Love is so unpredictable
5 Apologies and promises...
Notas iniciais
Emma ouvia seu celular tocar pela sétima vez na ultima hora, tirando as dez mensagens que se negara a ler, pois sabia bem de quem eram.
– Não vai atender Emma? – Perguntou August do outro lado da sala, agachado próximo ao radio procurando mais um CD dentre os muitos que ali continham.
– Não... É o Neal.
– Entendo... Aqui! Achei! – Exclamou quando encontrou o que procurava – Você vai amar esse!
Em instantes a doce melodia preencheu o ar, leve e ao mesmo tempo meio agitada... Simplesmente incrível!
– August... Ela é perfeita! Onde você acha essas musicas? – Perguntou Emma apreciando o suave ritmo do piano.
– Eu tenho meus contatos... – Respondeu August com uma fingida cara de mafioso, se jogando ao lado dela no sofá.
– Ah claro! Devia saber que você pertencia ao submundo da musica!
– É por ai... – Respondeu rindo.
– Você podia me emprestar esse CD...
– Acho melhor não. Você poderia riscar e eu teria que mandar meus capangas te matar e te jogar no oceano...
– Oh Deus me livre riscar algum CD do poderoso August! – Exclamou Emma dramaticamente com uma mão no coração fazendo-o soltar uma risada alta.
– Okay okay! Faz assim, me fala quais gosta mais e eu faço um CD pra você.
– Claro, pode ser.
Ficaram em silencio por uns minutos só curtindo a batida da musica que se misturou com outra novamente.
– Mãe– Disse Emma atendendo o celular.
– Emma. Esta tudo bem? – Perguntou Mary Margaret do outro lado da linha.
– Esta sim! Desculpe não ter avisado que não ia para o almoço.
– Tudo bem, mas como não veio estranhei.
– August me chamou para ouvir umas músicas novas. – Esclareceu à mãe
– Okay, te vejo de noite! – Emma podia ouvir o choro de Oliver ao fundo.
– Okay, tchau. – E desligou.
Ficaram mais uns minutos em silencio ate que August o quebrou.
– Então, como esta o lance com Neal?
– Que Neal?
– O seu Neal...
– Eu não tenho um Neal... Eu conhecia um, mas ele morreu. Eu o matei. Triste eu sei, mas era preciso.
– Que bom que estamos de bom humor – Riu August.
– Na mesma... Podemos mudar de assunto? – Soltou um suspiro.
– Como à senhora desejar – Fez uma reverencia fazendo Emma rir.
– Então mudando de assunto, sei que esse fim de semana é seu aniversario e vai ter festa... Quando esta pensando em me convidar?... Ou não vai?! – Arregalou os olhos fingindo falso choque.
– Achei que já soubesse que já está convidado August– Revirou os olhos.
– Não não . Gosto de convites formais.
– Okay! August, você esta convidado pra minha festa de aniversario. Pronto, melhorou? – Perguntou sarcasticamente.
– Melhorou. Vou ver na minha agenda se tenho uma hora livre.
Emma tacou-lhe uma almofada acertando-lhe bem no meio da cara.
– Hey! – Reclamou.
– Isso foi para parar de ser convencido! – Falou rindo da cara dele.
– Sei sei. Vai ter volta! – Ameaçou.
E assim as horas se passaram entre muita musica e conversas.
Quando Emma se deu conta da hora já era muito tarde.
– Merda! Olha que horas já são – Exclamou pegando suas coisas.
– Wow! Passou voando! Quer que eu te leve pra casa Emma? – Perguntou August pegando suas chaves da moto.
– Não, não precisa.
– Claro que precisa. Acha que vou te deixar ir embora uma hora dessas? E seu pai também me mataria.
– Provavelmente... E como eu vou para colégio amanha? – Perguntou Emma franzindo as sobrancelhas.
– Eu te busco, quando acabar a aula você passa aqui e pega seu caro, sem problemas. Vamos.
Emma pensou por uns minutos e decidiu que era o melhor mesmo.
– Okay, vamos.
Pegaram as coisas e foram. No meio do caminho tiveram que parar para abastecer.
