Notas iniciais
Quero já avisar que o que foi descrito aqui não é hentai, é apenas uma descrição e sem nenhum detalhe que realmente possa ser considerado sexo .

Eu descontava a minha raiva e todo o meu ódio enquanto ele me beijava. Se eu estava em chamas, ao menos queimaria lentamente ali e agora, junto dele. Era estranho como não conseguia entender á mim mesma. Éramos loucos de amor, nos embebedávamos com nosso próprio ódio. Sim, eu o odiava, mas com todo o meu amor. A verdade é que já havia desistido á muito tempo de evitar aquela confusão de sentimentos. Seus lábios macios estavam pressionados cada vez mais intensamente contra os meus, enquanto a sua língua procurava por cada brecha da minha boca, já sabendo de cor todo o caminho. Devido á violência com que rodopiávamos pelo quarto, meu corpo parecia doer ainda mais, quanto mais eu sentia que nos odiávamos, mais aquele desejo ia me consumindo, uma hora íamos contra a parede, batendo nos móveis e derrubando o que estivesse no caminho, droga, estávamos quebrando todas as minhas esculturas e enfeites, os retratos . Mas aquilo nem se passava pela minha cabeça, eu só via á ele, só enxergava á ele. Desesperada para também deixar minha marca em algum lugar, cravei violentamente minhas unhas em suas costas, as arrastando até que chegasse quase ao fim de sua coluna, sua reação não me surpreendeu, seguido de um gemido alto, agarrou todo meu corpo de uma só vez, me levando novamente á mesma parede. Minhas pernas se cruzaram envolvendo seu corpo, enquanto ele segurava em minhas coxas, apertando-as. Finalmente nossa raiva se foi em uma noite. Mas sabia que no dia seguinte a nossa trégua da paz acabaria, e o meu pesadelo começaria de novo.

No dia seguinte acordei sem qualquer peça de roupa, estava sozinha no quarto, tudo parecia destruído, como se houvesse acontecido um encontro entre um furacão e um vulcão. Todo meu corpo doía, e haviam marcas roxas espalhadas em todas as regiões desde o pescoço até as pernas. Meus retratos jogados, papéis espalhados por todos os cantos e minhas roupas jogadas. Passei os olhos pelo relógio. Se quisesse chegar na hora na faculdade , teria que me apressar e deixar de admirar os fenômenos da noite. Respirei fundo e tomei um banho. Agora tudo ardia, e sentia frio. Não apenas por ser a manhã, mas por desejar sentir de novo o calor do toque de Neji. Aquelas marcas mais pareciam a maneira dele expressar o quanto me queria. Eu sabia que estava ficando louca. Eu sou louca, mas nada disso importa se ele também sofrer da mesma loucura.

Saí de casa um pouco mais tarde, mas a minha sorte era a faculdade ser mais perto da minha casa. No caminho encontrei dois de meus amigos, Naruto e Hinata. Hinata era a prima mais nova de Neji, doce e educada, bem diferente do que ele realmente era. E Naruto era só o idiota do namorado dela, mas acabou que se tornou meu amigo também, idiotice as vezes é bom, e sempre que precisava eles sabiam me confortar.

- Tenten — disseram juntos

- Oi! — acenei, e a manga de minha blusa se abaixou.

Não demorou muito até que ela percebesse o roxo ao redor de meus pulsos, aquilo a preocupou, mas ela ja sabia o bastante sobre mim e Neji para entender que era algo que não a dizia respeito. Nem a ela e nem á ninguém.

Caminhamos em silencio até a entrada da faculdade onde os dois entraram primeiro e me deixaram solitária na lanchonete. Precisava comer antes de estudar, até porque eu estava sem forças e cansada.

- Um sanduíche e suco de laranja — mal terminei a frase e senti braços me envolvendo.

Eu sabia diferenciar o toque de Neji para outro, e aquele não era ele. Felizmente eu sabia quem era. Deixei que seus braços ficassem quietos e envoltos sobre mim até que ele decidisse dizer algo. Se Neji era agressivo comigo, ele era completamente diferente. O tempo todo me abraçava e me beijava, me fazia sorrir. E o estranho é que isso só me fazia ser ainda mais atraída por Neji, o que não queria dizer que não gostasse dele. Me virei de frente a ele, cansada de esperar que dissesse alguma palavra e retribui ao abraço.

- Oi. — sussurrei ao seu ouvido.

- Oi — ele gargalhou, e aquilo me acalmou um pouco.

De longe consegui ver que alguém nos observava, e secretamente pedia para que fosse Neji. Ele merecia um troco por ter ficado com outra e depois comigo, como se a única coisa que eu quisesse dele fosse, bem, aquilo. Tentei ignorar aquele desejo e me soltei do abraço enquanto encarava o sorriso travesso do meu melhor amigo, Lee.

Notas finais
GOSTARAM??