Love The Shadow
4 Sonho
Notas iniciais
Capítulo anterior
“–Meu nome é Lucy Heartfilia Cardivios e eu sou a esperança do lírio — todos arregalam os olhos e vejo um espelho. Me aproximo e me surpreendo.
Meus cabelos iam até minha bunda agora estava com uma mecha preta, e meus olhos antes chocolates, agora estava um preto o outro branco.
– Lucy — chamou uma voz conhecida.”
Capítulo atual
Virei em direção àquela voz e vi o Rogue olhando-me espantado. Sorri timidamente.
– Olá, Rogue.
– Uau. – deixou escapar baixinho e depois pigarreou. – C-Como você ficou assim?
– Eu não sei, apenas acordei assim. – deixei os ombros caírem.
– Lucy. – Makarov chamou com um tom sério. – Você é realmente a Esperança do Lírio?
– S-Sim. Ou ao menos foi o que disseram no meu sonho. – confirmei um pouco confusa.
– Você pode narrar o sonho que teve, por favor? – pediu e eu confirmei com a cabeça.
– “...E eu convoco você, Lucy Heartfilia Cardivios, a princesa e descendente do trono da rainha. Lucy, você é a próxima, você é a chamada esperança do lírio." – terminei de narrar o sonho e o Master continuava sério
– Não há duvidas, você é a escolhida. – declarou.
– Escolhida para que? – perguntei completamente confusa.
– Você é a esperança, Lu-chan. Você faz parte de uma profecia. – Levy-chan falou. Sentei na cama e respirei fundo.
– Poderiam me explicar do inicio, por favor? – pedi.
– Existe uma profecia sobre Zeref. Na verdade, sobre o fim de fim dele. – Levy-chan começou a falar e o Master continuou.
– E essa profecia fala que Zeref cairá ante alguém que carrega o sangue e o nome Cardivios. – ofeguei. – E este alguém é, ao que tudo indica, você.
– Então eu irei derrotar Zeref? – perguntei debilmente. Como eu, uma simples maga, iria derrotar o maior Mago Negro da história da magia?
– É o que parece.
– Isso é muito pra minha cabeça. – resmunguei massageando as têmporas. – Preciso de algum tempo para assimilar.
– Tudo bem, mas peço que, por favor, não diga o seu verdadeiro nome, nem mesmo o sobrenome Heartphilia, a ninguém que não seja de confiança.
– Certo, farei como pediu. – esbocei um sorriso. – Mas eu posso pegar alguma missão Master?
– Claro que sim, só peço que vá acompanhada e não pegue missões difíceis.
– Eu irei com a Lucy. – Rogue declarou e eu sorri timidamente.
– Me sinto mais aliviado assim. – Makarov sorriu. – Preciso ir agora, cuide-se minha filha.
Assenti com a cabeça e sorri.
– Hai, obrigada pela preocupação.
– Você já está bem, Lu-chan? – Levy-chan quis saber depois que o Master saiu. – Tem certeza que já pode ir em uma missão?
– Uhum, eu preciso pensar um pouco e uma missão me fará bem. E qualquer coisa eu tenho o Rogue para me ajudar. – dei um sorriso tímido.
– Tudo bem então, até porque sei que você não irá mudar de ideia. – ri levemente com o que ela disse.
– Pois é.
– Vou deixar vocês à vontade agora. E desejo uma ótima missão. – a azulada deu um sorriso levemente malicioso e eu corei.
– Levy-chan! – reclamei, mas a azulada só riu saindo da enfermaria.
Olhei tímida para o Rogue, ele veio em minha direção e sentou-se na cama, ficando de frente para mim. Sua mão esquerda segurou a minha delicadamente e ele ergueu a sua mão direita pousando-a na minha bochecha, fazendo calmamente um carinho ali. Fechei os olhos para aproveitar as carícias. Sua mão desceu da minha bochecha para o meu pescoço, tocando com a ponta dos dedos e desenhando linhas imaginarias, foi para o meu colo e depois para o meu ombro, onde fez um leve carinho.
