Love as Sakura | 爱如樱
64 第57章 A chave mestra - Parte II
Xun Hao segurou seu mestre antes que o corpo dele pendesse para frente. Muito cansado pela energia gasta, Xing Jiu mal conseguia respirar quando seus olhos se abriram novamente na câmara dos sonhos e ele encarou, com uma sensação de deja vu, o lugar que fora seu lar pela maior parte da existência. O criado o ajudou a beber um pouco de chá trazendo certo bem estar ao astrólogo que não sabia se o mal estar era devido ao tempo que não entrava no portal dos sonhos — algo descartado por ele já que era parte de si fazer aquele tipo de coisa — ou, o mais provável, o tempo que não praticava seu cultivo.
Com a ajuda do criado, Xing Jiu saiu até o palácio das estrelas onde deitou-se para descansar. Tudo estava muito quieto na tribo dos astrólogos mesmo que a noite já tivesse caído e esse foi o fato chave para Xing Jiu recordar a solidão na qual o mundo imortal afundara, dando seus últimos suspiros sem descendentes para levar adiante suas tradições. Era o destino, talvez. A grande guerra dizimara boa parte da tribo do gelo e do fogo, as baixas em ambos os lados não podiam ser reparadas e, no final, apenas Ka Suo restou reinando em uma necrocracia.
— Zemeyang?*[1] — Perguntou Xun Hao ao encarar o contemplativo mestre. — Sente dor?
— Não. — Meneou a cabeça dando um suspiro. — Apenas me esgotou mais do que esperava...
— O que fez nas memórias do jovem Hu Bing?
— Plantei algumas lembranças falsas. Ele pensa que Yan Da está no exterior para ficar longe dos holofotes por causa da problemática envolvendo Shuo Gang e Huo Yi, eles devem ir a julgamento em breve. — Explicou tomando novo gole de chá. — Pensar assim vai dar a Pian Feng algum tempo.
— Deve descansar, mestre, mexer nas lembranças das pessoas causa muito esgotamento espiritual.
— Estou preocupado com os outros... não encontramos ainda uma forma de trazer Yan Da de volta, eles devem estar procurando sem descanso.
— Mas nesse estado o senhor não conseguirá ajudar ninguém, descanse pelo menos um pouco, virei acordá-lo após uma ou duas horas.
Xing Jiu achou a colocação do criado razoável e aceitou dormir por algum tempo para repor as energias. Seguiria até a tribo xamã tão logo acordasse. Não muito depois, vencido pelo cansaço, ele adormeceu.
※
Nas margens do mar de gelo as revoltosas águas cuspiam espuma branca contra as rochas, a mais imponente delas, Lian Qiu Shi*[2] pedra escura antigamente conhecida pelas tribos como “estrado de punição” por ser o local onde a maioria dos imortais que cometiam crimes graves eram castigados. As vezes, mesmo mortais sofriam mortes horrendas ali, embora fosse incomum. O vento uivava violento sacudindo as vestes do astrólogo enquanto o céu acima de sua cabeça era tomado por pesadas nuvens prenunciando uma tempestade que nunca caía.
Pássaros de neve chilreavam estridentes acima dos penhascos que se erquiam como lâminas prontas a rasgar o céu sombrio. Sem entender o que fazia ali, Xing Jiu olhou em volta a procura de alguma pista, o chão pedregoso coberto de neve e lama exibia cristais de gelo pontiagudos que por vezes prendiam a capa do astrólogo conforme ele avançava na direção de Lan Qiu Shi, à beira da costa, até notar que um dos pássaros exibia comportamento singular, voando ao redor da rocha de forma ininterrupta. Todavia, só ao aproximar-se um pouco mais, Xing Jiu percebeu o homem amarrado ao estrado de punição. Pesadas correntes atavam seu corpo à pedra escura, rasgando-lhe a pele, os cabelos desalinhados e o corpo desnutrido eram açoitados com o vento congelante, mas nenhum lamento ecoava de seus lábios secos.
