Love in Medicine
55 Capitulo 54
Notas iniciais
POV. THOMAS
Meu final de semana foi incrível. Passei meus melhores momentos ao lado das pessoas que eu amo. Sei que meu pai adorou a Annie, mas também quem não ia adora-la? Jeito meigo e único quem somente ela tem. Sofi ficou super feliz ao saber que estávamos namorando, diz ela que quer ser daminha do nosso casamento. A ligação da Sarah me pegou desprevenido, ainda mais quando ela disse que era sobre a Annie e que teria que ser pessoalmente. Aproveitando que teria que buscar a Sofi na academia marquei de me encontrar com ela, lógico que eu estava desesperado pra saber o que tinha acontecido com a Annie, se foi alguma coisa que eu fiz ou algo parecido. Espero a Sarah numa salinha de reuniões da academia, estava nervoso andava de um lado pro outro, sentava dali dois minutos me levantava de novo, olhava a janela, mas nada me acalmava. Milhares de coisas passava pela minha mente.
–Calma Thomas não deve ser anda você esta se preocupando atoa- disse em voz alta pra tentar acalmar os nervos.
– Thomas- escuto Sarah me chamar então me viro, percebo que seus olhos estão vermelhos quando ela vem correndo me abraçar.
–Ei calma o que houve?- pergunto preocupado ao ouvir ela soluçar no meu ombro.-calma, me diga o que houve-digo a ela tentando acalma-la.
–A Ann.. Annie... ela.. ta... internada- diz ela em soluços e meu coração p0ara por um momento.
–Internada? Como assim?- pergunto preocupado.
–eu não sei, Pierre me falou e disse que eu teria que te avisar sobre ela- diz ela chorando.
–Quando ele falou com você?-pergunto.
–2 minutos antes de eu te ligar-diz ela chorando.
–Ta bom, vamos até o hospital- digo e ela assenti.- So deixa eu ligar pro meu pai pra vir buscar a Sofi.-digo já ligando pro meu pai.
–Pai sou eu , aconteceu um imprevisto e não vou poder levar a Sofi- digo.
–Como assim um imprevisto? Você ta bem?- pergunta ele preocupado.
–To pai eu to bem, é a Annie que não ta- digo- Eu vou deixar a Sofi com a Maite e o senhor pega ela lá- digo a ele.
–Ta bom, toma cuidado filho- diz ele preocupado- Te amo
–Também te amo- digo e desligo o telefone.
–Vamos?-pergunto a Sarah .
–Sim, só deixa eu pegar minhas coisas- diz ela.
Enquanto ela pega as coisas delas eu já deixo avisado a Maite da Sofi ir pra casa dela que depois meu pai passava lá pra buscá-la, seus olhos brilharam ao ouvir dizer que meu pai iria lá. Assim que Sarah chega tento correr o mais rápido possível pro hospital torcendo para que seja uma coisa simples e nada grave. Assim que chegamos Pierre já estava na portaria nos aguardando. Sarah corre em direção a ele pulando no seus braços e o beijando. Vendo eles ali se beijando me sinto uma enorme saudade da Annie, queria estar abraçado a ela também.
– E ai cara- diz ele me cumprimentado- tudo bem?-diz.
–Eu to bem, só to preocupado com o que você tem a nos dizer sobre a Annie estar internada- digo indo direto ao ponto.
–Bom é complicado...-começa ele dizendo que tanto a Annie como o Marcos estão em algum tipo de isolamento por causa de um vírus que parece ser mortal, mas que especialistas já estão atrás da cura- E para isso ela me pediu para avisar a vocês , pra não se preocuparem.-diz ele finalizando.
–Como assim não nos preocupar? Ela ta pensando que é quem pra dizer isso? Eu quero vê-la- diz Sarah com uma súbita raiva.
–calma amor, ela não pode receber visita- diz ele tentando acalmá-la.
–Me leva aonde ela está A-G-O-R-A- diz ela com raiva.
–Eu não posso, e mesmo se pudesse não quero correr o risco de vocês se contaminarem também- diz ele preocupado.
–Ela ta bem protegida?-pergunto interrompendo um começo de briga.
–Sim — diz ele.
–Então nos leve pelo menos para ver ela através de um vidro- diz Sarah suplicando.
–não posso a única coisa que vocês podem fazer é aguardar no saguão por informações – diz ele.
–não vai adiantar- diz ela chorando- eu quero vê-la- diz ela.
–Olha vou ver o que posso fazer ta bem?-diz ele a ela- Mas se vocês quiserem aguardar lá dentro por noticias fiquem a vontade- diz ele.
– Tudo bem- digo seguindo ele e a Sarah que entram.
Às vezes penso que o destino me odeia, ele simplesmente me da uma pequena felicidade e o destino em forma de vento vem e carrega tudo, deixando pra trás somente tristeza e dor. Liguei para meu pai avisando da situação da Annie e que essa noite passaria no hospital esperando por noticias.
– Thomas- diz alguém me cutucando- Acorde ou vai perder de ir vê-la- diz uma moça ruiva que eu já vi na casa da Annie.- Sarah disse pra mim vir te acordar e provavelmente não nos conhecemos ainda- ela sorri- Sou Caroline, mas pode me chamar de Carol- diz ela estendendo a mao.
–Creio que já saiba o meu- digo sorrindo.
–Sim- diz ela- Venha vou te levar ate ela- diz indicando o caminho e vou seguindo ela- Aqui coloque essas roupas por precaução- diz entendendo um macacão meio estilo espacial- depois que vestir pode seguir esse corredor que vai dar direto a ala de isolamento- diz ela sorrindo.
–Obrigado- digo- você sabe onde está a Sarah?- pergunto.
–Provavelmente com o Pierre em algum canto- diz ela rindo- Bom eu vou estar la na recepção se caso chega mais alguém pra visitar os isolados.- diz ela saindo e me deixando pra trás.
Coloco a roupa o mais rápido possível, porque a ansiedade de ver ela é grande que sem pensar já estou seguindo pelo corredor.
–Thomas?- diz Annie do outro lado onde ela segurava uma seringa. Ela estava pálida, mas mesmo assim estava linda- O que faz aqui?- diz ela
–Que pergunta besta- digo a ela sorrindo- Eu vim te ver.
–Disso eu sei, mas não sabe que aqui é perigoso? Você não pode ficar aqui- diz ela.
–Eu to bem, não se preocupe, eu só precisava ver com meus próprios olhos que você esta bem- digo tristemente.
–Eu to bem agora por favor, vá para uma área que eu sei que você esta seguro- diz ela brava.
– não amor, você não está bem –digo a ela- eu queria ser um medico só pra poder cuidar de você- digo a ela.
–Eu sou medica e olha aonde eu fui parar- diz ela fazendo humor- Agora vá para uma área onde eu sei que você esta bem, e mantenha a Sarah longe daqui também- diz ela.
– Queria poder te beijar- digo tristemente, tocando o vidro que nos separa.
– eu também- diz ela sorrindo- Agora é serio, vai vou pedir pra te manterem informado sobre a minha situação aqui- diz ela em tom de ordem.
–Te amo, não se esqueça disso- digo a ela como se fosse uma promessa.
–Eu não vou-diz ela me mandando um beijo.
Volto pra recepção onde tem poucas famílias lá aguardando noticias , reconheço uma enfermeira que cuidou de mim quando estava internado, sorrio pra ela. Sento mo banco e relaxo um pouco pensando na Annie.
–Ora, ora se não é o Thomas Ferraz, em carne, osso e músculo- diz uma voz enjoativa que pensei nunca mais ouvi-la.
Fale com o autor