Love Story

165 Como Foram os Quatro Meses?


Notas iniciais
Heey pandinhaaas! Eu ia postar no dia do aniversário da Jorja, dia 7, mas não deu, aí fiquei de postar no dia seguinte e não consegui também shauhsaj rindo pra não chorar. Só consegui hoje, peço desculpas pelos capítulos estarem demorando um pouco pra serem postados. O bloqueio junto com o trabalho estressante me impedem de postar todo domingo, eu peço desculpas mesmo. Espero que continuem acompanhando e gostando do desenvolvimento da história ♥ Dedico o capítulo a Leticia kirnev que também fez aniversário dia 7 ♥ Feliz aniversário! hehe Boa leitura! ^^

Duas semanas se passaram, tudo ia bem. Gil e Sara se falavam todos os dias, sempre compartilhando tudo o que faziam um com o outro, e naquele dia não foi diferente. Sara ligou pra ele depois do turno, empolgada para contar sobre o caso que investigou com Greg naquela semana.

― Espera aí, não foi roubo, ninguém invadiu a casa e as únicas testemunhas eram um gato e uma arara?

― Isso.- ela riu da confusão na cara dele. ― Suspeitamos então que o marido tinha matado a esposa e que ela tinha conseguido pedir ajuda, mas nenhuma evidência confirmou isso e não tinha sangue no telefone.

― Então o que diabos aconteceu lá? Não vai me dizer que foram os animais?!!

Sara riu e lembrou que teve a mesma reação quando estava com Albert no necrotério.

“― A causa da morte é sangramento devido a corte profundo. Golpeada uma vez.

― Apenas um golpe? Está brincando né?- disse a morena confusa. ― A parede tinha respingos, tinha sangue pra todo lado. Nenhuma evidência física desse caso faz sentido, só tinha digitais dos Irwin’s no apartamento, só tem digitais da Sra. Irwin na faca, só tem sangue no Sr. Irwin no banheiro…

― Ah, eu posso... eu posso interromper?- o legista tentou fazê-la se acalmar.

― Por favor.- pediu ela.

― Não acho que o Sr. Irwin matou a esposa, muito embora ela tenha sido vítima de agressão. Vê essas lacerações no couro cabeludo?

― Sim.

― São marcas de garras. Soube que eles tinham uma arara.

― Se estiver sugerindo que a ave pode ter feito isso, ela estava na gaiola com a porta fechada quando chegamos.

― Araras são muito inteligentes, nós podemos ensinar a elas quase tudo, até a saírem das gaiolas e voltarem pra elas

― É, é verdade, mas… não tem como aquela ave ter pego uma faca e golpeado a Sra. Irwin… não é???”

― Foram eles sim.- ela contou ainda rindo. ― O respingo na parede não era da faca, era da arara, ela atacou a Sra. Irwin. Achamos DNA dela nas garras e sangue dela debaixo das penas. Quando a arara bateu as asas, espirrou sangue nas paredes e móveis.

― A arara matou a Sra. Irwin?? A arara, Sara??- Gil estava achando que era brincadeira.

― Ela teve um cúmplice, o gato, tecnicamente ele foi o responsável pela morte do Sr. Irwin.

― Cada um matou um? Não é possível.

Sara deu risada e contou a história toda.

― Como Greg disse, pense nisso como uma série de eventos de azar, Griss.- Sara relatou todas as evidências que acharam que os levaram àquele final. ― A conclusão foi a seguinte: O Sr. Irwin estava dando banho na arara quando o gato o atacou, mas não por ele, pela arara, porque eles se odeiam. A porta do banheiro estava aberta e o gato viu uma oportunidade.

― Tá, o gato pulou na cortina, o Sr. Irwin escorregou, bateu a cabeça e morreu?

― Isso. A Sra. Irwin estava na cozinha preparando o café da manhã, ela deve ter ouvido o barulho e foi ver o que tinha acontecido. Havia legumes cortados na bancada, então a faca já estava na mão dela. E você sabe o que dizem sobre correr com facas na mão.- Grissom balançava a cabeça o tempo todo, desacreditado. ― A arara tentava escapar do gato, e sem querer direcionou sua agressividade pra Sra. Irwin. As evidências todas sugerem que a Sra. Irwin, quando tentava fugir da ave, caiu sobre a mesa de centro.

