Naquele mesmo dia, Richard acordou extremamente disposto, brigando com Johan e Davi por terem deixado ele dormir.

Com um sorriso animado e olhos brilhando de alegria, o pequeno garoto ficou na ponta dos pés e abraçou as pernas do tio.

“Tio, eu queria comer doce...”

“Doce?” Johan sorriu e passou a mão nos cabelinhos ruivos do sobrinho. “Nós vamos ter que ir ao mercado, porque estou completamente sem doces.”

“Eu dirijo o carro. O que vocês acham de sorvete e bolo?” Davi se levantou do sofá, se espreguiçando e bagunçando os próprios cabelos.

“Sorvete, sorvete!” Richard soltou o tio e correu para Davi, sendo recebido de braços abertos. “Obrigado tio Davi!”

“Traidor.” Johan sussurrou.

“Qual de nós?” Davi sorriu ainda mais.

“Ambos.”

Richard desceu do colo do policial e correu para o quarto, dizendo que colocaria um casaco, pois casacos são importantes.

Johan suspirou e caminhou até a porta do apartamento, paga pegar os tênis que estavam lá, e voltou a se sentar no sofá para colocá-los.

Durante este tempo, Davi permaneceu em silêncio. Ou pelo menos era o que Johan achava, já que ele havia parado de prestar atenção à sua volta enquanto amarrava os cadarços e afundava em pensamentos.

Os olhos castanhos de Rafael apareceram em sua mente. Eles o julgavam, juntamente das palavras ‘vida medíocre’. Sua bochecha pareceu arder novamente ao se lembrar do tapa que levara e isso fez um nó se formar em sua garganta. E se eu estiver enganado e tudo isso se repetir com Davi? Será que ele me perdoaria?

“han...” Alguma voz tentava se destacar em sua mente, mas tudo o que Johan conseguia ouvir era ‘vida medíocre’.

Quando seu estômago começou a embrulhar, Johan sentiu uma leve dor no pescoço. Seus olhos verdes se arregalaram e ele deu um pulo para trás, colocando a mão no lugar que doera minimamente.

“Chamei você quatro vezes. Como não obtive resposta, acabei apelando.” Davi sorriu ao ver a expressão assustada nos olhos do rapaz de cabelos castanhos. “Sinto muito pela mordida.”

“Nós estamos prontos, tio! Vamos para o mercado!” Richard, que estava ao lado do policial até momentos atrás, correu em direção à porta e a destrancou, saindo do apartamento e correndo até o elevador.

Davi estendeu a mão e puxou Johan, para que ele se levantasse, parecendo extremamente satisfeito ao ver o rapaz constrangido.

“Você me mordeu! Me mordeu no pescoço!” Johan exclamou, ainda com uma das mãos no lugar em que fora mordido momentos atrás.

“Mordi.” O policial sorriu e se aproximou do ouvido de Johan. “E talvez fizesse muito mais se seu sobrinho não estivesse do meu lado.”

Um arrepio subiu das canelas até os cabelos de Johan e ele estremeceu, sentindo que seu rosto corava gradativamente. Ele está satisfeito em me ver constrangido, sim!

Davi deixou que sua risada preenchesse o silêncio da sala, levando uma nova onda de arrepio para o corpo de Johan.

“É brincadeira, brincadeira. Você sabe que eu não sou assim. Me chamar para almoçar, mesmo depois que eu disse que não poderia manter minha palavra, foi um voto de confiança depositado em mim.” Davi sorriu e deixou que sua mão bagunçasse os cabelos castanhos de Johan. “Eu vou fazer valer a pena. Não se preocupe com coisas passadas.”

“O elevador já chegou!” Richard apareceu na porta pulando de um lado para o outro.

“Então vamos ao mercado!” Davi saiu da sala, seguindo Richard até o elevador.

Johan pegou as chaves e trancou a porta, tentando acalmar seu coração e desejando que suas bochechas não estivessem tão vermelhas. Fazer valer a pena, huh?

