Love is so unpredictable

8 Every act has consequences....


Notas iniciais
Cheguei!!! U.u E tenho alguns recadinhos, por favor leiam :) 1 - O cap esta enoooorme, e o próximo provavelmente estará assim também! E ele será decisivo :) 2 - A musica realmente é da banda, aqui esta um dos links dela < https://www.youtube.com/watch?v=jBL9ht7D-hU > escolhi esse, vão entender o porque ;) 3 - Eu fiz um trailer pra Fanfic!! *-* Isso mesmo! E espero que gostem *-* Vou deixar o link aqui >> https://www.youtube.com/watch?v=xbHZ1dV2suE

Emma acordou ouvindo batidas na porta.

Já ia pedir para entrarem quando se lembrou de que á havia trancado.

Suspirou levantando-se sentindo a cabeça doer.

Destranco-a e voltou para debaixo das cobertas, seja quem fosse não queria encarar ninguém tão cedo.

– Emma? – Chamou David.

Gemendo de frustração descobriu a cabeça e encarou o pai olhando-a com as sobrancelhas franzidas.

– Bom dia? – Perguntou David sem ter certeza.

– Quase lá... – Sorriu fracamente.

– E como foi a festa? – Perguntou.

Diante da pergunta Emma quase derramou mais lagrimas, mas se obrigou a engolir o choro – Foi ótima, me diverti – Respondeu se sentando.

– Que bom –Sorriu para a filha – Sua mãe esta chamando para tomar café.

– Na verdade não estou com fome, estou com dor de cabeça, vou dormir mais um pouco, depois como alguma coisa – Periferia morrer a encarar a mãe agora.

– Tudo bem. Tome um remédio então, e descanse – Se despediu sorrindo e deixou o quarto fechando a porta atrás de si.

Assim que a porta se fechou Emma afundou no travesseiro esperando morrer, ou que no mínimo tudo não tivesse passado de um sonho e fosse acordar a qualquer momento.

Emma só percebeu que havia dormido novamente quando foi despertada pelo barulho do celular tocando.

– Oi... – Atendeu meio grogue.

– Emma? – Chamou Regina do outro lado da linha.

– Sim? – Disse sentando-se e checando as horas, era quase hora do almoço.

– Tudo bem? Você foi embora sem avisar ninguém, ficamos preocupados.

Emma encarou a porta e lembranças da noite passada lhe vieram à mente. Ela não queria mentir, mas também não queria encarar a verdade.

Sua mente estava uma bagunça.

– Emma? Está ai?

– Estou... Tudo bem sim – Tentou fazer com que soasse verdade.

– Tem certeza? Perguntei para Neal se ele te viu e ele ficou estranho, saiu sem falar nada... Aconteceu alguma coisa? Você sumiu da festa... – Regina estava preocupada com a amiga.

Quando não a viu mais na festa achou que talvez tivesse ido dormir e achou melhor não incomodar, mas quando acordou e foi procura-la e não e a encontrou estranhou.

Perguntou para os amigos se eles á tinham visto, mas nenhum sabia nada dela, e quando perguntou para Neal ele ficou todo estranho.

A simples menção do nome de Neal fez o coração de Emma disparar – Não, não aconteceu nada... – Nada alem do fato de eu ter ido pra cama com o seu irmão, completou mentalmente.

– Tudo bem então... – Regina não estava realmente segura que estava tudo bem, mas se amiga não queria contar entenderia – Nos vemos segunda! Espero que tenha gostado da festa! – Emma podia ouvir o sorriso por trás da voz e odiou estar mentindo para ela.

– Eu adorei! Obrigada! – Agradeceu verdadeiramente.

– Não por isso. Beijos! Ate!

– Ate...

“Nos vemos segunda” Repetiu Emma com um gemido. Como conseguiria encarar Neal segunda?

A resposta era obvia, não conseguiria!

Após tomar um banho e decidir que não poderia passar a vida toda trancada dentro do quanto, resolveu descer para almoçar e encarar de uma vez seus pais.