Franzindo o cenho, o astrólogo reconheceu aquele como o sonho que Shi deixara para Ka Suo sete mil anos atrás, antes da grande guerra. Ele olhou quando a ave pousou no ombro do prisioneiro e, em seguida partiu descendo com velocidade até chocar-se contra a rocha e seu sangue escorrer sobre o estranho, libertando-o das correntes. O corpo esmagado do pássaro despencou no chão desfazendo-se e o sangue criou várias lótus escarlates conforme se espalhava pela neve lamacenta. O prisioneiro derramou uma única lágrima sobre o corpo do seu libertador e cristais vermelhos cresceram em volta do corpo, ele então esboçou um triste sorriso antes de se atirar do penhasco e ser devorado pelas águas turbulentas.
※
Xing Jiu abriu os olhos sentindo a fina camada de suor sobre o seu rosto ser resfriada pela brisa que entrava através da janela. Não havia qualquer sinal de Xun Hao no aposento, os sons que entravam ali, abafados pelas portas fechadas, eram os tímidos passos dos criados remanescentes no palácio das estrelas. Sentado na cama, o astrólogo passou as mãos pelo rosto se perguntando o que aquele sonho podia significar, especialmente porque ele nunca sonhava e nas poucas vezes que acontecia não eram bons presságios.
Levantando-se, ele se preparava para sair quando Xun Hao irrompeu no quarto surpreendendo-se ao encontrá-lo acordado. Ele anunciou que havia um banho pronto para Xing Jiu e a refeição seria servida em seguida. O mestre da tribo dos astrólogos, meditativo, seguiu até a tina de madeira imergindo na água morna pensando se algo havia acontecido a Shi ou Ka Suo, devia ter alguma coisa naquele sonho que era importante para o presente momento, do contrário ele não teria surgido.
— Mestre. — Xun Hao surgiu novamente à porta do cômodo. — O guardião do norte, Liao Jian, encontra-se no salao do trono à sua procura.
— Liao Jian? — Franziu o cenho. — Que notícias traz?
— Nada me disse, meu senhor, mas urge em vê-lo.
— Diga-lhe que estou a caminho.
Com o coração apertado ele terminou seu banho ajudado pelos criados e, trocando as vestes, pegou o cajado das estrelas e seguiu até o salão do trono onde encontrou Liao Jian contemplando o lugar com certa curiosidade infantil. Xing Jiu recordou que o guardião do norte nunca havia estado ali antes, de modo que o cenário era uma novidade para ele. Apressou-se em indagar-lhe sobre o rei do gelo e seu irmão ao passo que o advogado tranquilizou-o afirmando que ambos estavam a salvo, Shi, contudo, ainda era um escravo da própria tristeza.
Em seguida, Liao Jian relatou a pequena expedição até a caverna onde haviam depositado Li Luo e o estado preocupante no qual a encontraram após a destruição do abismo do tempo. Temendo a fragmentação de seu espírito, Huang Tuo o enviara para buscá-lo como um último recurso de tentar trazê-la de volta. Recrutando Xun Hao, o astrólogo rapidamente fez todos os preparativos e o pequeno grupo partiu de imediato na direção da tribo xamã.
— Ka Suo já sabe da situação de Li Luo? — Quis saber o astrólogo dentro da carruagem. — Os ânimos na tribo xamã devem estar bagunçados.
— Huang Tuo, Yue Shen e Lan Shang estão na biblioteca secreta procurando nos livros antigos, Ka Suo está com a imperatriz, o curandeiro disse que não pode mais fazer nada por ela.
— Não podemos ajudar espíritos que não querem viver, Liao Jian. — Suspirou. — Se for escolha dela não acordar, temos de aceitar. Então, essa deve ter sido a razão, afinal.
— Razão, mestre? — Xun Hao parecia preocupado.
— Horas atrás eu tive um sonho. — Contou.