X

Talvez por ser sexta-feira, ou talvez porque a sorte odiava Johan, o mercado estava extremamente cheio. Havia espaço apenas para que os carrinhos pudessem passar um ao lado do outro e isso fez com que o rapaz de cabelos castanhos calculasse mentalmente quanto tempo levaria para fazer compras simples como um pode de sorvete, bolo e suco. Vamos ficar aqui para sempre.

Davi se encarregou de ir para a fila da padaria, pedir pelo bolo, enquanto Johan e o sobrinho iam escolher o sabor do sorvete.

Assim que o policial se retirou, Johan virou para o lado, procurando Richard para segurá-lo pela mão, mas ele não estava lá. Eu não acredito que ele correu! Se eu perder esse garoto no mercado vai ser um problemão para achá-lo.

Caminhando apressadamente até a parte dos refrigeradores, onde os sorvetes ficavam, Johan conseguiu enxergar um emaranhado de cabelos ruivos esbarrando em alguém e caindo no chão. Ah, que ótimo!

“Rick, Rick, não chore.” O rapaz de cabelos castanhos se apressou em chegar perto do garotinho e lhe estendeu a mão para que ele não começasse a chorar. “Você esbarrou no homem, agora tem que se desculpar. Está tudo bem? Machucou?”

“Não machucou.” Richard se levantou do chão, fazendo beicinho e se controlando para não chorar. Seus olhos estavam fixos no chão e ele se agarrou à perna do tio. “Desculpa moço.”

“Não se preocupe pequenino, não foi nada.” O homem sorriu e virou o rosto para Johan. “Você seguiu mesmo em frente, Johan.”

Ao ouvir ser nome, o rapaz de cabelos castanhos ergueu o olhar, que estava fixo no sobrinho, e prendeu a respiração. ‘Seja feliz na sua vidinha medíocre’.

“Faz muito tempo que não nos vemos, olha como você está diferente!” O homem sorriu e cruzou os braços.

“Rafael...” O nome saiu juntamente com o ar que Johan segurara e algo dentro de si vacilara. Não pode ser.

“Seu filho é uma gracinha! Olha o cabelo dele, a mãe é ruiva?” Rafael passou a mão nos cabelos de Richard e o garoto se encolheu ainda mais.

“N-não é meu filho.” Os lábios estavam secos e Johan se odiou por ter gaguejado.

“Não?”

“Johan, Rick, vocês já escolheram o sabor do sorvete?” A voz de Davi levou um arrepio para o corpo do rapaz de cabelos castanhos e ele desviou o olhar.

“Oh, entendi. Ele é adotado. Você seguiu em frente com outro homem.” O sorriso de Rafael sumira de seus lábios e foi quando Johan percebeu que Davi os encarava com um misto de incredulidade e confusão.

“Ele não é adotado, Rafael. Ele é meu sobrinho.” Uma onda de raiva subiu pela garganta de Johan e ele se deixou levar. “E o que eu faço ou deixo de fazer com a minha vida não diz respeito a você. Pelo menos não mais.”

“Ai. Essa doeu. Parece que você está me chutando igual fez naquela noite.” O homem sorriu e passou a mão pelos cabelos loiros, tirando a pequena franja do olho. “Tudo bem, pode ter sido uma vez, mas eu me acostumei a ser chutado por você. A lembrança não me incomoda mais quanto incomodou há alguns anos atrás.”

“Acho que isso não é assunto para conversar na frente de crianças.” Johan arqueou a sobrancelha e colocou a mão nos cabelos ruivos do sobrinho. “E se a lembrança não lhe incomoda, você não deveria fazer essa cara de leão ferido toda vez que olha para mim.”

“Leão ferido...?”

“Com licença, mas meu sobrinho já se desculpou por ter esbarrado em você, então estamos de saída.” Johan abriu o refrigerador e virou de costas, pegando o primeiro pote de sorvete de morango que encontrou.

“Bom, eu não posso negar que foi prazeroso brincar com seu corpinho durante aquele curto espaço de tempo.” Rafael encarou a bunda de Johan e riu.

