Love Story
3 Capítulo 3: Ah, Justin!
Notas iniciais
Algumas semanas se passaram, e como estávamos de férias (estávamos em Dezembro) eu não conhecia a escola nova ainda.
Todos os dias eu e Pattie íamos ao shopping, Justin ia com a gente às vezes, Sandra ficava cuidando da casa e meu pai trabalhava em casa, pelo computador. Fiz algumas viagens com meus novos pais e com Justin, fomos à New York, Londres, Los Angeles, Texas e outros lugares...
Uma semana antes das aulas começarem, meu pai chamou eu, Jus e Pattie para termos uma conversinha na sala de estar.
- Bom, como vocês sabem, as aulas começam na semana que vem – começou meu pai – então eu resolvi dar um cartão de crédito para cada um de vocês para gastarem antes das aulas, com materiais, roupas e o que vocês quiserem.
- Uau, sério? – Eu disse, sorrindo animadíssima.
- Sim. Vocês poderão usar todo o limite do cartão, sendo que tem 5 mil reais em cada cartão. É um presente de volta às aulas.
- Boa ideia, eu não sabia disso, mas gostei – disse minha madrasta – mas tomem cuidado com o que vocês vão comprar. Falando nisso, Nica, “comprei” um IPhone e um Notebook pra você.
- Ebaaaaaa! – eu disse sorrindo pegando o IPhone e o pc da mão dela – que lindos, obrigada.
- Se você quiser pode pegar as minhas capinhas, tá maninha? – Disse Jus, pegando meu IPhone emprestado.
Agradeci e nós saímos correndo, parecendo duas criancinhas. Fomos até o quarto do Jus e eu peguei uma capinha toda colorida.
- Vou ficar com essa mesmo – eu disse sorrindo.
- É a minha capinha preferida, cuide bem dela, por favor. – O Jus disse desesperado já pensando na tragédia (eu era MEIO desastrada) (risos).
- (risos) Tá bom, senhor Bieber – Eu disse, em tom de brincadeira – vamos fazer alguma coisa legal?
- Claro, tipo o que?
- Sei lá, a gente pode pegar um filme na locadora – eu disse, saindo do quarto dele, e ele atrás.
- Bora então!
Atravessamos a rua, e saímos correndo e dando uns pulinhos, eu dava uns gritinhos histéricos quando tinha a sensação que ia cair e o Jus ria. Ele pulava nas minhas costas e eu carregava ele, mas ele é pesado, então eu o derrubava. Era engraçado, a gente fez isso várias vezes, mas a última não deu certo, ele pulou nas minhas costas e eu não tinha percebido que ele ia pular, a gente caiu no chão e todo mundo que tava perto riu.
- Juuuuuuuuuuuuuuustin, olha a vergonha – eu disse, quase explodindo de tanto rir.
- Meu Deus, da próxima vez eu te aviso antes de pular, porque tu é meio lerdinha né? Só pode ser a cor do cabelo – ele disse, rindo. (meu cabelo é loiro).
- Vem aqui menino, eu vou te bater! – Ele saiu correndo e eu saí atrás, quase morrendo, pô, ele era rápido, eu não conseguia alcançar – Juuuuuustin, volta aqui, tu me paga.
- Vem tentar então, maninha! – Ele disse, me provocando e dando uma piscadinha.
Quando eu consegui pegar ele, segurei tão forte que estiquei a camiseta dele. Dei uns tapas nele, e ele teve que tirar a camisa, é óbvio que ele queria me provocar, só pode. E conseguiu, ah Justin, seu safado, consegue me tirar do sério com esse tanquinho, pô, tu é meu I-R-M-Ã-O menino, tá doido? – pensei em silêncio enquanto ria e ficava sem graça.
- Ah Justin, vamo logo antes que nosso pai venha com a polícia atrás da gente – eu disse, tentando ficar com cara de brava.
Saímos correndo, entramos na locadora, discutimos muito sobre o filme que iríamos pegar e finalmente entramos em um acordo. Pegamos “O Ritual”, é filme de terror. Eu não queria filme de terror, mas eu sei por que o Justin queria pegar:
1- Pra me contrariar (coisa que ele nunca faz)
2- Pra me provocar (avá)
3- Eu sei que ele queria que eu ficasse com medo e agarrasse nele, já tinha sacado.
Voltamos pra casa, correndo igual uns retardados. Quando chegamos nossos pais tinham ido dormir já, e a Sandra também.
- Vou lá em cima buscar umas cobertas e travesseiros, daí a gente liga o ar e fica frio, pode ser? – perguntei.
- Pode, vou colocando o filme enquanto isso – disse meu irmão sedutor.
Quando voltei, ele tava me esperando, SEM CAMISA, e eu quase infartei. Eu deitei em um sofá e ele em outro. É óbvio que ele ia começar a me provocar.
- Tu vai ficar com medo aí hein! – eu não disse que ele ia provocar?
- Não tenho medo! – eu disse, mas é óbvio que eu tinha.
- Então tá, corajosa. – ele disse, rindo.
O filme começou. Eu tava com medo sim.
- Jus, eu to com medo! – eu disse, quase não acreditando.
- Eu disse, (risos eternos)!
- Ah, menino chato, vai se ferrar! – olhei com cara de brava.
- Ta bom ta bom, espera maninha, já vai passar o medo. – ele disse, levantando do sofá dele e deitando comigo, atrás de mim.
Ele me abraçou, eu me sentia tão segura perto dele, ele me fazia carinho, me dava beijinhos na bochecha e na testa, era tão bom ficar perto dele. Nem percebi o tempo passar, e a gente acabou dormindo, ali, abraçados. O-M-G!!!!
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