― Espera… Ela mesma se apunhalou??

― É.- ela respondeu querendo rir da cara do marido com o relato. ― Aí o gato se escondeu, a arara voltou pra gaiola e fechou a porta.

― Tá, mas e o telefone que você falou, Sara? Como ela ligou pra emergência? Nada disso faz sentido.

― Aí vem a melhor parte.- Sara riu. ― Eu estava alimentando a arara e batendo um papinho com ela na sala de descanso, junto com o Greg. Importante ressaltar que Hodges não estava lá porque ele tem medo.

― Mentira! O Hodges tem medo de aves?- Grissom perguntou querendo rir.

― Tem.- Sara não conseguia tirar o sorriso do rosto, tamanha era a sua diversão contando tudo pra ele.

― Ai que maravilhoso saber disso. Vou tirar uma com a cara dele semana que vem.

― Estou ansiosa, inclusive.

Na semana seguinte eles se encontrariam para o dia de ação de graças que seria realizado na casa de Catherine novamente. Inclusive, a morena já tinha conversado com a ruiva e com Martha, para saber se podia levar Abby pra passar a noite com eles.

Sara continuou com seu relato.

― Enfim, Greg estava comendo e sem querer cortou o dedo com a faca. Tinha um telefone na mesa. A arara tirou do gancho, teclou 911 e falou “me ajude, me ajude” pra moça que atendeu.

Grissom abriu a boca desacreditado real.

― Quê???? A arara que ligou pra emergência? Está de brincadeira!

― Juro por Deus, Griss.- Sara deu risada. ― Pode perguntar pro Greg, ele é testemunha. Eu fiquei pasma. Quase trago ela pra casa.

Grissom também deu risada.

― Deve ter sido realmente divertido investigar esse caso. Fico feliz que também esteja tudo bem por aí. Já estou com saudade.

Sara sorriu com todo o amor do mundo.

― Aww, eu também. Semana que vem a gente mata a saudade.

E mataram.

No dia 26 de Novembro, Gil estava desembarcando em Las Vegas. Sara não pôde ir buscá-lo, pois estava atarefada no laboratório junto com todo o pessoal adiantando o máximo de casos que pudessem pra poderem ficar livres na parte da noite e comemorar o feriado.

Quando Grissom chegou na sala de descanso, Sara estava no balcão esperando o café ficar pronto pra colocar na xícara. O ex supervisor aproveitou a oportunidade para chegar de fininho e abraçá-la por trás.

― Oii!

Sara levou um susto com isso.

― Ai!! Homem de Deus!! Quer me matar do coração??

Os amigos que estavam quietos com uma expressão de cúmplice por ter visto Grissom chegar e "dar o bote", deram risada.

Grissom também riu e deu um beijo estralado em sua bochecha.

― Longe de mim querer fazer isso.

Sara se virou pra ele e enlaçou seu pescoço num abraço apertado.

― Como foi a viagem?

― Foi boa.- disse e desfez o abraço. ― Fiquei lendo a maior parte do tempo.- rapidamente pra não ficar constrangido por conta dos olhares sobre eles, Grissom lhe deu um selinho e se voltou para os amigos. ― E vocês? Como estão?

― Ah, finalmente viu a gente.- disse Nick fingindo sentir-se excluído.

― Desculpem, mas minha mulher é prioridade.

Sara abriu um lindo sorriso com o “minha mulher” saindo da boca dele. Sentia-se realizada sempre que Gil pronunciava essas palavras.

O ex supervisor cumprimentou todos com um abraço apertado e eles voltaram a se concentrar no que faziam até mais ou menos onze e meia da manhã, umas duas horas depois do fim do turno. Foram todos pra casa, cada um tinha que preparar um prato pra levar então tinham que ter tempo. Gil e Sara fariam o principal que era o macarrão com queijo, então eles passaram quase a tarde inteira na cozinha aprontando, enquanto o macarrão não ficava pronto eles conversavam enquanto jogavam xadrez e beliscavam algumas coisas.

― Vai mesmo levar a Abby?

― Sim. Como a Cath marcou às 17h, disse que ia buscá-la meia hora antes.