– Olha quem finalmente resolveu dar o ar da graça! – Brincou David assim que a filha entrou na cozinha.

– Boa tarde pai – Tentou sorrir.

– E como estamos? – Perguntou a filha se referindo à dor de cabeça.

– Melhor.

– Que bom – Sorriu.

– Onde esta mamãe? – Perguntou sentando-se a mesa e se servindo.

– Foi trocar o Oliver.

– Voltamos! – Cantarolou Mary Margaret entrando com um Oliver risonho no colo.

– Vem cá garoto! – Disse David pegando o filho dos braços da esposa.

– Emma, seu pai disse que não estava se sentindo bem. Melhorou? Quer que eu pegue algum remédio?

– Era só uma dor de cabeça, mas já melhorei – Sorriu.

– Ahh Oliver! É pra comer, não brincar! – Exclamou David enquanto tentava dar de comer ao filho que cuspia tudo pra fora achando graça.

– Quer que eu de pra ele? – Perguntou Mary Margaret rindo do marido.

– Não, pode deixar – Respondeu tentando dar mais uma colherada ao garoto que virava o rosto e tentava pegar a colher – Ahh como você faz? Amarra ele?

Emma estava observando os pais, e invejava o amor deles, não se lembrava de uma única vez que os vira brigando. Perguntava-se se algum dia teria um amor como aquele.

E assim se passou o resto do fim de semana, dando lugar a uma segunda-feira nublada. Parecia que o tempo refletia o humor de Emma.

Levantou de manha decidida a não ir ao colégio.

Desceu e encontrou sua mãe na cozinha.

– Bom dia.

– Bom dia! – Mary Margaret encarou as roupas da filha e franziu as sobrancelhas – Não vai ao colégio?

– Não. Não estou me sentindo muito bem – E era verdade, não estava mesmo, estava tão angustiada que se sentia quase doente.

– Achei que tivesse melhorado... Não foi alguma coisa que comeu?

Por um momento sua mente perturbada deu outro sentido à frase e sentiu seu rosto queimar.

– Talvez... – Choramingou afastando o pensamento infeliz – Já vai passar – Assim espero... Deu um pequeno sorriso.

– Tomara! Estava querendo levar Oliver ao parque mais tarde. Quer vir junto?

Emma pensou em não aceitar, mas o que iria ficar fazendo? Ficar no quarto se martirizando pela burrice que fez? Acabaria enlouquecendo assim.

– Quero sim – Mal terminou de falar e ouviram um choramingo.

– Deixa que eu pego ele – Disse Emma.

Enquanto subia as escadas sentiu seu celular vibrar e viu que tinha uma ligação não atendida de Belle.

– Hey garoto! – Chamou enquanto pegava o irmão no colo.

Caminhou ate seu quarto e sentou-se na casa para retornar a ligação quando seu celular voltou a tocar.

– Alo

– Emma!

– Oi Regina.

– Não vai vir ao colégio? – Emma podia ouvir vozes ao fundo, imaginou que estaria no estacionamento.

– Não... Não acordei muito bem — Isso pelo menos não era mentira.

– Esta doente? – Perguntou preocupada.

– Não, é só uma dor de cabeça mesmo.

– Okay então, melhoras! – Sorriu.

– Obrigada

– Ate amanha, vou indo aqui, o sinal bateu.

– Okay, ate. Beijos.

– Beijos!

– Hey Oliver, isso não é de comer – Falou para o irmão que estava colocando seu cabelo na boca.

– Vem, vamos te dar comida de verdade. E é pra comer! — Tirou seus cabelos da mão do pequeno e se levando deixando o quarto.

E mais um dia se foi, trazendo uma terça-feira ainda mais escura que o dia anterior.

Emma levantou choramingando, não poderia faltar mais. O que ia falar agora? Que estava morrendo? Se bem que era quase isso.

Mal conseguiu tomar café tamanho era sua ansiedade, e enquanto dirigia para o colégio sentia suas mãos geladas e suando frio sob o volante.

