Notas iniciais
Hey oh :)

Pov. Lene

Nós entramos no quarto do Sirius e estava exatamente como eu me lembrava, bagunçado. Já havia estado aqui poucas vezes depois que os pais dele morreram e o irmão foi embora.
Levei o cachorro para o banheiro e ele já começou a tirar a roupa.
– Não tire a cueca — eu falo antes dele fazer o ato mortal
– Porque? Você já viu tudo mesmo — ele fala sorrindo maroto
– Não importa, Black. Só entra no chuveiro de cueca
– Okay, okay, calma irritadinha — ele diz rindo e entra enquanto eu abro o registro d'água
– TÁ GELADO, LENE — ele berra
– Shiu! Eu sei, é para te acordar, cachorro — eu digo revirando os olhos
– Mas isso é triste, é gelado — ele fala fazendo cara de cachorrinho abandonado
– É, é, tanto faz -
De repente, o futuro defunto me puxa para dentro do box e eu sinto a água gelada batendo na minha juba loira.
– SIRIUS BLACK! — eu berro mas sou calado com um beijo
Sim, eu me deixei levar, deixei ele me beijar. Seu beijo era viciante, e nós acabamos ele apenas quando o ar faltou.
– Olha o que você fez, Sirius — eu falo repreendendo ele que apenas ri
Tirei minha roupa e fiquei apenas com a roupa de baixo, eu tinha que dar um banho nesse cachorro.
– Senta ai — e imediatamente ele me obedece
Começo a lavar seus cabelos longos demais e ele começa a falar:
– Eu achei que você estava morta —
– Não estou — eu falo sorrindo de lado
– Percebi — ele diz rindo — Mas me disseram que toda sua família foi morta -
– Eles foram, eu não -
– Sinto muito -
– Não ajuda — eu digo segurando as lágrimas
– Desculpa? — ele pergunta indeciso
– Sim, isso ajuda — eu encaro ele — Eu fiquei sozinha. Perdi minha família e perdi você, fui obrigada a ir morar no Brasil, perdi contato com Remus, Peter foi para o lado das trevas, Lily e James foram mortos e eu só tinha Dorcas -
Nessa altura eu já estava chorando.
– Desculpa — ele fala abraçando minhas pernas
– Okay — eu falo rindo do jeito criança dele
– Okay — ele repente sorrindo
Eu termino de dar um banho dele.

***

Depois do banho, eu coloquei um pijama no cachorro e o taquei na cama. Comecei a procurar alguma coisa para vestir, e encontro por fim uma camiseta larga. Colocando-a, me viro para sair do quarto.
– Não, Lene, por favor, fique — Sirius fala com uma voz cansada
– Porque? — eu pergunto o encarando
– Só... Fique, por favor — ele responde
Segui até a cama e me deitei o mais longe possível dele. Não é só porque ele me beijou que eu vou ficar morrendo de amores por ele, ou pelo menos demonstrar.
– Vem mais perto —
– Porque? — eu pergunto
– Porque tantos ''porques''? — ele pergunta rindo
– Você sabe que eu odeio que me respondam com outra pergunta — eu falo fazendo biquinho
– Eu sei — ele responde sorrindo — Viu? Em nenhum momento eu esqueci você -
– Não é só porque você se lembra disso, que você nunca se esqueceu de mim — eu bufo, mas mesmo assim, me aproximo
– Lene, eu nunca esqueci você — ele fala olhando em meus olhos
– Você também nunca me procurou... -
– Me disseram que você estava morta! Junto com sua família! — ele exclama se aproximando
– Mas eu não estava — eu disse com a voz um pouco embriagada
– Eu nunca esqueci você, Marlene — ele fala me encarando — A única garota que eu amei e ainda amo, minha noiva -
– Noiva? — pergunto rindo um pouco
– Eu olhei para suas mãos, você ainda usa o anel — ele responde sorrindo de lado
– Eu não... Eu não podia... Não depois de tudo... — eu tentei dizer mas comecei a chorar — Sirius -
– Shiu, eu sei, minha loira, eu sei — ele fala secando minhas lágrimas e se aproximando
No minuto seguinte, ele estava me beijando de novo. Sirius foi aprofundando o beijo e quando eu percebi, nós já estávamos ''nos amando''.
– Você não tem noção do quanto eu senti sua falta, Lene — ele murmura depois de um tempo
– Falta minha ou do meu corpo? — eu pergunto rindo e terminando de vestir meu ''pijama''
– Dos dois — Sirius responde me puxando para deitar em cima dele — Eu te amo, Lene -
– Eu te amo, Sirius -

***

Pov. Sirius

Acordei de manhã e a primeira coisa que lembrei foi da noite passada. Tonks fez errado em me dar aquela vodka, mas isso me juntou com Lene, então eu vou desculpar ela.
E falando em Lene, a loirinha está dormindo em cima de mim agora, com aquela carinha de anjo. Ah, nada melhor do que ver ela dormir.
De repente alguém bate na porta e entra. Harry.
– Sirius... — ele para automaticamente de falar quando vê Marlene — Ah, desculpe... -
– Entra, Harry — eu falo sorrindo para meu afilhado
– Vocês voltaram? — ele pergunta baixinho, se sentando na ponta da cama
– Pode-se dizer que sim — eu respondo sorrindo mais ainda
– Você muda um pouco, quando fala dela, ou com ela — ele diz
– Mudo? — nunca tinha notado isso
– Muda — ele afirma sorrindo — Você fica menos cheio de si -
– Ah, cala a boca, você parece seu pai — eu reclamo
– Ela era amiga dele? -
– Melhor amiga — eu respondo sorrindo — Antes de eu ser amigo do seu pai, ela já conhecia ele -
– Sério? -
– Sim, as famílias deles eram amigas -
– Sirius... — Lene murmurou durante seu sonho e eu abri um sorriso
– Lene — eu falo com uma voz sexy
– Cachorro vira-lata — ela murmura e se meche acordando — Ah, bom dia. Harry! -
Ela beija o topo da cabeça de Harry e por fim olha para mim.
– Que foi? — ela pergunta vendo minha cara de indignado
– O que você estava sonhando? -
– Não sei, não lembro, porque? — ela perguntou confusa
– Porque você falou Sirius, dai eu falei Lene, e você me chamou de cachorro vira-lata —
– Bom, então nós dois, opa, três, sabemos que eu falo verdades até em sonhos — ela fala sorrindo
– Ah, mas você vai... — eu comecei a falar, mas ela já foi se levantando e andando até a porta rindo, ela previu minha guerra de cócegas — Injusto -
– Também te amo, Black — ela diz e pisca para mim e Harry antes de sair
– Ela me deixa louco — eu falo para mim mesmo e me jogo na cama, fazendo Harry rir

Notas finais
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