Notas iniciais
E depois daquilo o tempo passou, e varias coisas aconteceram, como ser carregado por coelhos numa festa para crianças, quase morrer por perder um segundo a criança de vista em algum lugar cheio, crises de rebeldia e conselhos, apesar que ela não me deu muito trabalho,ela foi a unica pessoa que eu me apeguei depois de muitos anos sozinho,apesar de saber que depois de um tempo os bons tempos iriam ter fim, e assim 17 anos se passaram em um piscar de olhos

O primeiro dia do ultimo ano de escola dela, apesar de eu não ir na escola faz quase um século eu estava ansioso por ela e não queria que nada desse errado, se eu pudesse eu tornaria tudo perfeito para ela não ter que passar pelos problemas da vida,mas eu nunca fui desses com ninguém e também aí a vida ficaria sem graça. Eu acordei e estava lavando a louça, já havia feito o café e ouvi ela descendo as escadas.

— Bom dia.... Kurt?

— Bom dia- Passei por ela e sentei na mesa, ela estava com uma calça jeans, all stars, uma blusa azul escrito girls, o cabelo grande e loiro com pontas pretas pra tras e aqueles olhos azuis que já me convenceram a fazer coisas varias vezes, ela realmente mudou muito desde que a conheci.Nos sentamos a mesa e começamos a comer.

— Ansiosa pro seu primeiro dia de aula do último ano?

— Mais ou menos, tô triste e com medo.

— Dizem que o último ano é sempre o melhor.

— Aaah- Ela abaixou a cabeça e respirou fundo e levantou- É muito triste, mas aliviante.

— Eu me lembro da minha formatura, a muito tempo, muito tempo mesmo. Foi simples, mas memoravel.

— Ah é formatura, bailes, festas, como num filme.

— Na vida real é menos frenético,apesar de não ter muitas experiencias.

— Deve ser legal mesmo assim. — Ficamos nos encarando por 5 segundos até eu falar "Vamos?" nos levantarmos e irmos para o carro.

— Kurt, você acha que algum dia, meus pais vão voltar?- Ela disse e olhou pra mim dirigindo-

— Talvez- Eu olhei pra ela.- Por que está perguntando isso agora?

— Sei la- ela olhou pra frente — Último ano, tudo pode acontecer, mas se acontecer, eu não vou perdoa-los.

— Seus pais eram pessoas boas Rose...

— Pra falar a verdade eu devia ate beija-los por me deixarem com você- Ela disse sorrindo.

— Ha, eu sou seu padrinho,bom mas ou menos.

— Você é o Kurt!

— Pelo menos você não me chama de titio.

— Eu nunca te chamaria de titio.- Ela disse rindo.

— Será?- Parei o carro e a encarei com uma sombrancelha levantada- Chegamos.- Ela fechou os dentes e olhou pra fora.

— Bom, vamos a selva.- Abriu a porta do carro, acenou pra mim e foi andando. Sai com meu Chevrolet prisma preto e fui para o trabalho.

— E ai John como vai a coluna? — Eu perguntei para meu colega do escritório ao lado.

— Ótima eu diria.

— Posso ver?

— Claro- Ele me deu uns papeis e fui passando as folhs, até que me cortei.- Au.

— Tudo bem Ai?- Ele olhou meu dedo e viu que era um corte médio- Au. Me da essas folhas e vá botar um ban-daid.

— Ok, está otima, a coluna.- Dei as folhas para ele esentei-me em minha cadeira,observando o dedo- Eu nunca vou me cansar de ver isto acontecer- Disse para mim e vi meu dedo cicatrizar. Dei um leve sorriso e o chupei.

— O que diabos você está fazendo?- disse minha chefe enquanto encarava eu chupar meu dedo , eu a encarei e o tirei da boca, fingindo estar lendo alguma coisa.

— Ah, pensando em como por as noticias, chefe.

— Ok...Vê se não entrega as coisas atrasado.- Ela disse e foi embora, cabelos castanhos longos,óculos,saia, ela realmente era bonita,eu sairia com ela,mas não gosto de me apegar as pessoas.

— Ela herdou mesmo o jeito do pai.- Eu disse vendo ela ir embora.- Uma cidade tão grande, e não tem nenhuma noticia interessante?Vou esperar até amanhã , se não vou por alguns estudos inuteis e noticias sobre gatos em arvores.- Eu disse olhando para fora da minha janela.