E lá estavam eles às 16h30min batendo na porta de Martha pra buscar a pequena, que imediatamente pulou no colo de Grissom.

― Opa!- disse ele surpreso, porém sorrindo.

― Iiihh, acho que fui trocada.

Grissom e Abby riram, assim como Martha.

― Não acho que isso seja possível, Sara.- disse a senhora ainda sorrindo.

― É que a Sara não consegue mais me pegar no colo. O Gil consegue.

― Está dizendo que eu sou uma fracote?- Sara fez cócegas nela que gargalhou.

― Obrigado por deixá-la ficar conosco hoje, Martha.- Grissom agradeceu, pois gostava da companhia da menina.

― Imagina, divirtam-se. E feliz ação de graças.

Desejaram o mesmo a ela e foram pro carro.

― Não precisa ficar com vergonha, tá? Eles são legais.- disse Sara percebendo que Abby estava meio inquieta no banco de trás.

A pequena assentiu e puxou assunto com eles pra se distrair e tentar se soltar antes de chegarem. Quando isso aconteceu, os três se dirigiram até a porta e Sara tocou a campainha.

Abby a olhou como se quisesse um pouco de segurança com aquilo, e conseguiu. Gil tocou os ombros da menina pra que ela não ficasse acanhada e Abby também olhou pra ele com um meio sorriso.

A porta foi aberta por uma ruiva muito animada.

― A família Grissom chegou!- os quatro sorriram com isso. Sara a abraçou rapidamente e Catherine em seguida olhou pra menor. ― Olha só quem veio comemorar o feriado na minha casa! Oi Abby!- sorriu pra ela com toda a simpatia.

― Oi!- ela respondeu da mesma forma.

― Dá um beijo na tia?- Catherine abaixou um pouco pra receber um beijinho super fofo na bochecha. ― Ai que amor. Seja bem vinda!

― Obrigada.- sorriu e corou.

Em seguida a ruiva cumprimentou Gil.

― Oi sumido!

― Ai, eu mereço!

As mulheres riram do comentário do mais velho.

Cath então pediu pra eles entrarem e os três foram recebidos com euforia.

― Finalmente!!

― Só faltava a gente?- Sara se assustou, nem tinham chegado tarde.

― Não, é que a presença de vocês é a mais importante.- disse Hodges.

― Puxa saco! Puxa saco!- Nick e Greg gritaram em sincronia.

Gil e Sara riram.

― Falando nele... soube que uma viagem pro Canadá te deixou com medo de aves.- Grissom comentou para vê-lo sem graça e conseguiu.

― Sara!!- o técnico logo deu uma bronca na colega de trabalho.

― Desculpa, eu tive que mencionar isso pra ele.- disse ela querendo rir da situação.

― Tio Grissom!

A atenção de todos foi puxada para Lindsay que chegou empolgada na sala indo abraçar Grissom que fazia tempos que não via.

O ex supervisor ficou feliz em vê-la e retribuiu ao abraço com carinho.

― Meu Deus, como cresceu!

― Está enorme né?- comentou a mãe dela contente em ver a cena. ― Comparada a última vez que a viu.

― Senti saudade, Lind.

― Eu também.- ela sorriu ao desfazer o abraço e depois foi cumprimentar Sara que também retribuiu o abraço que lhe deu. ― Olha só, temos uma presença nova hoje!- comentou Lindsay sorrindo para Abby que corou, ela estava quietinha enquanto tudo acontecia.

― Trouxeram a cria de vocês!- Jim brincou. ― Oi Abby! Lembra de mim?

A menina assentiu e sorriu tímida. Sara acariciou seu cabelo e beijou o topo de sua cabeça.

― Não se acanhe, Abby, a loucura deles não é contagiosa.- disse Grissom fazendo-a rir.

― Muito engraçadinho.- comentou Jim.

― Bom, fiquem a vontade.- falou a ruiva indo buscar algo pra eles beberem enquanto David, Archie, Mandy e Ray não chegavam.

Depois que eles chegaram, todo mundo foi pra sala de jantar comer e bater papo.