A expressão de Xun Hao acompanhou a de Liao Jian. Era de conhecimento geral que astrólogos não sonhavam, ambos encaravam aquele fenômeno como uma predição de algo ruim a caminho. O próprio Xing Jiu tinha consciência do significado daquela premonição agourenta. Nenhum deles se atreveu a dizer mais nada após isso, apenas podiam esperar e torcer para que o pior não acontecesse.
※※※
Lan Shang abaixou outro pergaminho de bambu sentindo-se incrivelmente frustrada. Fazia horas que ela, Huang Tuo e Yue Shen estavam procurando e, livro após livro, nada encontravam alem de receitas proibidas, secretas, ultrapassadas ou equivocadas dos ancestrais da tribo xamã. O príncipe dos curandeiros se afastara para uma seção mais afastada da biblioteca onde podiam haver arquivos menos médicos e mais históricos, a tribo xamã era responsável pela assistência médica em todo o reino imortal, mas, no passado, também desenvolvera técnicas de tortura para auxiliar o rei de todas as tribos a interrogar ou punir imortais que desafiavam as leis.
Como parte da tribo xamã, todavia de um clã que se mantinha afastado, era dever daqueles com o dom do veneno — fosse natural ou adquirido — cuidar dessa parte punitiva e todos os registros deviam ser apresentados ao clã principal para arquivo e controle, mas o curandeiro não queria que a esposa revivesse aqueles tempos sombrios de modo que a enviou a uma seção afastada da biblioteca impedindo-a de tocar naqueles registros. Todos sabiam que Yue Shen só havia aprendido magia de assassinato e se especializado em venenos como uma forma de proteger Yue Zhao, ainda assim, apenas por ser o que era, todos na tribo xamã a evitavam por medo ou preconceito, algo que Huang Tuo nunca aceitou.
Observando-os de longe, imersos em suas pesquisas atentas e incansáveis, a sereia esboçou um sorriso sincero desejando que um dia pudesse encontrar um amor como aquele. Largando de volta na estante o livro que acabara de terminar, ela saiu silenciosamente em busca de algum criado que pudesse levar chá e algo para alimentá-los ali embaixo. Quando alcançou a sala do trono deserta, saiu pelo corredor principal onde encontrou uma criada que carregava dezenas de tecidos, a sereia fez sua requisição e se preparava para voltar quando Xing Jiu chegou acompanhado de Liao Jian e outro homem que, julgando pelas roupas, era membro da tribo dos astrólogos. Curiosa, Lan Shang escondeu-se entre duas colunas de madeira no corredor quando o pequeno grupo passou apressado, Ka Suo saiu para recebê-los e ela imaginou que fosse algo relacionado a Li Luo, eles entraram em um corredor mais afastado e o som de suas vozes abafadas logo não podia mais ser ouvido.
Vencendo a tentação de ir atrás deles, ela decidiu voltar para continuar ajudando o casal na biblioteca, o foco era salvar Yan Da, enquanto se concentrasse nisso não se sentiria um peixe fora d’água naquele lugar. Ela chegou à câmara bem no momento que Huang Tuo vinha apressado segurando um pergaminho de bambu nas mãos.
— Acho que encontrei algo útil!
Yue Shen se aproximou e a sereia correu para seu lado a fim de ouvir.
— Trezentos mil anos atrás, um imortal foi torturado no clã Zhòngdú shì*[3] para confessar um crime do qual era acusado. — Contou. — Ao que parece, ele havia sido preso por violar um antigo tabu e confessou durante a tortura sendo enviado logo depois para o Mar do Gelo e submetido a condenação na plataforma de punição pela eternidade.
— Que tabu ele violou? — Perguntou Yue Shen.
— Realizou uma magia proibida para trazer o irmão de volta à vida. — Apontou no pergaminho. — Até aquele momento ninguém era autorizado a realizar aquele tipo de feitiço, porque era perigoso e tinha poucas chances de dar certo colocando várias vidas em risco.
