Notas iniciais
Este vai ser o meu último capítulo publicado por mim, visto que o próximo vai ser escrito por uma amiga minha. A História vai continuar, mas vai ser escrita por outra pessoa.
Agora mesmo a sério, desfrutem e dêem-me as vossas opiniões.

— Na verdade eu sou… — mas com a intenção de me apresentar o Harry interrompe-me.

— E não é que é mesmo a minha prima? É a Vivian. – disse com uma surpresa na voz que até me assustei.

E sem ser convidada a Tracy Clark entra à frente do irmão na casa:

— Sabes, querido já estava com saudades de vir para aqui! – não sei porque mas aquela gaja já me estava a irritar os carretes.

— Então, para prima do Harry nada mal. – disse o Mark, que me olhou de cima abaixo. Quando o Harry se apercebeu meteu-se à minha frente para meu alívio e respondeu ao Mark com uma grande ferocidade implacável:

— Sim, porque para chegares aos calcanhares dela tens muito a percorrer. – E, como que por impulso, fico corada. Ele estava mesmo a defender-me. Será que ele importa-se comigo?

— Sim, sim, queridos, agora vamos parar de falar da novata e foquem-se. – Interrompeu a Tracy, como se ela fosse o centro das atenções.

Mas assim que o Harry ia falar uma sombra apareceu e instantaneamente a Anne vem-nos salvar as lástimas de raiva.

— Oh, olá Tracy, Mark – e olhou para este último com um desinteresse que até metia medo. — Agora não vieram em boa altura, talvez passem por cá para a próxima semana, talvez. – E empurrou-os para a rua, fechando-lhes a porta na cara sem deixarem dizer uma única palavra.

— Ou então para nunca. – Murmura o Harry, o que me faz rir de mansinho.

— Por favor, não se metam com aqueles dois. Evitem-nos o mais possível e se puder fujam quando estão a ser perseguidos. Estes meninos são muito perigosos e são capazes de fazer coisas que não imaginam. – Alertou-nos a Anne, com uma expressão muito carregada, e foi para a sala de jantar.

O Harry pega-me na mão (logo fiquei ainda mais corada e olhei para ele) e disse-me:

— Vamos lá para cima ver o que eles vão dizer. – E pisca-me o olho. Sem dar tempo de dizer qualquer coisa puxa-me para as escadas e subimos parece uma eternidade.

Vamos para o quarto dele e, através da janela, conseguimos captar uns “Ai, se não fosses tão parvo com aquela estúpida da Gemma até tinha muitas mais hipóteses com o Harry” e vejo que ele quase levanta a mão, mas eu impeço-o.

— Harry, ela não merece que estejas mal por ela ou por ele. Eles nem sequer merecem a tua presença. – E vejo que o consigo acalmar quando me sorri.

— Acho que foi má ideia termos vindo para aqui. – Diz-me a olhar para baixo. E lembro-me do que lhe queria falar.

— Harry, sobre aquilo de há bocado no teu quarto, eu queria pedir mesmo desculpas. Eu não sabia que vinhas directamente nu para o quarto… — mas calo-me quando vejo que a conversa já estava a ir longe de mais. – Concluindo, vamos fingir que isto nunca aconteceu.

— Vai ser difícil esquecer que para além de gira andas com hábitos iguais aos meus. – E sem pensar bem no que tinha dito atirei-lhe com a almofada mais próxima que tinha à mão para a cara dele. Mas depois pensei bem na frase e estruturei-a mentalmente na minha mente.

— Espera, tu tens o hábito de… de… de… coiso, também? – Pergunto, substituindo tudo com as respectivas palavras. – Espera, eu não tenho hábitos de andar coiso pela casa, tu é que me viste assim porque… porque eu me tinha esquecido de que ainda estavas ali. – Foi a desculpa mais farfalhada que consigo arranjar.

— Não, tu tens o hábito que eu bem sei.

— Não, é que nem por sombras. – Nego de cabeça erguida.

— Sim, tu tens, Vivian. Não vale a pena mentir sobre isso.