Todos fizeram o possível para Abby se sentir à vontade e em pouco tempo ela já estava conversando e brincando com eles. Abby nunca riu tanto numa reunião de família. A menina brincou muito com Greg, Nick, Archie e Hodges enquanto Gil e Sara batiam um papo com os outros amigos e com Lindsay, que contou como estava sendo a faculdade.

Foi uma noite muito divertida, para matar a saudade dos velhos tempo.

Passou uns três dias e Sara foi buscar Abby de novo, tinha prometido que ia levá-la pra tomar sorvete, e a menina disse que levaria seu mais novo xodó pra cantar com ela no carro.

― Então esse é o famoso cavaquinho?

Abby tinha ganhado um cavaquinho de dia das crianças, pois descobriram que ela adorava cantar e queria aprender a tocar algum instrumento. Martha conseguiu adquirir um mais simples pra ela treinar.

― Já tem mais de um mês que ganhou ele, por que nunca me disse que gostava de cantar?

― Ah, eu quis aperfeiçoar primeiro.- ela comentou timidamente.

― Nossa, “aperfeiçoar”, como ela está falando difícil.

Abby deu risada.

Na frente da morena ela não tinha vergonha de cantar, e Sara nunca ficou tão encantada na vida do que naquele momento. Abby tinha uma voz doce e maravilhosa.

― Não acredito que te conheço há mais de cinco anos e só agora você me mostrou esse dom.

― Mas eu não quero ser cantora não, tá?- ela logo tratou de afastar aquela ideia da cabeça de Sara.

― E o que você quer ser?

― Eu sei lá.

Sara deu risada.

― Canta mais uma que dessa vez eu vou filmar.

― Ah não, Sara!- ela tapou o rosto com vergonha.

― Só um pouquinho. É só pra mostrar pro Gil, vai.- pediu de jeitinho que seria difícil recusar.

― Tabom.- Abby acabou cedendo.

No fim do dia Sara mandou o vídeo pro marido que quase se derreteu de tanto amor.

― Eu literalmente não consigo parar de assistir essa perfeição na terra.

Foi o que ele disse após assistir.

No mais, foi tudo na normalidade e rotina.

~ ♥ ~

Três semanas se passaram até um caso de fato mexer com os sentimentos de Sara novamente. Nada que causasse estrago, mas a fez lembrar de sua mãe.

A esposa de um agente do FBI foi assassinada e seus dois filhos sumiram, o suspeito a princípio era um pedófilo que o agente estava perseguindo. Quando Gil perguntou como tinha sido sua semana, depois de ter contato a dele, ela contou como foi tudo.

― Fora ter se estressado com esse agente, que me fez lembrar o Culpepper de tão babaca, qual o motivo de ter ficado sensibilizada, amor?- ele perguntou após tê-la ouvido.

― O filho mais velho é esquizofrênico.- Grissom então entendeu o motivo e esperou que ela prosseguisse. ― Minha mãe costumava ficar nesse grau de delírio no começo, então quando fui tentar fazê-lo largar a arma eu lembrei. Ele me abraçou e eu tentei acalmá-lo enquanto ele chorava, e depois no hospital quando eu fui contar que a irmãzinha dele estava segura, ele segurou minha mão.

― Você tem esse poder de fazer as pessoas se sentirem protegidas, Sara…- comentou ele tendo sua total atenção. ― Você consegue passar confiança, dar colo, ser amiga, e tudo isso sem esforço algum. Foi assim com esse garoto, foi assim com Abby, foi assim com Brenda… Essa é você.

Sara sorriu de lado com a cabeça tombada pro lado ao ouvir esse discurso.

― E você tem esse poder de fazer eu me sentir a mulher mais amada e sortuda do mundo.

Grissom também sorriu.

― É a mais amada do mundo, com toda a certeza.

~ ♥ ~

O natal chegou duas semanas depois, e Gil e Sara estavam naquele dilema. Passariam em Paris como planejaram ou em Las Vegas por conta das cobranças?

Mas que cobranças? Pois bem.

Um ano antes, quando Sara contou que ia passar o natal em Paris com Grissom por ser o primeiro como marido e mulher, ela prometeu que no seguinte ambos estariam em Las Vegas pra passar com eles.

― Promessa é dívida né, Griss.- disse ela entrelaçando sua mão na dele ao saírem do aeroporto.