Enquanto August fazia o serviço Emma pegou seu celular que havia ate esquecido nas ultimas horas, havia mais de 50 mensagens de Neal.
Suspirou e abriu a primeira.
“Emma, você ta brava comigo ainda?”
Pensou um pouco na resposta e... Não, não estava mais brava.
Abriu mais uma.
“Emma onde você ta? Ta tudo bem? Porque não me responde?”
E outra.
“Emma, pelo amor de deus, me responde! Já to ficando preocupado!”
A última foi mandada a menos de 20 minutos.
“EMMA, QUE PORRA! ONDE VOCÊ TA??!”
Assim que terminou de ler suspirou e jogou o celular dentro da bolsa. Que se preocupasse!
August terminou de abastecer e seguiram caminho.
Chegaram e quando Emma estava devolvendo o capacete para o garoto, um carro estacionou e os faróis iluminaram seus rostos.
Neal desceu do carro e caminhou a passos duros ate eles.
– Onde você estava?! – Perguntou com a voz um pouco elevada.
– Okay, vamos nos acalmar. – Disse August descendo da moto.
– Eu não falei com você!- Esbravejou Neal encarando-o friamente.
– Não mesmo. Se tivesse falado nesse tom eu já teria quebrado a sua cara.
– Okay, vamos parar! – interviu Emma.
– August, obrigada pela carona.
– Não por isso... – Disse encarando Neal e depois desviando o olhar para ela — Já ou vindo. Tudo bem?
– Esta sim – Sorriu.
– Okay. Então ate amanha – Deu-lhe um beijo de despedida em seu rosto, subiu na moto e acelerou, sumindo de vista logo em seguida.
– Onde você estava? – Ouviu Neal perguntar de novo
– O que esta fazendo aqui? – Perguntou Emma caminhando para o Hall de estrada.
–Você não me respondeu, fiquei preocupado. Agora pode me responder onde diabos você estava? – Perguntou com uma expressão seria.
Emma suspirou e respondeu – Com o August. Fomos a casa dele para ele me mostrar algumas musicas.
– E você ficou lá ate agora ouvindo musicas? – Perguntou Neal ironicamente.
– Foi o que eu disse não foi... O que acha que eu estava fazendo? – Indagou Emma parando na varanda.
– Não sei. Porque você não me diz...
– Eu já lhe disse. Ouvindo musica! – Exclamou Emma. Aquilo já estava começando a irrita-la.
– Todo esse tempo? Não estranharia se seus ouvidos começassem a sangrar – Disse amargo.
– Okay Neal, chega! O que você quer?
– Conversar.
– Já conversamos tempo demais. Acho melhor você ir embora... – Disse Emma caminhando para mais perto dele ate que sentiu cheiro de álcool – Você bebeu?
– Sim, mas não estou bêbado, se é o que quer saber – Disse olhando nos seus olhos.
E realmente não estava. Neal só havia bebido um ou dois copos enquanto não recebia noticias de Emma.
Após ela sair com August, Neal passou o tempo do caminho ate em casa pensando no que falaria para ela. Nem ele sabia ao certo. Só sabia de duas coisas, iria se desculpa pelo idiota que foi com ela e... Perguntar se ela estava gostando de August. Se a resposta fosse sim, ele não sabia o que iria fazer, mas tinha que pergunta.
Esperou duas horas e mandou uma mensagem para Emma, ela já devia estar em casa.
Esperou alguns minutos, mas não teve resposta, ligou e também nada. Mandou mais e mais e nada de obter respostas. E assim as horas foram se passando e nada. Já estava se preocupando.
Ligou para as meninas, mas elas não sabiam de nada. Ligou para sua casa mais ninguém atendia.
Resolveu esperar mais algumas horas, e nesse meio tempo tomou um ou dois copos de whisky
Quando já estava muito tarde resolveu ir ate a casa de Emma. Foi quando Emma chegou. E para sua surpresa e revolta não chegou sozinha.
Ele estava morrendo de vontade de matar August... O que eles estavam fazendo ate àquela hora? Ouvindo musica mesmo? Será? E se fosse mentira, ele realmente gostaria de saber a verdade?
– Neal?
– Oi
– Eu acho que você devia ir embora, tomar um banho...
