Love To Death
5 Chapter Five
Notas iniciais
Nos vemos nas notas finais ♥
Faith
Acordei com alguém me sacudindo. Era Travis.
– Deuses, eu pensei que você tinha morrido! – Ele disse.
– O quê? – Sacudi a cabeça. – Claro que não!
– É que nós não te vimos desde ontem! E tentamos te chamar para o café, mas você só dizia: “Não a deixe sozinha, por favor!” e “Coitada da moça, você não tem coração!” – Então eu me lembrei dos meus sonhos.
– Ah, é que eu estava sonhando. – Eu disse.
– Com o que? – Ele arregalou os olhos e eu o contei os meus dois sonhos.
– Quem é Audrey? – Ele pediu.
– Sou eu...- baixei a cabeça, envergonhada.
– Mas seu nome não é Faith?
– Audrey Faith. – Eu disse, ainda de cabeça baixa.
– Posso te chamar de Audrey? Eu acho que é bem mais legal do que Faith.
– Pode. – Consegui sorrir.
– Ok, então vamos logo. Nós temos equitação com pégasos agora.
– Tá... – Hesitei. – Posso falar com Quíron antes?
– Pode, mas não demore muito.
Assenti e corri para o escritório de Quíron, na casa grande. Ele estava lá, sentado na cadeira de rodas em frente a um computador.
– Oi! – Eu disse, colocando a cabeça para dentro da sala. – Posso entrar?
– Pode, claro. – Ele disse. – Sente-se.
Me sentei em uma poltrona na frente dele e ele disse:
– Faith, não é?
– Na verdade, é Audrey Faith. – Eu disse.
– Certo. O que você quer falar comigo?
– Eu tive um sonho... – Hesitei. – Dois na verdade.
– Ok, conte-os.
Comecei a contar e Quíron os escutou, sem interrupção até eu terminar de contar.
– Se as duas pessoas estivessem falando de você no segundo sonho... – Ele disse. – É provável que aquela criança no primeiro seja você. E você também disse que a praia era familiar...
– Mas...
– E pela sua descrição da mulher, eu já sei quem é. Acho.
– Mas como aquela criança poderia ser eu? Eu teria que me lembrar disso, pois a criança do meu sonho aparentava uns 10 anos, Quíron!
– E com quantos anos você disse que Luke te encontrou? – Ah, sim, eu havia falado sobre Luke para ele.
– 10, mas eu havia fugido de um hospital. – Eu disse. – Minha mãe tinha morrido em um acidente de carro, eu fui a única que sobreviveu.
– Mas você me disse que não lembra de estar no acidente, não é?
– É...é. Você tem razão, Quíron. Aquela criança era eu.
– Fique aqui um pouquinho, ok? Eu vou chamar o Percy.
– Por quê?
– Ele deve saber quem é a sua mãe.
– Como assim?
– Espere.
Essa é boa! Como é que o Percy (veja bem, é o Percy. Todos nós sabemos que ele é lerdo) vai saber quem é minha mãe? E conhecê-la, ainda por cima! Quíron deve estar ficando maluco.
Fiquei brincando com um centauro de brinquedo que havia em cima da mesa. Quíron estava demorando demais com o Percy e lá estava realmente entediante.
De repente, ouvi vozes no corredor. Larguei o centauro em cima da mesa e logo Quíron e Percy entraram.
– Oi, Faith! – Percy falou.
– Oi... – Eu disse, meio desanimada.
– Então, Percy...- Quíron começou.
– Você acha que eu posso conhecer a mãe da Faith?
– Sim, eu acho. Audrey, você pode descrever a mulher do seu sonho para o Percy?
– Sim, eu... – Comecei, mas fui interrompida.
– Quem é Audrey? – Percy pediu. Eu tive que me segurar para não revirar os olhos. Como esse garoto é lerdo, deuses!
– Sou eu. Meu nome é Audrey Faith. – Eu disse.
– Ah, sim! Continue.
– Então... a mulher do meu sonho tinha cabelos castanhos caramelados, como os meus.
– Mas os seus são meio ruivos, também!
– Percy, não me interrompa! – Bronqueei.
– Ok, desculpe.
– Certo, ela tinha cabelos castanhos caramelados – Notei que Percy ia me interromper novamente e completei, entredentes. – Meio ruivos, também. Os olhos dela eram cor-de-mel, a pele dela era pálida e ela usava um daqueles vestidos gregos branco, sem mangas com alguns detalhes dourados.
– E-eu... – Percy hesitou. – Eu não acredito! Eu sabia que te conhecia te algum lugar! Pelas barbas de Poseidon!
Ótimo, Percy! É um ótimo momento para surtar. Isso só me deixou mais nervosa, parabéns.
– De onde você me conhece?
– E-eu...Quíron! – Ele disse. – Ai meus deuses! Como isso aconteceu? Eu nunca pensei que...
– Quíron... – Olhei para ele, esperando que ele fosse acalmar o Percy. – O que deu nele?
– Eu realmente não sei. Percy!
– O quê? – Percy parou com o surto.
– Quem é a minha mãe? – Eu perguntei.
– Calma... – Ele respirou.
– Você realmente a conhece?
– Sim, conheço. Faz mais ou menos um ano que eu não a vejo.
– Você já a viu? E ela é bonita? Ela é legal? Ela é gentil? Quem ela é?
– Sua mãe é...
Notas finais
XoXo ♥
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