― Prometeu de dedinho?

― Não, mas mesmo assim, poxa. Sei que nossos planos eram passar mais um natal em Paris e levar a Abby pra passar com a gente, mas eu lembrei que prometi pra eles né. Ia ficar chato.

― Tem razão. Não é uma coisa ruim, sinto falta de passar o natal com eles, todos juntos. E levar a Abby vai ser legal, ela gostou de estar no meio daqueles doidos mês passado.

Sara riu e concordou.

― É verdade. Ela me ligou ontem empolgada.

― Ela vai levar o cavaquinho?

― Não sei, ela disse que tem vergonha de cantar na frente de muita gente.

― Bom… é melhor não forçar. Mas eu adoraria vê-la cantar. Enfim… o que vamos fazer até nos arrumarmos pra festa?- perguntou ao entrarem no carro, só pra ver o que ela diria.

― Namorar! Namorar muito!- ela respondeu fazendo-o rir. ― Estou morrendo de saudades, Gil, você não vai escapar de mim hoje. Vou aproveitar que sua barba cresceu e vai dar pra roçar na minha pele de novo.- comentou ansiosa pra chegarem em casa.

― Aproveita mesmo porque eu vou raspar ela amanhã.

― Caramba, Gilbert!!!!

Gil de fato não escapou de Sara, ainda mais depois dessa provocação que ela não gostou nada. E esperta como era, usou isso a seu favor quando Gil estava vulnerável em seus braços na cama.

Quando sentiu que ele estava chegando em seu limite, parou com os movimentos e o fez prometer que só iria aparar e não raspar. Grissom praticamente implorou pra ela terminar o que estava fazendo prometendo tudo o que ela queria contanto que ela o fizesse. Sara sorriu satisfeita.

― Isso não é coisa que se faça.- declarou ele apertando sua barriga depois que recuperaram o fôlego minutos depois.

Sara deu risada.

Já perto de anoitecer eles foram se aprontar. Sara tinha comprado um vestido novo, bem simplezinho, só pra usar nesse dia. Como a tradição do natal deles era todos irem de social, nada mais apropriado e bonito né. Grissom foi com seu smoking de sempre, só mudando a cor da camisa.

Foram buscar Abby que estava a coisa mais fofa com seu vestido verde.

― Ai que linda!- disse Sara ao vê-la sair da casa.

― Você que está linda. Parece uma princesa!- disse a menina ao ver a amiga, já que era a primeira vez que a via arrumada daquele jeito.

― Estou mais pra plebeia.- a morena riu. ― Vamos? Gil está esperando no carro.

Ao entrarem, Gil também elogiou o look de Abby e a menina disse que se Sara parecia uma princesa, ele parecia o príncipe dela. Ele brincou que estava mais pra sapo, só pra fazê-la rir, e funcionou.

Como a ida de Gil e Sara foi de última hora, eles nem fizeram amigo oculto, tiveram a ideia de sortear os nomes somente pra dizer qualidades e babar o ovo de quem eles tirassem, como um amigo oculto só que sem os presentes. A presença era o que importava pra eles, não os mimos.

Abby também participou e coincidentemente ela tirou Sara, e foi impossível o olho de alguém não se encher pelo menos um pouquinho de lágrimas com o que ouviram da criança.

― Parece que foi combinado.- disse a menina sorrindo assim que leu o nome no papel.

― Bom… Quer começar?- perguntou Catherine carinhosamente e Abby assentiu.

― Acho que… já tenho idade suficiente pra perceber… que minha vida depois do que aconteceu seis anos atrás teria sido muito diferente se eu não tivesse conhecido ela.- Sara já estava querendo chorar, pois sabia que era a ela que Abby se referia, só podia ser. Era a primeira vez que Abby falava “em público”, e estava indo muito bem. ― Não sei se eu… aceitaria e… superaria tão rápido… se não fosse a Sara.- a morena sorriu e uma lágrima escorreu. Grissom rapidamente a secou lhe dando um beijo na bochecha. Abby continuou. ― Não lembro de muita coisa antes dos meus cinco anos, quase nada, então posso dizer que eu nunca me senti tão feliz e amada, mesmo não morando com ela.- sorriu e todos sorriram também. ― Gil e Sara cuidam de mim como se fossem meus pais de verdade, e eu agradeço todos os dias por ter eles na minha vida.

