Love Story
221 CSI:Vegas ❥ E Vamos de Julgamentos
Notas iniciais
A moça que substituiu Janice não economizou nas acusações, foi direto no júri afirmando que Hodges era um mau caráter e que ele alterou evidências para colocar inocentes na cadeia. Só baboseira.
Gil e Sara assistiram a tantos julgamentos assim que estavam no tédio na última fileira. E mesmo com Hodges de costas pra eles, ambos conseguiam sentir sua agonia, o quanto ele estava tenso e com medo de seu futuro.
Após a audiência, Gil e Sara receberam uma mensagem de Max e foram pro laboratório. Guillermo tinha recebido dinheiro de Wix e guardou na geladeira. Forneceu o maço a eles como ajuda já que não tinha saída. Max mandou ao laboratório para Gil e Sara analisarem. Talvez houvessem digitais de Wix nas notas.
— Folsom disse que Max fez o Guillermo suar frio.- Sara comentou com o marido enquanto analisavam nota por nota.
— Como ela o encontrou?
— O cara que foi pago para matar o Brass tinha tatuagens de soldado de cartel. Max começou a olhar antigos casos do Wix, clientes com a mesma afiliação.- ele assentiu, entendendo. — Se as mãos sujas de Wix estiverem neste dinheiro, esta é a bola do jogo.
Ficaram um tempo naquilo já um maço com muitas notas. Não conseguiram muita coisa.
— Os aminoácidos estão degradados.- disse Sara olhando uma das notas com uma lupa. — O melhor que consegui foi uma pequena espiral. Pode ser de um dedão.- olhou pra ele e lhe passou a lupa para que ele também pudesse ver.
— Não é suficiente para processar.
— Talvez façamos Guillermo testemunhar.
— Você esteve no tribunal. Sem uma prova sólida, nós…
— E quanto ao DNA?
Foram interrompidos pela som da voz de Penny que estava parada observando eles. Levaram um susto, nem viram ela ali. Penny se aproximou da mesa e começou a falar.
— Tudo o que conseguirmos estará misturado e degradado, mas podemos passar no M-Vac e pegar amostras…
— Estava nos ouvindo o tempo todo?- Sara indagou.
— Não sou tão inocente quanto pareço.
Grissom suspirou.
— Não destrua minhas ilusões, Penny.
Para ele, ela era só uma garotinha, uma neném que por acaso era cientista, prodígio muito fofo. Ela dizer isso destruía esse pensamento.
Penny achou a fala engraçada. Todos pensavam que era inocente por conta de seu rostinho de boneca.
— Eu amo esse lugar.- e enfatizou. — E não vou deixar o mané do Wix arruinar nossa reputação.- eles olharam pra ela e nem precisaram perguntar como ela sabia. — Eu ouvi os boatos.- respondeu e os viu trocarem um olhar. — Deviam me deixar ajudá-los.- e deu o sorriso mais fofo que só ela tinha.
— Com esse sorriso, nem precisaria pedir.
Sara sorriu com o fala do marido. Penny havia conquistado ele, com sua fofura e determinação. Como meio que adotaram Chris naquela semana com o envolvimento de Anna Wix, fizeram o mesmo com ela.
Deixaram que Penny os ajudasse e enquanto ela colocava em prática o que disse, receberam uma ligação do advogado de Hodges, com um assunto sério. Precisavam resolver, pois Hodges estava desesperado ao quadrado. Ofereceram um acordo pra ele se ele confessasse.
— Não está considerando isso, não é?- Sara quis ter certeza.
Ele estava com a expressão mais derrotada que já viu.
— As diretrizes da condenação são bem severas.- disse o advogado. — Um acordo faz sentido.
— E assim, pelo menos todos aqueles criminosos ficariam…
— Ficariam na prisão.- Grissom concluiu a frase, e acrescentou. — Com você.
