Love comes softly
17 Davi
“Every moment I spent with you
Is a moment of treasure”
–I Don’t Want to Miss a Thing (Aerosmith)
“Todo momento que eu passo com você
É um momento precioso”
O almoço fora levemente demorado.
Davi queria aproveitar aquele momento com calma, então não houve nenhum tipo de pressa ou agitação. Nós dois estamos indo devagar desde o começo, por que não continuar assim?
Johan permaneceu uma boa parte do tempo com o rosto extremamente corado, mas a vergonha passou assim que a comida chegou e o assunto mudou para trivialidades.
Falar sobre Rafael e Liam era algo engraçado e Davi precisou se controlar para não rir ao imaginar como Liam poderia estar tendo trabalho com aquele homem que atrapalhou tanto a vida das pessoas. Mas se ele está com o Liam então não vai demorar muito pra ele mudar.
Quando o almoço chegou ao fim, Johan se ofereceu para ajudar a pagar a conta.
“Não. Eu te chamei para almoçar aqui, então eu pago.” Davi pegou a carteira e se levantou, começando a caminhar até o caixa.
“Davi, nós podemos estar juntos e tudo o mais, mas eu não sou uma dama que acha que não deve pagar sua parte da despesa. Eu vou pagar a minha parte e se você não deixar, esse vai ter sido o relacionamento mais curto que você já teve.” Os olhos verdes estavam sérios e por um momento o policial ficou em silêncio, se perguntando se Johan estava falando sério. Esse olhar não é de uma pessoa que está brincando...
“Tudo bem, pode pagar...”
A risada de Johan fora algo inesperado para o momento e pegou Davi de surpresa, deixando-o maravilhado. Eu jamais vou me cansar de ouvir a risada dele.
“Espero que você saiba que eu não vou terminar realmente com você. Nós acabamos de começar, ainda temos muito que fazer.” O final do comentário saiu com segundas e até terceiras intenções e o policial se perguntou se estava delirando.
X
Assim que a conta foi paga e os dois homens saíram do restaurante, Davi sugeriu que eles se encontrassem em frente ao apartamento de Johan, já que cada um estava com um carro.
A ideia foi muito bem recebida e Johan se adiantou para entrar no próprio carro – que estava coincidentemente estacionado atrás da viatura de Davi. No entanto, a ação não foi realizada e Johan recuou alguns passos depois de esbarrar com alguém.
“Opa. Sinto muito, eu não vi para onde estava indo.” Ele se desculpou enquanto recolhia a bolsa que havia caído no chão.
“Johan...?” A voz feminina fez Davi retirar os olhos dos cabelos castanhos de Johan e enxergar uma moça extremamente bela. Uau! Se eu fosse hetero, provavelmente me apaixonaria.
A moça tinha longos cabelos negros, enrolado nas pontas. Seus olhos eram de um castanho esverdeado extremamente belo e seus cílios eram tão longos que não pareciam precisar de qualquer maquiagem. Os lábios estavam pintados com batom vermelho, chamando a atenção para aquela região. O corpo era muito bem definido, com curvas nos lugares certos, mas não era isso que chamava a atenção de Davi.
Seu corpo se inclinou para frente automaticamente, puxando o braço de Johan, fazendo-o se levantar.
“Você está bem? O esbarrão foi feio.” A bolsa foi retirada da mão de Johan e ele sorriu.
“Ah, eu estou bem, obrigada.” A mulher deu um passo para frente, mostrando a perna bem definida – que ficava a mostra por conta do vestido excessivamente curto.
“Sinto muito, mas a pergunta não foi para você. Eu perguntei para o Johan.” A resposta do policial levou uma expressão levemente ofendida para o rosto da moça, mas o sorriso não deixou seus lábios.
“Johan, é você mesmo! Você está tão bonito!” A moça deu mais alguns passos e estendeu a mão, tocando no rosto do homem de cabelos castanhos, fazendo suas unhas pintadas de azul contrastarem com a pele branca de Johan.
“Lara...” O nome saiu acusatório pelos lábios de Johan e Davi sentiu raiva imediatamente. Quem quer que seja, essa mulher não é uma boa pessoa.