Quando estacionou quase deu meia volta, mas agora já estava ali, e seria ridículo fazer isso.

Desceu do carro batendo a porta com força, e caminhou ate onde seus amigos costumavam ficar. Quando os avistou travou diante da cena e sentiu o chão afundar ao seu redor.

La estava Neal... Com Tâmara... Sorridentes, como se aquela noite nunca tivesse acontecido, como se tudo fosse fruto da sua mente.

Sentiu seus olhos arderem, mas diferente das outras vezes eram lagrimas de ódio. Pela primeira vez em sua vida sentiu que poderia odiar Neal.

Enxugou os olhos com força e engoliu o choro. Se ele queria fingir que aquilo não aconteceu e não significou nada, ela podia fazer o mesmo.

Respirou fundo e voltou a caminhar.

Neal observava Emma caminhar ate eles, e sentiu seu coração acelerar.

Após acordar e não encontrar Emma se sentiu um cretino. Tanto com ela quanto com Tâmara.

Pensou em ligar para ela, mas falaria o que? Pediria desculpas? Isso parecia ridículo ate para ele. E ela provavelmente não queria falar com ele.

Já estava enlouquecendo se fazer nada, quando resolveu que o melhor era conversar com Tâmara, afinal devia uma explicação á ela.

Mas começou a se explicar e ela o interrompeu falando que o perdoava, que o amava e que com certeza Emma que havia dado em cima dele.

Neal tentou dizer que as coisas não eram assim, e queria contar tudo o que aconteceu, mas a garota não ouvia, só dizia que o amava e que não queria perde-lo por causa de uma invejosa.

Não importava quantas vezes ele tentasse falar que a culpa não era de Emma, a garota não entendia.

Foi embora sem realmente ter explicado nada, e se sentindo pior que quando chegou.

Na segunda esperou Emma, mas ela não apareceu, o deixando mais nervoso ainda, pensou em ligar, mas logo desistiu. E também tinha Tâmara, que estava sendo mais grudenta que de costume.

E agora Emma estava ali, encarando-o com olhos acusadores e magoados.

– Hey Emma! Esta melhor? — Perguntou Regina abraçando a amiga.

– Estou sim – Sorriu.

– Ficamos preocupados – Disse Will ao lado da namorada.

– Desculpe – Mas terminou de dizer e o sinal soou.

– Bem, nos vemos depois! – Despediu-se Robin caminhando para a entrada do prédio, sendo acompanhados dos amigos, deixando Emma, Neal e Tâmara para trás.

– Tâmara, vai na frente – Disse Neal encarando Emma.

– Vê se não o agarra de novo! – Disse ironicamente antes de deixa-los sozinhos.

Emma fuzilou-lhe as costas enquanto se afastava.

– Emma... – Chamou Neal fazendo-a desviar o olhar para ele.

– Precisamos conversar.

– Precisamos... – Concordou. Emma já espera que seria algo assim.

Caminharam ate uns banquinhos e sentaram-se.

– Eu... Queria me desculpar. Aquilo foi um erro... – Começou Neal se obrigando a colocar as palavras para fora. Sabia que elas soavam como as palavras de um canalha, mas ele não conseguia achar outra forma de fazer aquilo. Não queria perder sua amizade, não queria perde-la. E se dissesse que a amava com certeza era isso o que aconteceria.

Ouvir aquilo doeu mais do que Emma imaginou, bem no fundo, num cantinho desprotegido de sua mente ela ainda esperava que ele falasse que a amava.

– É só isso? Bem, temos que ir pra aula – Disse Emma levantando-se, sem deixar nada transparecer em sua expressão.

– Emma, por favor... – Disse Neal agoniado.

– É só isso? – Perguntou de novo com a voz dura.

– É... – Suspirou.

– Ótimo. Vamos pra aula que estamos atrasados– Disse e seguiu para o prédio sem espera-lo, enquanto sentia as primeiras lagrimas embaçarem sua visão.