Hodges abaixou a cabeça e pela primeira vez, se referiu a Grissom com o apelido dele.
— Gil, eu não espero que você entenda isso, mas minha esposa não está do meu lado.- e olhou para Sara, que estava ao lado dele. Gil fez o mesmo. — Emma está tão estressada que a colocaram em observação.- ele então coçou a nuca enquanto falava a próxima frase. — Não poderei ir ao nascimento do Cooper porque estarei em julgamento e não quero perder o resto da vida dele também.
— Você não sabe se irá perder.- Sara afirmou. — Estamos testando o dinheiro que Max achou e podemos conseguir…- parou de falar assim que Hodges tirou a mão da nuca e trouxe junto um pequeno tufo de cabelo.
Aquele era Hodges agora. Acusado injustamente, preocupado com a esposa, com medo de não ver o nascimento do filho, perdendo noites de sono, apetite e cabelo.
— David, não pode desistir.- Sara voltou a falar depois do silêncio deles ao presenciarem a queda de cabelo. — Me prometa. Se te pressionarem por uma resposta, não aceite sem falar conosco.
Hodges suspirou pesadamente e ficou uns segundos calado. Mas prometeu.
Horas se passaram e parecia que o dia nunca ia terminar, mas terminou, e eles voltaram pro hotel à noite para descansar.
Deitados cada um com o pensamento longe, eles descansavam o corpo e a mente depois daquela audiência. Tinha sido uma barra, mas não pior das que ainda viriam.
Sara tentava se preocupar apenas com o caso Hodges, mas aquele mau presságio não ia embora.
Levantou a mão para conseguir olhar pra ela e a joia dourada brilhou em seu dedo. Gil saiu de seu devaneio com essa movimentação.
— Que foi?
Ela balançou a cabeça com o pensamento distante.
— Foi estranho… ficar sem ela.
Foi estranho também vê-la sem e viu como ela ficou sem conseguir achar.
— Ficou mesmo preocupada?
Ele ainda não conseguia acreditar, mas como ela disse que pareceu um mau presságio, ele até entendeu o medo dela.
Ela só suspirou acariciando a mão dele que segurou a sua.
— Amor, sabe o que aconteceu? Sua aliança está folgada, você sem querer perdeu e eu achei. Só isso.- seu tom de voz era o mais doce do mundo.
Sara sorriu quando o sentiu beijar sua testa. Olhou pra ele e seus olhos encheram de lágrimas quando o ouviu dizer:
— Não vai acontecer de novo.- e ao perceber isso, ele acrescentou. — Lembra do nosso juramento?
— Nada nunca mais vai separar a gente.- disseram juntos e sorriram com o canto dos lábios.
“Segure minha mão
Tudo vai ficar bem
Ouvi os céus dizerem que as nuvens têm estado cinzas
Me traga para perto de você
Me envolva em seus braços que doem
[...] Erga a sua cabeça
Olhe nos meus desejantes olhos
Esse medo dentro de você irá amenizar” — Lady Gaga
~ ♥ ~
O dia seguinte veio e Gil foi ver com sua aprendiz se tinha novidades.
— Como nos saímos, Penny?
— É como pensamos. A maior parte do DNA nas notas estava muito degradado. Mas consegui amplificar duas amostras.- entregou a ele as folhas com os resultados.
— São duas a mais do que eu esperava.- ela sorriu com isso. — Mas nenhuma corresponde ao Wix.
— Nem mesmo três locus do genes em comum. Qualquer alegação que ele lidou com o dinheiro não sustentará no tribunal. Talvez ele tenha usado luvas.
— E os dois que não usaram?
— Um era um ex-presidiário, Guillermo Chaves, mas me disseram para eliminá-lo. O outro não estava no CODIS. Desculpa. Tenho certeza de que isso não ajuda.- abaixou o olhar ao dizer, pois tinha certeza que esse DNA ajudaria.
— Ah, Penny, você estava indo muito bem.