― Aww!- foi um coro, todos emocionados com aquele discurso.

Abby correu para abraçá-los e também chorou um pouquinho quando eles disseram que a amavam.

― Parecem de fato uma família.- comentou a ruiva sorrindo. ― Sabem o que isso me faz lembrar?- todos olharam pra ruiva esperando que ela continuasse. ― Quando Gil e eu estávamos fazendo um passeio pelas ruas de Vegas, acho que uma semana antes dele ir atrás da Sara. Agora que eu parei pra pensar nisso. Estávamos conversando sobre as pessoas que vem pra cá pra ficar ricas, famosas, coisas assim…

― Eu lembro.- recordou-se Grissom. ― Você tinha me perguntado se eu vim pra ficar famoso, e eu falei que eu vim jogar baralho porque precisava de dinheiro.

― Sim, ele disse que achava que gostava de uma garota no colégio, mas acabou cheio de dívidas comprando corpos de porcos e não sobrou dinheiro pra garota. Eu lembro de dizer que talvez não fosse a garota certa.

― “Talvez” não. De fato não era!- afirmou a morena fazendo todos rirem e recebeu mais um beijo na bochecha.

― Exato.- disse a ruiva ainda rindo. ― Aí eu falei que ele tinha pagado pelos porcos, pois ele tem raízes, amigos, família… A família do trabalho né, porque ele ainda não tinha se casado com você e tudo mais. Aí ele disse uma coisa que super faz sentido agora.

Grissom se lembrou do que disse e sorriu esperando que Catherine revelasse o que foi.

― E o que foi?- perguntou Sara curiosa.

― Ele disse “É… pode ser hora de replicar”.- todos abriram a boca surpresos por Grissom ter dito aquilo. ― Aí ele larga o emprego, casa com a Sara, leva a Abby pra passar as férias com eles, a ação de graças, o natal… Replicou!

Sara o olhou chocada.

― Aquele plano já estava na sua cabeça antes de casar comigo?

Ela lembrou de quando Grissom propôs que tivessem um filho, e mesmo triste por não ter conseguido engravidar ainda, ficou feliz por eles estarem tendo pelo menos metade dessa experiência com Abby.

Grissom assentiu com um sorriso escondido, porém enorme. Sara sorriu do mesmo jeito e lhe deu um beijo. Estavam felizes com a família que tinham, e continuariam felizes se ela um dia aumentasse ou não.

Depois daquele começo lindo da brincadeira, eles prosseguiram com mais nomes e mais discursos.

~ ♥ ~

Mais três semanas se passaram depois do natal, uma semana antes de ver Gil de novo, lá estava Sara dando bronca e ao mesmo tempo tirando uma com a cara de seu melhor amigo.

― Como assim eu tiro uma noite de folga e você do nada se apaixona por uma sem vergonha mentirosa, Gregori??

Sara tinha acabado de saber por Catherine e Nick sobre o trabalho que Greg tinha dado no turno anterior. Deixou sua supervisora furiosa, quase morreu e ainda foi enganado e iludido.

Greg se deixou levar pelos encantos de uma dançarina burlesca que fingiu ser professora e se aproximou dele só pra obter informações da investigação. Tomou no Afonso.

― Não fala assim, Sara.

― Não vai me dizer que ainda está com dó dela, Greg? Qual é!

― Não Nick, não estou. Já era, já passou.

― Ai ai, que cheirinho de pêssego fresco!- Nick zoou fazendo uma voz fina como se o imitasse.

― Cala a boca!- o mais novo revirou os olhos.

Sara riu.

― Falei pra ele que da próxima vez que ele se apaixonar por uma garota misteriosa, é pra deixar eu checar a ficha dela antes.- contou Catherine. ― Eu tenho um ótimo olho pras podres.

― Boa estratégia, ruiva. E Greg, se mais alguma mulher te usar ou te magoar, me chama que eu dou uns sopapos, tá?

Greg riu.

― Pode deixar Sarinha.

Mas tudo correu bem, Greg jurou que nunca mais ia ser feito de bobo e Sara viajou despreocupada na semana seguinte.

