Love Story - O preço da vida.
2 O Assalto.
Notas iniciais
POV BELLA:
Sorri para a simpática senhora que falava sobre seu filho estar indo para o exercito e coloquei a xícara de chá em cima da mesinha de centro ajeitando minha postura.
— Será um grande homem. — Comentei lambendo disfarçadamente meus lábios.
— Será sim... O maior orgulho da família! — Concordou animada.
— E você, querida? O que pretende fazer? — Millena, outra senhora que também estava na sala, perguntou.
— Direito. Pretendo ser advogada. — Disse sorrindo fazendo as duas sorrirem também e comentarem que é uma ótima escolha.
— Poderia me informar que horas são? — Perguntei ao marido de uma senhora, chamada Matilde, que passava ali na hora.
— São 22:30. Quer que meu filho a acompanhe até sua residência? — Perguntou e eu olhei Gustavo que na hora abriu um enorme sorriso me fazendo corar e abaixar a cabeça. Ele tinha um corpo nem muito magro nem muito malhado, tinha olhos castanhos, cabelos pretos perfeitamente arrumados e usava um terno visivelmente caro. Era um rapaz realmente belo, não podia negar! Mas eu queria guardar meu coração para o amor da minha vida. “Só espero que ele não esteja muito longe” Pensei suspirando.
— Não precisa se incomodar, eu pego um taxi. — Afirmei me levantando.
— Tem certeza, madame? —Gustavo perguntou segurando uma de minhas mãos.
— Tenho sim mas muito obrigada. — Agradeci sincera. Ele beijou minha mão e eu sorri retirando com cuidado da sua.
— Só ligue para os meus pais, por favor? — Pedi ao pai de Gustavo, senhor Muller, pois sabia que essa hora Renné já deveria estar quase ligando para a policia.
— Pode deixar, minha querida. Cuidado na rua, está tarde e é uma ocasião perfeita para esses marginalzinhos se aproveitarem de uma moça rica e delicada como você. — Ele disse com nojo fazendo todo mundo fazer caretas assim também.
— Nem fale isso, papai. — Gustavo disse fazendo o sinal da cruz. Ri levemente me despedindo de todos no apartamento. Tinha gentes que eu nem sabia que estava lá.
Desci pelo elevador e passei pela recepção dando boa noite ao porteiro. Fui andando até o ponto de taxi que ficava ali perto e esperei em pé mesmo. Estava ventando muito e rua estava deserta. Senti meu corpo arrepiar mas ignorei. Isso que dá você só andar acompanhada.
POV EDWARD:
— Cara, esse dinheiro não já está bom? — Perguntei ao Williams enquanto contava o dinheiro. Estávamos nós dois dentro de um carro e tínhamos acabado de assaltar um casal não muito rico nem muito pobre mas o dinheiro que eu tinha conseguido era o bastante para mim.
— Relaxa, irmão! Vou te levar para a parte mais rica da cidade. — Disse com uma gargalhado diabólica aumentando a velocidade do carro. Respirei fundo e peguei uma lata de cerveja que estava pela metade tomando tudo para ver se eu me acalmava.
Roubar na favela era uma coisa agora em território desconhecido era totalmente diferente e gente rica vivia cercado por guardas já que não sabiam se defender sozinhos. Não que eu estivesse medo desses caras, eu morava num lugar onde tinha gente pior do que qualquer policialzinho que se acha o foda mas o que eu iria falar para minha família?
— Opa! Teu dia de sorte, playboy. Olha lá, uma mulher sozinha. — Williams chamou minha atenção apontando para um lugar que tinha uma mulher sozinha. Deu para ver apenas seu corpo que dava para perceber que tinha belas curvas mesmo embaixo daquela roupa comportada. Vi também seus cabelos que pareciam ser castanhos claros. Eles iam até a cintura e eram todos cacheadinhos.
É possível achar uma pessoa bonita vendo apenas as costas?
— William...Não tenho certeza. Não podemos achar um cara? Ela parece está assustada só com o fato de estar sozinha. — Disse ao perceber que a mesma abraçava seu pequeno corpo o balançando de um lado pro outro impacientemente.
— Qual é? Vai andar para trás agora? Precisa fazer nada de ruim a princesinha não, só roubar. — Ele me desafiou e eu respirei fundo saindo do carro. Fui andando até a mulher olhando para trás toda hora para ver se vinha alguém.
Cheguei atrás dela e senti cheiro de morangos que me fez ficar tonto mas logo me recuperei a puxando pela cintura e a colando em mim para que ela sentisse o cano frio da arma em minha cintura. Senti a respiração dela ficar pesada , o corpo tremer e sua pele ficar fria.
— Não faça nada comigo... Por favor. —Pediu desesperada fazendo eu me assustar pela sua doce voz. Parecia a melodia de uma música.
— Xiuu... Não vou fazer nada com você se colaborar. Eu estou armado, como você percebeu. Vou te soltar mas não quero que você grite muito menos corra, estamos entendidos? — Perguntei a vendo assentir. A soltei virando para mim lentamente e senti meu coração parar por um segundo ao ver aquele rosto. Ela era simplesmente perfeita!
Seu rosto tinha uma leve maquiagem, sua pele era branca como porcelana, seus olhos pareciam chocolates derretidos, seu lábios eram pequenos e vermelhinhos e sua bochecha estava corada por causa do frio. A sua roupa era linda e caia perfeitamente nela apesar de não ser o tipo de roupa que eu estava acostumado a ver usarem (http://www.polyvore.com/classic/set?id=129799505 )
Na hora que eu vi aquele rosto tão frágil e assustado me deu vontade de pedi desculpas e a abraçar dizendo que estava tudo bem e que eu era um idiota mas, obviamente, não podia.
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