– Você está mesmo bem? – perguntou enquanto enrolava uma mecha dos meus cabelos loiros no dedo, abri os olhos e o encarei, o seu rosto demonstrava a sua preocupação.
– Sim. Por incrível que pareça, eu me sinto ótima. – dei um sorriso tranquilizador e fui correspondida por um sorriso aliviado.
Sua mão que estava acariciando o meu cabelo foi para o meu queixo e puxou o meu rosto de encontro ao seu enquanto ele se inclinava na minha direção. Fechei os olhos quando os seus lábios roçaram e depois pressionaram carinhosamente os meus e senti novamente uma corrente elétrica passando pelo meu corpo. Rogue mordiscou o meu lábio inferior levemente e eu os entreabri, cedendo o espaço que ele queria para enfim me beijar, suas mãos foram para a minha cintura e eu entrelacei as minhas em seus cabelos negros, o puxando para mais perto. Rogue me beijava de forma lenta, cuidadosa e apaixonada, e eu correspondia do mesmo jeito. Paramos o beijo quando ficamos ofegantes.
– Eu te amo. – declarou acariciando a minha cintura.
– Eu também te amo. – sorri e lhe dei um selinho, ele sorriu de volta. – Agora vamos pegar uma missão?
– Claro.
Saímos da enfermaria e caminhamos até o quadro de pedidos, as nossas mãos estavam dadas.
Hmmm...
Capturar um bandido, desfazer uma magia, escoltar uma pessoa...
– Que tal essa? – apontei para um trabalho. – É só para recuperar um objeto dentro de uma floresta, deve ser fácil.
– Parece boa. – sorri e puxei o Rogue para o balcão.
– Vamos pegar este trabalho, Mira-san! – anunciei para a albina que enxugava um copo.
– Tenham cuidado e boa sorte. – sorriu.
– Obrigada! – correspondi o sorriso, acenei e puxei o Rogue para fora da Guild.
Logo chegamos à minha casa e fomos fazer as malas.
– Nee, Rogue, onde está o Fro? – perguntei fechando a mala.
– Está com o Sting na Guild.
– Vamos lá então. – o Rogue pegou as nossas malas – ignorando os meus protestos – e fomos para a Guild, lá pegamos o Frosch e rapidamente chegamos à estação de trem. O curioso era que sempre me olhavam estranho, como se eu fosse uma princesa ou uma rainha querida e admirada.
=w=
– Lucy, acorda. – alguém sussurrando carinhosamente e senti o meu corpo ser levemente sacudido.
– Hmm... – resmunguei me aconchegando mais ainda no travesseiro quentinho no qual eu estava apoiada. Escutei uma leve risada, mas estava grogue demais para ligar.
– Chegamos à cidade Lucy, acorde. – gemi em descontentamento e abri levemente os olhos, mas logo a claridade me fez fecha-los, tornei a abri-los e vi que não tinha travesseiro nenhum ali. Franzi o cenho. Olhei para cima e vi que eu estava abraçando o Rogue. O-ou. Corei em cinquenta tons de vermelho e me afastei rapidamente.
– G-gomen. – gaguejei.
– Nem por isso, e não é como se eu não tivesse gostado. – sorriu e eu, se possível, corei mais ainda.
– Vamos logo. – mudei de assunto antes que eu ficasse com mais vergonha ainda. Rogue sorriu mais uma vez antes de pegar as malas e ir para a saída do trem.
– Acho melhor passarmos a noite em um hotel e deixar a missão pra amanhã. – falei, já era noite.
– Fro também acha.
– É melhor mesmo.
Sorri e saímos andando pela cidade. Depois de cindo minutos achamos um hotel.
– Com licença, gostaríamos de dois quartos. – pedi a recepcionista, esta olhou para mim por algum tempo, no seu olhar tinha... admiração? Franzi o cenho, confusa.
