Love Story
1 Capítulo 1: Vida Nova
Notas iniciais
Meu nome é Nicoli, tenho 14 anos, moro na Califórnia, Estados Unidos. Nasci no Brasil, em Florianópolis, Santa Catarina. Meus pais se separaram quando eu tinha 1 ano de vida, e isso foi difícil pra minha mãe, porque ela não tinha dinheiro para me criar sozinha. Éramos pobres, morávamos em uma casa, bonita até, em um bairro intermediário de Floripa. Bom, como falei, éramos pobres, mas morávamos em bairro intermediário e em uma casa bonita porque meus avós nos ajudavam com a renda mensal da casa. Minha mãe trabalhava o dia inteiro, e eu ficava com a minha avó, na casa dela, algumas quadras depois da minha casa.
Mas a minha vida mudou, um dia minha mãe estava me levando em um parquinho perto da minha casa, e no caminho tinha uma senhora vendendo bilhetes de Mega Sena. Minha mãe nunca acreditou muito nessas coisas, a sorte dela era impossível. Mas como estávamos mal de vida e um bilhete daqueles custava menos de R$: 3,00, ela resolveu comprar um. Alguns dias depois, ligaram pra minha casa, minha mãe atendeu e disseram que ela tinha ganho na Mega Sena, sozinha. Foi o dia mais feliz da vida dela, e da minha também, mesmo não sabendo o que estava acontecendo ali.
Nós mudamos de vida, minha mãe comprou um apartamento, na Califórnia, um carro, contratou uma babá pra mim, comprou tudo quanto é coisa que um bebê precisa, ajudou meus avós também, já que eles tinham nos ajudado esse tempo todo. Morei com a minha mãe até os 13 anos, mas ela ficou doente e acabou morrendo. Meus avós morreram também, e eu estava sozinha no mundo, apenas com o meu pai, e tive que ir morar com ele em Paris, na França.
Capítulo 1: Vida Nova
Eram 15:00 horas, meu voo ia sair as 15:30 da Califórnia para pousar em Paris. Eu estava mais que ansiosa, pois eu nunca tinha falado com meu pai, não me lembrava dele, ele só ficou comigo por 1 ano. Minha vida não tinha piorado, estava do mesmo jeito que ela ficou depois do meu primeiro ano de vida, quando minha mãe ganhou na Mega Sena.
Tive que abandonar o apartamento, eu ainda tinha a minha babá, porém ela agora não passava de uma empregada, mas já era da minha família, praticamente minha segunda mãe. Eu sentia muito a falta da minha mãe, mas não sabia como iria ser com meu pai.
Estava no aeroporto, com a minha “babá”, Sandra, que eu amava muito. Ela iria ir junto comigo para Paris porque ela nunca me deixaria sozinha, principalmente em um lugar que eu não conhecia.
- Bom, o avião chegou – disse Sandra após ver o avião pousando lá em baixo. – tá pronta?
- Não né – fiz cara de nervosa, respiramos fundo, os ajudantes lá do aeroporto pegaram nossas malas e levaram até o avião – vamos lá.
Entramos no avião, confesso que eu estava com muito medo, pois nunca tinha andado de avião, Sandra também não.
Apertamos os cintos, seguramos firme uma na mão da outra e sentimos aquele negócio subir...
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