Love Story

188 Relacionamentos XXXVII - San Diego?


Notas iniciais
Hey pandinhas! ♥ Atrasei com o capítulo porque não tinha conseguido digitar tudo no domingo, por isso estou postando hoje. Ele ficou bem grandinho, então eu cortei o final sobre a Finn pra dedicar um capítulo só pra ela, porque ela merece :') E já que fiz isso, dedico esse cap pra Juliete que voltou a falar comigo shauhsaj Ela ia me matar se eu dedicasse um cap focado na Finn pra ela hsauhsajs Ju não gosta da Finn, vou expor mesmo esse pecado u.u Boa leitura, amores :')

Sara combinou com Abby de ir ver o show da Lorde no sábado, e coincidentemente, Rayle viajou pra Vegas com Becca na sexta. Então foram as quatro. Abby adorou ir com as três, foi bem divertido.

Joanna deixou Abby dormir na casa de Sara já que elas voltariam tarde, e as quatro fizeram uma festa do pijama, com direito a guloseimas, filmes de terror e fotinhas.

No domingo à noite, antes de seu turno começar, Sara levou Rayle e Rebecca ao aeroporto.

Os dias iam passando e David estava empolgado com a festa do filho — que eu simplesmente esqueci de mencionar e nessa parte da história o menino já vai fazer dois anos, nem sequer falei que a mulher dele estava grávida —, estava convidando todo mundo pra ir. E é claro que eles iriam celebrar o aniversário do pequeno Joshua Adams Phillips. Estavam ansiosos até. Não só para ver o menino, como para ver quem venceria Morgan na sinuca que o legista falou que ia ter.

Dave alugou uma mesa justamente por ficar sabendo, depois de um caso que o CSI investigou, que Morgan era craque no jogo. Hodges também provou ser um bom jogador e aquele aniversário prometia ser bem divertido.

Dave convidou Catherine, mas as coisas no FBI estavam corridas e ela não conseguiu ir.

Sara, Finn e Greg passaram vergonha jogando com Morgan e Hodges. Nick até se saiu bem, mas também perdeu.

Mais ninguém quis tentar a sorte depois da décima derrota. Aceitaram que não tinha mais jeito.

Porém, depois daquele aniversário, eles tiveram que focar novamente num caso “arquivado”, pois descobriram que o principal suspeito dos assassinatos de Gig Harbor, Jared, estava sendo liberado da prisão por falta de provas e que, além disso, tinham evidências que provavam que Daniel Shaw era o parceiro de Paul, o gêmeo que estava solto e continuava agindo.

D.B. seguiu o conselho de Avery Ryan em fazer a própria filha de isca pra pegar Paul e o irmão e quem mais estivesse envolvido — o que deixou Finlay pistola por ele arriscar a vida de Maya assim sem que ela soubesse, mas Maya ficou sabendo e quis ajudar mesmo estando com medo —, assim como Finlay custava a acreditar que Shaw fosse uma pessoa ruim.

Conseguiram achar o local onde Paul estava com Maya tocando o terror nela com Jared, e depois de um perrengue conseguiram prender Shaw, Jared não precisou já que estava morto, e Paul conseguiu fugir. Agora estava foragido, sem ter como negar que era culpado.

Mataram o irmão dele. Agora o ódio dele era maior. E ele se vingaria de Russell, de um jeito que ele jamais imaginou… atingindo uma pessoa que ele sabia que era tão importante como a filha dele. Mas pra isso, era preciso planejar...

~ ♥ ~

Sem poder fazer muito agora que Paul fugiu e não tinham pistas, eles tinham que focar nos casos que surgiam normalmente no dia a dia. E apareceu um bem bizarro naquela semana. Um homicídio em uma convenção para pessoas que colecionam macabras recordações de assassinatos/assassinos. Haviam fãs de Lucas Reem, Nate Haskell… vendedores que vendiam coisas do Estrangulador Strip, o assassino da tinta azul, enfim…

Para se infiltrar no esconderijo dos grandes vendedores, Nick fingiu ser um colecionador e pegou a miniatura de Izzy Delancy para fingir querer vender.

Com toda essa coisa de colecionar objetos de serial killers, e vendo novamente a primeira miniatura que foi achada, Sara lembrou-se da sua, que ela ainda não tinha visto.

O turno acabou, o caso foi concluído, e os CSI's estavam todos na sala de descanso com a miniatura de Izzy Delancy na mesa.