— O quê? O que eu fiz?
Ele sorriu.
— Você fez uma suposição. Às vezes, uma pergunta é tão boa quanto uma resposta. Se você souber a quem perguntar.- a última frase foi quase como um sussurro e ele sorriu, saindo da sala.
Penny também sorriu com isso. Gil era adorável.
Com esse resultado, Gil mandou para a esposa que tinha ido com Max falar com Guillermo. Sara mostrou o resultado, que era o DNA dele no dinheiro, e o outro que era desconhecido. Queriam que ele falasse quem mais pegou nele se não foi Wix.
Com mais uma ameaça, Max conseguiu arrancar um nome dele. Manuel Garza. Disse que Wix queria Brass morto e que mandou Garza para resolver. Disse que ele nunca falou diretamente com Wix, só com Garza. Quando Sara questionou onde ele estava, Guillermo se recusou a falar. Disse que podiam prendê-lo se quisessem, porque se ele falasse, Garza o mandaria para o túmulo.
Depois disso, mais uma audiência, e lá estava Hodges sozinho contra 36 provas encontradas no depósito. Enquanto a promotora falava, Sara observava.
— Olha o Wix.- ela sussurrou para o marido que estava com um tique mexendo no botão da camisa. O agarraria de tão gostoso que ele estava se não estivessem no meio da corte com a vida do amigo em risco. — Ele sabe que ganhou.
O babaca estava com um sorriso no rosto enquanto assistia.
— Ele não sabe que temos o Guillermo.- Gil sussurrou de volta.
Tinham o Guillermo. Acharam o corpo naquela tarde. Assim que anoiteceu, quando já estava tudo cercado pela polícia, Gil e Sara estavam lá pra analisar a cena. Tinham cortado a lingua dele.
— Teria mais sangue se estivesse vivo quando aconteceu.- Sara disse, sentada na maleta, pois estava velha demais pra ficar agachada na frente de um corpo como fazia antes, de frente pro corpo de Guillermo que tinha os olhos abertos.
— Acho que alguém não gostou que ele falou conosco.
— Alguém que trabalhou para o Wix. Levou a língua. Deixou uma mensagem.
— Sim, mas nada mais.- disse ele com sua lanterna. — Sem cápsula de bala.
— Ele foi morto em outro lugar. Há uma dupla lividez aqui.
Gil agachou atrás dela para olhar.
— Então ele foi trazido aqui para nós o encontrarmos?
— Para que pudéssemos ver o que estava faltando. Parece uma ferramenta afiada. Tesoura de jardim. Ou alicate de corte, talvez.- ela suspirou. — Essa foi nossa última chance, Gil.
— Ainda não acabou, querida. Sempre existe algo mais.
Era o quadragésimo quarto dia de investigação, dezenove de novembro. Eles só tinham até o dia vinte e cinco até irem ficar com os filhos no dia de ação de graças como prometeram. Jamais iam resolver aquele caso em seis dias.
Assim que foram pra casa naquela mesma noite após analisarem o corpo de Guillermo, seus filhos ligaram perguntando quando eles iam buscá-los.
As crianças nunca ficaram longe deles por tanto tempo e Rayle também estava agoniada sem notícias. Afinal, já tinha mais de um mês. Abby disse que Amy quem liga pra saber das coisas, já que Becca e Rayle não querem arriscar contato como Sara pediu.
— O julgamento já começou. Estamos fazendo o possível pra acabar com isso logo.- Sara explicou, mais uma vez. Não podia culpá-los por sempre perguntarem.
— Também estamos doidos pra voltar pra casa.- Gil completou.
— O tio Hodges vai ficar bem?- Maggie sabia que seus pais estavam tentando salvá-lo, ouviu os burburinhos pela casa. Era uma menina esperta.
Gil e Sara tentavam disfarçar a surpresa.
— Esperamos que sim, meu amor. Vai dar tudo certo.