— O que aconteceu então, ele conseguiu?
— Os registros aqui não são muito claros, ao que parece ele obteve êxito em trazer o irmão de volta, mas o homem não se lembrava dele, sua personalidade antes gentil estava agora agressiva e... — hesitou lançando um olhar preocupado para as duas.
— E o que? — Lan Shang quis saber, impaciente. — Fale logo, está me assustando!
— Bem, ao que parece ele havia perdido sua essência e se transformado em um demônio. — Deixou que Yue Shen segurasse o livro enquanto se sentava. — Não quero parecer derrotista, mas temo o que posso encontrar se continuar procurando.
— Disse que esse foi o primeiro experimento, outras pessoas podem ter tentado apesar das regras e obtido um resultado diferente. — Apontou Yue Shen.
— É possível. — Anuiu o curandeiro. — Nem sempre os líderes das tribos são completamente honestos, muitos casos podem sequer estar registrados aqui. Mas o que se sabe é que todos os imortais que tentaram trazer outros de volta pagaram um preço alto.
— Talvez essa seja a chave. — Disse Lan Shang. — Se conseguirmos um preço equivalente ao produto podemos obter êxito onde outros falharam.
Uma centelha de esperança brilhou nos olhos de Yue Shen ao ouvir as palavras da sereia. Ela depositou o pergaminho aberto sobre uma das mesas no aposento bem no momento que a criada chegava com o chá e alguns pães cozidos no vapor, todos agradeceram e a jovem se retirou, os três fizeram uma pausa para comer e a sereia anunciou a chegada de Xing Jiu ao que o curandeiro anuiu sabendo que o astrólogo era o último recurso para ajudar a rainha.
Mesmo sob os protestos preocupados dele, Yue Shen se prontificou a ajudar a procurar outros casos da violação do antigo tabu no velho arquivo e Lan Shang também, se o curandeiro tivera sorte era maior as chances dos três encontrarem algo mais naquela seção. Podia, enfim, haver uma esperança de salvar Yan Da e colocar tudo de volta em seu devido lugar.
※※※
Shi apertava a lágrima ancestral na mão esquerda enquanto continuava parado diante da cerejeira em seu quarto. Pensava em Chao Ya e seu estado fragilizado, Pian Feng sofrendo, mas se obrigando a ser forte por ela. Nenhum deles era capaz de perder Yan Da daquela forma e ele precisava assumir a responsabilidade de trazê-la de volta, contudo, se ainda hesitava em abrir o portal era por causa de Ka Suo. Do outro lado, no mundo imortal, o irmão estaria procurando Li Luo e o príncipe não estava disposto a vê-lo. Ainda não. Para ele, era irrelevante se a princesa do fogo havia pedido que ele a matasse, Shi não conseguia perdoá-lo embora admitisse que, na verdade, estava mais furioso consigo mesmo por não ter sido capaz de proteger a mulher que amava.
Fechando os olhos por um momento, meneou a cabeça. Não era hora de ser fraco, o tempo estava acabando e quanto mais Yan Da permanecesse no mundo dos mortos mais difícil e menor seria a chance de trazê-la de volta, porque precisava haver uma chance. Erguendo o braço e abrindo a mão na direção da árvore, ele concentrou sua energia e a direcionou mantendo em mente a imagem do declive das cerejeiras. Na parede preta, a cerejeira pintada brilhou numa luz prateada e o portal se abriu, Shi atravessou saindo próximo da caverna onde colocara o corpo de Yan Da, ele pensou em ir até ela, mas não o fez, sabia que não conseguiria sair do lado dela outra vez, de modo que abriu outro portal para a tribo xamã, quanto antes começasse a procurar uma maneira de salvá-la mais cedo a teria em seus braços outra vez.