– Desculpe, mas no momento só tem um quarto de casal disponível, Hime-sama.
– Hime? – repeti confusa.
– Ah! Desculpe, não sei o que me deu! Antes que eu pudesse perceber já estava a chamando de Hime-sama. – desculpou-se envergonhada.
– Não se preocupe com isso. – sorri para tranquiliza-la. – Mas só tem um quarto de casal mesmo?
– Sim, está na época de turistas nesta cidade, então os hotéis estão todos cheios, sinto muito.
– Ficaremos com o quarto de casal então. – suspirei.
– Claro, tenham uma boa estádia. – sorriu.
– Obrigada.
A recepcionista nos entregou a chave e fomos para o quarto.
– Posso tomar banho primeiro? – pedi.
– Claro. – sorri agradecendo, peguei as minhas coisas e fui para o banheiro. Tomei um banho não muito demorado e vesti a camisola que havia trazido. Gemi descontente, deveria ter trazido uma camisola maior e que mostrasse menos. Saí do banheiro.
– Pode ir agora, Rogue. – disse indo para a cama. Ele, que estava sentado em uma poltrona no canto do quarto, olhou intensamente para o meu corpo por algum tempo, mas depois balançou a cabeça como se estivesse saindo de um transe. Corei.
– Certo, obrigado por avisar. – levantou-se e foi para o banheiro.
– Fro acha que já pode chamar a Fada-san de mama. – o pequeno sapinho verde comentou piscando os olhos inocentemente.
– Acho que sim. – sorri hesitante ainda com as bochechas ainda pegando fogo. Nunca iria me acostumar com o Rogue olhando o meu corpo. Fui para a cama e sentei-me do lado esquerdo, o Fro deitou do lado do travesseiro e fechou os olhos.
– Boa noite mama. – desejou fofamente (?).
– Boa noite Fro. – sorri e acariciei o pelo dele, que ronronou e adormeceu.
Pouco tempo depois o Cheney saiu do banho, seu pijama era apenas uma calça de moletom preta. Admirei o seu corpo por alguns segundos até a sua voz me despertar do meu transe.
– Desculpe, esqueci a camisa na sua casa. – pediu vindo para a cama.
– Não por isso. – respondi piscando rapidamente para me localizar. Rogue sorriu deitando ao meu lado virado para mim, segui o exemplo dele.
– Boa noite. – sussurrei aproximando o meu rosto do dele, encostei meus lábios nos seus e logo aprofundamos o beijo, entrando em uma batalha sem vencedores. Havia desejo de ambas as partes. Nos separamos com um selinho quando o ar nos faltou.
– Boa noite. – sussurrou de volta, me aconcheguei em seus braços e adormeci rapidamente, com um sorriso nos lábios.
"Olhei ao redor, confusa. Parecia que eu estava no meio de uma espécie de clareira, foquei meus olhos em um tronco que havia na minha frente, uma pessoa estava sentada ali. O homem tinha os cabelos negros, a pele branca e os olhos do azul mais lindo que eu já vi na vida, ele usava uma calça preta, botas baixas também pretas e uma camisa branca com os três primeiros botões abertos. Ele me fitava atentamente e de algum modo senti como se já o conhecesse.
– Lucy. – chamou caminhando até mim, sua voz era rouca e suave, mas não deixava de ser forte.
– C-Como sabe o meu nome?
– Essa pergunta é fácil, porque eu sou seu tio. – respondeu como se estivesse comentando o clima.
– T-Tio? – repeti atordoada. – Mas q-quem é você?
– Sou Acnologia Cardivios. – se apresentou com um leve sorriso. Franzi o cenho ao ouvir o primeiro nome dele.
– Acnologia? Estranho, você tem o mesmo nome que o Dragão do Apocalipse. – ele deu um risinho.
– Perdão, não fui muito claro na minha apresentação, deixe-me começar de novo.