— Cara,você fala muito!- Gritou John do escritòrio ao lado.

— Oh.Desculpe. — Depois de de conseguir algumas noticias interessantes e pensar na vida, fui pra casa, preparei o jantar,mudei de roupa e fiquei vendo televisão até que ouvi o barulho da porta abrir.

— Oi Kurt.

— Ah, oi Rose, como foi o dia? -Olhei pra trás e disse.

— Ah deixa só eu botar as coisas lá em cima e tomar banho.

— Ok.- Eu dormi, até ela sentar no sofá.- AH? Que? Que dia é hoje?Que ano é esse?

— Calma, são 19:00, eu tomei banho, fiz o dever e vi algumas séries- Ela disse acariciando minha cabeça.

— Ah ta, claro,claro...Você ia me contar como foi seu dia.

— Então,todos os meus amigos sairam menos a Lydia, e teve um garoto que ficou me encarando, ele era bonitinho.

— Hmm, qual era o nome?

— Acho que era Robert.

— Eu ia dar uma de pai protetor, mas...-Encarei ela- Nããão.

— É, nããão.

— Quer jantar?

— Tava esperando você falar.- Fizemos nossos pratos e voltamos para o sofá.

— Não tem nada melhor passando do que esse programa de culinária?

— Ei, é dai que tiro minhas receitas.

— Bom saber.

— Você ficou sabendo que os Rinstons se mudaram?

— Sério? Graças a deus, não vou ter que dormir mas com tampões de ouvido.

— É, acho que foram muitas reclamações.

— Nunca me chamaram pra aquelas festas...

— Você não ia querer ir pra aquelas festas.Ah é, já temos novos vizinhos.

— Sério??! Quem são?- Mal ela falou e a campainha tocara.-

— Deixa que eu atendo.

— Nada disso, vamos nós dois.- Então tocaram mais uma vez, e nós corremos para o espelho da sala e depois para abrir a porta.

— O-Ola- Eu disse dando um sorriso meio besta.Eram Uma mulher de 1,70 ,cabelos pretos longos e olhos pretos e um vestido azul. Um homem da minha altura (1,86) com um terno, cabelos castanhos e olhos verdes e um garoto de 1,80 de cabelos pretos jogado pro lado e pra cima e olhos azuis, que curiosamente ficava encarando a Rose.

— Prazer, Sou Carl Harris,seu novo vizinho- O homem disse e apertamos as mãos.- Essa é a minha mulher Clara,- ele disse abraçando o pescoço dela.-

— Prazer, Clara.- Ela disse sorrindo e apertamos as mãos.

— E esse nosso filho Robert.- Carl disse pondo a mão no ombro do filho.

— Prazer- Apertamos as mãos-

— Ah, Prazer em conhecer todos vocês, Eu sou o Kurt Evrel,- Olhei para a Rose- e esta é a minha...A minha... — ela me encarou com um sorriso mortal- A minha sobrinha, Rose- Olhamos para a frente e ela cumprimentou todos.

— Bom, qualquer coisa estamos ali do lado- Carl disse se despedindo.- Ah mais uma coisa, sábado, vamos fazer um churrasco,vocês querem ir?

— Aah, pode ser, a gente não vai fazer nada esse fim de semana mesmo.- Rose disse.

— Combinado então.- Eles foram pra casa enquanto Robert ainda encarava Rose. Fechei a porta meio envergonhado e disse:

— Nessa família só tem gente perfeita?!

— Verdade. Você viu aquela mulher?! Parece uma família de modelos!

— Pois é. Você conhece aquele garoto?

— Então. Ele é aquele garoto que ficou me encarando na escola, que eu falei.- Arregalei os olhos.

— Mundo pequeno.

— Aham. E que idiotice foi aquela de " A minha...A minha... A minhaa..."- Ela fez uma cara retardada e debochou.

— É que eu fiquei nervoso- Falei coçando meu pescoço.

— Aham...- Sentamos no sofá e ligamos a TV de novo.

— Kurt...Será que o Robert vai falar comigo amanhã na escola?

— Sei lá, vocês fazem um casal bonito.

— Ha, cala a boca.Ainda nem nos conhecemos.

— Tecnicamente sim...

— Ele deve ser um playboysinho arrogante.

— Será?- Eu disse olhando pra ela.

— Sei lá- Ela disse olhando pra mim.Ficamos um pouco mais na sala e logo subimos,tomei banho e dormi.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.