Quando chegou aos portões do clã dos curandeiros, não houve quaisquer tentativas de barrá-lo, de modo que o príncipe entrou de modo imponente, os longos cabelos prateados caindo como um véu às suas costas, as antigas e tradicionais roupas brancas com bordados em prata do palácio do gelo lhe pareciam um tanto estranhas sempre que voltava a usá-las, mas circular pelo mundo imortal com roupas modernas, mesmo com a considerável diminuição da população, continuava sendo uma péssima ideia.
Sua falta de sorte foi encontrar Ka Suo e Liao Jian assim que alcançou o salão de cura, pareceu-lhe que o irmão havia chamado o seu nome, mas o breve olhar gélido que o príncipe lhe ofereceu não deixou ter certeza e ele tampouco esperou para descobrir. Seguindo pelo corredor, se dirigiu para os jardins na esperança de conseguir o paradeiro de Huang Tuo através de uma das criadas. Foi nesse momento que a grande explosão de energia chamou a atenção dele e, ao se virar, viu quando Ka Suo e Liao Jian correram de volta pelo corredor principal, pensando ser algo sério, Shi murmurou uma imprecação e seguiu-os.
A cena dentro de um dos quartos principais era caótica, Xing Jiu estava no chão e cuspia sangue, Xun Hao ajudava o mestre cheio de preocupação e Li Luo, inconsciente, pairava no ar envolta em uma grande quantidade de energia que emanava para todos os lados destruindo o que tocasse. Franzindo o cenho desconcertado, o príncipe do gelo agiu rápido e usando seus poderes bloqueou o fluxo de energia suprimindo-o no seu próprio corpo. O corpo da ex-feiticeira caiu de volta na cama, inerte.
— Para alguém quase sem energia espiritual essa é uma bagunça bem feia. — Ironizou Shi ajudando Xing Jiu a levantar. — Você está bem?
— Fui pego de surpresa. — Disse ele anuindo. — A mente dela está um caos.
— O que aconteceu aqui? — Perguntou Liao Jian.
— Liguei a mente dela à câmara dos sonhos, mas tão logo tentei entrar o fluxo de energia cresceu, a luminária de cristal explodiu e... bem, é o que vocês estão vendo.
— Ela deve ter encontrado um motivo para viver, afinal. — Murmurou o principe. — Seu nível de força está prejudicado, do contrário você não teria se machucado dessa forma.
— Ele mexeu nas memórias do príncipe Hu Bing. — Contou Xun Hao. — O esforço o desgastou um pouco, além disso...
— Xun Hao! — Repreendeu Xing Jiu.
— Além disso o quê? — Quis saber Ka Suo.
— Meu mestre teve um sonho. — O assistente se encolheu murmurando a revelação.
Todos no quarto fizeram um silêncio mórbido chocados com a revelação. Shi sentou o astrólogo em uma cadeira e, mesmo sob os protestos deste, começou a estabilizar seu poder incapaz de comentar a respeito das palavras do assistente. Era preocupante, ele sabia e como todos estava com medo de saber sobre o que Xing Jiu havia sonhado. Quando ele estava estável, o príncipe se aproximou da cama e observou Li Luo cujos olhos estavam abertos, segurando o pulso dela, Shi notou que a energia espiritual continuava baixa, contudo, o corpo da antiga rainha do império da neve estava a salvo.
Ele disse a Liao Jian que fosse chamar Huang Tuo, em nenhum momento olhou ou se dirigiu ao irmão fato que todos perceberam, mas ninguém se atreveu a comentar ou intermediar. Xing Jiu insistiu em tentar de novo, agora que se sentia um pouco mais forte não seria pego de surpresa de novo, mas o príncipe hesitou em conceder permissão, todavia, encarando os olhos vítreos de Li Luo como se ela estivesse morta, acabou consentindo e se oferecendo para ser o catalisador caso houvesse uma nova onda de energia. De algum modo a ex-feiticeira estava com o núcleo espiritual trabalhando de forma invertida, por isso sua pulsação de energia era quase nula, mas ela ainda conseguia expelir uma grande aura mágica.
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