— É verdade que ele vai ter um bebê, mamãe?
Sara sorriu com a pergunta do filho.
— É sim. A tia Emma, que vocês ainda não conhecem, está esperando um menininho.
— Qual vai ser o nome dele? Eu vou poder brincar com ele?
Sara sorriu mais uma vez.
— O nome dele é Cooper, e claro que vai brincar com ele, assim que ele não estiver mais no colo.
— Por que a gente não pode brincar com ele no colo?
— Porque ele vai ser muito pequenininho pra brincar. Vocês vão ter que esperar um pouquinho.
— Ahhh.- eles lamentaram e os pais sorriram. — Quinta tá chegando.- acrescentaram. — A gente vai viajar?
— Vamos ver o que vamos fazer.
— Ainda não sabemos onde vai ser, mas não fiquem ansiosos.- Gil concluiu. — Vão nos ver logo, logo. Está bem?
— Tá bom, papai.
~ ♥ ~
O dia de mais um julgamento veio, mas Hodges não apareceu.
O júri estava no aguardo, Anson Wix estava esperando na plateia do júri, assim como Sara, Gil e Max, que também quis assistir.
Sara levantou a cabeça, olhando pro teto e suspirando de impaciência.
— Acho que nenhuma sessão começou na hora marcada.
Max estava quieta, e olhava para Wix as vezes.
— Max?- Sara notou. — Você está bem?
— Eu sabia que Guillermo estava com medo… Mas o forcei mesmo assim.- e olhou para Wix de novo, culpando-o com o olhar.
Ele olhava para o outro lado.
— Você disse pra ele não falar com o Wix.
Na hora o juiz apareceu e mateu o martelo várias vezes. Sara franziu o cenho. Ele estava nervoso.
— Advogados, na minha sala. Agora.- ele então olhou para Grissom e lhe apontou o martelo que segurava. — E você, dr. Grissom.- Sara olhou para o marido confusa, e ele estava confuso ao quadrado. — Virá com a gente, não é?- sem outra alternativa, Gil o seguiu.
Na sala do juiz, um vídeo estava na tela. Era Hodges, confessando tudo o que foi acusando e dizendo coisas que ele nunca diria. Para Grissom, claramente ele estava sendo forçado a fazer aquilo, para o resto, foi legítimo. Gil foi chamado lá, pois no fim do vídeo de confissão, Hodges disse, depois de pedir perdão a esposa “Fale com Gil Grissom. Ele entenderá tudo isso”.
E essa nem foi a pior parte. O vídeo não só foi enviado por e-mail, mas também foi postado na internet. Hodges estava foragido, pois sua tornozeleira estava desativada.
Como Gil foi mencionado no vídeo, o juiz o questionou o que estava acontecendo, mas ele não fazia ideia, e foi isso que respondeu.
O juiz o deixou sozinho com o advogado de Hodges, e Gil chamou Max e Sara para verem o vídeo, mas Sara já tinha visto na internet enquanto eles conversavam. Foram até o escritório do advogado para conversarem lá. Sara ligava para Hodges o tempo todo e ele não atendia.
— Ele não disse nada a você antes de enviar a confissão?- Sara estava nervosa, mas tentava controlar.
O advogado fez que não.
— Não entendo.- disse Max. — Foi muita pressão?
— Não acredito em nada disso!- respondeu Sara.
— Não sei o que ele pensava.- comentou o advogado. — Ele está quieto desde o início do julgamento. Está preocupado com a Emma e o bebê.
Enquanto eles conversavam, Gil estava no canto revendo o vídeo.
— Não tenho certeza.- por fim falou. — Mas ele sabe que não aceito confissões sem investigar. Então… Talvez seja um convite. Para que eu o encontre.
— Quando o viu pela última vez?- Max perguntou ao advogado.
— Íamos nos encontrar às 9h, uma preparação para o júri. Ele tinha permissão de ver a Emma antes.
