Love To Death
3 Chapter Three
Notas iniciais
E vocês gostaram da capa nova? Eu adorei. Viria desenha muito.
Faith
Nico foi bem gentil comigo. Sabe, eu realmente queria voltar a viver, mas eu recusei a primeira vez que ele ofereceu, apenas por educação. Acabei aceitando no fim.
Depois de ele ter me apresentado a Percy e Annabeth, eu o agradeci e fui para o chalé de Hermes, que não era mais do que um chalé de acampamento de verão. Certo, eu nunca fui a muitos acampamentos de verão, mas se fosse, com certeza os chalés seriam daquele jeito. Apesar de que, o chalé era abarrotado de gente. Desde criancinhas até adolescentes de 18 anos.
Alguns garotos vieram se apresentar, perguntaram se eu sabia quem eram meus pais e eu respondi que só conhecia a minha mãe. Eles disseram que eram Travis e Connor Stoll, eu disse que meu nome é Faith e eles se ofereceram para pegar roupas do acampamento e alguns itens de higiene. Eu agradeci, mas disse:
- Não precisa, eu mesma vou pegar depois.
- Ok! – Eles disseram e depois saíram do chalé.
Sentei-me em uma das únicas camas vazias. Ela ficava bem no fim do chalé, colada a janela. Eu mexia no meu colar, que eu sequer sabia que ainda estava ali. Eu o tinha desde muito pequena, talvez fosse uma lembrança que meu pai me deixou. O pingente era uma chave prata decorada com pequenos cristais rosa-claro. Tirei o colar e coloquei ele em cima da mesa de cabeceira. Eu estava um pouco ressentida por usá-lo. Meu pai era um deus grego e eu o traí.
Me deitei na cama e virei para a parede, mas estava impossível ficar parada. Acho que meu corpo sentia necessidade de aproveitar a vida, afinal, eu fiquei por uns 2 ou 3 meses morta. Sentei na cama e resolvi ir para a tal lojinha do acampamento pegar minhas coisas.
Quando cheguei lá, vi Connor e Travis no balcão, segurando uma mochila de couro em um tom rosa claro meio desbotado.
- Ei, eu não sabia que vocês eram os caixas. – Eu disse.
- Não somos. Nós apenas separamos uma mochila com algumas coisas para você. – Travis disse.
- Ah, certo. Obrigada. – Eu respondi e coloquei a mochila nas costas. Acenei para ele e fui para o banheiro me trocar.
Eu não queria colocar aquela camiseta laranja, eu odeio laranja. Eu prefiro usar vestidos, de preferência brancos. Mas, enfim, coloquei a camiseta, que ficou bem justinha no meu corpo, um short jeans preto com spikes prateados na barra do bolso e uma daquelas sandálias gregas de amarrar ao redor da perna. Soltei os cabelos da trança e guardei meu vestido dentro da mochila, que eu guardei dentro de um armário do chalé de Hermes.
Saí do chalé de Hermes e fui procurar por Nico. Caminhei pelo acampamento inteiro, praticamente, mas não o encontrei, então resolvi ir falar com o Percy que estava na praia junto com a Annabeth.
- Ei, gente! – Eu gritei, acenando para eles. – Vocês viram o Nico?
Percy olhou para Annabeth e sorriu, ela revirou os olhos e eles fizeram sinal para que eu chegasse mais perto deles.
Me sentei no chão ao lado de Annabeth.
- Eu disse que ela queria saber onde o Nico estava! – Percy falou e o meu rosto esquentou.
- Ai, Percy! Por favor, deixa ela. – Annabeth falou.
- Tá, desculpa. – Ele disse. – Ele está na arena.
- Obrigada. – Eu disse saí correndo para a arena, que foi o único lugar que eu não pensei em procurar ele.
Cheguei na arena e ele estava lá, treinando como louco. Ele decepava cabeça dos bonecos de palha, os desintegrava, defendia...enfim, era incrível. Sentei na arquibancada e fiquei o observando. Seria legal poder lutar como ele.
Só depois de muito tempo sentada ele me notou lá. Acenou para mim e veio em minha direção.
- Oi! – Ele disse. – Você estava a quanto tempo aqui?
- Uns 20 minutos, eu acho. – Eu disse.
- Ah, e você me viu...treinar?
- Sim. Você é ótimo.
- Obrigado, mas...eu tenho que melhorar muito ainda. O Percy é bem melhor.
- Eu nunca o vi lutando para chegar a uma conclusão. – Eu disse. – Então você luta bem, ao meu ver.
Ele sorriu.
- Você podia me ensinar a lutar assim... – eu disse, olhando para baixo e correndo o dedo indicador pela minha perna.
Ele riu.
- Ok, vamos pro arsenal, então. – Ele falou e eu pedi:
- Por que você riu?
- Por nada. Eu só...pensei que você tinha aprendido a lutar com Luke.
- Não mesmo. Luke dizia que não queria por minha vida em risco, mas quando Cronos assumiu seu corpo, me pôs para lutar sem ao menos saber. – Eu disse.
- Mas não se pode lutar em uma guerra sem saber lutar! – Ele alegou.
- Cronos queria toda ajuda possível. – Eu disse, enquanto caminhávamos para fora da arena.
- Mas...mas...não foi certo te colocar para lutar! Você nem tinha experiência!
- Eu sei. Mas Cronos não é certo. – Eu disse.
- É. – Ele concordou.
Entramos no arsenal e eu fiquei observando as espadas, adagas e mais um monte de coisa.
- Qual eu escolho? – Pedi.
- Veja qual fica melhor para você.
Fiquei tocando algumas espadas e as experimentando, mas nenhuma era boa o suficiente. Peguei uma espada de bronze celestial na mão. Não, muito pesada. Peguei outra espada, muito leve, sem encaixe.
- Não adianta! – Eu disse. – Nenhuma aqui vai ficar realmente boa na minha mão!
- Experimente essa. – Ele me entregou uma adaga com o punho envolto em couro marrom. Eu a achei meio feia, mas ela ficou boa nas minhas mãos. Não tão boa assim, mas ficou boa.
- Ok, agora que você já escolheu a sua arma... vamos treinar?
Notas finais
XoXo ~
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