— Caramba!- exclamou Morgan. — Eu tinha ouvido falar das miniaturas, mas nunca vi uma de perto. Não sabia que eram tão perfeitas assim.

— É que você não viu a da Sara.- comentou Greg.

— Como assim "a da Sara"?- indagou Finn.

— Ué, vocês não sabiam?- Nick perguntou, surpreso. — Sara foi a última vítima dela. A única que sobreviveu. Ela também teve uma miniatura da própria morte.

Finn e Morgan arregalaram os olhos. O trio estava chocada das amigas não saberem disso.

— Natalie realmente fez uma miniatura minha. Ela quase a completou, porque eu de fato quase morri. Mas… eu não cheguei a vê-la.

— Porque não pôde ou porque não quis?- Finn quis saber.

— Grissom achou melhor eu não ver, mas depois de todos esses anos eu fiquei até curiosa. Na verdade, já tem um tempo que não penso nisso. Não vi antes porque com certeza iam despertar memórias ruins.

— E você quer ver agora?

— Já que estamos falando em miniaturas, por que não?

Morgan e Finlay também queriam ver, então foram com ela. Greg as acompanhou e como Nick precisava guardar a de Izzy, também foi.

Ao chegarem no galpão de arquivos, Sara foi até o corredor de 2007 e olhou as caixas até parar em uma específica onde continha seu nome e o número do caso com a assinatura de seu ex.

Sara suspirou pesadamente.

— Maninha, não precisa fazer isso. Tem certeza que está pronta pra ver?

Sara assentiu devagar, puxou a caixa, colocou em uma mesinha que tinha perto, cortou o lacre e tirou a tampa da caixa.

A morena quase entrou em choque ao olhar pro conteúdo, mas tirou da caixa com cuidado e colocou em cima da mesa.

— Meu Deus!- exclamou Finn. — Foi posta debaixo de um carro?

— E no deserto.- acrescentou Morgan horrorizada. — Tadinha.

Sara não as ouviu, pois sua mente tinha voltado oito anos antes. Seus olhos arderam ao lembrar de todo o perrengue que passou com Natalie e por causa de Natalie.

— Sara?- Greg tocou o ombro da amiga.

Ela fungou e forçou um sorriso.

— Eu estou bem...

— Deve ter se machucado muito.- comentou Morgan.

— Ela não contava que eu ia conseguir sair. Fui encontrada sem pulso, braço esquerdo quebrado, insolação, desidratação…

Finn e Morgan puxaram o ar levando as mãos à boca abafando um "Meu Deus".

— É, foi complicado. Mas o que importa é que escapei.- ela tentou não se abalar com a miniatura e a guardou de volta na caixa. — Foi estranho reviver isso agora…

— Eu acho que o Grissom continua achando que não é bom você ver.

— Por isso que eu vim.- ela rebateu. — Grissom é cheio de tomar decisões por mim.

Eita.

~ ♥ ~

Alguns dias se passaram e os casos bizarros não pararam nos fãs de serial killers que colecionavam coisas macabras, também foi parar em super-heróis de histórias em quadrinhos. Como? Vejamos:

Um homem vestido de super-herói foi morto logo depois de salvar um sem teto, Roger, das garras de uma gangue que queria agredi-lo. Mas por que a fantasia? Ele e dois amigos saíam vestidos assim à noite para, de acordo com eles, salvar o bairro enquanto a polícia estava ocupada com outras coisas. Obviamente levaram uma bronca por isso. Mas tá, qual a relevância desse caso? Sara não conhecia nada de heróis e quadrinhos e Russell FOI MUITO FOFO.

Ela chegou na sala do chefe e ele citou algo que ela não reconheceu.

— "Eu uso a máscara. E essa máscara, não é para esconder quem sou eu, mas para criar o que sou".

— Eu desisto. Está citando Sun Tzu?

— Não, não, guerreiro diferente. Batman! Volume 1, número 624.

Sara agachou para olhar os pés dele e ele riu.

— O que está fazendo?

— Só tentando ver os seus pés. O último fã de Batman que conheci estava descalço e morava num beco.

Sara estava falando de Roger, o sem teto, que ela levou pra delegacia e deu, além de um sanduíche pra ele comer, também um par de sapatos. Achei bonitinho mencionar.

Ela continuou:

— Sabe, eu nunca associei você como fã de quadrinhos.

— Minha adolescência, cada centavo que tinha foi para os quadrinhos.