“Com licença, mas quem é você?” O policial estendeu a bolsa para Lara e deu um passo para trás, puxando Johan consigo.
“Eu sou Lara. A namorada de Johan.” A mulher sorriu e deu um passo para frente. “Faz um tempo que não te vejo Johan, como tem passado?”
“Ex. Você é minha ex-namorada. Eu sei que você sempre foi uma vagabunda, mas me trair na minha frente com o meu melhor amigo... Olha, isso já foi demais.” A voz de Johan pareceu voltar com força total e a raiva viera junto de brinde. É a primeira vez que eu o vejo assim. A Raiva que ele demonstrou quando encontrou o Rafael não é nada se comparado a isso.
“Johan... Por que você está falando assim comigo? Foi um erro de uma noite. Todos nós estávamos bêbados. É difícil de entender? Você não me amava? Eu ainda te amo!” Os olhos esverdeados da mulher permaneceram analisando o corpo de Johan e de Davi o tempo todo. Desde que nos encontramos, ela não olhou nos nossos olhos nenhuma vez.
“Não. Você não o ama.” Davi puxou Johan para trás de si, ficando na frente, de forma protetora. “Você nunca ligou para ele.”
As lembranças do dia em que encontrara Johan dormindo no banco da praça, de como ele estava bêbado, de como ele estava irritado, da sua frustração por ter sido traído, não apenas pela namorada, mas pelo melhor amigo também... Todas essas lembranças jamais sairiam da mente de Davi. Foi o dia em que eu encontrei a pessoa que eu sabia que mudaria a minha vida. Jamais me darei ao luxo de esquecer essas coisas.
“E quem você é para dizer isso? Como sabe se eu liguei para ele ou não?” O olhar delicado e meigo da mulher mudou drasticamente. Sua expressão demonstrava que ela estava na defensiva e com raiva.
“Eu estou ao lado do Johan desde o dia em que você resolveu trocá-lo por outro. Sou eu que tenho ajudado ele com outros problemas e não lembro em nenhum momento de ter visto uma única mensagem sua no celular dele.”
“É claro que você não viu. Ela não me mandou.” Johan sorriu e deu um passo para frente. “E como está a vida com ele?”
“Ele é um cafajeste e não merece o que eu tenho a oferecer.” Lara passou a mão pelos cabelos, aproveitando o vento agradável. “Mas eu posso voltar para você Johan. Eu posso agradá-lo nas nossas noites mais quentes. É só você querer.”
O olhar da mulher seguiu para o corpo de Davi. Eu estou com nojo dessa mulher.
“Você poderia se juntar a nós se quiser.” Lara piscou para o policial e sorriu.
A reação de Johan assustou Davi.
O homem de cabelos castanhos chegou perto de Lara, estendendo a mão e tocando a bochecha esquerda da moça. Seus olhos se abaixaram para o decote do vestido e ele deixou que seus lábios se aproximassem. Johan...
“Ah Lara...” Os olhos da moça brilharam, admirando o corpo do homem que estava extremamente próximo de si. “Você devia aproveitar a roupa que está usando e ir trabalhar em uma esquina pra ver se apaga todo esse fogo.”
A próxima coisa que Davi ouviu foi um tapa. Seus olhos viram quando o rosto de Lara virou para o lado oposto, ficando avermelhado logo em seguida.
“Você é louco?! Eu vou denunciá-lo para a policia, seu cafajeste!” Os gritos estridentes chamavam atenção das pessoas na rua, mas ninguém parava para olhar. “Existe uma lei contra a agressão às mulheres sabia?!”
“Por favor, vá até a delegacia.” Davi riu e retirou o distintivo do bolso, mostrando para a moça. “Eu quero mesmo que você preste queixa. Sua vida vai se tornar um inferno depois que você fizer isso.”
Os olhos esverdeados adotaram uma expressão de ofensa e a mulher arrumou a postura, ficando reta sobre os saltos. Seus lábios vermelhos se apertaram em uma fina linha e ela voltou a andar, atraindo a atenção de todos os homens na rua.