E assim seguiu o resto da semana, Emma tentava agir o mais normal que podia, mas no fundo estava extremamente machucada e magoada. Evitada Neal o máximo que podia.

Não sabia se era coisa de sua mente mais parecia que Tâmara estava ainda mais grudenta, sentia como se ela estivesse esfregando na sua cara que Neal nunca a amaria. E isso além de magoa-la á deixava extremamente irritada. Tinha vontade de soca-los ate que toda a raiva e dor saíssem de dentro de si.

Neal percebia que Emma se distanciava cada vez mais, e isso o machucava profundamente. Erra exatamente isso que temia que acontecesse. Mas o que ele podia fazer?! Sentia-se frustrado e por vezes tinha vontade de agarra-la e dizer que a amava mais que tudo.

DOIS MESES DEPOIS.

As coisas continuavam a mesma, ou ate pioraram.

Neal se sentia péssimo e frustrado por ter perdido Emma e não saber o que fazer, e ao mesmo tempo se sentia culpado por ter traído a namorada, fazendo que com que fosse mais carinhoso com ela para compensar.

Emma não suportava olhar para o casalzinho feliz, podia jurar que ate enjoada ficava.

Na verdade, ultimamente tudo a deixava enjoada. Como agora.

– Emma, se continuar assim vamos leva-la ao medico! – Disse Mary Margaret vendo a filha colocar mais uma vez o almoço para fora.

– Eu não sei o que esta acontecendo... – Choramingou enquanto lavava a boca.

– Eu vou fazer um chá, e se não melhorar amanha mesmo vamos ao medico.

Após beber o chá e se sentir um pouco melhor, resolveu ir ate a farmácia ver se encontrava algo que deixasse a comida em seu estomago.

Enquanto passava pelas prateleiras seus olhos pousaram sob uma pequena caixinha, e sentiu todo o sangue deixando seu rosto.

Sentia o ar fugindo de seus pulmões enquanto as letras brilhavam como luzes de neon diante dos seus olhos. “Teste de Gravidez”.

Encarou a caixa de olhos arregalados enquanto contava mentalmente, e quase desmaiou quando percebeu que estava há dois meses atrasada. Com as mãos tremulas pegou a caixinha e foi ate o caixa pagar.

Já em casa, sentada em sua cama encarava o teste que acabara de fazer pousado em cima da pia, sem ter coragem de ir ver o resultado.

Se estivesse grávida não sabia o que iria fazer. Seus pais a matariam.

Suspirando fundo caminhou a passos lentos e por um minuto se sentiu morrer quando seus olhos arregalados de pânico encararam os dois pauzinhos.

Grávida.

Estava grávida... Grávida de Neal!

O que faria agora?!

Não conseguia pensar em nada, sua cabeça dava voltas e voltas. A única palavra que vinha em sua mente era “Grávida”

– Emma! – Deu um pulo assustando-se quando ouviu sua mãe gritando.

– Já vou! — Gritou de volta, jogando o teste dentro de uma gaveta e correndo escada abaixo.

– Tudo bem? Você ta pálida! – Disse Mary Margaret à filha.

– Estou sim – Sua voz soou estranhada aos seus ouvidos.

– Tem certeza? – Sondou franzindo as sobrancelhas.

– Tenho – Engoliu em seco.

– Okay... Eu vou ao mercado, quer vir ou prefere ficar? – Perguntou enquanto arrumava Oliver no carrinho.

– Vou ficar – Tinha muitas coisas em que pensar.

– Tudo bem, não demoro. Qualquer coisa me ligue.

Assim que Mary Margaret saiu Emma voltou ao quarto e pegando novamente o teste sentou-se na cama.

– Grávida... – Murmurou em voz baixa vendo como a palavra soava estranha.

Olhou para baixo e encarou a barriga que mal aparecia.

Como falaria aquilo para os pais? Sentia-se envergonhada.

Não podia simplesmente chegar e falar “Então pai, mãe, eu fui pra cama como uma qualquer com meu melhor amigo que é comprometido, e agora estou grávida”

Estaria pedindo para morrer se falasse isso.

