Love To Death
21 Chapter Twenty-One
Notas iniciais
Chegamos ao último capítulo. Confesso, estou feliz e triste ao mesmo tempo. Feliz por ter terminado uma fic, triste por ela ter terminado. Tipo, cadê a lógica?
Enfim, enfim...vamos ao nosso último Enjoy ♥
Quando acordei de manhã, nós já estávamos voando.
- Bom-dia, chefinha. – A águia falou. – Estamos quase chegando no acampamento meio-sangue.
- Bom-dia. – Respondi. – Ok, muito obrigada.
Os outros ainda estavam dormindo, só acordaram quando pousamos no acampamento. Quíron veio em nossa direção assim que descemos da águia.
- Obrigada...hm... – Hesitei. – Qual seu nome, águia?
- Me chame como quiser. – Ela disse.
- Ok...pode ser Sugar?
- Claro.
- Obrigada, Sugar. – Eu disse. – Você foi de grande ajuda.
Ela esfregou a cabeça em mim, o que quase me fez cair.
- De nada, chefinha. – Disse e levantou voo.
- Que bom que vocês chegaram bem! – Quíron disse. – E com tempo de sobra. Apolo disse que quer vê-los no Olimpo em 4 dias.
- Ah, tudo bem. Hã...acho melhor você guardar isso. – Eu disse, entregando o sol a Quíron.
Quíron assentiu, pegou o sol e voltou para a casa grande. Nico e eu resolvemos dar uma volta na praia.
- Que bom que deu tudo certo, né? – Eu disse.
- Pois é... – Ele falou. – Ei, seu aniversário não era essa semana?
- Sim. Quer dizer, vai ser na sexta, mas...por que a pergunta?
- Nada. – Falou e pareceu pensar.
— Hm... – Hesitei. Eu queria falar com ele sobre o nosso beijo, mas eu não estava conseguindo encontrar um jeito de tocar no assunto.
- O quê? – Ele perguntou.
- Hã...sobre o nosso beijo... – Comecei.
Ele hesitou e depois me olhou como se tivesse tido uma ideia.
- Ah, podemos falar sobre isso depois? – Ele pediu. – Eu tenho que resolver uma coisa.
- Tá... – Nem terminei de falar e ele já havia saído correndo e me deixou sozinha. Que tipo de garoto faz isso?
Fui para o refeitório, afinal, já havia passado do meio-dia e eu estava com fome. Fiz uma oferenda para Apolo, Afrodite e meu pai e comecei a comer, até que os Stolls vieram e se sentaram do meu lado.
- E aí, Audrey? – Travis disse.
- Tudo bem? – Connor completou.
- Hã...sim. Por quê?
Eles se entreolharam e sorriram maliciosamente.
- O que vocês estão aprontando?
- Nós? Aprontando? – Connor fez o ofendido.
- Nunca! – Travis disse.
- Ah...ok. Estou indo pro meu chalé então. – Olhei para eles, desconfiada.
Não fui para o meu chalé, voltei para a praia. Percy disse que o mar o acalmava, mas não acontecia a mesma coisa comigo. Eu apenas fui para lá porque queria ficar sozinha. Não fui jantar e nem para fogueira, apenas voltei para o chalé na hora de dormir. Eu estava começando a achar que Nico não gostava de mim de verdade, que ele não queria ter me beijado porque...bem, na hora que eu ia falar disso com ele, ele saiu correndo, me deixou falando sozinha.
Deitei na minha cama e torci para não ter nenhum sonho. Não tive.
(...)
É incrível como 4 dias passam rápido. E eu mal falei com Nico, mal vi ele no acampamento. Eu estava me arrumando para ir até o Olimpo, peguei uma calça jeans preta, uma blusa sem mangas azul e uma jaqueta jeans até a cintura preta com as mangas dobradas até o cotovelo. Fiz uma trança para o lado no meu cabelo, passei meu gloss de cereja e calcei meu salto alto azul.
Vi Percy e Annabeth me esperando no topo da colina meio-sangue, fora eles, o acampamento estava vazio. Ou pelo menos parecia.
