Love Triangle
1 Capítulo 1
Notas iniciais
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Prólogo
Eu encarava Fawkes, a fênix de Dumbledore, nos olhos enquanto acariciava levemente suas penas vermelhas. O desespero estava estampado no meu rosto e minhas mãos suavam frio, porque, no fundo, eu sabia que não havia como fugir.
- O Chapéu Seletor não a colocou na Grifinória por acaso, senhorita Lucy. — disse Dumbledore calmamente — É nítido que podemos esperar muita coragem de você.
Dumbledore estava em pé atrás de mim e mesmo que eu não pudesse vê-lo, sabia que trajava sua enorme capa cinza e exibia um semblante cauteloso. Virei-me para encará-lo e engoli em seco ao perceber que a situação era realmente delicada. Ele estava preocupado.
- Mas antes, — continuou ele — se é que me permite, gostaria de saber exatamente o que você sente pelo Sr. Potter.
Abaixei a cabeça e pendi, era rídiculo pensar em mentir para Dumbledore. Ele era um dos bruxos mais poderosos de todos os tempos e notaria antes que eu dissesse a primeira palavra.
- Seria burrice negar que eu não sinto nada pelo Harry. — Admiti — Mas, eu também não sei exatamente o que eu sinto.
Dumbledore caminhou até a Penseira e a encarou por alguns segundos, antes de continuar:
- Srta Lucy, a sua ligação com Harry é mais perigosa do que a maioria dos amores adolescentes. Você e Harry Potter não terão um destino muito feliz se continuarem juntos, ao me ver.
- Desculpe Sr, mas por que algo tão simples como uma atração seria perigoso?
- Algumas coisas que não precisam ser entendidas ou, muito menos, explicadas para existirem e interferirem em nossos planos, Srta Lucy. Sua ligação com Harry me parece um tanto quanto fraca perto do que há entre você e ****. E, dessa forma, Harry corre o perigo de se tornar ainda mais vulnerável.
- Entre eu e quem, senhor? Não consegui entender o nome.
Então, em um súbito instante, me encontrei no dormitório da Grifinória.
I — Expresso de Hogwarts 5972
O meu quarto ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts estava prestes a começar. Meus pais me acompanharam até o portal mágico em Londres, o qual não podiam atravessar por serem trouxas, me entregaram meu carrinho com o meu malão e a minha coruja, e me olharam com lágrimas nos olhos. Eles ainda não haviam acostumado com a ideia de que eu era uma bruxa e teria que passar quase o ano todo longe, num mundo diferente e isolado.
Depois de uns minutos conversando, me despedi e corri para não perder o horário do trem, o Expresso para Hogwarts saia exatamente ás onze horas e não admitia atrasos. Procurei por algum vagão vazio e, por falta de sorte, cruzei com Draco Malfoy.
- Está perdida, sangue-ruim? — disse Draco com o seu melhor sorriso de desdém, bloqueando a minha passagem.
Encarei Draco por uns segundos, entreabri os lábios ameaçando respondê-lo, mas não consegui dizer nada. O fato dos meus pais não serem bruxos era um ótimo passatempo para a maioria dos alunos da Sonserina, que me caçoavam sempre que podiam e se gabavam de seus sangues puros, ou ''inteiramente bruxos''.
- Deixa ela em paz, Malfoy! — ouvi Harry Potter por trás das minhas costas.
Draco mediu Harry dos pés a cabeça com um olhar ameaçador, mas saiu sem dizer nada.
- Você está bem? — perguntou Harry, trajando o uniforme completo da Grifinória e usando os seus clássicos óculos redondos.
- Estou sim, obrigada — agradeci, sem entender muito bem porque Harry Potter havia me defendido. — Bom, já vou indo, preciso encontrar um lugar para me sentar antes que o trem comece a balançar muito.
- Tudo bem então. Ah, caso Draco te perturbe de novo, não ligue, ele é um idiota — Harry deu um sorrisinho e saiu sem olhar pra trás.
Fazia muito frio lá fora e chuva insistia em fustigar a janela. Mas, por incrível que pareça, havia encontrado um vagão vazio, com a exceção de um garoto da Grifinória que dormia feito trasgo ao meu lado, coberto por sua enorme capa preta. Ele não me incomodaria, portanto resolvi abrir o livro "Hogwarts — Uma História'' e dar folheada até que chegássemos ao castelo. A viagem pareceu mais curta do que o normal e, assim que o trem parou, me preparei para sair do vagão, mas alguém me segurou. Pelas calças de Merlim! Que susto!
- Você esqueceu isso. — O garoto antes adormecido havia acordado e balançava um dos meus livros nas mãos.
Eu o conhecia, esbarrava nele ás vezes na sala comunal da Grifinória, mas nunca havíamos conversado. A propósito, ele parecia bem mais bonito de perto. Seus cabelos eram negros como a noite e os olhos verdes contrastavam com os mesmos.
- Oh! Obrigada! — agradeci e corei, ao mesmo tempo, percebendo que ele ainda me sustentava em uma das mãos.
- Não precisa agradecer. Prazer, sou Cody Lewsley — disse ele graciosamente, enquanto se lembrava de me soltar e esticava a mão direita em gesto de cumprimento.
- Prazer, Cody! Sou Lucy — apertei a mão de Cody de leve e ambos sorrimos.
Notas finais
Isso faz com que eu queira escrever mais!
Beijos quentinhos!
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