— Acho que não entendo.- ela se sentou. — Na minha infância, fantasia nunca foi o meu forte. Eu me perdia em ciência e números. Era tudo o que eu precisava, eu acho.

— Você gosta de coisas claras e comprovadas.- ele disse. — Certo ou errado. Preto ou branco.

— Talvez.

E foi por conta disso, que no fim do turno, Russell a procurou por toda parte pra lhe fazer uma surpresa. E a relevância do episódio é essa. Achei fofo — sim! — e coloquei. É sobre isto.

— Aí está você!- ele a encontrou no locker sentada arrumando a bolsa pra ir embora. — Bom trabalho nesse caso, por sinal.

— Obrigada.- ela respondeu. — Foi um bom trabalho de todos.

— Eu tenho uma… coisinha pra você.- lhe entregou um envelope.

Sara sorriu perguntando o que era, e ele pediu pra ela dar uma olhada.

Ela riu ao ver o conteúdo.

— Histórias em quadrinhos!

— Eu revisei a minha coleção, e selecionei as melhores pra você.- Sara ficou surpresa. — E também as coloquei num envelope pra não estragar seu disfarce.

— Meu disfarce?- perguntou com o cenho franzido.

— É, sabe, porque uma pessoa de números e ciência não tem tempo para fantasias.

Sara fez seu biquinho lindo por conta da "provocação".

— Eu realmente não tenho tempo pra elas.

— Viu? Isso é errado.- ele tentou não sorrir. — Todo mundo precisa de um pouquinho de fantasia.

— É muita pressão, hein...- Sara novamente olhou pra elas. — E se eu não gostar?

— Ah… não me conte.- dito isso ele se direcionou à saída.

Mas ela o impediu de sair fazendo-o parar na porta.

— Russell.- ele olhou pra ela. — Obrigada.- sorriu.

Ele também sorriu e disse “de nada”.

Sara ficou alguns segundos ali sentada olhando pros quadrinhos. O máximo que chegou perto de fantasia foram as animações que gostava de ver, nunca passou disso. Seria uma nova experiência interessante. Leria assim que chegasse em casa.

Preciso também mencionar — sim! — que alguns dias depois, Sara fez algo maravilhoso que não pode passar em branco.

Ela e Finlay foram atrás de um empresário, ele chegou em seu carrão vermelho falando no telefone, ignorou-as por completo falando pra ligar pro escritório se quisessem falar com ele. Sara ficou “É o que??? Pera aí!” Foi até o carro dele e acionou o alarme (KKKKK)

O cara voltou pra perto indignado reclamando com ela.

— Eu não consigo te ouvir.- ela fingiu que não ouviu, com o alarme ainda tocando. Ele teve que desligar e parar para ouvi-las, querendo ou não.

Rainha faz assim.

~ ♥ ~

Voltando ao foco.

Quase três semanas depois, duas adolescentes foram raptadas em Las Vegas, mas eram filhas do diretor do laboratório criminal de San Diego, John Nolan. O chamado que tiveram foi do corpo de um garoto no banheiro de um estabelecimento, garoto que por acaso esteve com as garotas momentos antes delas serem raptadas.

Nick e Sara foram os primeiros na cena. O corpo do garoto que estava com uma das meninas por mais tempo estava debruçado na privada com a garganta cortada. Até aquele momento eles não sabiam que as garotas eram filhas de Nolan, nem sequer sabiam que tinham sido raptadas, só sabiam que tinha um garoto morto e tinham que investigar isso. Só souberam quando seguiram a pista da foto do celular da vítima, onde ele estava com a mais nova e ela segurava a sacola de uma loja de roupas. Lá eles souberam que as meninas usaram o cartão de crédito de Nolan, foi assim que chegaram à conclusão de que as meninas estavam fazendo compras, foram sequestradas e o sequestrador matou o garoto que estava com elas.

Foi aí que começou uma busca incansável pelas meninas. Conrad sabia como era horrível aquela situação de não saber onde está a filha —assim como Russell —, então ele deu prioridade àquele caso e colocou todo mundo nele.

Depois de acharem Lexie — a filha mais velha — morta numa lixeira, Nolan estava quase sem esperanças de achar a mais nova viva, mas Nick não desistiu, e Nolan viu nele um grande líder.

Sara conversou sobre a oferta que Nolan tinha feito para Nick anos atrás, de fazer parte da equipe dele em San Diego, e ele recusou. Conversou sobre isso com ele durante uma pausa pro café.