“Escute aqui, cidadão.” Davi entrou no campo de visão do homem loiro e sacou o distintivo que estava no bolso da calça, mostrando que era um policial. “Ele já deu um fim a essa conversa. Mais uma piadinha sem graça ou um comentário asqueroso como esse, na frente desse menino pequeno, e você vai preso por danos morais. Entendido?”

Rafael o encarou com ódio no olhar, mas virou o rosto logo em seguida, se recusando a responder.

“Entendido cidadão?” Cada palavra saiu com uma entonação firme e aquilo fez até mesmo Johan se sentir inferior.

“Entendido.” O homem loiro murmurou e virou de costas para os três, caminhando para longe com seu carrinho de compras.

Richard, que se agarrara às pernas de Davi quando Johan saiu para pegar o sorvete, matinha o rosto abaixado, mas tremia da cabeça aos pés. Ele está assustado.

“Davi, deixe que eu levo o bolo e o sorvete. Você pode pegar o Rick no colo, por favor?” O rapaz de cabelos castanhos suspirou e pegou o bolo das mãos do policial.

Davi pegou Richard no colo e sorriu, recebendo um sorriso envergonhado como resposta. Enquanto estavam na fila para pagar, Johan teve certeza de que ouviu o policial dizer algo como: ‘Aquele era um cara mau. Temos que defender o tio Johan!’ em um tom brincalhão, assim como teve certeza de que ouviu Richard responder: ‘Entendido!’ e cair na gargalhada logo em seguida.

Sem conseguir controlar, um sorriso tomou conta de seus lábios e Johan virou o rosto o suficiente para ver Richard abraçando Davi com muita força. É. Estou muito bem protegido.

X

Quando chegaram ao apartamento, o clima já havia voltado ao normal. Davi respondia aos comentários inocentes de Richard e ria ainda mais quando Johan os repreendia por estarem bagunçando demais.

O bolo e o sorvete foram degustados na sala enquanto eles assistiam ‘a nova onda o imperador’. Richard rolava de rir todas as vezes que o policial imitava o Kronk e até mesmo Johan se deixou levar em um desses momentos e riu até lágrimas se unirem nos cantos de seus olhos.

No entanto, assim que se recuperou do ataque de riso e voltou a abrir os olhos, Johan encontrou um par de olhos azuis o observando com admiração. Havia um sorriso cúmplice naqueles lábios e isso foi o suficiente para que o rapaz de cabelos castanhos apertasse os lábios, abaixasse o olhar e corasse.

O celular tocou e Johan pigarreou antes de atender.

“Sim?”

“Johan! Tudo bem irmão?” Era Josh.

“O que você quer?”

“Como o Richard está?”

“Estamos assistindo desenho agora. Ele está bem.”

“É o papai?” O garotinho virou na direção do tio e sorriu.

Johan fez que sim com a cabeça.

“Sabe o que é... Eu queria pedir um favor.” Josh continuou.

“Não tem problema o Richard posar aqui, não, ele não vai dar trabalho e não, eu realmente não me importo.” O rapaz de cabelos castanhos passou a mão nos cabelos do sobrinho enquanto falava.

“Nossa. Quer dizer, eu não pretendia, mas...”

“Pretendia sim. Tem roupa para dois dias na mochila dele. Mas eu não me importo mesmo. Sei que o casal precisa de privacidade às vezes.” A última parte foi dita com um sorriso quase vingativo e Johan agradeceu por Richard não ter escutado.

“Você me assusta.” Foi a resposta final de seu irmão.

“Irmãos mais novos são para isso, mas eu gosto de pioras as coisas um pouco.”

“Obrigado por fazer seu papel tão bem. A Lana pode falar com o Richard?”

“Claro.” Johan estendeu o celular para o sobrinho e sorriu. “Sua mamãe quer falar com você. Vá conversar lá no quarto.”

Richard pegou o celular e desceu do sofá correndo, conversando animadamente com a mãe, e entrando no quarto.