Neal... Neal! Ele disse que tudo havia sido um erro, e já deixou mais do que claro que não significou nada, como falaria agora que esse “erro” trouxe consequências?

Consequência que não a deixava se alimentar... Pensou não conseguindo evitar abrir um pequeno sorriso.

– Emma! – Percebeu que havia dormindo quando foi despertada por sua mãe a chamando.

Levantou e cambaleando guardou o teste que ainda segurava e desceu para o andar de baixo.

– Mãe? – Chamou

– Na cozinha!

– Me ajuda a guardar as comprar – Disse quando ouviram um chorinho – Melhor, olha o Oliver para eu guardar – Riu.

Emma pegou o pequeno do carinho e encarou seus grandes olhos azuis, que a olhavam com curiosidade.

E se pegou pensando que cor seria os olhos de seu filho.

Seu filho... Isso soava tão estranho, e ao mesmo tempo tão... Grande?

– Emma? – Chamou Mary Margaret observando a filha que parecia longe.

– Sim? – Disse saindo do transe.

– Seu celular esta tocando.

– Ah...

–Oi? – Atendeu enquanto brincava com os dedinhos do irmão.

– Emma, é o August.

– Ahh, oi! Tudo bem? – Sorriu contente.

– Tudo sim! E você?

– Bem... – Respondeu arrumando Oliver no colo.

– Esta ocupada agora? – Emma podia ouvir uma musica baixa ao fundo.

– Não, pode falar!

– Queria saber se quer ir a um show, uma banda muito boa vai estar na cidade. Um dos vocalistas é amigo meu e consegui ingressos.

– Um show? Não sei... – Não estava com animo para sair.

– Ah vamos! Não quero ir sozinho... Prometo que se não gostar, te trago embora na mesma hora que pedir! – Sabia que ele falava serio. Resolveu aceitar, talvez fosse bom, e ia se distrair um pouco.

– Tudo bem, eu vou! Quando é?

– Amanha a noite – Sorriu – Passo pra te pegar as oito!

– Estarei pronta!

– Ate logo!

– Ate...

– Mãe, tudo bem eu sair amanha a noite? – Perguntou se sentando a mesa e colocando Oliver sentado na beirada da mesma.

– Claro, sem problemas! – Sorriu para a filha – Com quem? – Perguntou segurando um sorriso que se formava em seus lábios.

– Com August... – Respondeu estreitando os olhos para a mãe.

– August é...

– Não é nada disso – Revirou os olhos.

– Eu não disse nada! – Exclamou Mary Margaret rindo da filha.

– Sei...

Emma terminou de se arrumar encarando seu reflexo no espelho, quando involuntariamente seu olhar desceu ate sua barriga e se perguntou quando começaria a aparecer.

– Emma, ele chegou! – Ouviu seu pai gritando.

Deu uma ultima olhada no espelho e desceu, encontrando seu pai parado no meio da sala com os braços, e ao lado sua mãe risonha.

– O que foi? – Perguntou estranhando.

– Seu pai quer lhe fazer uma pergunta – Riu.

Emma encarou o pai com a testa franzida – Então faça.

– Esse garoto... Ele é seu... Namorado? – Perguntou David com a voz ameaçadora, fazendo a mulher soltar uma pequena gargalhada.

– Quem? August? Não! Ele é só meu amigo... Da onde tirou isso? – Perguntou revirando os olhos diante da postura do pai, que continuava de braços cruzados.

–Eu disse a ele Emma. Mas você conhece seu pai...

– Ele é só um amigo pai, apenas isso... – Tranquilizou-o.

– Tudo bem então... – Disse David suavizando a expressão e descruzando os braços.

A cena seria trágica se não fosse cômica.

– Hum... Okay. Então já vou!

Despediram-se e Emma saiu logo encontrando August no carro.

– Sem moto? – Perguntou entrando no carro.

– Achei que hoje seria melhor um carro.

– Acho que sim – Sorriu — Desculpe a demora. Meu pai estava dando um ataque de ciúmes – Revirou os olhos.

