Love is love o amor pode ser complicado
6 Tirei minha alma
Notas iniciais
Eu estava sentado embaixo de uma árvore, eu presenciava um bosque, com várias árvores em volta, criando um ambiente bem agradável, do meu lado estava Lily, mas ela estava um ano mais nova. Ela brincava com um graveto, como se estivesse mexendo uma varinha, dela saia um pequeno brilho. Era muito bom ficar observando Lily olhar as coisas a sua volta sempre com aquele olhar de curiosidade.
– Faz diferença você nascer trouxa — ela me perguntou com seus lindos olhos esmeralda.
– Não, não faz diferença nenhuma. -
Ela me deu um sorriso quente e carinhoso, um sorriso que me faz sentir como se toda a minha felicidade estivesse naquele sorriso.
Eu abri meus olhos e eu me encontrava na minha cama em Hogwarts, tudo que presenciei foi uma lembrança, tudo aquilo tinha acontecido mais de um ano atrás, logo depois que conheci Lily. Sentei na minha cama e observei a janela, ela dava uma linda vista para o lado negro.
A luz da manhã de sábado refletia sobre o lago dando um ar de aconchego, dando vontade de dormir, mas eu não voltei para cama. Eu vesti uma camisa branca, casaco preto e calças jeans e coloquei meu all star. Passei direto pelo salão principal e fui encaminhando para os jardins. Quando me dei conta eu já estava na borda da Floresta Proibida, tomei um longo suspiro e entrei.
Deixa eu te contar uma coisa sobre o que eu fazia nessa floresta quando eu estava deprimido. Eu ia bem dentro da floresta onde ninguém podesse ver. Eu esperava entrar em uma clareira na floresta, pegava a minha varinha e lançava feitiços a minha volta, dependendo do meu humor eu lançava feitiços, exemplo, quando eu estava com raiva eu jogava fogo contra as árvores, vaporizava elas, quando estava feliz eu sentava em um toco e lia um livro ou ficava brotando flores do chão, mas quando eu estava depressivo eu ficava treinando artes das trevas. Eu ficava torturando cervos para ver eles se contorcendo de dor, para ver eles sentir a dor que eu sintia todos os dias, depois quando me cansava, eu acabava com a dor deles, matando. Eu podia ser só um goroto do primeiro ano, mas ninguém fazia ideia do que eu era capaz de fazer. Passava tardes lendo artes das trevas, era uma arte que me encantava tanto, todos aqueles feitiços, todo aquele poder, eu finalmente mostraria para aqueles trouxas imundos quem tinha tamanha superioridade.
Eu ouvi passos se aproximando do local onde eu me encontrava, entrei em desespero, se alguém descobrisse que estava matando bichos inocentes na floresta com certeza eu seria expulso. Eu sai da clareira e me escondi em um monte de arbustos ali perto. De repente vi Hagrid entrando na clareira, que quando viu aquele inocente cervo deitado no chão morto correu até o animal e depositou sua enorme mão no peito do cervo. Ele estava murmurando algumas palavras que eu não entendia, parecia ser uma oração que estava citando em homenagem a criatura. Depois de murmurar uma longa oração ele levantou a cabeça e falou suficientemente alto para eu ouvir:
– Que pessoa teria um coração tão frio para matar um ser tão inocente?
Eu ouvi alquelas que passaram pelos meus ouvidos como uma nevasca, me deixando tão arrependido que me fez deixar pequenas lágrimas escorrerem pelo meu rosto pálido, então eu respondi para mim mesmo como seu eu tivesse respondendo de volta para Hagrid:
– Uma pessoa que não tem vida de verdade. Uma pessoa que mata um ser que nunca teve relação com sua vida e sofre as consequêcias que a mesma é que devia estar sofrendo.
Vi Hagrid tirar uma pá dentro do seu grande casaco de topeira e começar a cavar uma cova do tamanho do cervo. Era incrível como uma criatura tão grande quanto o Hagrid podia ter tamanha delicadeza para depositar o animal dentro de sua cova. Ele enterrou o cervo, murmurou outra oração e saiu da clareira. Esperei uns instantes e sai detrás do arbusto, eu estava seguindo em direção a um monte de terra onde Hagrid tinha enterrado o animal. Eu conjurei uma coroa de flores e coloquei em cima do monte e também falei algumas palavras:
– Como um animal puro, você deve morrer com grande respeito. Aqui morre um espirito nobre com grande coração e coragem. Que seus decendentes olhem para as estrelas e vejam como seu sangue foi derramado injustamente, mas sua alma percorre essa floresta até o fim dos tempos.
Depois disso eu tambem conjurei uma grande pedra e escrivi nela:
"Que os ignorantes aprendam com seu erros e que os merecedores não morram em vão, apenas passem para uma vida melhor"
Enquanto escrevia isso, deixava algumas lágrimas cairem. Depois segui meu caminho de volta para castelo, de volta para a minha vida cheia de arrependimento.
Ainda estava absurdamente cedo, então voltei para meu quarto onde todos ainda dormiam em suas camas. Deitei em minha cama, mas passei o resto da manhã acordado com peso na conciencia. Depois que todos acordaram eles se dirigiam para o salão e eu segui o exemplo deles. Quando sentei me ao lado de Lúcius ele me perguntou:
– Você está horrível!
– Essa é apenas a cara com que deveria estar pela a vida que tirei de uma alma pura.
– Vou ignorar o que você disse porque simplesmente não entendi nada.
– Quando você se juntar aos comensais da morte você vai entender do que estou falando.
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