– Porque quer que eu vá embora? Quer ficar sozinha para ligar pra ele?
– Não Neal! Não é isso! Porque você é tão babaca assim?! – Perguntou Emma já perdendo toda sua paciência, que com Neal estava limitada ultimamente.
– Emma... – Começou mais foi interrompido pela porta se abrindo.
– Esta tudo bem aqui? – Perguntou David olhando de um para outro.
– Sim pai.
– Tudo bem... Então entrem, esta frio ai fora. – Disse abrindo mais a porta para eles passassem.
– Chegou tarde Emma – Disse David fechando a porta atrás de si.
– Desculpe, perdi a hora.
– Venha, vamos ate a cozinha e sua mãe esquenta alguma coisa pra vocês comer.
– Emma... Podemos conversar antes? – Perguntou Neal com uma expressão mais calma.
Emma o encarou e resolveu que era melhor não fazer uma ceninha na frente do pai.
– Tudo bem. Pai... –
– Vou estar na cozinha – Soou mais uma ameaça que um comentário.
Assim que David se retirou caminharam ate o sofá e se sentaram.
– Então...
– Emma... Eu sei que venho agindo como um idiota nesses últimos tempos, você não merece isso, você é uma das pessoas mais importantes da minha vida... E eu não quero te perder por ser um imbecil. Eu sei que já passei da cota de desculpas, mas... Do fundo do coração, me desculpe! Eu juro que vou mudar, eu vou falar com a Tamara, vou deixar de ser um idiota, babaca, eu prometo... E vou cumprir dessa vez! Só... Eu não quero te perder...
Cada palavra de Neal soava como uma suplica, e na verdade, era isso mesmo... Seu coração sangraria ate morte se ele a perdesse. Se a perdesse por ser um covarde e não declarar esse amor que consome cada célula de seu corpo, por esse ciúme desenfreado que não pode controlar, que o queima por dentro como lava.
Emma ouvia cada palavra dele, e suplicava para que no meio delas tivesse um tão delicado “eu te amo”. Seus ouvidos clamam por tais palavras e sua alma as implora.
– Eu te perdoo Neal! É claro que perdoo! – Exclamou Emma se jogando nos braços dele, abraçando-o com toda a força que podia.
– Obrigada. — Abraçou-a de volta beijando seus cabelos. E sem que pudesse evitar deixou uma lagrima escapar... Só Deus sabia o quando amava aquela garota.
Ficaram alguns segundos assim, cada um fazendo sua juras de amor silenciosas, mas que eram feitas com tanto sofrimento que se fossem ditas em voz alta seriam um grito de desespero.
E então se separaram.
– Bem, acho que já vou – Disse Neal, mesmo a contra vontade, mas se ficasse ali com certeza varia alguma besteira.
– Não vai ficar para comer? – Suspirou Emma.
– Não, já esta muito tarde.
– Tudo bem então.
Levantaram-se e caminharam ate a porta.
– Ate amanha Emma – Se despediu Neal dando-lhe um demorado beijo na bochecha.
– Ate Neal.
Neal já ia saindo quando se lembrou de uma coisa, que precisava perguntar, mesmo morrendo de medo da resposta.
– Emma... Você esta gostando do August? – Perguntou e segurou a respiração.
– August? Não, claro que não! Ele é só um amigo, um bom amigo – Respondeu sorrindo, mas com as sobrancelhas franzidas.
– Okay. Ate amanha – E foi embora.
Neal caminhava ate o carro aliviado, não seria August quem o tiraria sua Emma. Seu alivio se foi dando lugar ao tão conhecido aperto no coração quando um pensamento o pegou “Não, não seria ele que a tiraria de si, mas seria alguém...”
Se não fosse covarde...
Assim que Neal se foi Emma trancou a porta e caminhou ate o sofá, sentou-se e se pôs a encarar o relógio.
– Sim eu sei, eu sei – Suspirou.
– Se eu não fosse covarde...
– Emma? – Chamou sua mãe da cozinha.
– Estou indo! – Suspirou e levantou-se.
Um amor não correspondido machuca, mas um amor correspondido e não declarado machuca duas vezes mais, porque dói dos dois lados...
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