– Ciúmes? – Perguntou August acelerando o carro.

– Sim, perguntou se estávamos namorando – Falou fazendo August rir.

– Então, como é o nome da banda? – Perguntou Emma minutos depois.

– The Enemies. É muito boa! Coloquei umas musicas deles no CD que te dei.

– Qual delas? – Perguntou tentando se lembrar dos nomes que havia no CD.

– Suntain, Pretty Valentine...

– Wow! Me lembro. São realmente ótimas! – Exclamou sorrindo.

– Tenho certeza que vai gostar- Disse enquanto estacionava o carro.

Entregaram os ingressos na portaria e entraram.

O lugar já estava praticamente lotado, e Emma deu graças a Deus por que seus ingressos serem para o camarote.

Pouco minutos depois, as luzes se apagaram e logo a banda estava subindo ao palco.

Luzes coloridas eram lançadas para todos os lugares, e os primeiros acordes da guitarra eram ouvidos.

Are we alone?

Será que estamos sozinhos?

Forever finding our way home?

Para sempre encontrar o nosso caminho de casa?

Or have we lost the skill to navigate this course?

Ou temos perdido a habilidade para navegar neste curso?

Still we try, to keep ourselves alive.

Ainda tentamos, para nos mantermos vivos.

For reasons why, others will get left behind.

Por razões pelas quais, os outros vão ficar para trás.

Might have known you'd be my savior

Devia saber que você seria meu salvador

When I'd fallen out of favor

Quando eu tinha caído em desuso

Might have known you'd be my savior

Devia saber que você seria meu salvador

You saved this perfect stranger

Você salvou este perfeito desconhecido

– Qual o nome da musica? – Perguntou Emma gritando para ser escutada.

– Perfect Stranger – Gritou August de volta.

– Ela é linda! – Sorriu Emma.

Who we are all comes down to what we know,

Quem somos tudo se resume ao que se sabe,

Who we become, surely time will tell us when to run,

Quem nos tornamos, certamente o tempo nos dirá quando correr,

– Esta vendo aquele com a guitarra, cantando no canto esquerdo? É Colin, o meu amigo!

Emma procurou com o olhar e o achou.

– Quando acabar vamos lá e talvez consigamos um autógrafo! – Piscou pra ela.

Or walk in the light

Ou caminhar na luz

The warmth just feels so right,

O calor só se sente tão certo,

The question Burns

A questão queima

Never know which way to turn

Nunca se sabe para onde se virar

All we stand for, all we know.

Todos nós defendemos, todos nós sabemos,

Where we come from, where we go.

De onde viemos, para onde vamos.

Assim que os últimos acordes enceraram a musica gritos e assovios foram ouvidos enquanto outra canção iniciava.

A cada musica as pessoas estavam mais animadas e a agitação e os gritos só aumentavam.

A mistura de luzes piscando loucamente e o movimento das pessoas pulando estavam deixando Emma tonta e com falta de ar.

– August, eu não estou me sentindo bem – Disse Emma agarrando o braço do amigo.

– O que? Não estou conseguindo ouvir – Gritou August se abaixando para ficar na mesma altura da garota.

– Eu não estou... — Começou a dizer quando tudo ficou escuro

–Emma! Emma acorde! – Escutou uma voz a chamando, mas a voz parecia estar muito longe.

– Emma! – Sentiu tapinhas em seu rosto e finalmente abriu os olhos, os fechando logo em seguida quando as luzes os queimaram. Piscou algumas vezes ate se acostumar com a claridade.

– Finalmente acordou! – Exclamou August ajoelhado ao seu lado.

– O que aconteceu? Onde estou? – Perguntou confusa olhando ao redor, percebendo que estava deitada em um sofá.

– Na minha casa. Quando desmaiou não sabia o que fazer então te trouxe pra cá. Sente-se melhor? – Perguntou vendo como a amiga estava pálida.

– Estou – Respondeu sentando-se – Foi só um mal estar.