“Você tinha um mau gosto para companhias...” Davi comentou, assim que a mulher estava longe o suficiente.
“Realmente, não sei onde eu estava com a cabeça.” Seus olhares se encontraram e Johan sorriu. “Espero ter mudado meu gosto para companhias.”
“Quando nós chegarmos em casa, você vai ver como o seu gosto mudou.” O policial colocou a mão sobre o ombro de Johan e aproximou seus lábios da orelha do homem de cabelos castanhos. “Mudou para melhor, porque além de fazer você se sentir ótimo, eu vou provar que sou a melhor pessoa para ter ao seu lado.”
Johan corou, mas não se afastou. Seus lábios estavam repuxados em um meio sorriso e ele revirou os olhos.
“Nos encontramos em frente ao apartamento então.” Com uma breve piscadela, o homem de cabelos castanhos se afastou, destravando o carro e abrindo a porta.
Quando os olhares se encontraram, Davi teve certeza que tudo estava indo bem e uma ideia cruzou sua mente.
“Johan, pode ir na frente. Eu preciso passar em um lugar antes.”
X
O vidro foi guardado no bolso da calça enquanto Davi descia do carro.
O porteiro o cumprimentou, com um aceno de cabeça e avisou que sua subida já havia sido autorizada.
Seu coração palpitava em seu peito e suas mãos suavam, levando um sorriso nervoso para os seus lábios. Eu sinto como se estivesse indo para a casa do meu primeiro namorado. Eu me pergunto, sinceramente, se o Johan tem alguma ideia do que faz comigo.
O apito do elevador anunciou que ele havia chegado ao seu destino e Davi saiu, caminhando com passos levemente apressados até a porta do apartamento conhecido.
As duas batidas anunciaram sua presença e em poucos segundos ele foi recebido com um sorriso e rosto corado.
“Você demorou. Está tudo bem?” Os cabelos castanhos estavam levemente bagunçados e Davi percebeu que Johan havia trocado de roupa.
“Eu precisava comprar algo antes de vir pra cá. Nada demais.” O policial entrou no apartamento e jogou as chaves do carro sobre a mesinha de centro, ouvindo o tilintar do metal.
Seus olhares se encontraram e Johan se sentou no sofá, se espreguiçando e fazendo sinal para que Davi se sentasse ao seu lado. É tudo diferente. Agora que estamos juntos, nós dois estamos com um pouco de vergonha. Chega a ser engraçado.
Assim que se sentou, Davi sentiu um toque gentil em sua mão. Seus olhares se encontraram e pela primeira vez, e anos, ele se sentiu completamente amado.
“Obrigado Davi.” As palavras saíram sussurradas, como deveria ser em um momento como aquele.
“E pelo o que eu estou sendo agradecido?” As mãos se entrelaçaram e Davi puxou Johan para perto, passando o braço livre pelos ombros de sua companhia.
“Por não desistir. Por ver qualidades onde eu só via defeitos. Eu sou uma pessoa incompleta em todos os sentidos, mas sinto que posso me tornar melhor se nós estivermos juntos.”
Ouvir aquelas palavras saírem da boca da pessoa amada deixou Davi com um sorriso bobo nos lábios. Seus olhos brilharam e seu corpo se inclinou, depositando um casto beijo nos lábios de Johan. Eu o quero por inteiro.
A carícia começou como um tocar de lábios, mas – antes que pudesse pensar em aprofundar aquele momento – Johan se adiantou, pedindo passagem com a língua e se sentando no colo do policial. Woa... Isso está mesmo acontecendo?
“Johan, você tem certeza de que é isso o que quer? Eu posso esperar até que você esteja realmente pronto.” O beijo foi interrompido quando a pergunta brotou em sua mente. Eu preciso ter certeza de que ambos estamos de acordo com isso.
“Se eu não quisesse, não teria dito aquelas coisas no restaurante e não teria deixado você vir ao meu apartamento.” Johan apoiou ambas as mãos nos ombros de Davi e moveu o quadril, fazendo o policial fechar os olhos para se controlar. “Além disso, você está feliz ou tem algo no seu bolso?”