Abano com a cabeça negativamente e atiro-lhe outra almofada.

— Vamos para baixo. – Sugiro.

Quando chegamos à sala de jantar está uma barulheira desgraçada mas quando todos dão por nós os dois todos se calam como se vissem o próprio diabo em pele e osso.

— O que é que se está a passar? – Pergunto.

— Estamos a decidir se vamos fazer sobremesa para daqui a dois dias ou não. – Explica a Gemma com o seu ar mais convincente que arranja. Dois dias depois dali era o meu aniversário. – É que a comedora da sobremesa pode não gostar da sobremesa mas a comedora merece a sobremesa.

Com expressões muito confusas eu e o Harry dirigimo-nos para os nossos lugares sem um ai nem um oi. Sobremesa? Mas uma luz fez-se na minha cabeça e comecei a raciocinar bem.

— Eu não acredito! A sobremesa é uma festa de aniversário! Como se atrevem? – Pergunto, mas quase na brincadeira porque para mim aquilo era irreal. – Vocês sabem que sem o Bill e a Jen não é a mesma coisa!

A Gemma e o Harry olham para baixo e a Sam desperta do seu sono de beleza junto à comida quando ouve a palavra “Bill”.

— Mas é só uma festa, querida. Nem vai haver muitas pessoas! – Tenta convencer a minha mãe, mas sem sucesso.

Fico aborrecida e remexo nos talheres, olhando para baixo. Todos sabem como odeio festas, e como o meu “anti-socialismo” me acalma durante tudo.

— Ok, parece que não vai haver festa. – Conclui o meu pai.

— Bem, nós tentámos, certo? Agora vão para os vossos quartos que já é hora de dormir. – Acrescenta a Anne, que adora festas e diversão, tal como os filhos.

Os membros dos One Direction, a minha irmã, a Gemma e eu subimos para os quartos, todos de cabeça para baixo. Mas quando estava prestes a entrar uma mão puxou-me. Pensei que fosse o Harry, mas quando vejo o Niall confesso que fiquei um pouco desiludida.

— Vou te mostrar uma coisa.

Uma coisa era certa: no dia de hoje ouve muitas coisas para mostrar e para experimentar que até me fartei, mas quando ia prestes apresentar a minha opinião o Niall encaminha-me para uma varanda que não sabia da sua existência e sentamo-nos num banco de pedra bastante desconfortável.

— As estrelas, quando à pouca iluminação, conseguem-se ver melhor. – E indica para cima, que por instinto olho também. De facto o céu apoderava-se de muitas estrelas cintilantes e reluzentes. Em Londres não se consegue captar nenhuma estrela devido à forte iluminação da cidade. Sem dúvida que isto me faz acalmar com o dia de hoje.

— Quando olho para as estrelas sei que o dia de amanhã vai ser melhor. Sei que o dia de hoje pode não ter corrido tão bem como esperávamos, mas amanhã é outro dia. – Acrescenta o rapaz sem tirar os olhos de cima do céu.

— Tu compreendes-me. – Completei, sem ser uma pergunto. Olho para ele e vejo-o a sorrir. Mas o que me chama mais a atenção são sem dúvida os olhos dele, que com as estrelas ficam mais que perfeitos. Sem dúvida uma obra de arte estrema. – Amanhã é outro dia.

Mas quando ia prestes a comentar sobre uma estrela invulgar uma voz familiar sussurra:

— Então, que tal aqui? Já são horas de deitar, não?

— Isso é porque não viste isto ainda. – Diz o Niall, sem tirar os olhos das constelações.

A Gemma, que estava com um robe cor-de-rosa por cima de um pijama o que me pareceu bastante atrevido, senta-se ao meu lado e olha para cima:

— Sem dúvida uma obra-prima. Sabem o que me faz lembrar? Que quando algo de mau nos acontece isso não quer dizer nada, o importante é fazermos para voltarmos a brilhar.

Mas o que é isto agora?! Confissões atrás de confissões? Penso para mim, a pensar que tudo isto é um sonho bastante irreal.

