Depois desse momento constrangedor, fomos andando até meu quarto, porém, ao passarmos pela sala, Adam se sentou no sofá dizendo que me esperaria ali.

— Ai, seu bobo, vem, você não vai ver nada que não tenha visto ainda. – disse o puxando para acompanhar-me.

— Ok, se você diz – disse ele, não pensando duas vezes.

Fomos até o meu quarto. Assim que entramos, Adam foi se sentar em minha cama enquanto eu fui em direção ao meu armário separar uma roupa decente. Separei um vestidinho básico e comecei a me despir. Logo que fiquei só de roupas íntimas, Adam não se aguentou e veio me beijar desesperadamente. Acabamos nos envolvendo e logo já estávamos na cama. Quando percebi que aquilo já estava indo longe demais, empurrei-o e ele me olhou sem entender nada.

— Desculpe, mas eu não posso continuar com isso. – disse, olhando para baixo, envergonhada.

— Ei, ei, calma meu amor, não tem problema nenhum – ele me acalmou um pouco... espera aí, “meu amor”?

— Do que você me chamou? – perguntei, fingindo não ter entendido

— De meu amor, que é o que você é. – ele falou de um jeito muito meigo.

— Own, você também é meu amor, lindo. – beijei-o rapidamente

— Hum, é tão bom ouvir isso de você. –disse, roubando-me um selinho – Mas, posso saber o que houve pra você do nada parar o que estava acontecendo? Eu fui longe demais?

— Não aconteceu nada demais, você não foi longe demais, eu é que me deixei levar pelo momento. É que eu sei que é estranho alguém de 21 anos dizer isso, mas... eu sou virgem.

— Nossa, eu nunca iria imaginar, desculpe amor. – ele pediu com uma carinha muito fofa.

— Não tem problema, você não tem culpa. Eu devia ter lhe falado. É que eu ainda não me sinto pronta pra isso, sabe? E isso foi o que Charlie, meu ex-namorado, não entendeu. Ele me deixou logo após eu dizer a ele que não podíamos continuar com o que fazíamos.

— Que desgraçado! Eu nunca deixaria você por uma coisa dessas, Liz. Eu amo você, e não só seu corpo. Eu esperarei por você para sempre se for preciso, porque eu te amo e nada vai mudar isso.

— Obrigada por me entender. Mas agora, eu tenho que terminar de me arrumar ou nunca sairemos daqui... a menos que... você não quer almoçar aqui?. – perguntei, dando-lhe um beijo.

— Bem, eu sou o chefe mesmo, não teria problema se eu me atrasasse um pouquinho. – Sorriu.