– Mal estar?! Parecia morta! Ainda bem que eu estava de carro – Disse sentando-se ao lado dela.

– Já estou melhor. Obrigada – Sorriu fracamente.

– Tem certava? – Perguntou August incerto – Quer ir ao hospital, ou ligar para seus pais, não sei...

– Não! – Exclamou Emma rapidamente. Se fosse ao hospital lhe diriam o que ela já sabia e se ligarem para seus pais, bem, daria na mesma. E isso era tudo o que ela menos queria no momento.

– Como assim não? – Perguntou não entendendo o comportamento de Emma – Você pode estar doente, sei lá... Mas seja o que for tem que saber.

Emma encarou o amigo com um olhar torturado e desesperado e quando percebeu as palavras pularam de sua boca a fazendo arregalar os olhos – Estou grávida.

Por uma momento o silencio por completo, mas se ouviam respirações na sala.

– Desculpe Emma, mas acho que eu entendi errado... –

– Eu estou grávida... – Repetiu encolhendo os ombros.

– Caramba... – August disse a palavra pausadamente.

– Eu sei, eu sei... – Choramingou Emma colocando a cabeça entre os joelhos e puxando os cabelos.

– Seus pais já sabem? — Perguntou encarando as costas da garota.

– Claro que não, eu estaria morta agora! – Disse com a voz abafada.

– E... O pai? Ele sabe?... Quem é o pai Emma? – Perguntou desconfiado.

– Neal – Murmurando quase inaudivelmente

– Quem? – Perguntou August sem entender.

– Neal! – Exclamou levantando a cabeça para ver a expressão do garoto – E não, ele não sabe. Na verdade ninguém sabe... Descobri ontem.

– Eu nem sei o que te dizer Emma... Mas você tem que contar para ele, sabe disso não é? – Perguntou encarando a amiga carinhosamente.

– Sei... Mas...

– Mas?

Emma soltou um suspiro – Ele me disse que aquela noite foi um erro! E tem Tâmara também...

– Não interessa se foi um erro Emma, e muito menos se ele tem namorada. Ele é o pai, e te que assumir o que fez — Disse de uma maneira quase ameaçadora.

– Eu sei... Eu vou contar para ele – Deu um suspiro cansado.

– Sim, você vai, Amanha mesmo! E depois os dois contaram aos seus pais – Disse firme fazendo Emma arregalar os olhos.

August considerava Emma uma irmã, e não deixaria um babaca tirar o sorriso de seu rosto.

– Não se preocupe Emma – Abraçou a amiga de maneira tranquilizadora – Vai dar tudo certo. E o que precisar sabe que estou aqui não, não sabe?

– Sei, obrigada – Sorriu verdadeiramente.

– Não por isso – Sorriu depositando um beijo em seus cabelos.

Esperaram ate que Emma estive melhor e revolveram que já estava tarde o bastante para a levarem para casa.

Pegaram suas coisas se caminharam pelo gramado em direção ao carro.

August deixou uma mão em volta da cintura da garota para lhe passar um pouco de tranquilidade e confiança. Amanha seria um dia difícil para ela.

Emma deu-lhe um sorriso de agradecimento antes de entrarem no carro.

Foram o caminho todo em silencio, Emma estava perdida em pensamento e August não queria atrapalhar.

– Quer que eu passe aqui amanha para irmos juntos ao colégio? – Ofereceu enquanto estacionava o carro em frente da casa.

– Não vai incomodar?

– Claro que não! – Sorriu – Passo aqui as sete.

– Okay. E obrigada – Deu um pequeno sorriso envergonhado.

– Não se preocupe com isso – August sorriu-lhe de volta.

Encarou o carro ate que sumisse de vista, e então seguiu em direção a casa.

Quanto colocou sua cabeça no travesseiro naquela coisa, Emma sentia que o dia seguinte definiria sua vida para sempre.

Mal sabia o quanto estava certa sobre isso.

Notas finais
Espero que tenham gostado!! Ate o próximo, kiss :3 :3