-Que me dizem a acamparmos aqui, na varanda? – Sugere a Gemma já a olhar para nós os dois.

O Niall grita que sim e eu concordo com um simples abano de cabeça, e retomo o meu olhar para as estrelas.

Em nada menos que 20 minutos as tendas estão preparadas (sim, a varanda era bastante grande para cabermos todos) e todos estamos a olhar para o céu. Não deixo de reparar que o Harry não estava muito feliz, o que me preocupa.

Vamos para dentro das tendas e ficamos organizados assim (as tendas são para 2 cada):

Zayn – Liam; Louis – Niall; Sam – Harry (também achei estranho, visto que a Sam se voluntariou logo para ficar com o Harry e ele aceitou); Gemma – Eu (Vivian).

Já dentro da tenda eu e Gemma começamos a olhar uma para a outra sem saber o que dizer.

— O que é que se passou entre ti e o Mark? – Pergunto, lembrando-me da cena de a bocado e como a Anne ficou toda frustrada.

— Bem, eu estava perdidamente apanhadinha por ele e, … Eu achei que ele estava apaixonado por mim tanto quanto eu estava e começamos a namorar, num verão. O certo é que ele só se aproveitou de mim à sua maneira e que foi uma desilusão, visto que estava cega de amor.

Como reacção mecânica abraço-a e é como se ela fosse uma irmã, como a Jen era para mim.

— Esse parvalhão é mesmo burro. O que não sabia era que eu existia e agora que não lhe deixo tocar-te com um dedo sequer! – Ela ri-se.

— Vivian, o que peço é que tenhas cuidado contigo porque ele é perigoso. – Aconselha-me, enquanto acarinha-me o cabelo e o rosto.

Bocejo e a Gemma também pega com um bocejo ainda mais duradouro que o meu, e decidimos dormir, visto que na noite anterior a coisa ficou feia ao estarmos acordados a noite toda.

Quando fecho os olhos sei que sou entregue somente ao reinado do sono. Sonho que estou com o Bill, a Jen e ao mesmo tempo com o Harry e a Gemma, sem haver confusões com os sentimentos uns dos outros. Depois o resto não me lembro.

Mas o pior é que quando estou no meu sono de repouso sinto um abanão. Acordo de sobressalto e vejo o Harry a olhar para mim sem a Gemma na tenda.

— Hey, o que estás aqui a fazer? – pergunto, sem saber bem o que fazer.

— Troquei de lugar de tenda com a Gemma.

— Pois, imagino que não conseguiste ficar nem um segundo com a Sam. – Digo, fazendo-o rir.

— Eu quero falar contigo. Mas agora mesmo a sério.

Fico intrigada mas pronto, ele é que quer falar, mas quando olho para o relógio que marcam as 3 da manhã é que fico um pouco sobressaltada.

Já na rua da varanda:

— Mas tu sabes quantas horas são?

— Sim, eu sei que é um pouco tarde mas eu não ia conseguir dormir bem sem ter esta conversa primeiro contigo. – Responde-me. – Eu não queria que ficasses assustada com aquilo do coiso. Mas, tu sentes mesmo muitas saudades do Bill e da Jen?

— É claro que sim. Eles são os meus melhores amigos. – Respondo-lhe, mas arrependo-me logo quando o vejo triste. – Harry, tens de compreender que quando estava em Londres foram eles que me apoiaram sempre e que nunca me abandonaram. Eu valorizo-os muito por isso.

— Mas eu queria assistir a tudo isso, como foi o teu primeiro dia de aulas, como foi o teu 12º aniversário, tudo por tudo. Tu nunca deixas-te de ser a minha melhor amiga, Vivian. Nunca deixas-te e nunca deixarás de ser.

Coro. Simplesmente coro e deixo-me levar pelo abraço muito íntimo com o Harry. O resto não me perguntem como, mas quando abro os olhos no dia seguinte o meu corpo encontra-se embalado pelas mãos do Harry na tenda.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.