Love can hurt sometimes
2 Beautiful eyes, and smile and...
Notas iniciais
POV EMMA
– Senhorita Swan?
– Eu mesma. — digo com dificuldades, perdida nessa imensidão azul.
– Está bem?
– To ótima — digo desviando o olhar até minhas mãos.
– Que bom! Sente-se, por favor.
Me sento e ele começa um interrogatório:
– Preciso fazer umas perguntas antes de te apresentar tudo e lhe explicar sua função aqui.
– Okay.
– Primeira pergunta: quantos anos tem?
– 24
– Já trabalhou em outras delegacias?
– Não, acabei de me formar.
– Ah claro, imaginei. — ele está sendo sarcástico!! — tem algum filho?
– Não.. Por quê?
– Se tivesse, teríamos alguns problemas em relação aos horarios.
– Ah, sim.
– E por último: sabe fazer alguma coisa?
– Eu me dou muito bem com pessoas, tenho uma boa mira. Lutei box e karatê durante 8 anos. E sempre sei quando as pessoas estão mentindo, é tipo um radar.
– Bom. Venha comigo, irei te mostrar sua sala e o resto da delegacia — ele diz se levantando, o que me faz levantar também.
Saímos de sua sala, demos uns 6 passos e ele parou, abriu uma porta e entrou, entrei também.
Era uma sala, muito bonitinha por sinal. Nem acredito que estou aqui!
– Essa é a sua sala. Pode deixar suas coisas aí. — coloquei a minha bolsa na mesa — venha.
Ele me mostrou o lugar todo, é grande e as pessoas parecem ótimas! Menos os presos, é claro.
Voltamos até a minha sala, estranho dizer isso.
– Então é isso. Aqui na delegacia de Boston, você vai preencher os boletins de ocorrência, e o que precisar da minha autorização e assinatura, você irá até a minha sala, que não sei se percebeu, mas é bem aqui do lado — sorri — e também, irá sair em patrulha 1 vez ao dia. A sua patrulha será sempre ás 14:00 aqui no bairro.
– Okay.
– Os horário são o seguinte, preste bem atenção porquê não gosto que não me obedecem. Você irá chegar ás 9:00, e sem atrasos, por favor, você por parar para almoçar, 1 hora de almoço ao meio-dia. E sua saída ás 17:00. Também pode parar para ir ao banheiro, tomar um café para despertar e ir tomar água. E não é permitido namoro aqui dentro da delegacia. Estamos entendidos?
– Sim senhor.
– Ótimo! Assim que eu gosto. — Ruby entrou na sala com um caixinha na mão e a entregou ao delegado. — Aqui está os boletins de ocorrência de ontem. Pode preenchê-los. E quando acabar vai até minha sala, pegar mais. — ele diz isso e sai acompanhado de Ruby.
Uou. Que chefe mandão. Ainda bem que tem muita beleza, porquê se dependesse de bondade... Ele estava perdido. Comecei a preencher esses boletins, e deveria estar desanimada, porquê é muito chato fazer isso. Mas estou animada por causa deste emprego. Sinto que minha vida vai mudar completamente.
POV KILLIAN
Okay, okay, essa tal de Emma é muito linda. Mas muito inocente, e não tem nenhuma experiência neste emprego. Pelo menos ela tem algumas qualidades: sabe lutar e lidar com pessoas. Espero conhecer melhor essas qualidades, e não é o que estão pensando, ou é? Tá, ela é muito linda mesmo e eu adoraria experimentá-la em minha cama. Venceram! Mas ela é minha funcionária e isto está fora de cogitação.
São 12:00, batem na porta.
– Entra — digo impaciente.
Emma entra com a caixa dos boletins em suas mãos.
– Eu terminei de preencher os boletins.
– Já? Que eficiente — a parabenizo. Peguei a outra caixa debaixo da minha mesa e a entreguei — pode preencher esses também. — coloco a caixa encima da minha mesa, pego a caixa que está em suas mãos e coloco debaixo da minha mesa. Ela pega a caixa e vai saindo, mas antes de sair:
– Espera. — ela se virou meio assustada — parabéns pelo trabalho — olhei para o relógio em meu pulso e vi que estava no horario de almoço — e tá na hora de almoçar. Me acompanha? — por quê eu disse isso hein? Só por causa dos lindos olhos dela. E esse maravilhoso sorriso? Que bobagem. Mas agora já foi.
– Ah... Claro, por quê não? — ela responde e vai até a sala dela. Eu a sigo.
Ela coloca a caixa em sua mesa e sai da sala me encarando.
– Vamos? — digo sorrindo. O que tem de errado comigo? Nunca sorrio para uma funcionária! Principalmente sendo uma novata. Só porque ela é linda de morrer? Com toda certeza, deve ter um namorado.
Vamos até um restaurante que fica localizado duas quadras da delegacia. Entramos, nos sentamos e o garçom nos entregou o cardápio.
– Posso lhes indicar o almoço para um casal apaixonado, que tal?
– NÓS NÃO SOMOS UM CASAL — dissemos juntos. E nos olhamos por causa da coincidência.
– Ah, me desculpem. Algo para beber?
– Um suco de laranja, por favor. — essa voz dela é tão linda! Sério, Killian, para!
– E o senhor? — O garçom me perguntou.
– Senhor está no céu — rimos — pode ser uma limonada suíça.
Eu e Emma nos olhamos por alguns segundos até que ela desviou o olhar e disse meio envergonhada:
– Casal apaixonado — ela ri meio sem jeito — que bobeira, né?
– Com toda certeza! Nunca iríamos ser um casal. — digo rapidamente.
– Claro que não.
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