— Como está o Nolan?

— Está se segurando o quanto pode. Ele vê cadáveres em autópsia todos os dias, mas quando é a sua própria filha ali…

— Nossa, nem consigo imaginar…

— John é um cara bom. Ele não merece isso.

— Não foi ele que te enviou o autógrafo do jogador de San Diego há um tempo atrás?

— Foi.- sorriu. — Dan Fouts. Um dos melhores quarterbacks em passes da NFL. Era uma tentativa de me seduzir ao laboratório de San Diego.

— Se arrepende disso? Não ter saído daqui pra trabalhar lá?

— Não.- ele foi sincero. — Sabe, não foi uma promoção ou algo assim.

— É, mas com certeza pagam mais do que aqui.- deu mais um gole em seu café.

— Não exatamente. San Diego é uma cidade cara pra se viver. Aliás, aqui é minha casa, meus amigos estão aqui.- ele então levantou a caneca pra ela, como se brindasse: — É onde minha família está.- ela escondeu um sorriso num biquinho e também levantou a caneca.

Depois da pausa pro café, voltaram à ativa com mais uma pista. E Nick conseguiu achar Cara, a mais nova, viva a tempo. Levou ela de volta pro pai, e Nolan, em vez de oferecer uma vaga na equipe dele novamente, quis que Nick ficasse em seu lugar, ofereceu a direção pra ele! A direção! Nick ficou como? Chocado! Mas tinha que pensar.

~ ♥ ~

Uma semana se passou e eles voltaram ao caso Gig Harbor quando Finlay recebeu uma estátua — com o nome da mãe dela no remetente — acompanhado de um pote com um dedo dentro, seguida de uma ligação que o próprio Paul fez pra ela. Finn colocou a polícia da Filadélfia de olho em sua mãe — já que o desgraçado sabia o nome dela, certamente sabia onde achá-la —, e levou o dedo pro laboratório. Como foi endereçado a ela, a loira sabia que tinha que tomar cuidado, pois como ela era a parceira de Russell em Seattle era provável que ele também quisesse se vingar dela. Mas ela não tinha ideia de que o motivo era maior que esse.

Ao passar na sala do chefe, Nick estava lá e ela ouviu algo sobre Nolan ter oferecido um cargo em San Diego pra ele. Claramente ele estava conversando com Russell sobre estar em dúvida de aceitar ou não. E foi isso que Nick quis falar com Sara quando a viu.

Estavam na garagem falando sobre o caso, eles trocaram algumas informações e Sara ia saindo da sala quando…

— Deixa eu te fazer uma pergunta?!- ele a impediu de sair, chamando sua atenção com essa fala.

Sara sabia que uma hora ou outra ele ia querer falar com ela.

— É sobre San Diego? Porque a Finlay mencionou alguma coisa.

Finlay fofoqueira! Brincadeira rs.

— Pois é, o Nolan decidiu que vai deixar o cargo de diretor e... ele acha que eu daria um bom substituto.

Sara sorriu com a notícia. Realmente o que Finn ouviu estava correto.

— Nossa! Com certeza daria!- Nick fez uma careta, estava com um pé atrás. — E qual é o problema?

— Ah, eu já falei, eu tenho muitos amigos aqui e é uma responsabilidade muito grande.

— É, mas lá tem praia!- Nick riu. Olha o incentivo dela! — E são só quatro horas e meia de viagem. Vai me ver o tempo todo.- sorriu.

— Sabe… esses anos todos eu percebi o que é importante pra mim… E não é uma promoção.

Sara sabia que Nick não era ambicioso. Gostava do que fazia e era feliz com isso.

— Bom…- ela pensou e apelou pros sentimentos. — Sabe o que o Grissom diria.- Nick desviou o olhar com a lembrança do ex chefe na cabeça. Tudo o que tinha se tornado era graças a ele. — Tem que ir onde pode ajudar mais gente.

Nick assentiu. Era sempre bom conversar com ela.

— Ainda dói?- ela franziu o cenho com a pergunta. — Falar dele.- ele explicou.

Sara suspirou.

— Não… Não dói mais. Mas eu nunca vou esquecer o que ele me ensinou, e você também não deve. Você merece esse cargo, Nick.- ele que suspirou dessa vez. — Mas seja o que for que decidir fazer… conta comigo, está bem?