Ela e Grissom combinaram de fazer outra viagem, dessa vez pra Califórnia, passar o segundo aniversário de casamento em São Francisco, onde tudo começou. Sara teve a ideia de atualizar a primeira foto que eles tiraram lá, com a ponte Golden Gate de fundo, do mesmo jeitinho.

Gil foi pra Vegas e de lá pegaram o voo pro destino final. Estavam ansiosos pra voltar lá e decidiram fazer as mesmas coisas que fizeram em sua primeira semana juntos na cidade, no período da conferência forense.

Chegando em São Francisco, ambos deixaram o aeroporto e foram direto pro hotel, o mesmo que ficaram da última vez que foram visitar a cidade.

Quando chegaram, se acomodaram no quarto e foram até a janela. Sorriram por estarem ali mais uma vez.

― Acho que sempre irei sentir isso toda vez que pisar em São Francisco.- Sara comentou após suspirar.

― O que?- perguntou ele chegando por trás e enlaçando sua cintura num abraço.

― Essa nostalgia, essa energia, e ao mesmo tempo sentir o coração aquecer de amor e gratidão, sabe? Foi a cidade onde morei, onde conquistei carreira, onde me apaixonei… Estar de volta é sempre uma alegria e um prazer. Reviver os momentos antigos e criar os novos.

Grissom sorria o tempo todo ao ouvi-la falar. Ficava feliz em vê-la feliz, e aquilo pra ele bastava. Estar de volta ao lugar onde tudo começou, mais uma vez, era como reviver aquela semana que passou ao lado dela como amigos, aqueles dois dias que passaram como namorados, e esse aniversário que passariam como marido e mulher.

― Como você disse uma vez… “eu não trocaria isso por nada”.

Sara, mais uma vez como sempre fazia, o olhou com todo o amor do mundo e sorriu. Virou-se, o abraçou pelo pescoço e lhe deu um beijo lento cheio de paixão. Ao finalizarem, Gil beijou sua bochecha e afundou o rosto em seu pescoço aspirando seu doce perfume. Poucos segundos depois eles separaram o abraço.

― Vamos passear?

― Vamos!- sorriu empolgada, o pegou pela mão e correram pra fora do hotel pra começar o passeio sem perder tempo.

Como estavam com fome, foram primeiro na lanchonete que foram tomar um café depois de terem esbarrado um no outro depois da palestra. No caminho foram até brincando que o primeiro contato físico deles foi completamente clichê.

Depois foram passear na praça tomando sorvete como fizeram antes, e em seguida foram até aquele lugarzinho especial com vista perfeita da Golden Gate.

― Eu juro por Deus, Gil, se eu ver um balão… eu vou ligar pra NASA.

Grissom gargalhou.

Ficaram um tempinho ali, relembrando os velhos tempos. Mas não podiam demorar, pois ainda queriam ir nos pontos turísticos. Se divertiram muito relembrando e registrando novos momentos em Fisherman's Wharf, no Exploratorium, Palace of Fine Arts e San Francisco Maritime Park onde Sara quis atualizar a foto que Rayle tirou deles treze anos atrás.

Pediram pra um casal que passava na hora, e a moça tirou uma foto deles do mesmo jeitinho da antiga, e uma nova com Gil e Sara se olhando e sorrindo. Ficaram apaixonados por aquela foto e disseram que colocariam numa moldura assim que revelassem.

Já na parte da noite, pra finalizar o passeio, foram jantar e quando chegaram encerraram a noite fazendo amor, cheio de juras, paixão e saudade.

Eles até iriam passar no antigo apartamento de Sara mais uma vez, antes de irem embora da cidade, mas a morena não quis.

― Não quer ir ver se ela passou por aqui?

― Vai dar na mesma, como sempre.- ela admitiu a derrota com tristeza. ― Rayle não está aqui, Gil, capaz que nunca volte pra cá. É como você disse, vamos nos ver de novo, no tempo certo.

Notas finais
Espero que tenham gostado e desculpem o resumão hsuahsaj eu precisava desses quatro meses em um capítulo só e ia ficar muito grande se eu detalhasse tudo ^^ ♥ Abraço de urso e até o próximo com mais uma aparição da sogrinha amada de Sara haha :3