Love is Fast

1 "Gosto de você"


Notas iniciais
meu sonho de escrever HalBarry se realiza ♥

Fim de mais uma bem sucedida batalha da Liga da Justiça, todos juntos salvamos mais uma vez o mundo, uma missão longa que havia demorado cerca de um mês. Chegamos à base da Liga da Justiça e cada um foi pra um lado. Batman mal foi pra lá, se dirigiu direto pra sua casa em Gotham. Clark e Diana foram pro quarto dele (eles pensavam que conseguiriam esconder o romance por muito tempo) e os outros foram pros seus respectivos aposentos.

Resolvi me deitar e estava chegando na porta do meu quando quando Hal me chamou de longe, totalmente vestido como meu amigo Hal Jordan e não como O Lanterna Verde.

—Hey Barry – disse, pondo a mão no meu ombro – vamos em um barzinho lá perto de casa bem legal comemorar nossa vitória? Tipo amigos e tal – ele deu uma piscadinha.

—Você é o único amigo de verdade que tenho aqui na Liga mesmo...

Ele nos envolveu em uma esfera verde e nos levou até o tal bar. Sentamos no balcão, e assistimos jogos de baseball na televisão enquanto conversávamos como amigos mesmo, só Barry e Jordan, nada de Lanterna e Flash, nada de assuntos da Liga, apenas como amigos, rindo bastante (coisa que Hal fazia comigo frequentemente) e bebendo muito, até demais.

De copo em copo, de conversa em conversa, acabamos passando do ponto. Mais eu do que o Hal, na verdade, porque ele já era bem acostumado do que eu.

—Bem, já são duas horas da madrugada, acho melhor eu ir embora – disse, me levantando.

—Nessa situação? – ele riu – você vai destruir metade da cidade até chegar em casa.

—Eu não to tão bêbado assim. E relaxa, vou correndo.

—Esse é o problema. Eu te levo pra minha casa, você dorme lá e amanhã de manhã pode ir embora.

Resolvi não protestar e fui com ele, que novamente usou o anel para nos transportar. Chegando na sua casa, um flat simples, mas bem confortável e organizado (a última parte me deixou surpreso), ele me levou pro quarto dele onde deitei na cama e vi tudo girar graças à bebida.

—Hal, você só tem essa cama? – disse enquanto ele tirava a camiseta, deixando a mostra o peito liso e malhado.

—Sim. Por que, ta com medo de eu dormir com você?

—N-não, nada disso – disse quando ele olhou pra mim sorrindo, me deixando sem graça.

—Eu não vou fazer nada com você, fica tranquilo – ele respondeu, rindo e sentando na cama — tira os sapatos e a camiseta, não vai dormir assim.

Tirei os sapatos e no momento que fui tirar a camisa me enrolei um pouco e acabei enroscando o botão do colarinho na corrente que usava por debaixo dela.

—Espera aí que te ajudo – disse Hal, desenroscando o cordão da camiseta. Ao fazer isso sua mão acabou tocando pelo meu peito, me arrepiando. Ele olhou no fundo dos meus olhos e colocou a mão nas minhas costas, fazendo com que o arrepio fosse ainda maior.

—Hal eu não sou...

—Shh! – colocou o dedo no meu lábio em sinal de silêncio – Não importa

E então avançou em um beijo do qual eu gostei bastante, mais do que muitos beijos que já havia recebido. Ele não parou por aí e minha consciência foi vencida pelo desejo e pelo álcool.

Acordei pela manhã com uma bela dor de cabeça (que não era boa coisa pra um cara que tinha o pensamento acelerado). No começo não me lembrava de nada, não sabia onde estava e nem porque estava pelado. Olhando para o lado, vi no criado mudo ao lado da cama a foto de Jordan vestido com seu traje de piloto e todas as memórias da noite voltaram. Sentei na cama e tudo passava como um filme na minha mente. Meu Deus, isso não podia ter acontecido! Eu não podia ter gostado daquilo! E ao contrário, me lembro de ter gostado muito.

Na sala ouvi vozes de Hal e de uma garota, que riam descontraidamente. Provavelmente era mais uma das Garotas que ele trazia pra casa. Olhei no relógio e era uma da tarde, tinha que ir embora. Não teria coragem de olhar pro Hal depois do que aconteceu, muito menos pra vadia que ele trouxera. Me vesti rapidamente e sai de lá no estilo Flash, correndo sem que me vissem.

Daí por diante resolvi dar uma pausa na Liga da Justiça e voltar pra minha vida de antigo Flash, trabalho e vigilância solitária. Foram os meses mais corridos da minha vida, no laboratório uma monstruosidade de trabalho acumulado e na cidade o caos era gigante. Foram três meses de lutas, análises científicas, socos e cálculos, tudo junto.