Nick sorriu.

— Eu te amo, sabia?

Sara sorriu e abraçou ele. Em seguida foi fazer o que tinha que fazer.

“Lembre-se do tempo que eu estava sozinho

Você ficou ao meu lado e disse: "Vamos ser fortes"

Você fez todas essas coisas

Que só um verdadeiro amigo pode fazer” — Michael Jackson

~ ♥ ~

Descobriram depois de salvarem Maya que Daniel só ajudou Paul, pois ele estava com sua filha, então ele não era o real parceiro do assassino como os CSI’s achavam, e quis cooperar com a polícia apenas se Finlay trabalhasse com ele, já que ela era a única que lhe dava o benefício da dúvida. Assim fizeram. Shaw ajudou na investigação para encontrar o paradeiro de Paul e o parceiro dele. Quando acharam o “pai” de Paul e iam levá-lo sob custódia, Paul estava vendo e agiu antes matando-o com um tiro, atirando também em Finlay. Mas Shaw se jogou na frente e morreu no lugar dela.

Sara ficou mais preocupada ainda, e falou disso com Russell no corredor do laboratório depois de todo aquele rolo.

— Ele matou Collin — o “pai” —, tentou matar a Finn, em algum momento ele vai vir atrás de você.

— Mas no topo da lista deve estar a mãe dele, que abandonou ele e o irmão.

— Não só os abandonou, como os separou. Ela os deixou à deriva.

— É, sabe de uma coisa? Ela está no caminho para pegarmos esse cara. Ok, então…- eles pararam no corredor frente a frente. — Finn e eu vamos até Seattle. Vamos colocar a mãe dele sob custódia preventiva.

— Usá-la como isca.

— Correto. Me faça um favor? Ligue pra polícia de Seattle. Vamos ficar de olho no convento. Vou pegar a Finn no caminho do aeroporto.

Sara fez o que ele pediu e depois, enquanto caminhava pelo laboratório, ligou para Nick que estava em San Diego seguindo a pista de Paul, e pediu que ele voltasse assim que acabasse. Quando desligou, encontrou Morgan.

— A polícia de Seattle respondeu.- disse a loira. — Foram ao convento, nada da irmã Alice (a mãe de Paul). As freiras não sabem onde ela está.

— Contou pro Russell?

— Tentei ligar pra ele e pra Finn. Não consigo falar com eles. Sabe onde estão?

— Deviam estar indo pro aeroporto, mas eu estou com um mau pressentimento. Ache o Greg e me encontrem na casa da Finn.

— Ok.- Morgan respondeu preocupada e correu atrás de Greg enquanto Sara ia na frente com Mitch e outro policial.

Quando chegaram, tinha sangue na porta. Mitch arrombou e deram de cara com Paul apontando uma arma para Russell. A casa estava igualzinha as cenas de crimes anteriores do Gig Harbor Killer. Fios coloridos, poças de sangue, marcadores amarelos de evidências, pé de cabra, tudo. Foi bem rápido. Paul se virou pra atirar neles, mas Mitch foi mais rápido e o baleou.

Russell impediu que o matassem: — Ele sabe onde a Finlay está.- então olhou pra Paul no chão agonizando. — Onde ela está? Cadê ela?

— Nunca irá encontrá-la a tempo.

Russell olhou para Sara que apontava a arma para Paul por precaução.

— Ela ainda está viva, está perto. Ele disse que ia levá-la pro deserto.

— Ele teria que carregá-la de algum modo.- Sara pegou o rádio e chamou os amigos. — Greg, Morgan, cadê vocês?

— Na garagem. Acabamos de chegar.- respondeu ele.

— Precisam achar o carro do Paul. Acreditamos que esteja no local, procurem. Comecem pelas placas.

— Entendido.

Greg e Morgan não demoraram pra achar, e quando abriram o porta-malas encontraram Finlay lá dentro coberta de sangue, principalmente no rosto, e desacordada.

Tiraram ela de lá, colocaram no chão com cuidado e tentaram reanimá-la. Não conseguiram sentir o pulso dela, mas o corpo ainda estava quente.

Greg fez respiração boca a boca, tentou ressuscitação com massagem cardíaca, mas nada adiantou. Finn não reagia. A ambulância chegou e ela foi imediatamente levada pra emergência.

Também levaram Paul pro hospital, mas depois que ele se recuperasse não tinha mais pra onde fugir. Ele pagaria por tudo o que fez.