Davi sorriu.

“Ele vai posar aqui?” Ele perguntou enquanto se sentava mais perto de Johan.

“Vai. Mas eu já sabia disso, estava só esperando a ligação.” O rapaz de cabelos castanhos suspirou e deu de ombros.

“O Rick é parecido com você-”

“Eu sabia que você ai entrar no assunto do Rafael.” Johan se sentou de frente para Davi e o olhou nos olhos. “Tudo bem, você tem razão, eu disse que sou hetero e isso é verdade! Rafael foi um caso de uma noite e nós nem chegamos a fazer nada além de dar uns amassos. E isso só aconteceu porque eu estava bêbado. Asso, que recobrei a razão, mandei ele parar porque eu só havia saído com mulheres e não queria quebrar a cara com um homem. Ele me deu um tapa na cara e disse que minha vida era medíocre. Foi só isso.”

Davi franziu o cenho, mas sorriu logo em seguida, parecendo achar aquela situação bem divertida. Eu achei que ele ficaria bravo porque eu disse ser hetero e já me envolvi com um homem. Será que ele me ouviu direito?

“Eu não me importo. Quando aquele mau entendido aconteceu com o seu irmão, eu pensei: não importa quantas ex-namoradas você teve, ou se teve algum namorado. Isso tudo ficou no passado. O que importa agora é o presente e o futuro que pretendo ter com você. Você tem medo de quebrar a cara com um homem? De experimentar e não gostar? Ótimo. Agora eu sei exatamente quais barreiras derrubar primeiro.”

Johan estava atônito. Ele nunca ouvira tantas palavras boas dirigidas a si mesmo e isso o deixou constrangido e feliz ao mesmo tempo. Ele quer lutar por mim. Ele não esta se afastando ao descobrir como realmente sou.

“Aliás, eu não ia falar do incidente do mercado.” Davi riu. “Eu ia falar que o Rick é parecido com você em personalidade. Animado, curioso e desconfiado. Isso significa que ele te tem como referência. Ele gosta muito de você.”

Richard entrou correndo na sala, se jogando no colo dos dois e rindo como se tivesse ouvido a melhor piada do mundo.

“Eu vou dormir aqui, tio Johan!” Ele parecia irradiar felicidade. “Eba, eba!”

“Vai sim, Rick. Vamos nos divertir muito.” Johan sorriu e retribuiu o abraço apertado do garoto.

Davi os observava em silêncio com um belo sorriso nos lábios. Ele é belo. Davi chama a minha atenção de uma forma diferente. É como se fosse um imã. Como se tivéssemos sido feitos para estamos sempre unidos.

“Obrigado Davi.”

X

Depois que o filme acabou, Johan pediu para Richard se preparar, pois eles iriam tomar banho. O garoto sorriu e correu para o quarto, já retirando o casaco.

“Rick, você quer tomar banho na bacia ou em pé?” Johan estava ao lado do garoto em poucos segundos, ajudando-o a se despir.

“Bacia!” Richard sentou na cama e deixou que o tio retirasse seu sapato e calça, deixando-o apenas com a cueca azul. “Mas tio...”

“Uhm?”

“Eu quero que o tio Davi me dê banho.” O menininho riu e colocou a mão no rosto de Johan. “Você está dodói, tio.”

O rapaz de cabelos castanhos sorriu e deu um beijo na testa de Richard antes de se levantar. Pirralho esperto.

“Davi, você pode dar banho no Rick pra mim? Eu te empresto algumas roupas depois.” Johan deu um soco no braço do policial que estava encostado na parede, do lado de fora do quarto. “Você ouviu o que ele disse.”

“É claro que eu ouvi. E vou dizer de novo: seu sobrinho é muito esperto.” Davi sorriu e entrou no quarto batendo as mãos. “Muito bem, vamos tomar um banho!”

