Love Story
2 Teardrops On My Guitar
Notas iniciais
Eu finjo um sorriso assim ele não vai ver que é tudo que eu quero e preciso, tudo o que deveríamos ser. Aposto que ela é linda, a garota que ele fala, e ela tem tudo que eu tenho que viver sem.
I fake a smile so he won't see that I want and I'm needing, everything that we should be
I'll bet she's beautiful, that girl he talks about, and she's got everything
That I have to live without.
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P.O.V. Calypso
Nesse momento, eu só consigo pensar em uma coisa: EU QUERO VOLTAR PRA CASA!!!!
Não a minha casa nesse país insuportável que muitos chamam de U.S.A., eu quero ir para a Grécia! O país onde eu passei toda a minha infância, onde tenho amigos, boa vizinhança, paixões...
Antes, o meu maior sonho de consumo era fazer intercâmbio em NY , agora que eu estou aqui, na cidade dos sonhos, quero ir pra casa.
Estou no carro, para ir ao meu primeiro dia na GOODE HIGH SCHOOL. Esse vai ser o meu colégio durante um ano da minha vida.
Sem sucesso, tento esquecer tudo o que aconteceu nesses três últimos meses, mas as lembranças vem à tona, e cada vez com mais ferocidade...
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Aeroporto. O lugar onde se vê mais sorrisos, mais abraços, mais lágrimas. Nesse momento, estou abraçando Helena e Sofia, minhas melhores amigas, além de Ul (na verdade, o nome dele é Ulisses, mas nós o apelidamos carinhosamente e Ul ), que era meu melhor amigo. Eu gostava dele, ou melhor, eu o amava...
Depois disso, foi o meu pai. Eu chorava, mas ele só me deu um abraço xexelento e eu embarquei. Pois é. A minha mãe nem veio. Mas sinceramente, nem fez diferença.
Passei a viagem inteira chorando. Não queia ficar longe deles. Eles eram tudo o que eu tinha. Bom, eu tenho um pai, que está sempre ausente, e uma mãe, mas quando ela se separou do meu pai, nem lutou pela minha guarda, me jogou nos braços do meu pai. Vi ela no máximo umas cinco vezes na minha vida, e eu tenho 15 anos.
Primeiros dias foi aquela joça toda de mudança e bla bla bla. Na segunda semana de minha estadia, dia 22 de abril, falei para o meu pai me colocar em uma escola de férias, para que eu possa entrar na escola já ciente dos assuntos. Eu pedi para os caras do intercâmbio, eles deixaram, além da minha “host Family”.
E foi lá. Foi lá que eu conheci ele.
Eu não sei. Devem ter jogado algum tipo de magia em mim, porque eu me apaixono perdidamente por quem senta na minha frente. Não consigo me controlar. Eu não sei, parece que o menino senta na minha frente até eu me apaixonar, quando eu estou perdidamente apaixonada por aquela pessoa, ela tem de ir embora, muda de sala, cidade, país, ou até de lugar, então eu resolvo me declarar e bum! Acabou a nossa amizade. O estranho é que a pessoa fica me atormentando ante de eu me apaixonar por ela, e quando eu me apaixono, elas se vão. Mas eu só consigo parar de sofrer quando vem outro para curar meu coração, mas com ele acontece a mesma coisa. Foi assim com Ulisses, e será assim com todos.
Estava sentada na última carteira, perdida em pensamentos, lembrando daquele sorriso de covinhas do Ul, que me deixava louca, nos seus olhos, na sua boca...
Até que ele sentou-se na minha frente. Murmurou um bom dia e virou pra frente. Bem, no segundo seguinte, eu estava concentrada em outra coisa, tentava me lembrar daqueles olhos verde-mar que eu pude contemplar por míseros segundos...
O nome dele é Perseu, mas gosta que chamem-o de Percy. Em poucos dias, viramos amigos. Eu, claro, me apaixonei por ele, perdidamente. Mas acho que eu esqueci de contar uma parte dessa “magia” : nenhum cara que eu me apaixonei gostou de mim da mesma forma. E com Percy não seria diferente. Bom, qualquer um perceberia que ele gosta de outra, uma outa qualquer que eu nem conheço e nem terei o prazer de conhecer. Nesse período, ela estava viajando. Adivinha para onde? Para a Grécia! Você já deve imaginar quanto estou com inveja dessa garota, já não basta roubar o coração do menino que eu gosto, tinha que roubar o meu país!
Mas enfim, esse, diferente dos outros, não percebeu que eu gostava dele, mas ele me achava bonita (sim, eu bolei o maior plano pra saber isso) e muito legal. Me considerava sua melhor amiga, logo depois da tal Annabeth.
Então, um dia, eu resolvi que, se ele não percebesse o quanto eu gostava dele, ele iria sempre me tratar como a melhor amiga, não do jeito que eu sonhava que ele me tratasse. Mas esse foi o maior erro da minha vida.
–Calypso –ele disse- eu gosto muito de você como amiga, mas não do jeito que você está imaginando. Eu quero só amizade.
Eu não aguentei mais. Eu não aguentava mais eu gostar de meninos que não gostam de mim. Não aguentava todos dizerem a mesma coisa. Para mim, foi o ò.
No dia seguinte, saí do cursinho. Eu queria voltar pra casa, sair desse país infernal, voltar para um lugar que eu possa chamar de casa.
A minha mais profunda pode parecer clichê, mas para mim é a verdade: Será que alguém vai finalmente se apaixonar por mim?
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Então eu cheguei na escola. Fui na secretaria, peguei meus horários, mas não me deixaram procurar minha sala pois, como eu era intercambista de um país tão “exótico e diferente, mas adorável pela arquitetura americana” (nas palavras da diretora), deveria esperar um bocado, pois iria me apresentar no teatro da escola, afim de que todos os alunos do segundo ano do ensino médio possam me conhecer. Eu só faltei cavar um buraco no chão.
Ela disse que iria falar para os professores levarem sua turma exatamente às 9:15 (as aulas começavam às 8:30 ) para o teatro.
Dou a desculpa de que vou ao banheiro e saio da secretaria, andando por um corredor meio sem rumo, pensando: O meu dia não pode ficar pior. O meu dia não pode ficar pior...
Até que eu esbarro em alguém. É, o meu dia pode ficar pior. BEM pior.
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