A cidade foi altamente atacada pelo Gorila Grodd e seus muitos capangas que me deram muito trabalho. Deixara algumas pessoas inocentes morrerem e mesmo sendo acidente, fora minha culpa e aquilo me torturava por dentro. Além desse grande problema a cidade também foi molestada por muitos ratos menores que também não foram nada fáceis de lidar, como o Capitão Frio, o Flautista, Mestra dos Espelhos e outros, todos juntos na maioria das vezes.

Foram meses muito longos, cheio de contratempos e ferimentos, tanto físicos como psicológicos. O pouco de tempo que me sobrava, pensava em Jordan. Em como ele estaria agora, se pensara sobre a noite que tivemos e o que achava daquilo tudo. Eu sentia que a amizade que tinha por ele não era mais a mesma, era como se eu tivesse aberto meus olhos pro qu eu realmente sentia por ele e eu queria conversar com ele sobre isso, queria vê-lo. Sentia sua falta e esperava que ele sentisse o mesmo.

Três meses se passaram e as coisas se aquietaram novamente, para minha paz e tormento, pois logo que tive um tempo resolvi ir ver Hal. Estava sentindo sua falta e precisava sobre aquilo com ele, mesmo que nao fosse reciproco. Fui direto ao seu prédio procurá-lo e de longe o vi na portaria. Ele descia com uma linda garota de cabelos negros até as costas, os dois estavam de mãos dadas, ambos sorriam. Os dois começaram a se beijar intensamente por um bom tempo, então ele abriu o portão para a garota e ela se foi enquanto ele a olhava por trás. Aquilo me deu um aperto na garganta que não sentia há tempos. Eu não podia negar: estava gostando dele. Isso não me agradava nem um pouco e me deixava bem nervoso, mas era a verdade. O fato de pensar nele me deixava ansioso e me excitava e deixava feliz, tudo ao mesmo tempo, sensações que há muito ninguém despertava em mim. E tudo estava acontecendio tao rápido, mudando tão rápido.

Me virei e resolvi ir embora antes que aquela sensação aumentasse.

—Barry? – gritou Hal do outro lado da rua — meu Deus, que saudade!

Ele veio em minha direção e me abraçou, causando-me um arrepio.

—Também estava com saudades.

Droga, minha voz estava claramente sem ânimo.

—Por que ficou tanto tempo longe?

—Problemas, muitos problemas – tentei sorrir animadamente – parece que você acabou de dispensar mais uma peguete ali.

—Não cara, aquela lá é diferente. Ando namorando agora.

—Hal Jordan namorando? – disse, surpreso e um pouco desapontado.

—Pois é, as coisas mudam — ele riu – foi logo depois que você sumiu, umas duas semanas depois.

Eu olhei em seus olhos e senti que estava diferente da ultima vez que o tinha visto, ele me olhava de uma forma mais profunda.

—Senti sua falta — a mão dele ainda estava nos meus ombros – precisamos repetir aquela noite de bebedeira –disse ele rindo — eu particularmente gostei bastante.

—Eu não vou mentir – respondi com medo das palavras que sairiam da minha boca a seguir – eu também gostei bastante.

—Você não quer entrar?

—Não posso, preciso dar jeito em umas coisas ainda, nem todos os problemas lá da minha cidade foram resolvidos – inventei qualquer desculpa esfarrapada, precisava pensar no que faria sobre tudo aquilo.

—Ok então, boa noite – disse ele, voltando pra dentro do prédio. Foi até o elevador, e ficou esperando que chegasse.

Eu não sabia o que fazer, só sabia que queria contar pra ele como me sentia de alguma forma e não podia ser diretamente, pois mesmo tendo a dúvida que ele sentia um pouco do mesmo que eu, a reação do Hal não seria das melhores. Então peguei um papel de dentro do meu bolso e uma caneta e ali escrevi “Gosto de você” com o desenho de um pequeno raio no canto. E, no estilo Flash, corri até ele que ainda esperava o elevador e joguei o bilhete em suas mãos. Saí correndo e me escondi a uma boa distância antes mesmo de ele notar que tudo aquilo aconteceu.

Ele olhou para os lados procurando alguém, provavelmente só sentiu os vultos a sua volta quando passei. Hal abriu o bilhete e leu, surpreso, com o rosto enrusbecido. Então, dobrou o papel e o escondeu em sua carteira discretamente, entrando no elevador.

Eu sabia agora que provavelmente ele sentia o mesmo por mim, porém também sentia que ele não estava pronto pra enfrentar tudo, nem mesmo ele próprio. Levaria tempo, mas ele cairia em si, e eu esperaria. Seria uma tarefa difícil para o homem mais rápido do mundo, mas Hal Jordan valia a pena.

Notas finais
e ai?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!