– Fique à vontade. – disse confusa.
– Eu sou Acnologia Cardivios, o Dragão do Apocalipse! – em um piscar de olhos – literalmente – um enorme dragão negro ocupava o espaço antes usado pelo homem. Ofeguei de surpresa, susto e admiração, mas não de medo como seria o normal, de algum modo senti que ele não me atacaria nem nada assim.
– Okay, você é o Dragão do Apocalipse, eu posso aguentar essa notícia. Mas como assim seu sobrenome é Cardivios e você é meu tio!?!? – tudo bem, eu estava meio que desesperada para ter minhas perguntas respondidas.
– Eu sou o irmão mais novo do seu pai. – respondeu voltando a forma humana. – E você não ficou nem com um pouco de medo? – perguntou curioso.
– Deveria ter ficado? – indaguei levantando uma sobrancelha.
– Não é isso, eu nunca seria capaz de te fazer algum mal. É só que você me parece reagir melhor do que esperei. – sorriu.
– Que bom, eu acho. Mas pode me explicar isso direito? – pedi e ele respirou fundo.
– Como eu já disse, eu sou irmão do seu pai e, consequentemente, seu tio. Eu acompanhei de perto o amor de Layla e dele, e vi você nascer, eu até ajudei a te criar! – sorriu levemente. – Mas eu também estava lá quando Zeref atacou a casa em que vocês moravam e vi a luta do meu irmão com aquele mago estúpido. – rosnou de raiva.
– Zeref? – sussurrei para mim mesma.
– Sim, ele se interessou pelo seu poder e quis ter você de qualquer jeito, ele invadiu a casa do meu irmão e Seberus lutou contra ele para te proteger, mas o não conseguiu vencer e usou o resto de magia que lhe restava para criar um selo em você.
“Eu vi Zeref dar o golpe que tirou a vida dele, eu estava lá, mas não pude fazer nada. Fiquei cego pela fúria de ter o meu irmão morto e pelo desejo de proteger a minha sobrinha e despertei o poder do Apocalipse, acabei enfrentando o assassino de Seberus e milagrosamente eu consegui lutar de igual para igual, quando viu que eu conseguia me manter no mesmo nível que ele, Zeref fugiu. Pouco tempo depois alguém fez a profecia de que alguém com o sangue Cardivios viria a derrotar Zeref, e ele sempre pensou que a profecia se referia a mim, por isso tem tanto medo de me encontrar, mas sei que é você que irá derrota-lo.”
– Nossa, eu... eu não tinha ideia de que isso tinha acontecido, sinto muito. Deve ter sido difícil perder a sua única família. – disse ainda atordoada. Eu vi a dor em seus olhos e me senti mal por ele.
– Foi realmente doloroso, mas você também é a minha família Lucy. – sorriu levemente e me vi correspondendo timidamente. – Mas o nosso tempo está acabando, por isso quero te pedir uma coisa.
– Diga.
– Por favor, me encontre na floresta de Magnólia daqui a dois dias.
– Eu estarei lá. – prometi sorrindo. – Mas posso perguntar uma coisa?
– Pergunte o que quiser.
– Porque alguma pessoas olham para mim com admiração e como se eu fosse uma princesa ou algo assim? — ele riu levemente.
– É o instinto natural delas, as pessoas de algum modo sentem que você irá fazer algo muito importante e te admiram antes mesmo disso. E você é realmente uma princesa.
– Mas antes não era assim. — retruquei.
– Porque você ainda não havia despertado o seu poder. — explicou calmamente.
– Hm, obrigada por responder. – sorri e ele correspondeu ao meu sorriso.
– Está na hora, até depois pequena. — e logo depois que ele disse isso o cenário se desfez e me vi fitando a parede do quarto onde eu estava hospedada."
– Lucy? Está tudo bem? – Rogue me fitou preocupado depois de ter acordado com o meu movimento brusco.
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