O moreno riu e puxou Johan para mais perto.
“Ambos.” O homem de cabelos castanhos foi empurrado para o sofá, ficando devidamente deitado, com Davi por cima.
O policial colocou uma das mãos no bolso da própria calça, retirando um pequeno vidro de lá.
“Eu passei em uma farmácia. Eu não tinha certeza se suas insinuações eram reais, mas achei melhor me prevenir.” O vidrinho de lubrificante foi colocado sobre a mesinha de centro. “É a sua primeira vez, eu não quero machucá-lo.”
Uma gargalhada extremamente agradável cruzou os lábios de Johan, deixando Davi surpreso. Seus olhos se arregalaram um pouco ao ver a cena. Não existem palavras para descrever o que eu sinto quando o vejo.
“Sinto muito por rir.” Johan secou uma lágrima do canto do olho e ergueu a mão, tocando a bochecha direita do policial. “É que você ficou realmente sexy agora.”
Todo e qualquer controle que Davi tinha foram jogados para o alto quando aquelas palavras – cheias de décimas intenções – chegaram aos seus ouvidos.
Seus lábios se encontraram em um beijo afobado, luxurioso e necessitado. As línguas se enrolavam em uma dança insinuante e o policial teve certeza que recebera sinal verde para continuar quando seu joelho tocou o membro de Johan e ele gemeu.
Os corpos se aproximaram um pouco mais e Davi separou o beijo, relutantemente, para continuar com algo mais interessante. Seus lábios desceram pelo pescoço do homem de cabelos castanhos, deixando leves marcas arroxeadas, enquanto sua mão deslizava furtivamente para os botões da calça jeans.
“N-não deixe marcas muito fortes... E-eu preciso dar aula amanhã.” O pedido fora muito bem ouvido e Davi sorriu ao ver Johan de uma forma tão indefesa. Mas eu ainda quero marcá-lo, para que ele saiba que pertence apenas a mim.
A camiseta de o homem de cabelos castanhos foi retirada e jogada para o lado, deixando seu tórax e abdômen à mostra. Não é a primeira vez que eu o vejo sem camisa, mas é a primeira vez que eu não preciso me controlar por vê-lo assim.
As marcas de mordidas e chupões ganharam força e destaque no peito de Johan, deixando-o levemente arrepiado. Ninguém verá as marcas por aqui, então eu não preciso me conter.
Os botões da calça foram abertos e a mão de Davi entrou rapidamente pela cueca box de Johan, tocando seu membro – já ereto – sem nenhum impedimento. É totalmente diferente das minhas fantasias.
O gemido que escapou dos lábios do homem de cabelos castanhos fora uma surpresa e Johan corou violentamente enquanto cobria a boca com as mãos.
“Não faça isso Johan.” Davi sorriu e se aproximou da orelha de Johan, continuando a masturbá-lo. “Eu quero muito ouvir a sua voz.”
Johan corou ainda mais, mas atendeu ao pedido, colocando suas mãos na barra da camiseta do policial, retirando-a com um único puxão e jogando-a para longe.
“Então ande logo com isso, porque eu estou no meu limite.”
O sorriso insistente permaneceu em seus lábios enquanto Davi retirava a própria calça jeans, ficando apenas de cueca. O volume de sua ereção era evidente e, por mais que doesse, ele se controlaria. Eu jamais faria algo para machucar o Johan.
O mesmo foi feito com a calça e cueca de Johan, e o homem virou o rosto para o lado oposto, tentando esconder o constrangimento por estar completamente nu.
Davi se inclinou para baixo, deixando que seus lábios tocassem o começo do membro de Johan, fazendo o rapaz soltar um gemido alto e voltar a cobrir a boca.
O vidrinho de lubrificante foi alcançado e o policial retirou a tampa, colocando um pouco do líquido em três de seus dedos.
“Eu vou prepará-lo agora, mantenha sua voz baixa para que os vizinhos não o ouçam.” Um sorriso irônico adornou seus lábios. “Ou grite o mais alto que puder, para que todos saibam que você está tendo prazer.”