Johan ouviu a risada de Richard e balançou a cabeça caminhando em direção à cozinha. Seu braço não estava tão ruim e ele tinha certeza de que poderia dar banho em Richard sem maiores problemas, mas aquela preocupação inocente o fez dar de ombros. Uma vez ou outra não faz mal.

X

O banho chegou ao fim e Johan foi até o banheiro, com o intuito de enrolar o sobrinho em uma toalha para levá-lo ao quarto para secá-lo. No entanto, sua boa intenção foi por água abaixo quando ele abriu a porta e encontrou Davi de cueca secando os cabelos ruivos do garoto.

“Davi... O que você está fazendo?” Johan piscou algumas vezes e olhou para o sobrinho, evitando olhar para o corpo do policial.

“Secando o Rick. Você ia ter que pegá-lo no colo para fazer isso, então estou secando aqui no banheiro mesmo. Algum problema?” Davi continuou o que fazia sem erguer os olhos para olhar na direção de Johan. Ele está ciente de que eu estou olhando para o corpo dele. Tenho a impressão de que isso foi proposital.

“Ótimo. É... Obrigado. Vou ficar esperando na sala então.”

“Sem problemas.”

Fechando a porta do banheiro e suspirando logo em seguida, Johan voltou para a sala e se sentou, ligando a TV e procurando algo agradável para assistir. Até quando ele pretende ficar me testando assim? Se ele quiser fazer algo, deveria fazer logo. Idiota.

Poucos minutos se passaram até que Richard entrou correndo na sala, se jogando no colo do tio. Os cabelos ruivos ainda estavam úmidos, mas ele estava corretamente arrumado.

Davi veio logo em seguida, vestindo a mesma roupa que usara o dia todo.

“Sei que disse que ficaria aqui o dia todo, mas ocorreu uma emergência no departamento policial e eu preciso ir.” Seus cabelos negros estavam mais bagunçados do que nunca e isso levou um breve sorriso aos lábios de Johan.

“Sem problemas. Vá salvar a pátria.” O rapaz de cabelos castanhos deu batidinhas nas costas do sobrinho e ele desceu de seu colo, correndo na direção de Davi e abraçando suas pernas.

“Tchau tio Davi! Eu quero te ver mais!” Richard sorriu e olhou nos olhos do policial. “Hoje eu me diverti. E o tio Johan estava mais feliz!”

“Rick! Não diga coisas desnecessárias. Vá para o quarto!” Johan ficou de pé em um pulo e sentiu o rosto corar.

“Por quê?” O garotinho olhou para o sobrinho e fez bico.

“Porque eu estou mandando. Vai!”

Richard riu, abraçou as pernas de Davi mais uma vez e correu para o quarto, deixando os dois homens sozinhos.

“Crianças não sabem a hora de ficarem quietas.” Johan abriu a porta da sala e deu espaço párea que Davi pudesse passar. Principalmente o Rick. Ele não precisava ter dito isso para o Davi.

“Eu fiquei feliz em escutar isso, então tudo bem.” O policial sorriu e parou de frente para Johan. “Bem, então...”

Davi se inclinou na direção de Johan e isso o fez fechar os belos olhos verdes. Ele vai me beijar!

No entanto, o beijo não foi onde ele esperava. Lábios macios tocaram a sua testa e ele voltou a abrir os olhos, tendo tempo de ver Davi sorrir antes de cobrir a boca com a mão.

“Eu não vou beijá-lo enquanto não tiver sua autorização. Acho ótima a ideia de irmos aos poucos.” Davi passou a mão nos cabelos castanhos à sua frente e saiu do apartamento. “Até amanhã. Se acontecer algo, me ligue e eu virei o mais rápido que puder.”

Johan apenas concordou com a cabeça e fechou a porta, apertando a camisa na altura do peito. Seu coração estava disparado e suas bochechas quentes. Por que eu me sinto decepcionado? Será que eu queria aquele beijo?

Sua respiração voltou ao normal, mas suas batidas cardíacas ainda estavam descompassadas. Sim. Eu queria aquele beijo.

Notas finais
Eai? Tiro, porrada e bomba no Rafael?