Greg, Morgan e Sara ficaram pra processar a casa de Finn, e Russell foi com ela pro hospital. Tinha ido buscá-la em casa e quando chegou e viu a cena do crime com sangue no chão, tudo se repetindo, e ainda mais com sua melhor amiga, quis matá-lo assim que ele o encurralou fazendo-o olhar pra cena e imaginar o quanto Julie deve ter sofrido e implorado pela vida.

Mas sua Jules era forte, ela ia vencer aquele monstro. Todos estavam preocupados, porém esperançosos de que ela fosse ficar bem.

Diante de todos esses acontecimentos, Nick cogitava a ideia de recusar o cargo que lhe foi oferecido, argumentando de que ainda não era o momento certo, principalmente com o que tinha acontecido a Julie. Com ela no hospital, já estavam com um a menos. Russell ia visitá-la todos os dias e os demais iam quando podiam. A pobrezinha tinha entrado em coma, e os médicos não sabiam se ela acordaria.

Russell contra argumentou com Nick sobre a promoção, dizendo que em relação a Julie não tinha nada que ele pudesse fazer, e que se ela estivesse ali concordaria que ele precisava aceitar o cargo e merecia isso.

Nick então decidiu: deixaria Las Vegas e iria pra San Diego liderar o laboratório de lá. Era um grande passo, e ele sentiria muita falta dos amigos e da presença deles diariamente.

Estava terminando de tirar suas coisas do armário, parando um instante pra observar as fotografias na porta. Praticamente todos os seus amigos mais chegados tinham uma foto com ele grudada em seu armário. A dele com Sara fazendo caretas era uma de suas favoritas. (Sim! Adicionei uma foto da Sara porque é o cúmulo não ter ela em nenhuma)

Por falar nela, a morena apareceu com Greg na porta do locker no momento em que ele olhava as fotografias.

— Não está tentando sair de fininho, não é?

Nick sorriu.

— Não, eu nunca faria isso com você.

— Nossa…- comentou Greg. — Está acontecendo mesmo.

Nick assentiu: — Eu respeito e amo vocês dois. Vou sentir saudade.

Sara sentiu um nó na garganta ao ouvir isso, mas não chorou.

— Promete que vai se cuidar.- ela disse.

— Eu vou, prometo.

— Nós estamos muito felizes por você.- falou Greg e depois imitou uma voz que desse ênfase na frase: — Diretor de laboratório Nick Stokes.

Nick sorriu.

— Isso soa bem, não é?- Sara também sorriu, muito orgulhosa. — Ainda vamos sair pra beber no McCarthy’s?

— Claro, a primeira é por minha conta.

Greg riu.

— Com o aumento que vai ganhar, vai ter que pagar todas.

— É justo, é justo.- Nick também brincou.

Sara assentiu: — Bom, então... até mais tarde.

Sara então resolveu ir pra casa, para encontrar com Nick e Greg mais tarde. O mais novo fez o mesmo, deixando Nick sozinho para que pudesse se despedir do lugar.

Nick pegou sua mochila e passou a caminhar pelos corredores do laboratório, como Grissom fez, e toda a sua vida ali passou como um filme em sua cabeça. Todos os casos, as brincadeiras, o aprendizado, todos os momentos com os colegas, os amigos, as pessoas que amava. Ia sentir muita falta daquilo. Assumiria outras responsabilidades, teria menos tempo, mas estava pronto pra viver essas mudanças e sabia que teria o apoio de seus dois melhores amigos sempre que precisasse.

Ao passar pela tabela de casos, com o nome de Sara, Greg, Morgan, Finlay e o seu, Nick tocou o de Finlay. Esperava de todo coração que ela ficasse bem e melhorasse logo pra alegrar novamente os dias deles. Quanto ao seu próprio nome no quadro, ele colocou um imã de “solucionado” em cima. Uma cena de partir o coração de quem visse.

To Be Continued...

Notas finais
É isso. Chegamos ao fim da última temporada. CSI foi cancelada e a gente chorou com o anúncio do telefilme. Entããão... depois do cap dedicado a Finn que eu cortei daqui, teremos a primeira parte de Immortality! Quem tá preparado? :') Tá tudo escrito e digitado já tem um bom tempo, então terá capítulo todo domingo, sem exceção ;) ♥ Vejo vocês no próximo ^^ espero que tenham gostado desse e que deixem opiniões ♥ Abraço de urso :3