Antes que pudesse responder, Davi voltou seus lábios para o membro de Johan enquanto um de seus dedos forçava caminho para prepará-lo. Eu preciso ser cuidados, ou o machucarei ao invés de dar prazer.
Usar de sua boca para estimular Johan era uma das melhores coisas que Davi já havia feito. Sentir a extensão de seu membro não era o único fator agradável. Os gemidos contidos, de deleite e prazer, que escapavam dos lábios do homem de cabelos castanhos, tornavam o momento muito mais erótico e agradável.
Logo o segundo dedo pode entrar com mais facilidade e o policial continuou a mover a mão com pouca velocidade, preparando-o lentamente e sem pressa. Minha própria ereção dói.
A mão de Johan tocou seus cabelos e só então os olhares se encontraram.O rapaz ofegou e respirou fundo, antes de anunciar que seu orgasmo estava próximo.
“P-por favor, pare... Eu estou quase...”
Mas o pedido não foi ouvido. Ver a expressão de luxuria no rosto de Johan, como seus lábios estavam avermelhados, como seu corpo brilhava com o começo do suor, como seu peito subia e descia por conta da respiração acelerada... Tudo isso fez Davi perder total controle da situação.
O terceiro dedo foi inserido, fazendo Johan praticamente gritar, chegando ao orgasmo.
Davi só se afastou depois que sua garganta se moveu duas vezes, engolindo tudo o que havia sido recebido. Seus lábios subiram em uma trilha de beijos e lambidas, até chegarem aos lábios de Johan e beijá-lo com paixão.
“Você está bem?” A pergunta saíra sussurrada enquanto seus dedos continuavam a se mover.
“E-eu...” Johan havia tampado os olhos com o braço, deixando apenas as bochechas coradas e os lábios à mostra. “Eu preciso... De u-um tempo.”
Davi sorriu e voltou a beijá-lo delicadamente, usando a mão livre para retirar o braço do rapaz do caminho.
“Pode ficar de olhos fechados, mas não cubra seu rosto. Ele é belo demais para ficar escondido.”
A frase fez Johan sorrir e o policial beijou cada canto possível. O alto de sua testa, seus olhos, suas bochechas, seus cabelos, seu queixo, seu nariz... Todos eles foram beijados, delicadamente, seguido de um sorriso. A respiração dele melhorou.
“Posso continuar?”
A resposta veio com um sorriso erótico e um puxão em sua nuca, fazendo ambos os lábios se encontrarem em um novo beijo voraz.
Seus dedos se moveram com mais velocidade e, em certo momento, Davi pode ouvir um gemido de deleite vindo de Johan.
“É aqui? Você se sente bem quando eu toco aqui?” O ponto foi tocado mais duas vezes, fazendo o homem de cabelos castanhos se contorcer e gemer. “Encontrei.”
O ponto especial foi tocado mais algumas vezes, fazendo o membro de Johan voltar a ficar ereto e sua entrada se tornar levemente apertada. Nada que vá me impedir de me mover.
A cueca box – que já estava molhada devido ao pré-gozo – foi retirada e jogada para trás do sofá. Davi percebeu quando os olhos de Johan brilharam com luxuria e sorriu enquanto posicionava seu corpo no ângulo certo. As pernas do homem abaixo de si foram um pouco mais abertas e ele respirou fundo.
“Eu vou entrar e esperar até que você me dê o sinal de que está tudo bem.”
Graças ao lubrificante, à preparação e ao pré-gozo, invadir Johan não fora tão difícil e até mesmo a expressão do rapaz não parecia ser de dor. Quando estava na metade do caminho, Davi perguntou se ele podia continuar e recebeu um menear de cabeça.
Johan mordeu o lábio inferior quando o membro de Davi estava completamente dentro de si e o policial voltou a se inclinar, beijando seu abdômen, tórax e pescoço.
“Está doendo?”
“Não, mas não estou me sentindo confortável também.” Uma risada irônica escapou dos lábios de Johan e ele arqueou as costas levemente. “Mas não é uma sensação ruim.”
