Love Wins
4 África do Sul, Noruega, Suécia, Argentina, Islândia, Portugal, Dinamarca, Brasil, Uruguai e Nova Zelândia
E muitos países aprovaram. Em 2006, foi a vez da África do Sul.
Em 2009, Noruega permitiu sem questionar, não queria muita conversa com aqueles desconhecidos portadores de tantos papéis. Ainda neste ano, Suécia ficou internamente feliz. Bem internamente. Pensava no próprio casamento, todavia este não ocorreu. O amado parceiro ficou apreensivo diante a decisão, como também, cotidianamente, ocupava-se com preparações natalinas.
Em 2010, após retornar de uma visita ao pai, o argentino ficou feliz em ostentar para os irmãos e primos, ser o primeiro latino a regulamentar tal lei. Em sua concepção, de certo modo, isto lhe deixava mais próximo aos europeus.
No mesmo ano, Islândia aceitou, sem reclamar tanto como Portugal. Este necessitou de intenso incentivo da calorosa família entusiasmada para, finalmente, esquecer o “inaceitável!”, quebrando esta fronteira para o amor. Comemoraram, ao modo como o sangue latino entende de festejo, acompanhando o bom vinho e poesia durante toda noite.
Dinamarca retornou para a residência após uma longa caçada instigante. Tudo silencioso. “Por Odin, onde estavam todos?”. Repousando o machado ensanguentado suspenso no gancho do cabideiro, encontrou os irmãos reunidos em volta da farta mesa de jantar. Contando acerca das aventuras em alta voz e contagiante energia, tentou beijar os sedosos cabelos do norueguês, sendo atingindo por um certeiro punho no meio da face.
Havia papéis repousados no local designado para si, próximo ao prato com alimento já servido. Inicialmente, acreditou ter sido substituído, mas o sueco lhe explicou detalhadamente. Refletiu, atento a cada palavra. Parecia complicado, mas abrindo um grande sorriso, ele também assinou. Nesta noite, o finlandês se encolheu no local onde realizava a refeição, envergonhado por ser o último relutante.
Feliz com a atitude do pai e visando incentivar o velho para que não voltasse a trás com a decisão, pois apesar de permitir as crianças do relacionamento anterior permanecer na companhia dos pais, este resmungava constantemente, manifestando-se apreensivo quanto à adoção por casais homossexuais. Destarte, Luciano conseguiu obstruir a violenta barreira religiosa e, mesmo sendo muito criticado pelos militantes a favor da “família tradicional”, em 2013, o Brasil aprovou também junto com Uruguai e Nova Zelândia.
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