Depois de 4 dias, finalmente chegou o dia em que eu vou almoçar na casa dos pais do Adam. Acordei já nervosa pensando no almoço. Qual seria a roupa perfeita? Mais ousada ou mais comportada? Devo levar flores para a mãe dele para agradá-los? Devo ser séria ou engraçada? Devo beijá-los ou apenas apertar suas mãos? Meus pensamentos foram interrompidos pelo barulho da porta do meu quarto se abrindo e Adam me olhando com uma cara de tristeza. Olhei rapidamente no relógio e logo constatei o porquê: estava atrasada.

— Amor, o que você faz andando em círculos no meio do seu quarto só de calcinha e sutiã? Já são quase 11 horas! – exclamou ele

— Desculpa, desculpa, nem tinha percebido. É que estou muito nervosa por conhecer seus pais, nunca passei por isso antes. – expliquei-lhe.

— Como não? Você não teve outro namorado? – perguntou confuso

— Sim, sim. Mas nós já éramos amigos antes de sermos namorados, então eu já conhecia os pais dele antes. Eles já gostavam de mim na época, então foi mais fácil. – respondi.

— Não precisa se preocupar, eu vou estar ao seu lado. Meus pais são muito legais e compreensivos. Basta ser você mesma e eles vão lhe amar tanto quanto eu lhe amo.

— Tudo bem, tudo bem. Mas o que eu uso?

— Amor, você fica bem com tudo, mas não precisa ser nada formal.

Acabei pegando um vestido qualquer e um sapato boneca e logo fomos para o carro dele. Após alguns metros que começamos a andar ele falou:

— Amor, eu tenho que te falar uma coisa... ér... meus pais, eles não são muito normais... – ele disse com vergonha

— Mas o que eles têm de anormais? – perguntei curiosa

— É que... bem, ao contrário dos outros pais que não querem saber da vida sexual dos filhos, os meus querem saber de tudo, TUDO mesmo.

— Mas... – fui interrompida por Adam

— Em alguma hora eles vão começar a perguntar coisas do tipo “vocês já transaram?” ou “quantas vezes vocês já transaram?”, mas, por favor, não dê bola, pois fora isso eles são muito queridos.

— Que bom que você me avisou – disse lhe dando um beijo estalado na bochecha