— Ela não o viu.- Sara tinha ligado pra ela pra saber dele, mas não quis alarmá-la. — O telefone está desligado, não podemos rastrear a localização dele.
— Verdade.- disse Max. — Mas há mais naquele arquivo do que áudio e vídeo.
Os três se olharam e foram correndo pro laboratório. Gil e Sara foram até a pequena aprendiz deles para ver se ela conseguia ajudar.
— Não parece que Hodges gravou esta confissão pelo celular pessoal dele.- disse a jovem em frente o computador com seus pais atrás. — O endereço MAC do celular não corresponde.
Sara estava num desgosto que dava pra ver em sua face. Wix estava irritando ela, mais do que nunca. Fazer Hodges confessar? Pelo amor.
— Qual dispositivo ele usou?
— Um pré-pago.- ela respondeu Gil. — Como de posto de gasolina.
— Por que ele compraria um celular descartável para fazer o vídeo?- Sara indagou olhando pro marido.
— A resposta está na pergunta.- Gil usou a frase que costumava usar quase sempre. — Talvez ele não comprou.
— Posso dizer quando e onde ele gravou.- Penny chamou a atenção do casal para si novamente. — Às 6h26 desta manhã, David estava nesta geolocalização. Bem aqui.- mostrou no mapa.
Eles se inclinaram um pouco pra ver melhor.
— É do outro lado da rua do hospital onde Emma vai ter o bebê.
Analisaram o vídeo mais um pouco, focando mais no fundo pra ver se encontravam algo para procurar no local que tinham. Sara printou uma mancha na parede atrás de Hodges, e mostrou ao marido assim que chegaram no local, quando já estava anoitecendo.
Com a mancha em mente, começaram a vasculhar. Se separaram pra ser mais rápido.
Sara entrou em um cômodo e viu uma cadeira com um balde do lado. Viu a mancha na parede também e a tornozeleira de Hodges estava no chão. Aquele era o lugar.
Sara olhou dentro do balde e viu um alicate enorme dentro, o mesmo tipo que foi usado em Guilhermo para cortar sua língua.
Na mesma hora, sentiu um mal estar e fechou os olhos. Um filme começou a passar em sua cabeça, tudo o que já aconteceu até ali. Fechou os olhos com força e medo.
Imaginou Hodges sendo sequestrado, ameaçado, atacado, viu TUDO passar diante de seus olhos. Quando os abriu, pôde ouvir Hodges implorando por sua vida e sentiu não só sua respiração descompassada como seus olhos arderem ao pegar o alicate e olhar pra ele.
— Gil!- gritou querendo chorar. Não queria imaginar o pior, mas era inevitável.
Grissom foi correndo até ela ao ouvir seu grito.
— Sara! O que foi?
Em seu rosto era só preocupação. Ela estava de costas pra ele, imóvel, segurando alguma coisa. Viu que era um alicate quando chegou perto e tocou seus ombros.
Sara parecia em choque olhando pro objeto, sua respiração estava um tanto acelerada.
— Honey?
Sara olhou pra ele, os olhos marejados e apavorados. Gil pegou o alicate de suas mãos e o colocou de volta no balde, abraçando a esposa em seguida.
— E se cortaram a língua dele também?- sua voz embargou.
— Não, não… não vamos pensar nisso. Isso foi só para assustar. Calma, nós vamos encontrá-lo.
— Gil, ele tem que ver o Cooper nascer.
— Ele vai ver.- separou-se dela só pra segurar seu rosto. — Respira fundo.- Sara piscou várias vezes para conter as lágrimas, precisava manter o foco e foi exatamente o que Grissom lhe disse. — Mantenha o foco, tá?- ela respirou fundo e assentiu. Gil lhe deu um beijo na testa. — Pede reforço. Esse lugar é uma cena de crime agora.
To Be Continued…
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