“Me avise quando eu puder me mover, Johan. Eu não vou fazer nada sem o seu consentimento.”
Os beijos continuaram, com todo o carinho que Davi podia dar, fazendo o homem abaixo de si se arrepiar aos poucos. Pouco tempo se passou até Johan abrir os olhos novamente e virar o rosto para Davi, puxando-o para um novo beijo.
“Mova-se o quanto quiser.”
Davi voltou a ficar reto, segurando o quadril de Johan e retirando seu membro quase completamente, apenas para voltar a penetrá-lo com um pouco mais de força.
O homem de cabelos castanhos gemeu e arqueou as costas, apertando o alto do sofá com toda a força que tinha, fazendo seus dedos ficarem brancos.
Os movimentos começaram lentos e foram aumentando gradativamente, até que os únicos sons audíveis eram o ranger do sofá, os gemidos dos dois homens e os corpos se chocando.
Davi sabia que seus dedos estavam apertando o quadril de Johan com uma força além do necessário, mas era impossível se controlar em um momento como aquele. Diferente do que ele esperava, o homem de cabelos castanhos era extremamente apertado, então a sensação de prazer era muito maior. Seu corpo se arrepiava cada vez que seu membro preenchia o rapaz abaixo de si e seus sentidos pareciam falhar todas as vezes que os gemidos de Johan se tornavam gritos de prazer.
“M-mais... Mais forte...” Os pedidos – quase implorações – de Johan, faziam o momento se tornar ainda mais necessário e Davi não media esforços para atendê-lo.
As estocadas ficaram mais fortes e o policial já começava a sentir que seu orgasmo estava próximo. Ainda não...
Davi retirou seu membro completamente antes de virar Johan de barriga para baixo, deixando-o de quatro e voltando a penetrá-lo.
O ponto especial do homem de cabelos castanhos foi encontrado de primeira e Johan precisou morder a almofada que estava abaixo de si, para que seu gemido não saísse tão alto. Embora eu ache que os vizinhos já nos ouviram o suficiente.
Após mais algumas estocadas, Davi ouviu quando Johan avisou que estava próximo do orgasmo e levou sua mão para o membro do rapaz, estimulando-o duplamente. De fato, o ápice de Johan não demorou muito para chegar, sujando o sofá e a mão do policial.
Devido ao orgasmo, a entrada do rapaz se tornara apertada, fazendo Davi se inclinar antes de chegar ao ápice também.
Cansados, com as respirações alteradas e os corpos suados, ambos os homens se deitaram no chão, devido à sujeira no sofá.
“Você me fez estragar meu sofá.” Johan comentou enquanto se aconchegava nos braços do amante.
Davi sorriu, depositando um beijo na testa do rapaz.
“Nós compraremos um novo, não se preocupe. No nosso tipo de relação, o que nós mais fazemos é estragar as coisas. Quebrar vasos quando nos beijamos em algum lugar, estragar lençóis de cama, estragar sofá, tapete... E por aí vai." A risada foi interrompida por um tapa em seu peito e Davi apertou o abraço um pouco mais. “Eu te amo Johan.”
Os olhares se encontraram e o policial continuou:
“Eu te amo pelo seu sorriso, pelo seu olhar, pela sua raiva, pela sua bebedeira, por você ter dormido no banco de uma praça, por você ter aceitado carona de um policial, por ter vomitado nesse policial...” Davi sorriu e beijou Johan novamente. “Eu te amo por você ser quem é. Por ser indeciso, por ter me aceitado quando não sabia ao certo qual sua opção sexual. Você é simplesmente perfeito. Não acredite nas palavras contraditórias de outras pessoas.”
“V-você deveria parar de falar essas coisas vergonhosas.” O homem de cabelos castanhos corou e abaixou o rosto, descansando a cabeça no peito do policial.
“Não são vergonhosas. São verdadeiras.” Seu coração batia em uma velocidade que Davi achava não ser saudável. “E sabe o que é melhor?”
“O que?”
“Você é completamente meu.”
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