Camille agora arranhava Rachel e a cortava ainda mais com a faca, já Rachel puxava o cabelo da loira e acabou conseguindo jogar a cabeça da menina contra o chão.

-RACH-RACHEL?! ESTÁ MALUCA GAROTA?!- Puck chegou tentando separar a briga e a segurando.

-ME LARGA! ME LARGA! EU VOU ACABAR COM ELA. – Rachel esperneava presa pelos fortes braços de Puck.

-VEM AQUI ENTÃO QUE EU ACABO COM VOCÊ PRIMEIRO! ISSO VAI TER TROCO! — Camille gritava já sendo arrastava por um segurança que a levava para a enfermaria.

- Olha só o que você fez... — Puck disse a colocando no chão e passando suavemente a mão sobre as maçãs do rosto da baixinha.

- Não tive culpa! Aquela vadia!- Rachel falava nervosa.

-O que está acontecendo aqui?!- Um homem alto, com olhos cor de mel e muito bonito, Rachel não pode deixar de notar, se aproximou para tentar resolver a confusão.

-Agora já esta tarde Hudson! Onde você estava?! Atrasado pela segunda vez essa semana! Jana- Sue falava até ser interrompida por ele.

-E-Eu sei! Janaina não vai gostar nada disso... — Finn completou a frase dela sem nenhuma paciência. — Vamos você vem comigo até a enfermaria- Completou agarrando o braço de Rachel e a levando para longe dali.

***

Como você está?- Finn perguntou molhando um algodão no antisséptico.

- Ótima. Maravilhosamente bem! Não esta vendo? – Disse apontando para os cortes em seu braço. — Alias recomendo muito que você peça pra alguém te cortar com uma faca. A sensação é muito boa. — Sorriu irônica olhando para ele.

Finn não era enfermeiro, mas devido ao corte de gastos com funcionários, estava agora encarregado desta função, e também por seus atrasos acabou tendo que de segurança virar enfermeiro.

Ele apenas deu risada e se aproximou dela com o algodão encharcado. Estava claro que algo a mais estava surgindo entre os dois. Rachel se sentia atraída por Finn, de um jeito diferente de Puck, ela não sabia como. Sem saber Finn também sentia a mesma coisa.

-Ai!- Rachel falou fazendo uma careta antes mesmo que ele encostasse o algodão em seu rosto.

-Porque fazer essa cara antes mesmo de saber se ia doer?

-Não enche, só acaba logo com isso!- Ela disse irritada.

-Olha aqui não preciso ficar escutando você reclamar garota! Tenho mais o que fazer!- Ele levantou o rosto dela, para que ela o olhasse nos olhos e depois passou o algodão pelo ferimento.

-Não preciso de ninguém cuidando de mim!- Ela disse desviando o rosto de perto das mãos dele.

Antes que ele pudesse dar uma resposta para ela, eles foram interrompidos por Janaina, a coordenadora do reformatório.

-Hudson, eu preciso falar com você. Em cinco minutos na minha sala. – Ela disse ríspida. — E você procure não entrar mais em nenhuma confusão. — Disse olhando para Rachel. — Da próxima vez não vou ser tão boazinha e vou cortar sua ligação da semana.

-Eu tenho uma ligação da semana?- Rachel perguntou ansiosa.

-Sim, apenas 15 minutos. É melhor se apresar para não perder.

***

Rachel ficou parada em frente ao telefone durante alguns minutos pensando para quem ligaria. Enfim decidiu. Pegou o telefone e discou o numero, esperando ansiosa a cada toque do telefone.

-Alo?- A pessoa disse ao outro lado da linha.

Notas finais
Pra quem sera que a Rachel ligou? kkkkk' Espero que tenham gostado :) reviews?