- Cadê o Nico? – Eu pedi, assim que os alcancei.
- Ele disse que vai viajar nas sombras até o Olimpo. – Annabeth explicou, quando já estávamos na van do acampamento.
- Mas por quê? – Indaguei. – Quer dizer...eu pensei que ele fosse querer ir com a gente!
- É...nós também não sabemos. – Ela e Percy se entreolharam e a van partiu.
Quando chegamos no Empire State, Percy foi até o recepcionista e disse:
- 600º andar, por favor.
O recepcionista o olhou com desdém e disse:
- Esse andar não existe, garoto.
Então eu olhei para o Percy, depois para o recepcionista e falei:
- Eu sou filha de Zeus.
O recepcionista revirou os olhos e deu um cartãozinho pra gente.
- É só colocar na fenda do elevador. – Ele disse.
Assentimos e entramos no elevador, que tocava uma musiquinha muita chata e brega. Demorou bastante para chegarmos até o Olimpo e nós ficamos em silêncio até o momento em que o elevador parou. Percy e Annabeth já sabiam o caminho até a sala dos tronos, então disseram que era melhor eles irem na frente. Mas eu acho que tinha outro motivo para eles quererem ficar na minha frente, porque não me deixaram ver nada até chegarmos na sala dos tronos.
Quando eu finalmente pude entrar lá, ouvi um grito em uníssono de “surpresa!”. Sim, todos os deuses e meus amigos do acampamento meio-sangue (tipo, até o Quíron e Hades) estavam lá.
Franzi o cenho, sem saber o que fazer. Então meu pai veio até mim, se abaixou e me deu um abraço.
- Parabéns, Audrey. – Ele disse.
- Hã...obrigada, pai. – Hesitei. – Mas o que é isso?
Então Afrodite veio até nós e disse:
- Uma festinha de aniversário pra você. – Aham, festinha.
- Obrigada, mas não precisava. – Eu disse e Afrodite riu.
- Ora...não agradeça a mim e nem ao seu pai, agradeça a ele. – Então ela apontou para algum lugar e uma multidão se afastou, fazendo o Nico aparecer. Ele estava corado e mexia nas mangas da jaqueta.
- Ah... – Ele murmurou e eu sorri. Caminhei lentamente até onde ele estava e o abracei.
- Você me disse que seu aniversário era na sexta e eu... – Ele tentou se explicar, então eu sussurrei:
- Obrigada, Nico.
- Awn! – Afrodite exclamou, enlaçando as mãos. – Que bonitinho! Beija, beija, beija!
Então ela olhou em volta e viu que ninguém aderiu ao coro.
- Vamos, gente! Beija, beija, beija! – E do nada, todo mundo começou com essa coisa de “beija, beija, beija”
- Você acha que devíamos... – Nico começou.
- Você fala demais. – Eu disse e o beijei.
Afrodite comemorou com gritinhos e, depois disso, entregamos o sol a Apolo. Apolo começou a abrir o sol, mas eu disse:
- Não.
- Como? – Ele indagou. – Por que não?
- Eu acho que não preciso mais saber nada do meu passado. Apolo, fiquei muito honrada em poder devolver o sol a você, recuperá-lo. Mas agora eu percebi que não fiz isso porque queria descobrir coisas do meu passado, eu fiz isso porque queria provar que eu não era uma pessoa má. Apenas percebi isso agora, depois que quase morri pela segunda vez.
- Hm...tudo bem, então. – Apolo guardou o sol e a festa começou.
Eu estava feliz, Nico gostava de mim de verdade, eu gostava dele de verdade, os deuses não estavam bravos comigo (o que é mais do que bom) e eu estava em uma festinha de aniversário proporcionada por um filho de Hades. O que mais eu podia querer?
- Hm...Audrey... – Nico me chamou.
- Oi?
- Você quer dançar comigo?
Bem, parece que isso é o que eu mais podia querer.
- Claro!
Notas finais
xoxo ♥
Fale com o autor